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quarta-feira, 1 de abril de 2015

JOSÉ SERRA PODE SER UM CABO ANSELMO AINDA NÃO DESCOBERTO

Quando houve o golpe de 1964, Serra era presidente da União Nacional dos Estudantes, UNE.

No comício da Central do Brasil, que muitos apontam como a senha para o golpe, Serra fez um discurso radical em defesa das reformas de Jango.

Há o golpe. Ele vai para o Chile. No Chile há um golpe também. E Serra se refugia onde? Nos Estados Unidos.

Qual outro líder de esquerda fez isso?

Com a certeza que temos hoje, via liberação de documentos, que os Estados Unidos patrocinaram o golpe de 1964, por que acolheriam um "líder de esquerda"?

Serra volta ao Brasil. No governo FHC trabalha intensamente pela privatização de nossas riquezas.

Em vídeo facilmente localizável na Internet, FHC diz textualmente que Serra lutou ferozmente a favor da privatização da Vale, um dos maiores crimes de lesa pátria, daquele período tão cheio deles.

Agora, como sua primeira medida no Senado, Serra quer privatizar a Petrobras.

É ou não é um cabo Anselmo?

segunda-feira, 16 de março de 2015

Ministro Cardozo, veja até onde sua omissão nos levou. Aonde mais nos levará?

A imagem que ilustra esta postagem foi colhida ontem, dia das manifestações daqueles que são contrários ao PT, ao governo, à democracia...

Bom a pauta era variada e confusa (houve até uma mulher com um cartaz defendendo a fome e o direito de assassinar mulheres...).

Mas esta imagem, se não me engano do protesto de Jundiaí, SP, mostra bonecos representando o ex-presidente Lula e a presidenta Dilma enforcados.

Isto acontece graças à sua omissão, que se confirmou na coletiva que deu no final do dia, onde defendeu como pacíficas e democráticas palavras de ordem ofensivas e misóginas contra a presidenta, pregação de golpe militar e volta à ditadura, o uso ilegal de uma concessão pública (Globo) para insuflar a manifestação contra o governo, e até o ataque com bomba a uma sede do PT. Onde a democracia e a não violência aí?

Mas, volto à imagem. Ela me remeteu, em sentindo inverso, àquela do fascista Mussolini, pendurado de cabeça para baixo. Só que aqui os fascistas é que penduraram bonecos de nossos presidentes, atrevida e IMPUNEMENTE.

Tudo isso graças a sua inoperância, sua omissão, sua covardia.

O que foi feito do policial federal que usou uma silhueta da presidenta como alvo e postou nas redes sociais?

O que foi feito com outros policiais federais que fizeram ataques à presidenta e campanha nas redes para o candidato por nós derrotado?

O que foi feito para punir os vazamentos seletivos da Lava Jato, com o claro objetivo de atingir o PT e criar obstáculos para a reeleição da presidenta Dilma?

Nada.

E essa impunidade reforça o comportamento dos golpistas. Agem com a certeza de que vão e podem contar com sua omissão covarde.

Agora, penduraram bonecos enforcados com as imagens de Lula e Dilma.

A prosseguir sua omissão, podem tentar o mesmo com as pessoas de verdade.

Como disse Machado de Assis, a ocasião faz o furto; o ladrão já nasce feito.

Há louco pra tudo. Até para tentar matar Lula ou Dilma, só para aparecer no Jornal Nacional.

À espera da ocasião.

domingo, 8 de março de 2015

O SOL NASCEU PARA TODOS, MAS A SOMBRA PARA POUCOS. NÃO É, ANGÉLICA? NÃO É, REDE GLOBO?

A DOR DE CORNO ESSA PANTERA

Num Brasil ideal todo mundo conheceria pelo menos os Versos Íntimos de nosso exótico e genial poeta Augusto dos Anjos.

Nele há dois versos que dizem "Somente a ingratidão - esta pantera - / foi tua companheira inseparável".

Daí para o título desta postagem foi um pulo. Porque, para o chifrudo, o corneado, o chifre é antes de tudo uma ingratidão.

Sim, porque ele a amava taaaanto... Como foi fazer isso com ele?

E isso me veio à cabeça (sem os chifres)  ao passar pelo Largo do Machado e ver um sujeito sentado, tendo ao lado uma caixa de som de onde saíam sons dos cds que ele vendia, ao preço de 15 pilas.

Não foi a primeira vez que o vi ali. Me parece uma figura envelhecida de alguém que sei que fez sucesso em certa época do passado, mas de  quem não me recordo o nome nem os sucessos (outro dia paro pra falar com ele e conto a vocês, mas não hoje).

O que me chamou a atenção foi o refrão da música que tocava enquanto eu passava:

"Tu casaste na igreja
Onde um dia confessou
Que era meu, somente meu
O seu amor"

E aí me veio à cabeça (como um chifre de raciocínio) que não é das grandes causas, dos grandes questionamentos filosóficos, que vêm as nossas grandes dores.

Mas de uma topada com o pé, uma dor de dente, um torcicolo... Uma briga entre irmãos, uma palavra mal falada por um amigo, ou até o chefe ou colega de trabalho...

Incomodam demais um ascensorista de cara emburrada, um garçom que nos trata como um cliente "inferior", o porteiro que não responde ao nosso Bom Dia.

E também aquela malvada que se casa com outro na igreja onde nos jurou amor eterno.

E eu, separado, me sinto de repente num verso de outro poeta, Fernando Pessoa, " E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído"...

Este mundinho miúdo do cotidiano é enfim aquilo que nos faz partícipes do mesmo mundo, onde a ingratidão (sim, porque sempre achamos que o mundo não nos retribui à altura do que doamos), onde a ingratidão, dizia, é nossa companheira inseparável.

Sofremos por motivos que outros acham ridículos. Mas assim é a vida.

Afinal, cada Napoleão tem sua Waterloo particular.

Folha publica mais uma ficha falsa de Dilma

Em mais uma versão de sua ficha falsa contra Dilma, a Folha deu manchete de capa (veja imagem) dizendo que o Procurador Geral da República teria arquivado denúncia contra a presidenta.

Mentira.

A presidenta não é nem citada na lista de Janot.

Por que eu não me surpreendo com o jornal da família que elogiou Médici, emprestou carros para transporte de presos políticos, tinha um outro para anunciar as versões dos torturadores assassinos, demitiu uma jornalista por abandono de emprego quando sabiam que ela estava presa, e ao final chamaram isso tudo de ditabranda.

Ah, me lembrei dos motivos pelos quais eu não me surpreendo.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

O William Bonner que conheci, num evento do Banco Nacional que dirigi

O ano era 1994. Como acontecia todos os anos, desde que a nova direção assumiu o Banco Nacional, foi lançada uma nova campanha interna de incentivo.

O tema era "Campeão Nacional", e tinha como símbolo nada mais nada menos que Ayrton Senna, o supercampeão que era patrocinado pelo banco.

No entanto, a campanha começou do pior e inesperado jeito possível. Um evento via rede, transmitido desde a TV E do Rio de Janeiro, daria o pontapé inicial na campanha, e estava marcado para a segunda-feira posterior à corrida de Ímola, na Itália, que Ayrton contava vencer, mas que, infelizmente para todos os que o tínhamos como ídolo, foi palco de sua última e trágica corrida.

Sobre como foi a transmissão da campanha na segunda-feira conto outro dia, em que vou falar do milagre que um gênio da comunicação conseguiu fazer. O nome desse gênio é Osmar Santos. Mas esta postagem é sobre William Bonner, que ainda nem entrou nela.

Vamos então dar um salto na história, do início para o fim da campanha de incentivo, do início para o final do ano, e assim introduzir Bonner.

Mesmo com o gravíssimo problema inicial - a morte de Senna, símbolo da campanha - o mundo girou, a Lusitana rodou, e chegamos ao final da campanha, quando se faz o feedback necessário e se prepara a equipe para o outro ano.

O Nacional me chamou para criar um evento que seria repicado por todo o Brasil. Deveria obrigatoriamente ter uma dupla de apresentadores, um homem e uma mulher.

Bolei a apresentação, fiz os textos, tudo aprovado, eles determinaram que eu deveria estar presente em uma e que dirigiria as outras via telefone.

A apresentação que me foi escalada aconteceria em São Paulo, numa boate de que não me recordo o nome. A dupla de apresentadores era: William Bonner e Maitê Proença.

Mas se você acha que vida de escritor é uma moleza, vou acrescentar um detalhe a esta história que vai mostrar o William Bonner que conheci.

Um dia antes do evento, que, como disse, se espalhava pelo Brasil inteiro, com mais de um evento simultâneo em cidades como Rio, SP e Belo Horizonte, me foi encomendado um vídeo "poético" sobre Ayrton. A produtora responsável faria uma cobertura de imagens sobre meu texto.

Mandei o texto. Aprovado. A produtora virou a noite cobrindo com imagens.

No dia da festa, a orientação era no sentido de que os homens dos casais de apresentadores lessem o texto.

Aí, voltamos a William Bonner. Quando eu o informei do texto, ele me disse delicadamente que não iria fazer. Aquilo não estava no contrato, e ele ainda estava muito ligado emocionalmente à morte de Senna, cujo enterro narrou ao vivo.

Era um pepino que eu não tinha como resolver. E que não aconteceu em nenhum dos mais de 20 locais em que o evento se realizava simultaneamente.

Eu me dirigi ao representante do endomarketing do banco que estava presente e expus o problema a ele. Ele me perguntou o que eu achava. Disse a verdade: pela minha experiência, tudo poderia ser resolvido por um plus no cachê.

Resumindo: William Bonner leu o texto que disse que não leria.

Juro que não sei o que o representante do Nacional e Bonner conversaram. O que me interessava era entregar o produto de meu trabalho. E tanto William Bonner como Maitê Proença foram perfeitos.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Anderson Silva, Cesar Cielo. Por que a diferença? Racismo? Preconceito contra MMA? Ambos?

O lutador de MMA Anderson Silva é o Pelé desse esporte. O melhor lutador peso por peso. Um craque que colocou seu título em jogo por 10 vezes, sem perder.

Com fãs pelo mundo, Anderson, o Spider, como ficou conhecido, parecia imbatível. Até que perdeu. Não uma, mas duas Hu vezes para um mesmo lutador, o americano Chris Weidman, 11 anos mais novo que ele.

Em toda a sua carreira, Anderson Silva jamais testou positivo em um exame antidoping.

No entanto, há um mês, os fãs do Spider foram surpreendidos com um resultado positivo. Foram três testes seguidos aplicados no atleta, com uma distância em torno de 10 dias entre eles. Resultados : positivo, negativo, positivo.

O que diz Anderson? Em outras palavras, que as pessoas o estão condenando. Mas ainda estão rolando os dados. E que ele estaria investigando para ver o que pode ter acontecido.

Alguns atletas, mas especialmente os meios de comunicação e até as redes sociais, estão caindo de pau em cima de Anderson, alguns até fazendo comparação com o ciclista Lance Armstrong, cuja máscara caiu, e acabou por confessar que se dopara por toda a carreira.

Mas um outro de nossos campeões, o medalhista de ouro olímpico César Cielo também foi pego em um exame antidoping, e as reações não foram as mesmas.

Será por que Cielo é branco e Anderson, negro? Ou o preconceito é contra o esporte, já que muita gente acha que o MMA não o é? Ou pela soma?

Para quem não se lembra, Cielo conseguiu se safar com a desculpa de que um suplemento que tomara estava contaminado, desde o laboratório. O laboratório negou. Mas ainda assim Cielo não foi punido, o que gerou discussão entre atletas.

Por que não se pode aguardar para ver o que pode ter acontecido, mas, ao contrário, condena-se e há quem chegue ao absurdo de achar que o Spider "é uma invenção da Globo"?

Quanto aos que têm preconceito contra o MMA e acham que a natação olímpica é um esporte limpo, bom, esses não viram as nadadoras da antiga Alemanha Oriental...

Voltando ao Spider. Quando ele perdeu a primeira luta e o título para Weidman, houve quem o ridicularizasse, achando que ele havia menosprezado o adversário.

Coisa de quem talvez estivesse assistindo a uma luta dele pela primeira vez. As provocações sempre fizeram parte do repertório do Spider, que utiliza do recurso para "entrar na mente" do adversário.

O próprio Weidman confirmou que estava caindo no jogo. Mas um golpe de corpo mal jogado pelo campeão (talvez não tenha treinado com alguém com a envergadura dele - a mesma de Anderson, 1,98m) o jogou na lona, nocauteado.

Fato é que um campeão tem uma grande equipe, que inclui treinadores, sparrings de diversas lutas, nutricionistas, preparadores físicos etc.

E, como no caso de Cielo, laboratórios que produzem suplementos. Por que não aguardar o desenrolar de tudo e acusar e condenar um super campeão que fora do octógono é pai de cinco filhos, que também são atingidos por toda essa baixaria?

Será que um lutador experiente, que já tem seu nome na história, arriscaria tudo se dopando na semana da luta sabendo que seria, como todos os atletas, submetido ao exame antidoping?

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Presidenta Dilma age como personagem de Nelson Rodrigues que atravessa a rua para pisar na casca de banana na outra calçada

Parece incrível, mas em vez de enfrentar a grave crise pela qual estamos passando, em grande parte por inação da presidenta, o governo brasileiro resolve não aceitar receber as credenciais do novo embaixador indicado pela Indonésia ao Brasil.

Não se disse o motivo, mas certamente tem a ver com a execução de um traficante brasileiro naquele país e a provável execução de outro.

No Brasil não temos pena de morte, embora tenhamos muitos brasileiros favoráveis a ela.

Sou contrário. Talvez abrisse um precedente a traidores do país, gente que vende nossas riquezas a preço de banana e ainda fica deitando falação. Vocês sabem a quem me refiro.

Mas voltando ao assunto da postagem. Os traficantes conheciam a lei da Indonésia referente ao tráfico de drogas.

Certamente precificavam esse risco. Deram azar, foram presos. Um já foi executado. O outro provavelmente também o será.

A verdade é que quando se joga roleta russa não vale reclamar quando a bala lhe estoura os miolos.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Não é 'a midia' quem está censurando a lista do HSBC. É Fernando Rodrigues, que a recebeu do ICIJ

Agora virou moda no jornalismo velhaco a utilização de metáforas, metonímias, eufemismos para se ocultar a "coisa em si", ou seja, a notícia. Pior é que isso se alastra pela blogosfera e redes sociais.

A falta d'água em São Paulo virou crise hídrica.

A retenção dos nomes da lista dos correntistas do HSBC pelo jornalista Fernando Rodrigues virou coisa do Uol ou da Folha.

Ora, a lista foi dada ao jornalista. E só a ele, embora outros jornalistas brasileiros façam parte da associação.

Se ele retém a lista porque tem o rabo preso ou fixação na fase anal (curtindo o prazer de reter ou não as fezes / informações), não se pode diluir o problema passando-o para antigos ou novos patrões.

O material foi entregue a ele. Se ele não divulga as informações e prefere agir como um menino no penico, o problema é dele.

Fernando Rodrigues é quem deve ser cobrado.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Se as escolas de samba não abrirem os olhos a Globo acaba com elas como está fazendo com o futebol brasileiro

Qualquer um que conheça o mínimo da história dos desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro sabe da importância de Fernando Pamplona.

Pois a São Clemente saiu com um enredo em homenagem a ele, sob a batuta de outra das grandes personagens dos desfiles, Rosa Magalhães.

E o que faz a Rede Globo, que detém a exclusividade da transmissão?

Ignora.

A emissora que detém o direito exclusivo da transmissão nos privou de ver ao vivo essa homenagem a Pamplona. Passou novela e bbb.

Aliás, mesmo os desfiles que transmitiu a Globo não nos deixou assistir, com uma edição que não leva em conta a ordem das alas, com entrevistas com subcelebridades, com repórteres no meio das alas atrapalhando a evolução e o conjunto, privilegiando turistas que desfilam para suas câmeras e têm seus cinco segundos de fama...

É um espetáculo para ser empacotado, com globeleza, rainhas de bateria e alegorias com LED.

Sei não, mas as escolas devem "repensar a relação" com a Globo, ou ela pode matar o desfile como vem fazendo com o futebol brasileiro ...