domingo, 24 de setembro de 2017

Ipsos. Desaprovação: Temer, 94; Aécio, 89; Alckmin, 75; Ciro, 64; Bolsonaro, 63; Marina, 60; Lula, 59; Doria, 58, Moro, 47



Com um detalhe importantíssimo: a desaprovação de todos está subindo. Exceto a de Lula, que desce, mesmo com todo o ataque e a campanha incessante contra ele. Até o justiceiro Moro vê sua desaprovação disparar de 27% para 45%.

"Por que será?". Pense, sem preconceitos - se possível -, nessa pergunta e dê sua resposta.

A pesquisa é do Instituto Ipsos, foi realizada entre os dia 1 e 14 deste mês, com 1200 entrevistados em 72 municípios e margem de erro de 3%.

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Quando soldados do tráfico tomarem as mesmas drogas que soldados dos EUA ou de Hitler, aí sim teremos uma guerra das drogas



É questão de tempo. Mais dia menos dia os soldados a serviço do tráfico de drogas vão imitar os soldados dos EUA ou os jihadistas não apenas no uso de armas cada vez mais letais, mas também no consumo de drogas que tiram o cansaço, dão disposição incrível e uma fé inabalável de que se é invencível.

Na Alemanha nazista, as guerras relâmpago, a tomada de países em poucos dias, não foi fruto apenas da "superioridade ariana", da ideologia nazista, amor a Hitler ou à pátria: havia o Pervitin, que dava aos soldados apetite pela ação ao mesmo tempo em que lhes tirava a fome do estômago e afastava o cansaço.

Mas não apenas os nazistas lutavam à base de drogas. A metanfetamina foi utilizada lar­gamente para combater a fadiga de militares de vá­rios países. Soldados alemães, ingleses e americanos consumiam-na para eliminar o cansaço e manter o vigor físico e a vigília. No Japão, tanto soldados como operários de fá­bricas de material bélico foram consumidores de metanfetamina em grande escala, sendo que os pilotos Kamicaze utilizavam-na em níveis tóxicos.

Na guerra civil da Síria hoje o exército jihadista não é movido apenas por fé, mas por captagon, uma mistura de cafeína com anfetamina que é amplamente utilizada pelos combatentes. Dizem que além de disposição, ela dá coragem e é um artifício para vencer o medo e a dor.

"(Ela) proporciona aos soldados uma energia sobre-humana e coragem", disse um ex-combatente sírio à BBC.

Os marines dos EUA sofisticaram um pouco as coisas e distribuem a seus soldados balas de fentanil (uma morfina muito mais poderosa), que tem sabor de frutas vermelhas, alivia a dor e dá energia suficiente para o soldado seguir em combate.

"Basta chupar. O produto chega mais rapidamente ao sangue pelas mucosas da boca", explicou o capitão.
O princípio ativo da bala é o fentanil, uma morfina poderosa. É um narcótico, e por isso os soldados não transportá-lo consigo. Apenas enfermeiras e médicos podem administrar a droga.

O dia em que os soldados do tráfico passarem a fazer uso massivo dessas drogas, aí sim teremos uma verdadeira guerra das drogas. Vão perder o respeito que ainda têm pelas Forças Armadas e seus tanques, anfíbios e helicópteros e vão transformar as favelas em Vietnans modernos.

Talvez aí, e apenas aí, quando o inferno tiver se materializado aqui, as pessoas se deem conta do absurdo que é a tal guerra às drogas, que só traz morte, violência e sofrimento.

Fonte: BBC, R7, RedePsi.

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'Existe, claro, uma doença relacionada à homossexualidade: chama-se homofobia, e ela pode matar'



Da jornalista e escritora Milly Lacombe hoje na Folha:

Aqui estamos outra vez divididos. De um lado, a bancada evangélica pregando a cura gay e buscando, com êxito, apoio das instituições. Do outro, os que concordam com a ciência e entendem que a homossexualidade não é diferente da heterossexualidade.
"Para criaturas tão pequenas como somos essa vastidão é suportável apenas através do amor", escreveu o astrônomo Carl Sagan há 30 anos.
E, em 2017, talvez já não devêssemos estar debatendo tipos de relações amorosas porque é aceitável que adultos se relacionem de forma íntima desde que os dois (ou os três, sabe-se lá) assim desejem.
Se alguma coisa faz com que eu me sinta bem e não causa mal a nenhum outro ser ou à Terra, ela é correta. E superemos isso para, juntos, podermos suportar a vastidão sobre a qual Sagan falou.
Até porque não há debate possível quando a arena passa a ser a religiosa: é preciso apenas que se respeite a crença alheia. É aqui, portanto, que a estrada termina: crenças não devem ser impostas, devem ser vividas.
Trata-se da diferença entre a moral e o moralismo: impor uma crença ao modo de vida de outra pessoa é moralismo, e o moralismo sempre carrega com ele um tanto de recalque, um tanto de inveja e pouquíssimo de moral.
É como se gays e lésbicas saíssem por aí questionando o que causa a heterossexualidade e buscando formas de corrigi-la porque, afinal, a heterossexualidade não faz sentido para mim.
Permitir que a homossexualidade seja considerada doença é desumanizante com milhões de pessoas porque rouba delas a dignidade, e não há violência maior do que não reconhecer a humanidade de alguém. Mas é árdua a batalha contra a estupidez -e vamos considerar estupidez qualquer ideologia que se oponha a forças como o amor, a arte e a liberdade.
Existe, claro, uma doença relacionada à homossexualidade: chama-se homofobia, e ela pode matar (em 2016 foram registradas quase 400 mortes diretamente ligadas à homofobia).
"A homofobia é uma forma de odiar tudo o que não é patriarcado", escreveu Rebecca Solnit em seu "A Mãe de Todas as Perguntas"; assim como o racismo, a misoginia, o classismo -doenças graves que há séculos contaminam muitos em nossa sociedade.
O que talvez devêssemos estar debatendo, em nome de um mundo melhor, é a qualidade das relações, e não o tipo de relação que queremos impor uns aos outros.
"Uma relação humana honrosa -uma na qual as pessoas tenham o direito de usar a palavra amor- é um processo; delicado, violento, muitas vezes torturante para os envolvidos, um processo de aprimoramento em relação às coisas que um pode dizer ao outro", escreveu a poetisa lésbica Adrienne Rich.
Mas para viver a experiência em sua totalidade precisamos de tempo, e nesse corre maluco, agachados nas trincheiras que construímos para nos isolar, entregues aos mais variados escapes -de drogas a tecnologias- deixamos de nos ver, de nos aprofundar em conversas, de olhar uns nos olhos dos outros.
"Atenção é a forma mais rara e pura de generosidade", disse Simone Weil. E uma sociedade incapaz de praticar generosidade é uma sociedade profundamente adoentada.


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A distância entre os bancos e a realidade brasileira em uma imagem




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sábado, 23 de setembro de 2017

Bancos sonegaram R$ 15 bilhões só com uma operação em 2016. Pressionados pela Receita, só negam, mas 'se entregam'



Não satisfeitos com os lucros estratosféricos que seguem obtendo no Brasil, os bancos usam de todos os recursos, legais e paralegais, para aumentar suas margens de lucro.

Uma das formas de que se utilizam é a "engenharia fiscal" ou elisão fiscal ou, em português direto, sonegação, que usa as brechas da lei ou dos fiscais. Apenas com um tipo dessas operações podem ter sonegado R$ 15 bilhões no ano passado.

A Receita desconfiou de que algo de errado estava ocorrendo apenas neste ano, quando houve pequeno aumento da arrecadação que estava estagnada, mas o mesmo aumento não foi acompanhado pelos bancos.

Em julho, a Receita começou a investigá-los e apenas o zunzunzum do mercado fez com que a arrecadação com os bancos crescesse 46% de julho para agosto. Ou seja, eles se entregaram, abandonando a "engenharia fiscal", quando perceberam que a Receita havia descoberto o esquema.

Desde 2014, a Receita identificou um forte descolamento entre os resultados do setor e o desempenho da arrecadação.
O movimento vem se intensificando ano a ano, e atingiu o ápice ao longo de 2017, quando, mês após mês, o volume arrecadado vinha se mostrando distante das projeções da própria Receita.
O Fisco ainda está calculando quanto os bancos podem ter deixado de pagar.
Em 2016, indícios apontam que a perda potencial de arrecadação pode ter ultrapassado os R$ 15 bilhões.
A avaliação é que o quadro piorou neste ano. Segundo palavras de uma pessoa da equipe econômica, o recolhimento feito pelos bancos foi o "principal componente" da arrecadação a flutuar no ano.
Em julho, por exemplo, o recolhimento por estimativa de IRPJ e CSLL das instituições financeiras desabou 67,35%, descontada a inflação do período, em relação ao mesmo mês de 2016.
Essa mesma receita cresceu 43,43% no mês passado, um dos fatores que ajudaram as receitas federais como um todo a subirem mais de 10%.
Durante a divulgação dos dados de agosto, a Receita atribuiu a reação surpreendente da arrecadação não só à recuperação da atividade econômica, mas também a "ações da Receita Federal".[Fonte: Folha]

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