quinta-feira, 3 de abril de 2014

Nove anos do Blog do Mello. Parece que foi ontem. Mas foi anteontem...




O golpe civil-militar que censurou, sequestrou, torturou, matou durante 21 anos esconde que aconteceu num 1º de abril, porque a mentira foge da verdade como o diabo da cruz. Mas este modestíssimo Blog nunca escondeu que nasceu no 1º de abril de 2005, portanto, há 9 anos.

É verdade que o Blog do Mello não é mais o mesmo do início, quando havia postagem nova todo dia - às vezes mais de uma por dia. Mas, aviso, não está morto, nem pretendo matá-lo.

Confesso a vocês que me leem - especialmente aos que me acompanham desde o início, ou quase - que dois motivos causam o aparente abandono do Blog.

Primeiramente, porque hoje - diferentemente daquela época em que escrever em blogs era coisa de adolescente nerd -, hoje a blogosfera faz contraponto com a mídia corporativa de um jeito que nem conseguíamos pensar há nove anos. Além disso, existem blogs de grande qualidade fazendo trabalho excelente.

O outro motivo é que a tentativa de resolução de problemas pessoais que se arrastam tomam o tempo que dedicaria ao blog. (Aproveito o momento para pedir desculpas aos comentaristas que ainda não tiveram seus comentários publicados e também aos que me enviam e-mails).

Ademais (esta talvez seja a primeira vez que uso esta palavra), ademais, digo eu pela segunda vez, este ano completo 60 anos de vida. Como prometi a minha filha que viveria até os 120, eu me preparo para o Segundo Ato.

Vocês não sabem, mas há tempos planejo que o evento seja um sucesso. Será um mês de festas, compartilhado por todo o Brasil, e, quiçá (ou cuíca, como disse Benedito Valadares - procurem no Google) o mundo. A Copa do Mundo começa no dia de meu aniversário e vai até 11 de julho, aniversário de minha filha.

Aproveitem.

Por enquanto, é isso. Viva os 9 anos do Blog do Mello! Vai ter Copa! E viva eu, viva tu, viva o rabo do tatu.

Por ora, é só.

Ah, e comprem meu último livro, o romance Madame Flaubert. Mais informações e compra online é só clicar no banner abaixo.


Madame Flaubert, de Antonio Mello

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Golpistas do Brasil e da Venezuela pagam a manifestantes exatos 150 nas moedas locais. Simples coincidência?


À esquerda, os jovens brasileiros de R$ 150. À direita, o venezuelano de 150 Bs


No Brasil, advogado dos jovens que acenderam o rojão e assassinaram um repórter cinematográfico da Rede Bandeirantes afirmou que eles recebiam R$ 150 por manifestação.

Manifestações que também estão acontecendo na Venezuela, com mais intensidade ainda que as do Brasil, também contam com jovens pagos pela direita golpista. Curiosamente, com o mesmo valor, só que na moeda local, 150 Bs.


De acuerdo a la Oficina de Comunicación e Información de la gobernación del estado Mérida, (OCI) uno de los jóvenes detenidos aseguró que el activista político de la derecha estudiantil, Vilcar Fernández, les dio 150 Bs. para que generaran violencia en la entidad andina. 

“Joven detenido asegura que Vilcar Fernández les dio 150 Bs. para que generaran violencia en la ciudad de Mérida”, escribió el organismo a través de su usuario Twitter @PrensaMeridaOCI, junto a una foto del estudiante confesor. [Fonte]


Madame Flaubert, de Antonio Mello

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Diretor de revista da Globo diz quem são os responsáveis pela violência nas manifestações: os blogueiros governistas...




Num box publicado no O Globo, o diretor da Época em Brasília e ex-Veja Diego Escroteguy soltou mais essa, digamos, peça, reproduzida na imagem. O cara é um gênio. Já, já vai para o lugar do Kamel...


Madame Flaubert, de Antonio Mello

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Tire seu dinheiro do Itaú, o banco que mais lucra no país e fala mal do Brasil no exterior




Todos criticamos a Secom, o governo Dilma, quando distribui verba de publicidade para a mídia corporativa que a ataca sem parar (ou até, no caso do exótico Mercadante, compra no apagar das luzes uma porcaria da Abril).

Mas isso não basta. Também temos o que fazer. Principalmente você, cliente Itaú. Se você apoia este governo, retire todo seu dinheiro do Itaú e o transfira para o Banco do Brasil ou a Caixa.

Se já não bastassem os lucros exorbitantes, acintosos. Se já não bastassem as milhares de demissões. Não satisfeito em ter o maior lucro da história financeira do país, o Itaú, por intermédio de seu economista chefe, Ilan Goldfajn, foi a Davos falar mal do Brasil.

Enquanto a presidenta Dilma incentivava investidores estrangeiros a virem para o Brasil, Ilan Goldfajn disse que nosso país não tem uma economia estável nem sustentável.

OK, vamos deixar de sustentá-los e ver como eles ficarão estáveis...

Tire seu dinheiro do Itaú, o banco que fala mal do Brasil no exterior e aqui apoia a Rede da Marina Silva.

Corra para o BB ou então vem pra Caixa você também, vem.


Madame Flaubert, de Antonio Mello

Vídeo mostra que colchão em chamas foi jogado em cima do fusca, ao contrário dos que acusam o 'irresponsável' serralheiro




As imagens acima mostram CLARAMENTE que não foi o fusca que se jogou em cima do colchão em chamas, mas um escroto irresponsável que empurrou o colchão em chamas sobre um fusca com cinco pessoas dentro, uma delas uma criança, que jamais se esquecerá desse acontecimento na vida de suas retinas ainda tão pouco fatigadas.

Quem acha que um ato torpe destes é uma manifestação legítima contra a Copa deve entrar no fusca e dar um rolezinho com um cobertor em chamas.


Madame Flaubert, de Antonio Mello

domingo, 19 de janeiro de 2014

O que o encontro de duas senhoras no supermercado tem a nos dizer sobre a vida e a passagem do tempo




A imagem é só ilustrativa, porque hoje em dia, se você não põe imagem, ninguém lê nada. E eu quero falar do encontro que tive com duas senhoras, quando dava meu rolezinho no supermercado, e como esse inusitado encontro demonstra o descompasso entre corpo e mente.

A verdade é que, conforme envelhecemos, o corpo se deteriora de forma muitíssimo mais rápida que o cérebro. Pensamos com um i7, mas nosso corpo reage como um Pentium 5 ou inferior - algumas vezes, um 386...

Cada vez mais somos memória RAM, a matéria volátil, a memória fluida. Aquela que fica gravada no HD nos vai ficando cada vez mais inacessível, porque não nos lembramos que a armazenamos, e nos surpreendemos quando vemos aquela foto que batemos no réveillon e que juramos que jamais nos esqueceríamos dela... Abrir o Picasa (que mostra todas as imagens gravadas) pode ser uma caixa de Pandora...

Mas, tergiverso, eu dizia do encontro das duas senhoras em meu rolezinho no supermercado. Uma deve ter 70 e tantos. A outra, mais. Pois esta, a mais velha, ao se encontrar com a mais nova, surpreende-se:

- Menina!!!! Você por aqui?!!!


E as duas sorriem, felicíssimas com o encontro.

Menina... Menino... Continuamos assim,  embora o corpo diga que não.

Ah, esta dicotomia ainda há de matar-nos!...


Madame Flaubert, de Antonio Mello

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Senador Lindbergh, que tal pedir o impeachment do ministro Joaquim Barbosa em vez de pagar púlpito para Malafaia?




O senador petista do Rio Lindbergh Farias é pré-candidato ao governo do estado. O Senado tem a prerrogativa de pedir o impeachment de ministros do STF.  O presidente do Supremo tem cometido uma série de ilegalidades, que já deveriam ter sido objeto de um processo pedindo seu impeachment (assim como o anterior, Gilmar Mendes. Mas vamos ficar nesta postagem com o atual). No entanto, Lindbergh, em vez de partir para ação contra as arbitrariedades de Barbosa, prefere pagar púlpito para Silas Malafaia (foto). Será que é assim que Lindbergh pretende ganhar votos dos eleitores do Rio e engajar os petistas em sua campanha?

Motivos para a abertura do processo de impeachment são vários - e nem vou entrar no julgamento da AP 470, porque neste caso ele foi acompanhado por outros ministros, por cumplicidade, medo da mídia, má-fé ou ignorância mesmo.

Os motivos a que me refiro são comportamentos de Joaquim Barbosa que vão contra leis ou regulamentos:

  • Viajou para a Costa Rica para dar uma palestra, para a qual convidou repórter do jornal O Globo, com despesas pagas pelo contribuinte brasileiro. A troco do quê. além de promoção pessoal?
  • Comprou imóvel no exterior, através de uma empresa que ele criou e é seu dirigente (o que a lei não permite) e deu como endereço da sede dessa empresa seu apartamento funcional em Brasília, o que também é absoluta e declaradamente ilegal
  • Agora, viajou para o exterior de férias e, alegando que daria duas palestras - uma em Londres e outra em Paris - solicitou o pagamento de onze diárias, pagas pelo contribuinte. Ora, qualquer um sabe que quem é convidado para palestras tem suas despesas pagas pelo anfitrião. A não ser que o palestrante tenha se oferecido para fazer marketing pessoal, às custas do Tesouro. Terá sido esse o caso?

Taí, senador Lindbergh, a bola quicando na área. Já passou da hora de alguém do PT tirar a máscara do Batman fabricado pela mídia. O pedido de impeachment é uma oportunidade que Barbosa deve ao país de se defender e explicar dindim por dindim que não está prevaricando. Se é que não está.




Madame Flaubert, de Antonio Mello

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Mercadante dá R$ 2,6 milhões ao Grupo Abril, sem licitação, no último dia útil de 2013




Talvez empolgado e agradecido pelo tratamento que lhe dá (e ao governo de que faz parte) a revista veja (confira na foto), o ministro Mercadante distribuiu, sem licitação, no último dia útil de 2013, R$ 2,6 milhões para ajudar a abril a pagar salário para reinaldos, augustos, constantinos etc (link: http://bit.ly/JI3x29).

Triste Brasília, ó quão dessemelhante!
Tanto mercado e tanto mercadante!


Madame Flaubert, de Antonio Mello

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Genoíno não tem que pagar nada, e militância não tem que fazer vaquinha: PT é que tem que deixar de ser boi




O companheiro José Genoíno, além das arbitrariedades que o Simão Bacamarte Barbosa lhe impôs, foi condenado ontem a pagar quase R$ 500 mil em 10 dias (agora nove) pelo mesmo julgamento arbitrário e ilegal.

Ele não tem que pagar nada. Primeiro, porque o julgamento foi uma farsa. Segundo, porque é o primeiro caso de corrupto duro, sem dinheiro. Daniel Dantas, por exemplo, foi condenado a 10 anos e continua solto.

Já citei algumas vezes aqui no blog uma sentença do poeta e compositor Torquato Neto que diz: Leve um homem e um boi ao matadouro. O que berrar primeiro é o homem, mesmo que seja o boi.

Isto se aplica ao Genoíno. Vejo que militantes estão fazendo uma vaquinha para pagar a absurda quantia. Mas isso só valida a sentença ilegal. Não tem que pagar porra nenhuma. O PT (não o governo, que é o PT mais aliados) tem que se insurgir contra mais essa arbitrariedade.

Mas, infelizmente, até com apoio do Lula, o partido é comandado por um traíra, que jogou a candidatura de Dilma às feras, entregando à Veja um material que denunciava uma suposta espionagem da campanha sobre José Serra (logo Serra, o rei do jogo sujo dos bastidores...), sob comando do jornalista Amaury Jr. Na justiça, ficou comprovado que Falcão e Palocci agiram "com o propósito de derrubar Fernando Pimentel e Luiz Lanzeta do comando da campanha da então candidata à presidência da República, Dilma Rousseff".

O PT é que tem que reagir. E, se não reage, tem que ser cobrado de seu presidente por que não o faz.

Deputados e senadores do partido têm que botar a boca no trombone (berrar, na sentença de Torquato), no Brasil e no exterior, e denunciar as arbitrariedades a que estão sujeitas lideranças do PT.

Enquanto isso, Roberto Jefferson, que enfiou assumidamente R$ 4 milhões em um buraco escuro, úmido e não sabido, continua livre, leve e solto, inclusive de férias de seu blog (Enquanto Dirceu e Genoíno penam na Papuda, Roberto Jefferson, único réu confesso da AP 470, tira férias de seu blog).


Madame Flaubert, de Antonio Mello

domingo, 5 de janeiro de 2014

Presidenta Dilma, existe remédio contra a guerra psicológica que joga contra o Brasil, é a Lei de Meios




Em sua mensagem de final de ano aos brasileiros, transmitida por rádio e TV, a presidenta Dilma denunciou a existência de uma guerra psicológica, que prejudica o país:

"Se alguns setores, seja porque motivo for, instilarem desconfiança, especialmente desconfiança injustificada, isso é muito ruim. A guerra psicológica pode inibir investimentos e retardar iniciativas"

Pois, presidenta, o exército desta guerra psicológica é a mídia oligopólica, que de forma ilegal, em afronta à Constituição, usa concessões públicas para fazer campanha contra o governo e defender interesses rentistas, que são os seus (dessa mídia) também, cujas famílias bilionárias sugam o que podem do país para aplicar no mercado e em paraísos fiscais.

Para enfraquecer esse exército vertical, basta a horizontalidade da aplicação da Lei de Meios, acabando com oligopólios midiáticos, propriedades cruzadas e democratizando a comunicação.

Não basta, como fez o prefeito Haddad, denunciar o que está acontecendo. É possível e necessário agir imediatamente. Por exemplo: A prefeitura de São Paulo vai continuar anunciando no Grupo Band, para que este continue a fazer "campanha sistemática contra o prefeito", como afirmou seu presidente Meu nome não é Johnny Saad?

A Secom vai continuar entupindo de dinheiro os exércitos hostis ao governo democraticamente eleito para que eles usem suas armas contra o governo Dilma?

O fato é que praticamente todas as sociedades democráticas do mundo contam com mecanismos de regulação dos meios de comunicação, especialmente daqueles que, como o rádio e a televisão, são objeto de concessões do Estado. Em alguns países – é o caso dos Estados Unidos-, a regulação se dá principalmente pela via econômica, através da proibição da chamada propriedade cruzada. Ou seja, nenhum grupo empresarial pode ser dono de televisão, rádio e jornal na mesma cidade ou estado.
Em outros países, como Inglaterra, França, Alemanha, Itália, Espanha e Portugal, a regulação também estabelece princípios a ser observados nas programações de rádios e tevês, como equilíbrio, imparcialidade, respeito à privacidade e à honra dos cidadãos e garantia de espaço para a cultura nacional e as produções locais. [leia mais deste artigo de Franklin Martins aqui]


Madame Flaubert, de Antonio Mello

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