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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Tucanos se acercam do poder e o Blog do Mello pega o túnel do tempo para relembrar o Brasil de FHC. A Fome



Agora, quando o PSDB se acerca do poder, nada como relembrar aos brasileiros o que foi o período do governo tucano de FHC, de 1995 a 2002.

O Blog do Mello  pegou o túnel do tempo para fazer uma viagem àquele período sombrio, mas de que muitos brasileiros se esqueceram e outros nem chegam a se lembrar, pois eram muito pequenos ou nem eram nascidos em 2002, último ano dos tucanos no poder.

Com a esperada derrocada dos peemedebistas da cúpula do governo golpista, que vêm caindo, um a um, sob acusações pesadas de corrupção, não só no governo central, mas também nos estados, como aqui no meu Rio de Janeiro, com o ex-governador Cabral em Bangu 8, acusado de quase 700 crimes diferentes envolvendo corrupção - só o que foi descoberto até agora...; com o novo golpe, o da cassação da chapa Dilma-Temer e uma possível eleição indireta (com os deputados em sua maioria comprados e compráveis que estão aí), os tucanos aproximam seus bicos do Palácio do Planalto, onde já conseguiram emplacar o ex-líder do PSDB, Antonio Imbassahy, para a Secretaria de Governo.

Nossa primeira parada é o penúltimo ano do governo FHC, 2001. Reportagem do Jornal Nacional mostra a tragédia da fome naqueles tempos, quando morriam cerca de 300 crianças por dia de fome.

A situação era tão grave que uma das entrevistadas na reportagem de Marcelo Canellas, a lavadeira Maria Rita Costa, de 51 anos, teve que ser auxiliada pela equipe da Globo, que pediu uma ambulância para interná-la às pressas. Nem isso adiantou. Duas semanas depois, Maria Rita morreu, vítima de pneumonia e desnutrição aguda.

Na reportagem, reproduzida a seguir, Canellas pergunta a ela:

- O médico disse que a senhora tem que se alimentar bem, é isso?
E ela:
- É.
- E a senhora diz o que pra ele?
- Eu falei com ele: onde é que eu acho?...

Preste bastante atenção, confira mais dados da reportagem, da fome daquela época, aqui, porque eles ameaçam voltar: a fome e o PSDB.



domingo, 26 de fevereiro de 2017

A estratégia de Eduardo Cunha para que Temer não o traísse como traiu Dilma



O ex-deputado Eduardo Cunha pode ser tudo, menos burro. Pelo que se sabe agora, ele recebeu uma bolada da Odebrecht para comprar o apoio de 140 deputados que lhe dariam a presidência da Câmara a fim de trabalhar para o golpe. Tudo ocorreu como planejado.

Se tudo funcionou tão azeitadinho assim, por que Cunha mandaria seu emissário, o doleiro Lúcio Funaro, entregar um pacote (provavelmente de dinheiro) no escritório do amigo de Temer, Yunes, para que este o entregasse a Temer (ou a alguém ligado a Temer - provavelmente Padilha), já que os três, Funaro, Yunes e Temer moram em São Paulo?

A resposta me parece evidente: Cunha usou Yunes, amigo de Temer há 50 anos, para "selar seu pacto" com o golpista. Se a conversa e a troca de dinheiro ficasse apenas entre os dois, Cunha e Temer, seria a palavra de um contra a do outro. Com Yunes no meio, Cunha tem Temer em suas mãos.

Esperto, Cunha pensou: se Temer tem coragem de dar o golpe na própria presidenta (que foi o que eles acordaram lá atrás quando da compra da eleição de 140 deputados) por que não daria um nele, Cunha, depois?

Dito e feito. Para o bem e para o mal, Temer é Cunha e Cunha é Temer.



sábado, 25 de fevereiro de 2017

Baco, balaco, balaco, Baco. Que tipo de folião é você? Qual a sua fantasia?



No Carnaval, a maior fantasia é a de Folião


Durante muito tempo, a minha fantasia era de que eu adorava Carnaval, era um tremendo folião.

Tímido, enchia a cara e pulava desengonçado no meio do salão, desfilando minha magreza e timidez embriagada.

Na minha adolescência, ainda havia os bailes de clubes. Viviam lotados. Cinco bailes noturnos, de sexta a terça, e duas matinês, aos domingos e terças. Eu ia a todos. Com fantasias de pareô, sarongue, ou sei lá que nome tinha aquilo, pois ficava tão doidão que me esquecia de lembrar.

Mas tudo aquilo era fantasia, não era amor pelo Carnaval. Na verdade o que eu queria era beijar na boca aquela pirata , aquela havaiana, aquela odalisca, aquela baianinha, aquela fantasia...

Nesses bailes valia de tudo para virar folião: álcool, bolas, drogas, lança-perfume, cheirinho da Loló (que porra seria isso que a gente cheirava e ficava completamente doidão, a ponto de às vezes embicar no salão?)...

A doideira era tanta, que uma vez todo o Carnaval não foi o bastante. Me lembro que houve um ano em que eu e um grupo de amigos resolvemos sair do baile de terça-feira, na madrugada de quarta, diretamente para a casa de um amigo em Muriqui, cidade litorânea perto do Rio.

Devia ter 13, talvez 14 anos. Pegamos o trem até a estação de Deodoro e depois a litorina (um tipo de trem mais sofisticado que já não existe mais) para Mangaratiba e que nos deixaria umas estações antes, em Muriqui.

Chegamos já dia claro. Mas não havia ninguém na casa, batemos com a cara na porta. Havíamos feito a loucura de viajar sem ao menos nos informar se o amigo estaria ou não em Muriqui. Coisa de adolescente.

Aquele talvez tenha sido o mais longo dos dias. Uma quarta-feira de cinzas de ressaca, com um sol de rachar, na areia da praia de Muriqui, sem grana, tendo que esperar dar 18 horas para pegar o trem de volta .

Isso tudo só valeu a pena e me vem sempre à memória graças a uma imagem felliniana. Um grupo de freiras, havia certamente mais de 20 delas, com seus trajes completos, tomavam banho na praia e mergulhavam com aquelas roupas e véus .

Ficou marcado para sempre na minha memória. E hoje, penso, seriam mesmo freiras ou um grupo de pessoas fantasiadas de freiras? Nunca vou saber. Coisas de Carnaval . Quando tudo pode acontecer.

Tenho um conhecido, um sujeito sério, que não bebe uma gota de álcool, um copo de cerveja, uma taça de vinho ou champanhe — nem para comemorar um bom negócio ou uma data festiva.

Mas no Carnaval ele se transforma em outra pessoa. Veste-se de mulher, enche a cara na sexta à noite e vai assim de bloco em bloco, de bar em bar, de rua em rua,  só voltando pra casa na quarta-feira de Cinzas, trêbado, quando aí tira a fantasia e volta a ser o sujeito normal, que vai se comportar direitinho até o próximo Carnaval.

Talvez esteja aí o grande barato, o segredo do verdadeiro espírito carnavalesco: a maior fantasia de carnaval é a de Folião.




Aécio da Venezuela é denunciado por receber US$ 3 milhões em subornos da Odebrecht



Henrique Capriles, o Aécio Neves da Venezuela, riquinho e golpista líder da oposição naquele país, acaba de ser denunciado pelo Ministério Público de lá por haver recebido US$ 3 milhões em subornos da empreiteira Odebrecht.

Até nisso eles são parecidos. A principal diferença é que o golpista de lá já foi ao menos denunciado pelo Ministério Público, enquanto o daqui, embora delatado, com mais de 30 acusações de propinas por diferentes empreiteiras, continua passeando impunemente sua indignação fingida e seu moralismo hipócrita.




Rejeição a Temer atinge 78%, diz pesquisa. Pior do que ele só Cunha e Renan, que o botaram lá



Pesquisa do instituto Barômetro Político divulgada pela BBC mostra que aumentou a rejeição ao golpista Temer, seu governo e principais apoiadores, Cunha e Renan que, com o pedido de impeachment da presidenta Dilma, o colocaram na presidência do Brasil.

O golpista Temer, que tinha 66% de rejeição, agora tem 78%. Oito em cada dez brasileiros o rejeitam.

É o que mostra a nova edição do Barômetro Político, pesquisa da consultoria Ipsos antecipada à BBC Brasil. O levantamento, feito no início do mês nas cinco regiões do país, perguntou a 1.200 pessoas sua opinião sobre 20 personalidades do mundo político e jurídico.

Mas os tucanos que não se assanhem pensando que a desgraça do PMDB pode fazer a alegria deles:

Também os principais nomes do PSDB apresentaram piora dos seus índices de popularidade. Nos últimos 12 meses, subiram as rejeições ao senador Aécio Neves (de 51% para 74%), ao senador José Serra (de 49% para 66%), e ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (de 51% a 64%).



ENFRENTANDO O GOLPE 

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Antecipadamente, agradeço.