quarta-feira, 23 de abril de 2014

Mídia corporativa e Instituto Millenium, aliados dos EUA, usam 'indignados úteis' para transformar o Brasil numa nova Venezuela


Instituto Millenium



Quando se fala em Lei de Meios; quando se faz o programa Mais Médicos trazendo médicos do exterior, em sua grande maioria de Cuba, para realizar trabalhos em áreas em que nossos médicos brasileiros se recusam a trabalhar; quando se participa ativamente do Mercosul e se toma atitudes independentes dos EUA, como a crítica severa - o verdadeiro pito - que a presidenta Dilma passou no presidente Obama, a respeito da espionagem estadunidense; quando o governo age desse modo, a mídia corporativa o acusa de estar "Venezuelando" o Brasil.

Mas quem está querendo transformar o Brasil numa Venezuela (não no que o chavismo e a revolução bolivariana trouxeram de positivo para aquele país - fim do analfabetismo, assistência médica, participação popular no governo, fim da subserviência aos EUA ), quem está querendo fazer a venezuelização do Brasil é a mídia corporativa, que estimula diariamente o preconceito - evidenciado na reação dos médicos brasileiros à importação de estrangeiros pelo programa Mais Médicos -, a ocupação dos antigos espaços nobres pelos emergentes, essa "gente diferenciada" que tomou de vez aeroportos, shoppings, restaurantes, antes frequentados apenas pelos que em geral têm como medida de suas vidas os EUA, e que hoje se ressentem da dificuldade de encontrar mão de obra barata, ou até em condições análogas à de escravidão...

A partir do Instituto Millenium, eles estão montando seus exércitos com pistoleiros, antigos e recém recrutados (não vou citar nomes, pois todos sabem quem são eles) para diariamente disparar contra o governo.

Basta visitar a página de comentários de qualquer um desses recrutas, soldados ou oficiais do porcalismo (palavra divulgada por este blog - sorry, o diabo é sábio não porque é diabo, mas porque é velho...) vendidos para ver o efeito devastador que causam na cabeça daqueles que chamo, desde 2005, de "indignados úteis" (leia abaixo postagem de 2006 sobre eles), zumbis ressentidos, que se alimentam de ódio e recalque diante do empoderamento de milhões de brasileiros.

Abro parêntese: Também sobre esse tema dos indignados, leia esta postagem  de 2008 "Nem Civita lê a Veja" em que o editor da revista e presidente do Grupo Abril, Roberto Civita, defende o  governo Lula e define assim os leitores de Veja:

Roberto Civita: “... Os leitores clamam, (...), querem que a sua revista se indigne. Eles querem. Os brasileiros, hoje, não posso falar de outras partes do planeta, mas os leitores de Veja querem a indignação de Veja. Eles ficam irritados conosco quando não nos indignamos. Estou tentando explicar, não justificar. Acho que Veja se encontra toda semana na difícil posição, de um lado, de saber que reportagem é reportagem e opinião é opinião, sendo que não tem editoriais além daquele da frente; e, de outro, sabendo que os leitores..."
Fecho parêntese.

Leia agora a postagem sobre os indignados úteis, de 2006: 

O país dos 'indignados úteis'



"Lula e o mensalão, os males do Brasil são"
- Mantra dos Indignados úteis

Quando criei a expressão nunca imaginei que pessoas tão inteligentes, espertas, cultas e interessantes um dia parariam aqui neste blog. Mas, foi só eu fazer a postagem aqui abaixo sobre o divertido blog do Reinaldo Azevedo, para elas aparecerem. Como borboletas monarcas, chegaram aqui em panapaná. Sem cerimônia invadiram a área de comentários, mas, especialmente, entupiram minha modesta caixa postal com suas mensagens raivosas.

Muitos indignados por serem chamados de "indignados úteis" - embora a designação não atinja a todos. O "indignado útil" não é um indignado qualquer. Nem é - como eles parecem crer - todo aquele que critica o presidente e quer vê-lo longe do Palácio do Planalto, porque acha que Alckmin (ou outro candidato qualquer) será melhor para o país.

O "indignado útil" é uma categoria especial dentro da classe dos indignados. Guarda parentesco com o "inocente útil", usado como massa de manobra. Dois aspectos os diferenciam: primeiro, o "indignado útil" não tem nada de inocente; segundo, o "inocente útil" achava que agia para o bem do Brasil, já o "indignado útil" quer que o Brasil se dane, o que ele deseja é ferrar Lula e o PT - ou, no dizer honesto de seu porta-voz, "ver-se livre dessa raça pelos próximos 30 anos".

Se ainda não está claro, dou um exemplo de "indignado útil": Diogo Mainardi. Basta ler sua última coluna, onde ele declara que vai tapar o nariz e votar em Alckmin, mesmo achando que "Geraldo Alckmin é um mau candidato, tem um mau partido e, se eleito, será um mau presidente". O país que se dane, desde que Lula e o PT saiam do poder. Eis o "indignado útil".




Madame Flaubert, de Antonio Mello

O que a oposição quer é o mesmo que os Estados Unidos e as grandes corporações: a privatização da Petrobras




O mundo vive hoje a chamada guerra de quarta geração, que se desenvolve não nos campos de batalha mas na cabeça e no coração das pessoas. A mídia corporativa é o braço avançado dessa guerra na luta para o Brasil voltar a se encaixar na ordem capitaneada pelos Estados Unidos.

O presidente da Venezuela Hugo Chávez conheceu essa força em 2002, quando foi derrubado do poder por um golpe idealizado, forjado, trabalhado, incitado e comandado pela mídia corporativa de lá, liderada pela cadeia RCTV (a RGTV de lá, à época).

A batalha da comunicação se desenrola como um roteiro cinematográfico, onde os lados opostos vão criando seus personagens, tramas, subtramas, com o objetivo de conseguir chegar ao seu final feliz.

Por serem governo e oposição, é claro, o final feliz de um é a desgraça do outro, como experimenta agora a oposição quase esfacelada com o impressionante sucesso do governo do presidente Lula.

Grosso modo, a história que o governo pretende contar está resumida no discurso de posse da presidenta Dilma (que pode ser lido na íntegra aqui). É uma história de continuidade em relação ao govermo anterior, mas também de avanço e com um eixo central:


A luta mais obstinada do meu governo será pela erradicação da pobreza extrema e a criação de oportunidades para todos.

Já a história que a oposição - há tempos subsidiada, mas hoje assumidamente liderada pela mídia corporativa - quer contar é a seguinte: Este é um governo demagógico, que se vale de bolsas e transferência de renda para vagabundos, numa compra indireta de votos; é um governo de petralhas, de cumpanheros enriquecendo como nunca; uma república sindicalista, com bolsa de estudo para pobre, tudo para os pobres, com o objetivo de continuar vencendo as eleições e poderem roubar ainda mais.

Já tentaram o golpe em 2005, com o mensalão. Em 2006, levaram a eleição para o segundo turno com o episódio da foto do dinheiro feita pelo delegado Bruno. Agora em 2010, a guerra do aborto, o episódio ridículo da bolinha de papel, o jogo sujo da ficha falsa de Dilma na primeira página da Folha.

Perderam mais uma vez. Mas, aos pouquinhos, na timeline da comunicação, vão construindo seu roteiro, deixando registrados os papéis que querem destinar ao governo: corrupto, antidemocrático, defensor da censura, populista.

No início do governo Dilma, voltaram ao ataque com o episódio Palocci. O ministro caiu. E aí, nada mudou? Mudou sim. Fica na mente das pessoas mais uma vez a mancha de que esse governo esconde coisas, de que há corrupção. Até tapioca eles já usaram para colar essa marca. Porque o importante para eles é continuarem montando seu roteiro.

Agora, no julgamento do tal mensalão, o jogo bruto da mídia corporativa recrudesceu. Colocaram a faca no pescoço do STF, que julga de acordo com o cronograma, a pauta e as direções apontadas pelo exército midiático.

Por isso, nada adianta fazermos o saneamento básico, levar educação e saúde de qualidade, diminuir desigualdades, combater a miséria, se não soubermos também comunicar o que estamos fazendo.

O presidente Lula sozinho conseguia fazer isso em seu governo. Por causa de seu carisma pessoal, de sua história de vida. Por causa das inúmeras campanhas majoritárias que disputou antes de vencer em 2002.

Lula talvez conheça o Brasil como ninguém ("nunca dantes"). Talvez tenha ido a mais municípios brasileiros que qualquer outro cidadão. A ponto de o povo mais humilde se identificar com ele e ver na sua luta e luta de cada um deles.

Além do mais, Lula foi um sindicalista, um líder metalúrgico. Tem liderança reconhecida na classe trabalhadora organizada.

A presidenta Dilma não tem essas características.

Por isso, o outro grande movimento da oposição é afastar os dois e fazer o povo esquecer que Lula é Dilma e Dilma é Lula. Se na mente das pessoas eles estiverem separados, nem Lula conseguirá uni-los novamente.

Enquanto pudermos continuar crescendo, gerando empregos e desenvolvimento social, eles terão dificuldades. Mas, tudo isso tem um gargalo. E há ainda a crise mundial, que, longe de ter passado, volta a se agravar.

Por isso a comunicação tem que ganhar a importância que parece ainda não ter nesse governo. Porque a comunicação democrática, o livre fluxo da informação, é um direito humano tão importante quanto o acesso à educação e à saúde.

Porque, como eu já escrevi aqui em O poder dos cartéis midiáticos não permite a informação livre e põe em risco a democracia no Brasil:


A implantação urgentíssima do PNBL e a consequente Ley de Medios são lutas que podem impedir que o país retroceda e acabe, por blablablás lacerdistas, nas mãos de quem vai entregar a Petrobras e nossas riquezas, na próxima oportunidade.
[original aqui do Blog em setembro de 2012]


Madame Flaubert, de Antonio Mello

terça-feira, 22 de abril de 2014

Blog do Mello aponta outros cenários onde Dilma perde para seus principais adversários




Já que na pesquisa geral Datafolha (e também dos outros institutos de pesquisa) Dilma continua ganhando fácil, disparado e no primeiro turno, colunista da Folha resolveu inovar e separou um nicho da pesquisa Datafolha, onde Dilma perderia, para dar uma força aos opositores... Resumo:

Apenas 17% dos eleitores afirmam conhecer "bem" ou "um pouco" os três principais pré-candidatos a presidente: Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB).
No cenário testado apenas com eleitores que conhecem os três principais candidatos, Campos fica com 28%. É seguido por Dilma, com 26%. Aécio pontua 24%.
Os três estão tecnicamente empatados. É que a margem de erro sobe para cinco pontos percentuais, para mais ou para menos.
O Blog do Mello também selecionou uns nichos favoráveis aos adversários de Dilma, e pede aos leitores colaboração para mais cenários:

Entre moradores do Leblon e adjacências, dá Aécio disparado. O candidato tucano também lidera entre os garçons do Cervantes, os jornais mineiros sob censura da irmã do candidato, os netos de Tancredo Neves, os Perrela (pai, dono da fazenda; filho, dono do helicóptero; e Espírito Santo, dono do pó).

Eduardo Campos lidera no segmento traíra (e olha que a pesquisa foi feita antes da Semana Santa e do Dia de Tiradentes, quando houve farta divulgação dos nomes de Judas e Calabar...). Campos também lidera entre os principais candidatos que têm olhos azuis.

Mande seu cenário que o acrescento aqui. Afinal, dizem os antenados da mídia corporativa, pesquisa e farmácia só de manipulação...

Ah, e espalhe que o Blog do Mello voltou.

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Dos leitores:

  • Eduardo Campos também ganha disparado de Dilma aqui em PE pelo menos entre os parentes dele e da mulher alocados nas diversas secretarias e órgãos públicos do governo do estado e prefeitura do Recife  
  • Mello, a enorme maioria rejeita Dilma como centro avante no time do Felipão.
  • Dudu Traira lidera aqui em Pernambuco. não sei quem é mais traíra:Dudu,A Imprensa ou o povo de Pernambuco(sobretudo de Recife)! (Leonardo Marques)
  • Duduzim também ganha em Boa Viagem e Casa Forte, bairros coxinhas daqui do Recife. Ainda mais agora que ele se mudou para São Paulo, já que coxinha recifense bom é aquele que despreza o nordeste e acha que tudo o que vem de "sumpaulo" é que presta. (rev.Digão)
  • Nas redações do PIG e no Instituto Millenium Aécio ganha fácil. (Grupo Beatrice)
E você?


Madame Flaubert, de Antonio Mello

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Houve época em que Ali Kamel preferia responder ao Blog do Mello do que processar blogueiros. Acredite




Em setembro de 2006, três fatos quase concomitantes tomavam o noticiário: o chamado escândalo dos aloprados, o acidente com o Boeing da Gol, em que morreram todos a bordo, e, aos dois, juntava-se a eleição presidencial, disputada entre Lula e Alckmin.

O acidente da Gol aconteceu às vésperas do primeiro turno. No entanto, a última edição do Jornal Nacional preferiu mostrar a pilha de dinheiro dos "aloprados", uma foto tomada clandestinamente por um delegado da PF chamado Bruno (aliás, por onde anda? Foi processado? Afastado?) e distribuída a um repórter da Globo, adiante promovido a correspondente nos EUA.

A notícia do acidente e morte de todos os 154 a bordo não apareceu no Jornal Nacional.

Houve acusações de manipulação da Globo. Kamel respondeu. E eu rebati aqui com uma imagem que havia printado (reproduzida acima), que mostrava que a CBN, que pertence às Organizações Globo, tinha conhecimento da notícia, antes das 20h10, e que, portanto, o JN poderia ter dado, ao menos, uma nota sobre o assunto.

Na época, recebi e-mail do diretor de Jornalismo da RGTV (não confundir com a RCTV da Venezuela - ou melhor, confunda, sim), com esclarecimentos (tudo está aqui, em postagem de outubro de 2006).

Agora, em vez de escrever e-mails, Kamel prefere processar blogueiros. Por quê?

A meu ver, porque naquela época a blogosfera não tinha a força de hoje, por isso era mais fácil defender-se. Agora, resolveram partir para o ataque, com intuito de intimidar.

Se não fosse por isso, por que a Rede Globo não mostra o Darf em vez de processar o Miguel do Rosário do Cafezinho?

Esta postagem também é para informar que o Blog do Mello está de novo na ativa e espero com uma postagem diária, pelo menos, seguindo o lema que define o Blog: Blog político, com crítica da mídia e informação alternativa.


Madame Flaubert, de Antonio Mello

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Nove anos do Blog do Mello. Parece que foi ontem. Mas foi anteontem...




O golpe civil-militar que censurou, sequestrou, torturou, matou durante 21 anos esconde que aconteceu num 1º de abril, porque a mentira foge da verdade como o diabo da cruz. Mas este modestíssimo Blog nunca escondeu que nasceu no 1º de abril de 2005, portanto, há 9 anos.

É verdade que o Blog do Mello não é mais o mesmo do início, quando havia postagem nova todo dia - às vezes mais de uma por dia. Mas, aviso, não está morto, nem pretendo matá-lo.

Confesso a vocês que me leem - especialmente aos que me acompanham desde o início, ou quase - que dois motivos causam o aparente abandono do Blog.

Primeiramente, porque hoje - diferentemente daquela época em que escrever em blogs era coisa de adolescente nerd -, hoje a blogosfera faz contraponto com a mídia corporativa de um jeito que nem conseguíamos pensar há nove anos. Além disso, existem blogs de grande qualidade fazendo trabalho excelente.

O outro motivo é que a tentativa de resolução de problemas pessoais que se arrastam tomam o tempo que dedicaria ao blog. (Aproveito o momento para pedir desculpas aos comentaristas que ainda não tiveram seus comentários publicados e também aos que me enviam e-mails).

Ademais (esta talvez seja a primeira vez que uso esta palavra), ademais, digo eu pela segunda vez, este ano completo 60 anos de vida. Como prometi a minha filha que viveria até os 120, eu me preparo para o Segundo Ato.

Vocês não sabem, mas há tempos planejo que o evento seja um sucesso. Será um mês de festas, compartilhado por todo o Brasil, e, quiçá (ou cuíca, como disse Benedito Valadares - procurem no Google) o mundo. A Copa do Mundo começa no dia de meu aniversário e vai até 11 de julho, aniversário de minha filha.

Aproveitem.

Por enquanto, é isso. Viva os 9 anos do Blog do Mello! Vai ter Copa! E viva eu, viva tu, viva o rabo do tatu.

Por ora, é só.

Ah, e comprem meu último livro, o romance Madame Flaubert. Mais informações e compra online é só clicar no banner abaixo.


Madame Flaubert, de Antonio Mello

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Golpistas do Brasil e da Venezuela pagam a manifestantes exatos 150 nas moedas locais. Simples coincidência?


À esquerda, os jovens brasileiros de R$ 150. À direita, o venezuelano de 150 Bs


No Brasil, advogado dos jovens que acenderam o rojão e assassinaram um repórter cinematográfico da Rede Bandeirantes afirmou que eles recebiam R$ 150 por manifestação.

Manifestações que também estão acontecendo na Venezuela, com mais intensidade ainda que as do Brasil, também contam com jovens pagos pela direita golpista. Curiosamente, com o mesmo valor, só que na moeda local, 150 Bs.


De acuerdo a la Oficina de Comunicación e Información de la gobernación del estado Mérida, (OCI) uno de los jóvenes detenidos aseguró que el activista político de la derecha estudiantil, Vilcar Fernández, les dio 150 Bs. para que generaran violencia en la entidad andina. 

“Joven detenido asegura que Vilcar Fernández les dio 150 Bs. para que generaran violencia en la ciudad de Mérida”, escribió el organismo a través de su usuario Twitter @PrensaMeridaOCI, junto a una foto del estudiante confesor. [Fonte]


Madame Flaubert, de Antonio Mello

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Diretor de revista da Globo diz quem são os responsáveis pela violência nas manifestações: os blogueiros governistas...




Num box publicado no O Globo, o diretor da Época em Brasília e ex-Veja Diego Escroteguy soltou mais essa, digamos, peça, reproduzida na imagem. O cara é um gênio. Já, já vai para o lugar do Kamel...


Madame Flaubert, de Antonio Mello

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Tire seu dinheiro do Itaú, o banco que mais lucra no país e fala mal do Brasil no exterior




Todos criticamos a Secom, o governo Dilma, quando distribui verba de publicidade para a mídia corporativa que a ataca sem parar (ou até, no caso do exótico Mercadante, compra no apagar das luzes uma porcaria da Abril).

Mas isso não basta. Também temos o que fazer. Principalmente você, cliente Itaú. Se você apoia este governo, retire todo seu dinheiro do Itaú e o transfira para o Banco do Brasil ou a Caixa.

Se já não bastassem os lucros exorbitantes, acintosos. Se já não bastassem as milhares de demissões. Não satisfeito em ter o maior lucro da história financeira do país, o Itaú, por intermédio de seu economista chefe, Ilan Goldfajn, foi a Davos falar mal do Brasil.

Enquanto a presidenta Dilma incentivava investidores estrangeiros a virem para o Brasil, Ilan Goldfajn disse que nosso país não tem uma economia estável nem sustentável.

OK, vamos deixar de sustentá-los e ver como eles ficarão estáveis...

Tire seu dinheiro do Itaú, o banco que fala mal do Brasil no exterior e aqui apoia a Rede da Marina Silva.

Corra para o BB ou então vem pra Caixa você também, vem.


Madame Flaubert, de Antonio Mello

Vídeo mostra que colchão em chamas foi jogado em cima do fusca, ao contrário dos que acusam o 'irresponsável' serralheiro




As imagens acima mostram CLARAMENTE que não foi o fusca que se jogou em cima do colchão em chamas, mas um escroto irresponsável que empurrou o colchão em chamas sobre um fusca com cinco pessoas dentro, uma delas uma criança, que jamais se esquecerá desse acontecimento na vida de suas retinas ainda tão pouco fatigadas.

Quem acha que um ato torpe destes é uma manifestação legítima contra a Copa deve entrar no fusca e dar um rolezinho com um cobertor em chamas.


Madame Flaubert, de Antonio Mello

domingo, 19 de janeiro de 2014

O que o encontro de duas senhoras no supermercado tem a nos dizer sobre a vida e a passagem do tempo




A imagem é só ilustrativa, porque hoje em dia, se você não põe imagem, ninguém lê nada. E eu quero falar do encontro que tive com duas senhoras, quando dava meu rolezinho no supermercado, e como esse inusitado encontro demonstra o descompasso entre corpo e mente.

A verdade é que, conforme envelhecemos, o corpo se deteriora de forma muitíssimo mais rápida que o cérebro. Pensamos com um i7, mas nosso corpo reage como um Pentium 5 ou inferior - algumas vezes, um 386...

Cada vez mais somos memória RAM, a matéria volátil, a memória fluida. Aquela que fica gravada no HD nos vai ficando cada vez mais inacessível, porque não nos lembramos que a armazenamos, e nos surpreendemos quando vemos aquela foto que batemos no réveillon e que juramos que jamais nos esqueceríamos dela... Abrir o Picasa (que mostra todas as imagens gravadas) pode ser uma caixa de Pandora...

Mas, tergiverso, eu dizia do encontro das duas senhoras em meu rolezinho no supermercado. Uma deve ter 70 e tantos. A outra, mais. Pois esta, a mais velha, ao se encontrar com a mais nova, surpreende-se:

- Menina!!!! Você por aqui?!!!


E as duas sorriem, felicíssimas com o encontro.

Menina... Menino... Continuamos assim,  embora o corpo diga que não.

Ah, esta dicotomia ainda há de matar-nos!...


Madame Flaubert, de Antonio Mello

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