domingo, 19 de novembro de 2017

Globo é concessão pública e deve satisfação ao povo. Cadê entrevista com procurador da Globo que teria dado seu aval para corrupção na FIFA?



Não adianta a Rede Globo fingir que já disse que o tinha a dizer sobre o assunto da acusação de Alejandro Burzaco à Justiça dos Estados Unidos de que a Globo participou do esquema de propinas que corrompeu com milhões de dólares dirigentes da FIFA.

O depoimento de Burzaco foi na terça-feira e ele disse textualmente que o Diretor-Executivo de Esportes da Rede Globo e seu procurador para negociar transmissões esportivas Marcelo Campos Pinto deu aval, em nome da Globo, para corromper dirigentes da FIFA.

A Globo, na própria terça, disse que fez rigorosa investigação interna e nada encontrou.

Mas isso não basta. É preciso que seu ex-empregado por 20 anos, e que negociava em seu nome, com procuração reconhecida em cartório, venha a público desmentir o argentino Burzaco, que citou uma das transações em que estavam presentes, além de Burzaco e Marcelo, o presidente da CBF argentina (AFA), Julio Grandona (acusado nos EUA, mas já morto), Marin (em prisão domiciliar nos EUA) e Marco Polo Del Nero (que não pode por os pés fora do Brasil pois a Interpol está no seu encalço).

Quem não está preso está morto. Falta Marcelo Campos Pinto, que entrou no processo como acusado direto agora.

Marcelo tem se recusado a dar entrevistas, conforme informado, por exemplo, pela Folha.

Por quê? O que ele teme? Ou o que temem que ele diga?

Será que é pela informação do Luis Nassif, publicada no GGN, de que reproduzo trecho a seguir? [destaque em negrito é meu]


Assim que estourou o escândalo [da FIFA nos EUA], em maio de 2015 a Globo tratou de demitir seu principal lobista, Marcelo Campos Pinto, mais três executivos que participaram diretamente dos esquemas de propinas.
Em comunicado oficial, Roberto Irineu Marinho anunciou a aposentadoria de Marcelo. Na época, estudo do BBA Itau indicavam que a Globo obteve um faturamento publicitário de R$ 1,21 bilhão com os patrocínios dos campeonatos.
Todos os executivos receberam uma boa bolada com duas condições: não trabalhar para nenhum concorrente da Globo; e assumir a culpa, caso as investigações sobre a corrupção na CBF chegassem até a Globo.
Três assinaram. Marcelo se recusou.
É ele o elo da corrente que poderá jogar a Globo nas redes de um poder imune às interferências políticas: a Justiça norte-americana. Fonte: GGN]
O povo quer saber: Fala, Marcelo!

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Alexandre de Moraes botou na pauta do STF o semipresidencialismo, um parlamentarismo que não ousa dizer o nome



Desta turma no poder sob golpe não se pode esperar outra coisa, a não ser mais golpe e aprofundamento da crise. Agora já se fala em semipresidencialismo, a partir da inclusão na pauta do STF de uma ação que questiona se o Congresso tem ou não poder para alterar o sistema de governo. Quem enviou a ação para a pauta foi o ministro Alexandre de Moraes.


A última porta para instalação de um regime semipresidencialista no país foi aberta. Na última terça (14), o ministro Alexandre de Moraes pediu a inclusão na pauta de julgamentos do Supremo de uma ação que questiona se o Congresso poderia mudar o sistema de governo mesmo após a rejeição do parlamentarismo no plebiscito de 1993. Se o tribunal entender que sim, abre-se uma brecha para a articulação que o presidente Michel Temer gesta há meses com seus aliados.
O mandado de segurança que trata do assunto está na corte desde 1997 e foi proposto por partidos que questionaram tentativa de aprovar uma emenda constitucional que instituísse o parlamentarismo depois da rejeição do regime por uma consulta popular.
Se o STF decidir que a articulação de uma emenda contraria a Constituição, qualquer iniciativa desse tipo terá que ser descartada. Temer tem consultado aliados no Congresso sobre o assunto e discutiu a mudança do sistema de governo com o ministro Gilmar Mendes. [Fonte: Folha]

O parlamentarismo já foi rejeitado no Brasil três vezes, duas por plebiscito (1963 e 1993) e uma vez na Constituição de 1988.

Mas os golpistas, aliados a este Congresso que aí está, em grande parte acusado ou já réu por corrupção, quer diminuir o poder do presidente que passaria a ser tutelado pelo Congresso.

Tudo isso com medo de Lula, pela possibilidade de ele ou alguém indicado por ele eleger-se no ano que vem.

É a última tentativa. Se não conseguirem vão partir para adiar as eleições, sob um pretexto qualquer, como fazer com que todas as eleições sejam coincidentes, de vereador a presidente, o que empurraria as eleições para 2020.

Com o Judiciário que aí está, Temer, sua quadrilha e os tucanos, podem conseguir o que pretendem, via novo golpe judicial.

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sábado, 18 de novembro de 2017

Corrupção da Globo na FIFA. Por que até hoje o JN não entrevistou procurador que teria pago propina em nome da Globo?



A denúncia do argentino Alejandro Burzaco à Justiça dos Estados Unidos de que a Globo teria pago propina para conseguir os direitos de transmissão das Copas de 2026 e 2030 foi feita na terça-feira.

A Globo se limitou a dizer que seu auto-investigou e não encontrou nada de propina [confira acima na genial charge do Aroeira].

A pergunta que fica é: Por que até hoje a Globo não publicou uma entrevista com seu procurador Marcelo Campos Pinto? Ele trabalhou na Rede Globo por mais de 20 anos e foi o executivo responsável pela negociação com os homens da FIFA. Foi Marcelo Campos Pinto quem Burzaco disse que deu aval à propina, "em nome da Globo". Por que ele não fala?


Marcelo não apareceu no JN de terça, no de quarta, no de quinta nem no de ontem. E nenhuma informação sobre ele foi passada.

Se a Globo se auto-investigou, nessa investigação ele não foi questionado? Se a resposta for afirmativa, ele deve ter negado que tenha pago propina ou a Globo não poderia se absolver. Então por que ele não é entrevistado?

Vou ligar no JN hoje à noite só pra ver se ele aparece. Fala, Marcelo!


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Record consegue em cartório prova de que homem da propina da FIFA tinha procuração da Globo para negociar direitos da Copa



Embora tenha se auto-absolvido numa auto-investigação interna, a TV Globo vai ter dificuldades de explicar como Marcelo Campos Pinto deu aval em nome da Globo para pagamento propina de US $ 15 milhões a dirigentes da FIFA e da CBF para conseguir direitos de transmissão das Copas de 2026 e 2030 não o fez em nome da Globo.

Segundo o delator Alejando Burzaco, em depoimento à Justiça dos EUA, a negociação se deu em um restaurante de Buenos Aires em março de 2013, coincidentemente o mesmo mês em que a Rede Globo fez uma procuração em cartório dando a Marcelo Campos Pinto direito de representá-la em negociações para a compra de direitos das Copas citadas.

Confira na reportagem abaixo da Rede Record, que briga com a Globo pela compra dos direitos milionários de transmissão, que não vai ser fácil usar nos Estados Unidos a justificativa de que não tem nada a ver com o caso, porque se auto-investigou e inocentou.



Leia mais no Viomundo.


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Indústrias de refrigerantes usam estratégia de Pablo Escobar contra medidas que visem a diminuição de seu consumo




Na Colômbia, a tentativa de aumentar impostos sobre bebidas açucaradas para diminuir seu consumo e evitar doenças graves como obesidade, diabetes, hipertensão, recebeu resposta violenta dos fabricantes.

Além de contrainformação (o que seria um direito deles, o de oferecer um contraponto), houve ameaças virtuais e reais, com agentes sendo ameaçados na rua, como nos tempos de Pablo Escobar.

A situação foi tão ameaçadora que o governo cedeu e mandou tirar a campanha [vídeo] do ar.


Tudo começou com chamadas ameaçadoras, falhas estranhas nos computadores do escritório e homens em carros estacionados que tiravam fotos na entrada da sede do pequeno grupo de defesa do consumidor.

Pouco tempo depois, Esperanza Cerón, a diretora do grupo, notou que dois homens em uma motocicleta seguiram seu sedan Chevy no caminho de volta do trabalho para casa. Ela não sabia quem eram e tentava perdê-los no trânsito da hora de rush em Bogotá, mas eles a alcançaram, chegaram ao lado do carro e bateram nas janelas.

"Se você não calar a boca, já sabe sabe quais vão ser as conseqüências", gritou um dos homens, segundo explicou Cerón em uma entrevista recente.

Sua organização, Educating Consumers, foi o defensor mais visível da proposta de estabelecer um imposto de 20% sobre bebidas açucaradas, que deveria ser submetido ao Congresso colombiano para consideração em dezembro.

O grupo de Cerón arrecadou fundos, conseguiu aliados para a causa e produziu um provocador anúncio de televisão [o vídeo acima] que alertou os consumidores de que a ingestão de bebidas cheias de açúcar pode causar obesidade e outras doenças, como diabetes.

A reação foi feroz. A Superintendência de Indústria e Comércio ordenou que o comercial fosse retirado do ar, em resposta a um processo movido pelo refrigerante mais importante do país que chamou o anúncio de indesejável [a matéria não diz qual o refrigerante mais importante da Colômbia, mas não é difícil imaginar qual seja, não?].

Mas a agência foi ainda mais longe: proibiu Cerón e seus colegas de discutirem publicamente os riscos para a saúde de consumir açúcar ou seriam multados em 250 mil dólares.

Um link para o cemitério


As organizações de saúde pública, incluindo a Organização Mundial da Saúde, citam impostos sobre refrigerantes como uma das ferramentas políticas mais efetivas para reduzir o consumo do que os nutricionistas chamam de "líquido doce" que contribuiu para a epidemia de obesidade e doenças relacionadas em todo o mundo.

Kathryn Backholer, um pesquisador da Universidade de Deakin na Austrália, diz que os impostos sobre as bebidas não alcoólicas eram "um presente" para combater obesidade, diabetes e outras doenças relacionadas ao peso, pois são alvos facilmente tributáveis ​​e porque "eles têm pouco ou nulo valor nutricional".

Backholer e outros especialistas disseram que o ponto de virada para aqueles que propõem o imposto sobre refrigerantes veio em 2014, quando o México - o maior mercado de consumo per capita da Coca Cola - aprovou o imposto de 10%.

O México também foi o país onde foi visto o quão suja a luta pode ser.

No ano passado, vários defensores de uma proposta de dobrar o imposto para 20% - nutricionistas, especialistas e ativistas de grupos externos e do governo mexicano - receberam uma série de mensagens de texto agressivas e ameaçadoras de telefones desconhecidos.

Um homem recebeu uma mensagem dizendo que sua filha tinha sido gravemente ferida; para outro, o texto assegurou-lhe que sua esposa tinha um amante, e um outro recebeu um link para uma casa funerária. Descobriram que seus telefones estavam grampeados.

Ao final, a proposta do aumento para 20% não foi aprovada. [Fonte: NYT, onde você pode ler a reportagem completa, em espanhol]

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