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domingo, 1 de maio de 2016

Serra e Jucá aprovam impeachment de Dilma e viram ministros de Temer. Isso também não é corrupção?




É mais uma das situações, digamos, esdrúxulas que o Brasil está vivendo nos últimos tempos: golpe que não pode ser chamado de golpe; Câmara chefiada por um réu corrupto aprovar impeachment de presidente sem provas; agora mais esta: senadores que têm interesse direto no impeachment da presidenta são seus juízes no processo no Senado.

É o caso dos senadores José Serra e Romero Jucá, já anunciados aos quatro ventos como  ministros de um futuro (caso haja o impeachment!) governo Temer.

Que isenção terão esses dois senhores (se é que alguma vez foram isentos na vida) ao votar a favor ou contra o processo no Senado? Se Dilma cai, eles viram ministros. Caso contrário, continuam senadando...

Não seria essa mais uma forma de corrupção? Afinal, Temer está lhes oferecendo uma vantagem futura.

No entanto, o STF é um silêncio só. As excelências estão com tanto medo de Cunha e de olho tão comprido no aumento salarial do Judiciário, que pode chegar a 78%, que estão se escondendo até da própria sombra.

Enquanto isso, o golpe segue.


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sábado, 30 de abril de 2016

Anote na agenda: Dia 7 de junho Eduardo Cunha assume a presidência do Brasil



De 8 a 10 de junho acontece em Nova York a Assembleia Geral da ONU, tradicionalmente inaugurada com discurso do presidente do Brasil.

Caso o golpe em curso dê certo, Temer viaja dia 7 e passa a presidência a seu substituto, conforme determina a Constituição - o presidente da Câmara Eduardo Cunha.

O ato vai coroar e encher de glória a luta incessante da mídia golpista, dos tucanos e dos brasileiros de verde e amarelo contra a corrupção - Eduardo Cunha presidente do Brasil.

Como dizia um antigo locutor esportivo aqui do Rio, Januário de Oliveira:

- Taí o que você queria!


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quinta-feira, 28 de abril de 2016

Prêmio Nobel da Paz faz no Senado o que Dilma não fez na ONU: denuncia o golpe




Prêmio Nobel da Paz, o argentino Adolfo Pérez Esquivel aproveitou a oportunidade de falar aos senadores e ao povo brasileiro na tribuna do Senado para chamar de golpe aquilo que tentam enfiar goela abaixo como impeachment [veja vídeo abaixo].

Não era o local adequado, nem o que esperavam dele. Mas era o que ele tinha a dizer e aquela a única chance de fazê-lo. E ele não a perdeu. Mesmo desagradando a muitos senadores, especialmente aos golpistas.

A presidenta Dilma também teve sua oportunidade de denunciar ao mundo o golpe, em seu pronunciamento na ONU. Mas optou por não fazê-lo.

Ao silenciar sobre o golpe na ONU, a presidenta não foi "inconveniente" como Esquivel e fez a alegria dos golpistas.

Ao fim, parafraseando Rimbaud, vai poder declamar:

Inútil beleza
A tudo rendida,
Por delicadeza republicanismo
Perdi minha vida




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quarta-feira, 27 de abril de 2016

Parcelas de nossas elites e classes médias acham que Brasil precisa ter um 'exército de reserva miserável' para funcionar




Em artigo publicado no Blog da Boitempo, o professor e pesquisador Flávio Aguiar faz uma comparação entre as situações vividas no Brasil e na Argentina, revelando como são semelhantes as ações concatenadas que levaram à vitória de Macri na Argentina e ao pedido de impeachment da presidenta Dilma no Brasil [grifo meu]:

É verdade que na Argentina, no ano passado, não houve um golpe. Mas a tática usada para garantir que Macri ganhasse a eleição e conseguisse instalar seu programa de governo foi a mesma usada no Brasil para montar o golpe que está em curso.

O esquema foi igual: pressão contínua e mentirosa da mídia oligárquica, mais abusos coordenados a partir de setores do judiciário, perseguição a líderes oposicionistas, plantação de noticiário diversionista para desviar a atenção quando denúncias surgiam sobre figuras da direita. Na Argentina isto aconteceu em relação às denúncias das operações offshore de Macri e familiares, quando da revelação dos “Panamá Papers”. Imediatamente juízes denunciaram Cristina Kirchner por irregularidades que passaram a ocupar as manchetes de La Nación e El Clarín, os conglomerados que querem comandar – e cercear – a informação no país vizinho.

No Brasil é evidente a agressão dos vazamentos da Lava-Jato ao ex-presidente Lula e à presidenta Dilma e o quanto eles e a mídia golpista poupam as figuras da oposição.

Fica evidente, através da comparação dos dois casos, que a tática, sendo a mesma, tem uma origem comum, provavelmente, e há muitos indícios nesta direção, provinda dos Estados Unidos. Antigamente, logo depois da Segunda Guerra, o ex-presidente republicano e general Dwight Eisenhower alertou sobre a existência de um “complexo industrial-militar” que, na verdade, comandava os Estados Unidos. Hoje pode-se falar num complexo sistema de informação reunindo agencias como a National Security Agency, empresas de terceirização da espionagem e de inteligência, ONGs e Think Tanks que certamente forjaram este treinamento para elementos dos sistemas judiciários dos países da América Latina, além de órgãos de segurança, como as polícias federais respectivas e adjacências.

Junto com este esquema, é indispensável contar com a operação midiática que bombardeie com constância frases e manchetes que cativem as mentes e corações dos que querem ser cativados, é bom que se diga, convencendo as pessoas de platitudes vazias, como a de que “sim, sempre houve corrupção, mas o PT a institucionalizou”, quando não convencendo os mais afoitos em acreditar em qualquer coisa que proteja o que veem como seu direito a privilégios, que foi o PT que a inventou.

Fica claro o objetivo deste estupro da inteligência ao se considerar que o “futuro governo” de Michel Temer já acena com os corte dos direitos trabalhistas, da suspensão da obrigatoriedade de investimentos em educação e segurança e de cortes nos programas sociais, até com afirmações de que o Bolsa Família está “inchado”. Estes arautos da regressão histórica aos tempos da República Velha estão convencidos, e trabalham com o sentimento difuso em parcelas de nossas elites e classes medias de que o Brasil precisa mesmo ter um “exército de reserva miserável” para funcionar, para manter a percepção de que direitos são privilégios de classe. Este golpe armado precisa também desconstruir a narrativa de que os governos petistas melhoraram a condição de vida da população. Seu objetivo maior é “desconvencer” o povo de que ele tem direito a ter direitos.

Leia a íntegra no Blog da Boitempo.


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Madame Flaubert, de Antonio Mello

PSDB adere a Temer para tentar via golpe o que não conquistaram nas urnas: governar o Brasil








O cacique FHC tocou o aviso geral de que os tucanos não podiam ficar apenas espiando a banda passar e, menos de 24 horas depois, o partido em peso se assanhou para cair nos braços de Temer para tentar conseguir o que tentaram nas urnas, mas foram derrotados, governar o Brasil - ainda que seja por empréstimo.

O governador de São Paulo Geraldo Alckmin quer levar para todo o Brasil sua experiência hídrica, em segurança pública e na Educação (em especial na questão da merenda):

— O que nos parece importante é o modelo político brasileiro, que se esgotou. É preciso recuperar a atividade política do país. O PSDB vai colaborar, vai participar deste novo trabalho, nessas reformas que são importantes. A participação de membros do partido se houver convites e alguém quiser participar, não vejo o menor problema. Mas essa não é a questão central. Ninguém vai brigar para participar do governo — disse Alckmin. [Fonte: O Globo]

O Brasil viveu oito longos anos sob governo tucano, na época de FHC, e de lá pra cá eles vêm sendo surrados nas urnas há quatro eleições seguidas. Agora querem voltar, se não nas urnas, via golpe.

Mas o Brasil não esquece aqueles tempos, expostos em algumas manchetes de jornais da época reproduzidas aqui.

O Brasil não esquece também que o que está havendo é um golpe, perpetrado pelos derrotados, que querem conseguir na mão grande o que não conquistaram nas urnas.



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Madame Flaubert, de Antonio Mello

Cunha solto, golpe em marcha, desemprego, país paralisado, e STF pressiona por aumento do próprio salário




Longe de mim ser contra reivindicação salarial de qualquer trabalhador. Ainda que seja um trabalhador pra lá de especial como um ministro do STF.

Às vésperas da votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado Federal e a possível troca de governo, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, recebeu o apoio líderes de partidos na Câmara, que, em acordo, vão tentar aprovar o reajuste salarial de servidores do Judiciário e de magistrados rapidamente.

A ideia é aprovar a urgência do projeto de lei nesta quarta-feira e, no mesmo dia, analisar o mérito do texto no plenário da Casa.

O problema é que pega mal essa pressa toda do STF, quando ele anda a passo de cágado atrás de Eduardo Cunha, acusado pelo PGR Janot há meses e que continua não só livre, leve e solto, como chantageando e manobrando a Comissão de Ética da Câmara que o processa por quebra de decoro, comandando o processo de impeachment da presidenta Dilma, trancando a pauta da Câmara, "enquanto o processo de impeachment não for aceito no Senado".

O país está paralisado, graças a Cunha e, por omissão, ao STF, que ainda não mandou prendê-lo.

O mesmo STF, que tem pressa em conseguir o reajuste salarial, mas até hoje mantém suspensa a nomeação do ex-presidente Lula como ministro do governo da presidenta Dilma.

Pega mal. Muito mal, ministros. Tanto que...

Nos corredores da Câmara o convite feito aos deputados hoje por Lewandowski para o café é apelidado de “cobrança da fatura” após o STF não interferir nas votações do impeachment pela Casa. Alguns ministros saíram em defesa do processo para reforçar o discurso da maioria dos deputados de que não há o golpe acusado pelos petistas e movimentos ligados ao PT. [Fonte: Valor]

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Ministro da Justiça de Temer vai logo avisando: 'PF não deve mirar só corrupção'




São palavras do advogado Mariz de Oliveira, segundo a Folha o favorito para ser Ministro da Justiça num possível governo Michel Temer.

Quando lê uma coisa dessas, imagino, Cunha ri. Porque elas vêm reforçar aquilo que todo brasileiro que junta Tico e Teco pensa: derrubada Dilma, acabam com a Lava Jato e a Polícia Federal volta às suas antigas preocupações - mochileiros do Paraguai, contrabando, emissão de passaportes...

Se não bastasse isso, Mariz de Oliveira é advogado "do empresário Lúcio Bolonha Funaro, suspeito de ter pago despesas do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ)" [Fonte: Folha].

E pagou essas despesas por quê? Segundo o PGR Janot:

"Em virtude desse acidente [rompimento de uma barragem], iniciou-se uma declarada guerra entre a Cebel, controlada por Lúcio Funaro, e a Schahin Engenharia. A discussão girava sobre a responsabilidade pela não renovação da apólice de seguro-garantia da obra e, via de consequência, pelas danos causados", aponta Janot.

Segundo o procurador, após a disputa entre Funaro e Schahin 'surgiram dezenas de requerimentos no Congresso Nacional, patrocinados por Eduardo Cunha e seus correligionários, a pedido de Lúcio Bolonha Funaro, com o intuito inequívoco de realizar um ataque claro e sistemático às empresas do Grupo Schahin'.

Janot aponta que registros da Câmara dos Deputados, desde 2008 - mesmo ano do rompimento da PCH de Apertadinho - foram mais de trinta medidas em face da Schahin, incluindo requerimentos de informações, convites para audiências em comissões, pedidos de auditorias ou fiscalizações.

"Os requerimentos se iniciaram em 21 de fevereiro de 2008 - apenas dois meses após o rompimento - e continuaram até a CPI da Petrobras de 2015. Sem contar esta última CPI da Petrobras, foram formuladas 32 proposições em face do Grupo Schahin", assinala o procurador. "Somados a esses, foram elaborados outros 6 requerimentos em desfavor do grupo Schahin perante a CPI da Petrobras instaurada em 2015 por pessoas também ligadas a Eduardo Cunha." [Fonte: Agência Estado]

O fato de Mariz de Oliveira ser advogado de uma pessoa tão envolvida com Eduardo Cunha, a ponto de ser arrolada na denúncia do PGR Janot, pode não significar nada - afinal, advogados estão sempre envolvidos com pessoas enroladas, é da profissão. Mas, que é muita coincidência, é.

Repito: Fico imaginando o sorriso cínico de Eduardo Cunha ao ver a capa da Folha de hoje.


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segunda-feira, 25 de abril de 2016

Serra tem currículo para ser ministro de Temer: 17 processos, sendo 3 por corrupção



A romaria ao Palácio Jaburu (QG do Golpe, no escracho do Levante Popular da Juventude [imagem]), residência oficial do vice-presidente Michel Temer continua grande.

Antes da votação do impeachment, muitos deputados passaram por lá para receberem a graça (não de graça, é claro) da conversão do não para o sim do impeachment.

Agora são os ministeriáveis de um hipotético governo Temer, caso o Senado aprove o pedido.

José Serra passou por lá e levou seu currículo para apreciação de Temer.  Ele provou que tem 17 processos na Justiça contra ele, sendo três por corrupção.

Pelo visto Temer ficou impressionado, pois o nome de Serra está bem cotado para três ministérios pelo menos - Fazenda, Planejamento e Saúde.

Pelo currículo, o mais provável é que fique com a Saúde, onde se especializou em ambulâncias superfaturadas.

Embora o Planejamento não deva ser descartado, já que em sua experiência na pasta, no governo FHC, ele conquistou os três processos por corrupção do currículo.

Há ainda as acusações de corrupção contra Serra na privataria tucana, no Rodoanel e no trensalão, mas tudo vai depender da análise de Temer, pois a fila de corruptos que o cercam é grande.


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domingo, 24 de abril de 2016

Vergonha na Câmara, cusparadas na cara, PF na porta, omissão do STF, Bolsonaro, torturador,Temer covarde. A semana no Blog do Mello

Foi uma semana de intensa atividade, que começou com a vergonhosa votação do impeachment da presidenta Dilma, muito bem exposta numa edição crítica feita pelo Mídia Ninja.
Há também a condenação do golpe em curso no Brasil pelo juiz que mandou prender Pinochet.
Foi também uma semana que ressuscitou o espírito crítico do personagem de Angeli Bob Cuspe, com as cusparadas de Wyllys e do ator José de Abreu.
Os deputados que votaram pelo sim e que tiveram a polícia em seu encalço, como a deputada mineira, que dedicou o voto ao marido e no outro dia cedinho a PF o levou preso por peculato.
A vergonhosa e infame homenagem de Bolsonaro a um torturador covarde, que chegou a levar crianças de 4 e 5 anos para assistirem aos pais torturados.
O aniversário da morte de Olga Benário, assassinada pelos nazistas  em 1942, por omissão covarde do STF da época, que agiu igualzinho ao de agora com a presidenta Dilma.
A imagem do golpista Temer, quase enfiado no banco do carro, escondido, com medo do povo que o chamava de golpista.
Enquanto Temer se esconde, a mulher dele é exposta. Bela, recatada e...
As negociações em curso para livrar a cara de Cunha, Temer e Aécio e por fim à Lava Jato.
Tudo isso no resumo da semana do Blog do Mello.
Boa leitura.





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