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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
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terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Serra para Rei Momo
O governador de São Paulo José Serra é desde já o Folião do Ano. O homem só pensa nisso. Talvez influenciado pelos ares baianos de Trancoso, onde passou o Reveillon com a família, enquanto boa parte de São Paulo ficou debaixo d'água.
Serra em Trancoso estava, em Trancoso trancou-se, e só se dignou a dar as caras em São Luiz do Paraitinga dois dias após a cidade ficar submersa, com seu centro histórico praticamente destruído. Mas o grande folião foi logo avisando à prefeita:
- Se a prefeita topar nós ajudamos até a ter o Carnaval este ano em São Luiz.
A cidade de lama até o teto (onde ainda há teto) e o grande gestor, o astuto administrador, o queridinho da mídia porcorativa, me vem falar de Carnaval... E é esse cara que eles querem na presidência da República!
Nem a prefeita da cidade - que por sinal é tucana como ele - o levou a sério e tratou de trazê-lo à realidade (embora sabe-se lá com que prejuízos para São Luiz, já que o homem é vingativo):
- Não queremos. Quem gostar de Carnaval para pular vai vir aqui para ajudar, para reerguer a cidade. Nós vamos mudar o foco do Carnaval - disse a prefeita.
Agora, vejam como está a cidade onde Serra quer pular Carnaval, que está marcado para daqui a pouco mais de um mês:
O leitor Mr.Rusty disse...
sábado, 2 de janeiro de 2010
Casoy: 'Dois lixeiros...o mais baixo da escala do trabalho'
Você concorda com essa opinião de Boris (Biquinho) Que Vergonha Casoy, que pode ser verificada no vídeo abaixo? Ou acha que certo jornalismo e seus jornalistas (que chamo de porcalismo e porcalistas) estão bem abaixo - ou melhor, exatamente abaixo das vassouras dos garis?
Continue lendo >>Boris Casoy, os garis e o lixo do preconceito que saiu de baixo do tapete
É uma vergonha, com biquinho e tudo. Mas o grande moralista foi flagrado em seu preconceito, que eu nem reproduziria aqui como primeira postagem do ano, se Casoy não fosse um dos representantes dos narizes empinadinhos, os tais que se acham superiores, que zombam de um presidente monoglota e com poucos estudos.
Pois o homem do biquinho falou demais, o áudio do Jornal da Band já estava no ar, e ele sifu, como diria o sindicalista inguinorantchi.
Que eles passem o ano assim, deixando que suas máscaras caiam, é o que desejo.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Votos do Mello para os leitores do blog
1. Feliz Natal
2. Feliz Ano Novo
13. Dilma Presidente
São meus votos. Agradeço a todos pelas visitas, aos assinantes pela persistência em prestigiar as postagens inconstantes e aos amigos que fiz ao longo desses quase cinco anos de blog.
Agradeço também aos colegas blogueiros e aos novos que estão chegando para manter acesa a chama.
"Non pasarán!"Continue lendo >>
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
A estupidez da guerra no olhar da menina
Menina de 10 anos é surpreendida na escola por uma visita do pai, sargento do exército dos EUA, que estava no Iraque.
Continue lendo >>quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Por que São Pedro só é o culpado das enchentes nos governos demotucanos?
Nos governos petistas de Erundina e Marta, a culpa das enchentes era das duas.
Será que os paulistas não gostam de mulheres, do PT, da esquerda ou das três coisas - ainda mais reunidas?
Será que pensam que Serra, Kassab e São Pedro são todos santos e por isso acham natural que a culpa recaia sobre o último, digamos assim, por longevidade...?
Ou será que é porque a ex-grande imprensa (que deve estar vendendo ainda menos nas bancas com as chuvas) está no bolso dos demotucanos?
Mino, elogiar Gilmar Mendes é enaltecer um relógio quebrado
Sei que você sempre considerou Battisti um bandido comum, que deveria mofar numa cadeia italiana. Sei também que sua posição se radicalizou ao ver-se pela primeira vez intensamente contestado, não pelos que sempre o fizeram, mas por toda uma turma que até então sempre estivera do seu lado da trincheira. Por conta dessa mágoa, você inclusive encerrou seu blog.
Mas, ao elogiar Gilmar Mendes, você ultrapassou a fronteira. Porque Gilmar Mendes é um adversário que sempre está errado, mesmo quando está certo.
Gilmar Mendes (o Simão Bacamarte do Judiciário) é como um relógio quebrado. Parado, ele marca a hora correta duas vezes por dia. Mas nem por isso você iria "louvar-lhe a atuação" ou afirmar "que ele mostrou-se à altura do cargo" de relógio, como o fez com relação a Mendes em seu hepatopático artigo.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
O príncipe e o sapo. Uma fábula
Um belo dia o príncipe se olhou no espelho mágico e perguntou:
- Diga-me, espelho meu, existe alguém mais presidente, mais inteligente, mais competente, mais príncipe do que eu?
- Sim, o Sapo - respondeu o espelho.
Continue lendo >>
Feio, careca e malvado. Uma fábula
Ele é mau. E gosta dessa fama de mau. Cultiva seus ódios com o mesmo cuidado que os carecas dedicam aos fios que lhes restam. Ah, ele também é careca.
Seu sorriso sempre foi tão curto, que exibe mais gengivas do que dentes. E ainda assim ele os economiza.
Correm muitas lendas sobre suas maldades, sobre como trabalha nos bastidores para derrubar adversários (que ele sempre vê como inimigos).
Dizem que tem muita influência na Polícia Federal. Nas chefias dos principais jornais, revistas e emissoras de TV. Não há adversário ou possível empecilho em seu caminho que não seja rapidamente fulminado. Nessas horas, todos se entreolham, entressabem e entreafirmam: - Foi “Ele”.
Só que de tanto espalhar terror entre os adversários, sua fama de mau começou a assustar os que o cercam. Primeiro, timidamente: receios. Em seguida, após a constatação de que a uma maldade sempre sucedia uma seguinte, vem o medo.
E agora os que o cercam também têm medo dele. Do monstro em que se transformou aos olhos de todos, capaz de qualquer coisa para atingir seus objetivos. Por isso, temerosos, conspiram à surdina contra ele.
Ele percebe esse movimento. Mas já não sabe em quem confiar plenamente. Então, para atemorizar esses possíveis dissidentes, aumenta o grau de maldade, seguindo ao limite a lição de Maquiavel de que ao Príncipe é melhor ser temido que amado.
Mas, com isso, ele pula um degrau na lição do fiorentino. De temido passa a ser odiado. E os que o odeiam dedicam a esse ódio a mesma atenção que ele dedica a sua maldade e os carecas aos fios de cabelo que lhes restam.
Ele aumenta a maldade. E o número de vítimas.
O ódio aumenta. E o número dos que o odeiam também.
Um dia, ele acorda, acende a luz do banheiro e vê aquele careca no espelho. Por que o olha com ódio?
Quebra o espelho, mas aí vê o careca multiplicado em vários pedaços de espelho. O mesmo olhar. A mesma maldade. O mesmo ódio. Por quê?
Furioso, começa a quebrar os pedaços de espelho em fragmentos ainda menores. Mas isso só multiplica os carecas.
Por que todos se voltam contra mim? Será que erro tanto? – ele pensa.
Ouve uma voz:
- Se erra, José, se erra...
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