quinta-feira, 6 de abril de 2006

Pesquisa Ibope mostra brasileiros ao Brasil


IbopePesquisa do Ibope, sob título "Corrupção na Política: Eleitor Vítima ou Cúmplice", mostra resultados mais ou menos esperados, corroborando aquilo que o senso comum pensa sobre o assunto. Na pesquisa, buscou-se saber como o brasileiro vê a si mesmo, seus conhecidos, os brasileiros em geral, e os políticos em particular, em relação à ética.

Quando fala de si mesmo, o indivíduo brasileiro se considera trabalhador (opção de 94% dos entrevistados), honesto (97%), solidário (94%), um altruísta, pois sua ação visa mais o bem-estar da sociedade que seu próprio benefício (65%). É ético, tem horror à desonestidade, mas paga uma cervejinha para um guarda, de vez em quando, porque ninguém é de ferro, o calor está de rachar e a multa é alta... Compra também alguns CDs ou objetos pirateados ou contrabandeados, afinal, está tudo muito caro...

Quando analisa seus familiares e conhecidos a avaliação é semelhante. A diferença fica no grau de honestidade, trabalho, altruísmo...Os conhecidos são sempre um pouco menos que eles em relação a todos os itens. Menos na cervejinha e nas compras de piratas, porque, sabe como é que é, os vizinhos em geral têm olho gordo...

Quando trata de analisar o brasileiro em geral, a coisa muda um pouco de figura. Eles também são solidários, trabalhadores e honestos – mas bem menos que o indivíduo. Uma diferença gritante é que os brasileiros em geral, segundo os pesquisados, agem somente pensando em seu próprio benefício (70% analisam assim). E têm uma ética confusa, bastante maleável, segundo seus próprios interesses. São capazes de trocar voto por dinheiro ou emprego, aceitam nepotismo - desde que o empregado seja de sua família etc. Mais ou menos como na antiga lei de Gérson, buscam levar vantagem em tudo, certo?

Já para os políticos estão reservados os piores papéis. São preguiçosos (73%), egoístas (81%), desonestos (82%), agem pensando em seu próprio benefício (87%). Mas também não se pode negar que os políticos trabalham duro para conseguir essa alta performance...

A leitura do calhamaço (são exatas 400 páginas), como se vê, não traz novidades... Mas deixa no ar uma pergunta: se os indivíduos se acham ótimos, por que não fazem o mesmo julgamento da sociedade, que é o conjunto desses mesmos indivíduos? Talvez esteja aí a raiz de nossos problemas.

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15 comentários:

  1. Clara6.4.06

    É a cara do brasileiro, a culpa é sempre dos outros. Quando eu estava grávida, cansei de viajar em pé no metrô, porque os caras fingiam que estavam dormindo para não levantar do lugar.

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  2. Anônimo6.4.06

    Esse ibope, descobriu que a m...fede...

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  3. Anônimo6.4.06

    Clara , estar grávida não é doença.

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  4. Carlos Cachaça6.4.06

    Fica claro que somente com educação e bengalada em quem merece, conseguiremos mudar a conduta da maioria.
    Precisamos de mão forte para poder combater a corrupção eos corruptores que assolam nosso país.
    Afinal , ter um cpi que confirma o mensalão e em seguida pouparmos os mensaleiros, para ficar só nisso, não tem cabimento.

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  5. Anônimo6.4.06

    A Clara não estava doente, estava carregando alguns quilos na barriga, assim como a sua mãe fez algum dia para você vir ao mundo...
    Marcelo

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  6. Clara6.4.06

    Não sei de que lugar do Brasil é a pessoa que disse que estar grávida não é doença. Nem eu disse que era, mas aqui no Rio existem lugares no metrô que são reservados a idosos, gestantes e pessoas com crianças de colo. Idoso também não é doente, nem mulher com criança no colo. Mas é a lei, e ela tem que ser respeitada. Mas pelo visto, para essa pessoa e para os que fingem dormir isso é frescura. É por isso que o país está assim.

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  7. Cláudia Gonçalves6.4.06

    Minha cara Clara, a vida é assim mesmo. O pior é que os parimos, depois eles agem dese jeito e ainda são chamados de filhos da P. Nós sempre pagamos o pato na sociedade machista. Beijos.

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  8. Cláudia Gonçalves6.4.06

    Minha cara Clara, a vida é assim mesmo. O pior é que os parimos, depois eles agem dese jeito e ainda são chamados de filhos da P. Nós sempre pagamos o pato na sociedade machista. Beijos.

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  9. Anônimo6.4.06

    Tudo bem que o brasileiro é mesmo meio que querendo levar vantagem em tudo, mas os políticos são demais, não valem nada. VOTO NULO NELES!

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  10. Ricardo6.4.06

    Quando o cara num dá pra nada na vida vai ser ladrão ou político, o que é quase a mesma coisa. Eles começam como presidentes do gr^meio, síndicos do prédio, tudo aquilo que ninguém quer ser...Eta raça!

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  11. Olavinho6.4.06

    Aí Mello, nadinha de João Paulo no teu Blog ???????

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  12. Tucano rubicundo7.4.06

    No campo ético, o brasileiro é, antes de tudo, um fraco.

    Nenhuma novidade. Eu também não sou nenhum santo. E nem almejo sê-lo. Comprei minha carteira de motorista de um delegado corrupto. Já molhei a mão de um guarda igualmente corrupto para me livrar de u'a multa de trânsito. Já violei algumas correspondências. Mas nenhum desses crimezinhos cometidos por mim influiu na vida de milhões de pessoas.

    Mas de um crime atroz ninguém pode mais me acusar. O crime de votar e ser cúmplice de políticos canalhas que, com suas ações e/ou omissões, condenam milhões de pessoas à deseducação, à morte nas filas dos INSS da vida ou nos catres desumanos de hospitais públicos depauperados etc.

    Meu último voto para presidente foi, em 1989, no último dos moicanos: o velho timoneiro da redemocratização, o saudoso dr. Ulisses Guimarães. E, para prefeito de minha cidade, em 1996, num político excepcional, que já foi prefeito aqui por 5 vezes e cujo patrimônio pessoal se resume hoje a uma casa velha - que herdou dos pais - e uma lojinha de presentes - que é tocada por sua esposa. Em 1997, meu título foi cancelado. E eu adotei a teoria da vaca. Caguei e andei para isso. Não pretendo mais votar nem ser votado, fazer concurso público, licitar com o poder público, abrir conta em banco oficial blábláblá. Sou e continuarei sendo um modesto advogado, com uma ética circunstancial que muda de acordo com o grau de culpa de meus clientes. Para mim, eles sempre serão inocentes e o Estado, sempre será arrogante e prepotente por pretender puni-los por crimes muito menores que os políticos que se apoderam do Estado cometem diariamente e sem nenhum pudor. E, quase sempre, ficam impunes. Portanto, morte ao Estado!

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  13. boi de piranha7.4.06

    Aí Tucano Rubincudo, faça mais uma vez como a vaca : VÁ PASTAR.

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  14. A pesquisa do IBOPE só vem a provar como o brasileiro é desonesto analisando de um modo geral. Se os políticos brasileiros são como nós conhecemos é por uma razão simples, mas verdadeira: os políticos são o reflexo do povo que representam.

    Vejamos o Brasil: temos pessoas financiando pirataria, perpetuando a corrupção de alguns agentes da polícia (se as pessoas não derem dinheiro, não tem falcatrua), elegendo políticos de idoneidade bastante contestável (seja na base do rouba-mas-faz ou da venda do voto) ou então sendo cúmplices dos corruptos quando se mostram absurdamente acomodadas ou conformadas com o que acontece. Surgem as vozes para reclamar, mas os mesmos desonestos, sem generalizar, são sempre eleitos para mais um mandato.

    É preciso entender que sem indignação não se constrói uma boa nação. O Brasil está a muitos anos-luz de ser assim pelas razões expostas na pesquisa do IBOPE. A maioria dos brasileiros querem levar vantagem em tudo e não importa como. Malandro demais se atrapalha e malandros demais atrapalham um país inteiro.

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  15. Caro (inflacionado?) TUCANO RUBICUNDO. Infelizmente o Brasil ainda está contaminado com uma quantidade significante de rábulas adeptos de fábulas e seguidores da teoria da “vaca louca - indignada” - é só constatar pelos números da pesquisa do Ibope. Não tenho a menor dúvida de que aquele que compra uma carteira de habilitação de um delegado corrupto se tiver dinheiro suficiente, compra um juiz do STF. Enquanto proliferarem os indignados úteis as vacas vão continuar indo pro brejo sobre os olhares cúmplices dos tucanos sintéticos, transgênicos e clonados. Abutres de rapina inconformados com a possibilidade de que um outro país/mundo é possível. Segundo sua tese: “SOU E CONTINUAREI SENDO UM MODESTO ADVOGADO, COM UMA ÉTICA CIRCUNSTANCIAL QUE MUDA DE ACORDO COM O GRAU DE CULPA DE MEUS CLIENTES. PARA MIM, ELES SEMPRE SERÃO INOCENTES E O ESTADO, SEMPRE SERÁ ARROGANTE E PREPOTENTE POR PRETENDER PUNI-LOS POR CRIMES MUITO MENORES QUE OS POLÍTICOS QUE SE APODERAM DO ESTADO COMETEM DIARIAMENTE E SEM NENHUM PUDOR. E, QUASE SEMPRE, FICAM IMPUNES. PORTANTO, MORTE AO ESTADO!” – Se é esta a educação que o “DR.” Transmite aos seus filhos, se é que os tem, a Nação agradece pela sua colaboração ética e pedagógica. Como declama maravilhosamente bem a talentosa Ana Carolina: “Não podemos mudar o começo, mas se quisermos poderemos mudar o final”. Saudações BOLIVARIANAS!

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