segunda-feira, 31 de março de 2008

Em solidariedade ao Nassif e repúdio à Veja e ao grupo Abril


O leitor Dimas Roque deixou um comentário na postagem Datafolha: Lula bate recorde de aprovação, em que denunciava a agressão de que estava sendo vítima o jornalista Luis Nassif.

Fui até o blog do Nassif e li a postagem Os ataques à família, em que ele fala da dor de ver a esposa chorando, por conta dos ataques do pitblogueiro da Veja, e me pergunto: até quando se vai permitir que ele continue a ofender as pessoas?

Não é possível que os jornalistas continuem a tratar essa pessoa doente e nefasta apenas como a aberração que é, sem uma atitude em defesa dos que ele ofende da maneira mais vil.

Será que o mercado de trabalho está tão difícil assim para que os jornalistas da Veja continuem a compartilhar a redação com alguém que detrata, ofende e achincalha companheiros de profissão?

Se o dossiê da Veja, publicado pelo Nassif, é mentiroso, por que não o rebatem, em vez de recorrerem à justiça para processá-lo e ao pitblogueiro doente para ofendê-lo?

Felizmente, ao começar seu dossiê, Nassif sabia com quem estava lidando. Seu trabalho está desmontando a fábrica de boatos e dossiês da Veja. Mais dia, menos dia, os que hoje o detratam cairão como os vampiros expostos ao sol da realidade.

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9 comentários:

  1. George D.31.3.08

    Salve, Mello,

    Se é possível isso, parece que as coisas passaram totalmente de qualquer limite, mesmo dos limites até de um contenda desonesta.

    Burro, sabemos, o RA não é; mas desonesto intelectual e, agora (ou desde sempre?!), achincalhador moral, está se revelando como de "primeira".

    Contudo, dêem corda ao pernóstico arrogante (RA): vai engulir tudo, tal qual cacimbão, e, no fim, quem vai se danar é o próprio.

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  2. Anônimo31.3.08

    O site da Carta Maior está fora do ar - Censura ou Problema Técnico?

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  3. Rapaz, é o fim da picada, mas a verdade é que o mercado de trabalho está assim mesmo. Ou as pessoas se sujeitam a ser repetidores de assessorias, ou elas fazem (alguns com muito gosto) o discurso do patrão.

    Sou sócio de um jornalista e namorado de outra jornalista. Desde que meu sócio começou a se recusar a montar fotos (embora tenha feito algumas vezes, pois precisava do emprego) ele nunca mais foi chamado pra trabalhar. Só de vez em quando pra fotografar uma celebridade ou outra no projac. Com essa recusa, ele viu o faturamento mensal dele cair em quase 80%. E a família, os filhos, a prestação da casa própria?!?!

    O Globo, vendo o O Dia roubar uma fatia de anunciantes, não só lançou um jornaleco para competir na faixa de público, como força a exclusividade do anunciante.

    Esse novo jornal, ao invés de aumentar o mercado, dobrou as horas de trabalho dos que trabalham no O Globo. Nesse jornal também não existe espaço para opinião divergente. E além disso, quem anuncia em O Globo e Extra, não pode anunciar em outros jornais, sob pena de não conseguirem mais espaço em suas páginas.

    Hoje, com mais "títulos" nas bancas, o mercado de trabalho é menor. Um contra senso. Quem vai se arriscar a criar um jornal nesse clima de mercado?!

    O mercado hoje é dominado pelo compadrio e pela unificação de pensamento. Quem está de fora, está mais é doido para poder ser pau mandado e poder comer.

    Tá muito dificil. O jornalista que pensa, não come, o que não pensa, vai ser escravo. O Mercado morreu graças a esses mesmo fatos que o Nassif tem nos mostrado, a aliança comercial e política entre a mídia, políticos e as empresas. Hoje quem pauta o jornal são as assessorias. Quem as questiona é demitido.

    O medo pela própria sobrevivência é a regra entre os jornalistas do Rio de Janeiro.

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  4. Sempre José Serra metido nestas histórias de arapongagem. E sempre se deu bem. Assim tirou Roseana Sarney do páreo. Quando da eleição para o governo de SP mais uma vez a arapongagem tucana montou aquela do dossiê anti-Serra. Agora este para derrubar Dilma. Alguém tem dúvida acerca do caráter de Serra? Leia isso e saiba um pouco mais sobre Serra, um verdadeiro retrato falado do figura http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/no-senado-sarney-denunciou-fabrica-de-dossies/

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  5. Nós CONSUMIDORES podemos destruir a Veja, atingindo-a no Bolso. Não precisamos do Judiciário e nem podemos esperar nada dele que é elitista. Como jornalista, vcs sabem que a revista se sustenta com anuncios. Pois bem, vamos fazer uma campanha a nivel nacional de envio de emails aos anunciantes da Veja condenado seu comportamento xenofobo, racista e desonesto. Ameaçando não consumir mais os produtos das empresas que anunciam na sujissima, caso continue publicar anuncios na Veja. Como prova de racismo, xenofobia e desonestidade, basta copiarmos os ataques do doente mental RA contra mulheres, nordestinos, negros, homossexuais, etc. Unidos destruiremos a corja. É simples, temos o poder!

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  6. Anônimo31.3.08

    Quem estava apostando na isenção da nossa mídia golpista, aí vai....

    31/03/2008


    Um dossiê e muitas incertezas


    MÁRIO MAGALHÃES


    ombudsman@uol.com.br

    Um dossiê (ou relatório ou "fragmentos da base de dados", como prefere a Casa Civil) sobre gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, sua mulher, Ruth, e antigos ministros foi produzido no Palácio do Planalto e vazado de forma ilegal.


    Tão escancaradamente ilegal que foi constituída pelo governo uma "comissão de sindicância para apurar o episódio". Oficialmente, busca-se culpado(s).


    A origem das informações, processadas na Casa Civil, é inequívoca, reconhecida inclusive pelo governo. A essa altura, mais ninguém questiona a autenticidade das informações sobre gastos contidas nas 13 páginas. No domingo, a Folha demonstrou que "o relatório mostra a seleção de informações bastante diferentes do padrão de dados lançados no Suprim ['sistema de controle de suprimento de fundos da Presidência'] e estranhas a um trabalho definido como um 'instrumento de gestão', sem viés político".


    Hoje os jornais reafirmam que, ao contrário do que afirma Dilma, não houve pedido do TCU para produzir o levantamento sobre FHC ou algo que desse base à investigação.


    A existência do dossiê/relatório de 13 páginas foi revelada pela revista Veja no fim de semana retrasado.
    Na sexta passada, a Folha manchetou "Braço direito de Dilma montou dossiê".

    O jornal não apresentou provas contra Erenice Alves Guerra, principal assessora da ministra Dilma Rousseff.

    Não que a informação, necessariamente, esteja errada. Quem leu a reportagem, contudo, não teve acesso a evidência de que esteja correta a versão do jornal.


    A Folha descreveu uma reunião com membros da administração para criar "uma força-tarefa encarregada de desarquivar documentos referentes aos gastos do governo anterior a partir da rubrica suprimento de fundos, que incluiu cartões corporativos e contas 'tipo B'".

    Nota oficial da Casa Civil afirma que tal reunião, "para organizar uma força-tarefa para produzir o chamado dossiê", nunca ocorreu.


    A Folha também não comprovou a realização da reunião.


    O jornal não afirmou que o dossiê foi utilizado para chantagear membros da oposição na CPI dos Cartões Corporativos. Fez bem. Um dos aspectos intrigantes do caso é que o dossiê é incapaz de constranger FHC. Chefe de um governo em que se acumularam escândalos de grande monta, em especial nas privatizações, o ex-presidente não se sai mal das 13 páginas. Se tudo o que os governistas têm contra ele for aquilo...

    Ou seja: como fazer chantagem contra alguém e seus aliados com informações que não causam dano ao chantageado?


    Alguém foi vítima de chantagem? Quem? Se foi, é informação que o jornalismo deve.

    Seria diferente, por exemplo, em uma nação fictícia, situação e oposição promoverem chantagem pesada com informações sobre filhos do atual e do ex-presidente, se os rebentos tivessem amealhado riqueza durante ou em seguida aos mandatos dos pais. Aí, sim: ameaças capazes de fragilizar o mais valente dos investigadores de comissão de inquérito do país da imaginação.


    Quem tinha muito a perder, por rigorosamente nada em troca, seria a ministra da Casa Civil. Mais por eventual dolo, menos por incapacidade de gerir com segurança um sistema de dados ou manter aloprados em sua equipe, mas sempre perdendo.

    Essa peça, decisiva, não se encaixa no quebra-cabeça. Até agora, pelo menos.


    Esta segunda-feira não foi um bom dia para a Folha. O jornal não destaca a defesa de ninguém do governo. E titula na primeira página: "Dossiê é 'covardia institucional', diz ministro do STF". Só no texto se descobre que Gilmar Mendes se refere a dossiês em geral, e não ao dossiê agora revelado.

    O "Estado" deu entrevista com o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho. O "Globo" saiu com declarações do ministro José Múcio. Não sei se o que eles dizem é verdadeiro ou falso, mas é direito dos leitores conhecer pontos de vista divergentes.


    Hoje a coluna "Perguntar não ofende" (pág. A2) se refere ao "documento de 13 páginas que vazou para a imprensa, cuja autoria o próprio Palácio do Planalto assumiu".


    Talvez, em meio a tantas informações, tenha me passado despercebido. Não me lembro, contudo, de ter lido que o Planalto assumiu a confecção das 13 páginas.

    Na edição de sábado, a Folha divulgou declaração de Dilma: "Não acho que a Folha e a Veja montaram isso [dossiê]. Outros fizeram este trabalho e vocês [da imprensa] estão divulgando".


    Ou seja, a ministra negou a produção das 13 páginas.

    Minha impressão é que a Folha produz uma cobertura em tom unilateral que menospreza as incertezas que cercam o caso.


    É possível que as coisas tenham ocorrido como o jornal sugere?

    Sim. Poder tudo pode.


    Mas é possível que haja outros elementos.


    Ao contrário do dossiê Cayman/Caribe, as informações são verdadeiras. Ao contrário de outros dossiês, entretanto, elas não intimidam ninguém (a não ser que sugiram o conhecimento de outras despesas, cabeludas).

    O vazamento das 13 páginas pode ter sido obra de petistas, aloprados ou não? Pode. Em 2006, com a reeleição de Lula nas mãos, a ambição de ganhar também o pleito paulista produziu o escândalo que contribuiu para empurrar a eleição presidencial ao segundo turno.

    As 13 páginas também podem ter sido obra de quem queria desgastar o governo e reanimar a CPI dos Cartões. Ou, mais especificamente, ferir a ministra Dilma, que está longe de ser a candidata preferida do PT e de setores do Planalto para 2010.


    Um incômodo da cobertura é que, evidentemente, a Folha sabe mais do que conta aos leitores. Uma coisa é o jornal ter recebido o relatório de alguma fonte do PT. Outra, do PSDB. Outra, ainda, de um funcionário, mais que petista, fiel à ministra.

    O jornal deveria pisar no freio e ser mais cético. Um dossiê incapaz de constranger alguém não teria eficiência como instrumento de chantagem. A impressão é que, ao contrário do que a Folha e o jornalismo em geral dão a entender, a verdade sobre o episódio ainda está distante, seja ela qual for.

    Por último: o episódio em curso ressalta a tragédia à democracia que é a ausência de transparência sobre o poder público no Brasil. Gastos dessa natureza, seja no governo FHC ou no de Lula, não deveriam estar protegidos por sigilo, e sim ser de conhecimento dos cidadãos."

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  7. Antonio Morais BH - MG1.4.08

    Cadê os jornalista de bem deste país? Parabéns Mello, pela solidariedade e pelo bom jornalismo.

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  8. Ivan Moraes1.4.08

    "até quando se vai permitir que ele continue a ofender as pessoas?": ate a direita c ontinental estar morta e enterrada. Veja o faz porque ambas Veja e a Abril teem GARANTIAS INVISIVEIS DE IMPUNIDADE. A DIREITA SEMPRE AS TEVE, E ELAS SEMPRE TIVERAM UM JUIZ NA HORA DA DECISAO FINAL. Eles teem GARANTIA DE IMPUNIDADE. Porque ninguem descobriu isso ainda?!

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