sexta-feira, 28 de março de 2008

Retrato do governo FHC, por ele próprio


Esta é mais uma dos arquivos do jornalista Aloysio Biondi. Em artigo, publicado em 20 de fevereiro de 1997 na Folha, Biondi mostra o estilo inconfundível do homem que afirmou Esqueçam o que falei, e depois que saiu do governo, ironicamente - ou zombeteiramente -, criou uma Fundação para tratar de sua memória... (como mostrei na postagem FHC: ‘Esqueçam o que eu disse’... Depois paguem para lembrar).

O presidente Fernando Henrique Cardoso fez uma declaração espantosa em sua viagem à Itália. Pela primeira vez, desde que foi ministro da Fazenda no governo Itamar Franco, FHC admitiu que a “abertura” da economia brasileira às importações foi demasiado rápida. Isto é, FHC agora reconhece que toda a base de sua política econômica é um desastre, e está provocando a destruição da indústria brasileira, desempregando milhões de pessoas, reduzindo a produção nacional, “torrando” dólares, provocando rombos na balança comercial em virtude da explosão das importações – e, acrescente-se, vai provocar nova e grave onda recessiva no país.

Noticiada quase exclusivamente por esta Folha, a declaração de FHC foi, porém, acompanhada de falseamento da verdade histórica. O presidente da República atribuiu o “escancaramento” da economia brasileira ao governo Collor.

Na verdade, seu antecessor deu início ao processo. Mas, reconheça-se, a abertura do mercado, apresentada à sociedade como “nova política industrial”, seria feita de forma gradual, ao longo de alguns anos. Ou, sinteticamente, o imposto sobre as importações (tarifas) seria reduzido um pouco a cada ano, com o objetivo de “dar tempo” à indústria nacional de investir para produzir melhor e mais barato, enfrentando a concorrência estrangeira.

Quem mudou da noite para o dia as regras do jogo foi a equipe do governo FHC/BNDES, que reduziu para 10%, 3% ou mesmo 0% (isenção total de imposto) as tarifas sobre produtos importados.

Em lugar de reconhecer os erros monumentais cometidos por ele próprio e sua arrogante equipe, o ex-sociólogo FHC limita-se a inculpar Collor. Nenhuma autocrítica, capaz de trazer a expectativa de mudanças nos rumos desastrosos da política econômica. E o país paga, dramática e bovinamente, o preço dos equívocos.

Com a declaração de FHC, como ficam os de-formadores de opinião que há três ou quatro anos vêm tecendo loas incontidas à “abertura”? [Leia o artigo completo aqui, e aproveite para conhecer o site que preserva o trabalho do Biondi, que morreu em 2000]

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4 comentários:

  1. Crica28.3.08

    Aliás, Mello, o que é o tal dossiê das despesas de FHC, FEITO PELA VEJA, se não pagar para lembrá-lo.
    De quebra, se pretende minar Dilma.
    Mas o que acontece é que a própria Vesga mina FHC.
    Não parece uma das artimanhas do Serra? Ou seria do Aécio? Mas que é coisa de tucano burro é: 73% de aprovação para o Lula.
    Os tucanos mais inteligentes nem estão dando bola pra história do tal dossiê, se fazem de mortos.
    E a gente só sacando.
    É de morrer de rir...

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  2. Ivan Moraes28.3.08

    Estava na cara desde o comecinho que FHC tinha misssao de destruir o Brasil, eh que a merdia brasileira nao deixou ninguem notar. Era obvio e evidente.



    Se eu nao calar agora nesse minuto vai sair besteira...

    (Seu blog esta cada vez melhor, bicho! EH ISSO AI!!!!!)

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  3. praça28.3.08

    vamos imaginar FHC refletindo sobre Lula chamando Chaves de pacificador, e dizendo em PE que ligou para o BUSH -porra Bush arruma essa crise ai...
    huahuahuauhauhuhahua
    Ele nao esta entendendo nada.
    Vai ficar sem entender menos ainda, quando essa armaçao pra cima Da candidata do Lula cair pro chão...
    psdb abelha quando nao voa, só faz cera...
    na regiao oeste de SP e conhecida com 3 p : presidio, pedagio e pcc
    fui

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  4. Anônimo29.3.08

    Cartões Corporativos de FHC.

    Além de vinhos Romané-Contí de R$ 28 mil a garrafa,centenas de garrafas de champanhe Chandon e estadias de ministros "à trabalho" no Copacabana Palace, o "sultanato" de FHC em Brasília comprou, com cartão corporativo do governo, um "consolo"!

    http://tribunapetista.blogspot.com/

    "Os aliados têm outras armas contra o governo anterior. Uma delas é a suposta contratação da chef de cozinha Roberta Sudbrack. Segundo informações que chegaram ao governo, por US$ 12 mil mensais (valores da época), a cozinheira ia uma vez por semana a Brasília para cuidar do cardápio de FHC."

    http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080219/not_imp126917,0.php/

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