sábado, 31 de maio de 2008

Novo acidente com Airbus A 320 mata embaixatriz do Brasil em Honduras


O acidente foi nesta sexta-feira. Era noite, chovia e o Airbus atravessou a pista do aeroporto de Toncontín, em Tegucigalpa, e só foi parar numa avenida à frente, depois de atravessar um muro, atropelar vários carros e se partir em três. Nele, morreu a embaixatriz brasileira Jeanne Chantal Neele, esposa do embaixador brasileiro em Honduras, Brian Michael Fraser Neele, que ficou ferido no acidente e está hospitalizado.

O Airbus A 320 é o modelo daquele acidente da TAM em Congonhas, no ano passado, em que morreram todos os passageiros e tripulantes. Dessa vez, segundo a BBC, pelo menos cinco pessoas morreram e cerca de 60 ficaram feridas no desastre.

Em outubro passado, aconteceu acidente semelhante com outro Airbus A 320, nas Filipinas. Escrevi aqui sobre ele, Mais um Airbus A320 atravessa a pista sem parar:

As causas do acidente estão sendo investigadas, mas fica claro para qualquer um que ainda mantenha ao menos um Tico e um Teco funcionando no cérebro que os A320 têm algum problema, provavelmente no sistema inteligente de pouso, que parece ser meio burro. Afinal, esse é o sexto acidente do tipo.

A culpa, como sempre - é esperar para ver - vai parar nas costas dos pilotos. Numa hora porque não puseram o manete para frente, em outra porque não o colocaram para trás, mais em outra porque um ficou de um jeito e outro de outro. Só não explicam por que os pilotos erram tanto durante os pousos apenas com os Airbus A320. Será implicância?

Resta torcer para que os novíssimos Airbus A380 – que podem transportar até 800 passageiros - não sofram da mesma teimosia.

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7 comentários:

  1. Anônimo31.5.08

    Caro Mello,


    Teoria sobre a independência petrolífera do Brasil! Matéria postada no blog do Igor por Roberto Ilia!
    http://alexeievitchromanov.zip.net
    Abs

    Alberto Bilac

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  2. Anônimo1.6.08

    Como o Airbus é todo computadorizado, pode haver algum esquema de sabotagem digital, para que o avião acelere na hora de pousar.

    Um ponto em comum nesses 3 acidentes (TAM, Filipinas e agora TACA), alem do fato do avião não parar, é que no Brasil, America Central e Filipinas existe uma grande infiltração da CIA. A manutençao desses aviões costuma ser feita por ex-militares da aeronautica.

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  3. Oi Mello.

    Já que não foi dito na reportagem a companhia aérea, então se pode concluir que não foi a TAM! Lógico, né? Se fosse um acidente com a TAM, a manchete seria "MAIS UM ACIDENTE COM A TAM". Causa: óbvio! Falta de manutenção nos aviões. Não é sempre assim?

    Abraços.

    Simone

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  4. José2.6.08

    Aff... Sinceramente, Airbus, TAM, teorias conspiratórias... A aviação é uma atividade extremamente complexa e muito regulada.
    Pesquisem o número de horas de vôo do tipo/modelo. Pesquisem qual a fase do vôo acontece a grande maioria dos acidentes.
    Pesquisem o número de acidentes semelhantes NAQUELA pista.
    Verão que tuda não passa de mera estatística / probabilidade.
    Aviação é um meio seguro de transporte? Com certeza! Acontecem acidentes? Sim. Acontecerão mais? Com certeza! Por quê? Porque o fator preponderante nos acidentes sempre será o humano. Sejam as mãos que pilotam a aeronave, sejam as mãos que realizam as manutenções ou sejam as mãos que projetam o avião.
    Sobre o tipo de aeronave: Pode contribuir para o acidente? Pode. Contribuiu? Após as investigações, saberemos.
    Um detalhe para acalmar os mais inseguros: Raramente acontecem novos acidentes (novas causas). São todos repetições uns dos outros. É por isso que a aviação é tão segura. Os conhecidos tendem a não se repetir. Aprendemos muito a cada acidente. E é por isso que as investigações não têm caráter punitivo.
    Não trabalho na TAM, mas sou piloto e posso afirmar que o que os leigos em aviação escrevem sobre esta Companhia ou sobre o Airbus não tem sentido algum. Isto se estende à aviação como um todo. Obviamente existem exceções, mas comcerteza não são as grandes companhias. Como escrevi, é uma atividade complexa, cheia de regulação. Foi-se o tempo que as coisas eram feitas "na pelada". Isto não existe mais. Mesmo convivendo com a ANAC e seus problemas, só evoluímos, em matéria de segurança.

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  5. Teresinha Carpes2.6.08

    Uai Mello os anônimos continuam?O brasileiro não dá a mínima para avisos de qualquer tipo,exêmplos nós temos cotidianamente:no prédio de dez andares onde eu moro:"~´E proibido atirar cigarros e assemelhados,pelas janelas e áreas de serviço"...Todo dia eu pego cigarro aceso,no parapeito de minha área de serviço...Vamos colaborar com o Mello,êle pediu para que não uzassem mais o "ANÔNIMO" tá?

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  6. José,
    os problemas com o Airbus A 320, especialmente os relacionados ao sistema "fly-by-wire", não são apontados apenas por leigos em aviação. Há bastante literatura a respeito, inclusive com links aqui no blog.

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  7. Anônimo5.6.08

    Não sou assim tão leigo. Fiz aeroclube. Incluindo os simuladores IFR, tenho mais de cem horas de voo. Servi na aeronautica e tenho parente que é oficial aviador, inclusive o meu tio é brigadeiro.

    O fato é que o sistema fly by wire pode sim ser sabotado. No caso dos ataques de 9/11, os aviões estavam visivelmente voando no fly by wire.

    Não acredito na estória dos pilotos jihadistas. Acontece que, se algum humano quisesse bater na torre, ele faria uma linha reta, não faria uma aproximação tão perfeita, em curva, como vimos no segundo ataque.

    No caso da TAM, recentemente foram concluidas as investigações. Concluiram que foi um defeito na manete ou erro do piloto. Ou seja, o avião acelerou no lugar de reverter.

    Contudo, duvido que algum piloto pudesse cometer esse tipo de erro. Não sei como a manete teria um defeito que pudesse inverter a sua função.

    No Airbus e nos Boeings modernos, durante o pouso os pilotos usam o fly by wire. É o computador de faz esse procedimento. Então, no caso da TAM, é logico que houve um problema no computador. E isso pode ser sabotado sim. Basta haver uma troca de chip.

    Anônimo da Silva

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