quarta-feira, 25 de junho de 2008

TRE-RJ pára obra no morro da Providência. 30 famílias ao relento, 150 desempregados


Pressionado por políticos e pela mídia corporativa - Rede Globo à frente - o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) embargou as obras do projeto Cimento Social no morro da Providência.

A mídia corporativa está em festa. Queriam parar as obras, e pararam.

Só que chove no Rio. Faz frio. As obras eram feitas sem que os moradores saíssem de suas casas. Neste instante, 30 delas estão com obras incompletas, algumas sem telhado, sem parede, cobertas por lonas. Como ficam os moradores?

Como ficam os mais de 150 empregados contratados, com carteira assinada, que trabalhavam no projeto?

Se a obra é eleitoreira, se o senador Marcelo Crivella (bispo da igreja Universal e sobrinho de Edir Macedo) está tirando proveito dela, que seja punido pelo TRE, e não os moradores e os trabalhadores.

Mas essa não parece ser a preocupação do jornal O Globo. Em sua luta “religiosa” contra o crescimento da Record e da Universal (leia A luta pela manipulação das massas entre Globo e Record) o importante é impedir o crescimento dos adversários. O resto – como o gol para o Parreira – é um detalhe.

Em box de opinião na página 13 de sua edição de hoje, o jornalão carioca afirma o seguinte, sobre o assunto:

(...) jogue-se na conta da ambição eleitoreira dos responsáveis pelo projeto o dissabor que há de ser sentido na favela pela suspensão das obras.

Entenderam? O Globo, que vem fazendo uma campanha sistemática pela paralisação das obras, não tem nada a ver com isso, esse dissabor (150 desempregados, o que afeta a vida de aproximadamente 500 pessoas, e 30 casas ao relento - isso é apenas um dissabor para O Globo) não pode ser jogado nas suas costas.

É uma nova versão para o velho ditado: “Sentiu-se prejudicado? Vá se queixar ao bispo.” No caso, o bispo Crivella.

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8 comentários:

  1. ATENÇÃO, COMENTARISTA:

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    Antônio Mello

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  2. Stanley Burburinho25.6.08

    Estive pesquisando e encontrei no Google que o juiz que condenou o Elias Maluco e sua gangue que mataram o Tim Lopes que era repórter da TV Globo em uma favela do Rio, também se chama Fábio Uchoa.

    Ele foi "endeusado" pela Globo, antes, durante e depois do julgamento do Elias Maluco que foi condenado à prisão por 28 anos.

    O nome do juiz que embargou a obra na favela da Providência, também, é Fábio Uchoa. Será que é que é a mesma pessoa? É muita coincidência. Os dois juízes têm o mesmo nome: Fábio Uchoa.

    Se for a mesma pessoa, é possível um juiz atuar nos tribunais criminal e eleitoral ao mesmo tempo?

    Ou será que ele foi transferido convenientemente e providencialmente? Temos que levar em consideração os seguintes itens que incomodam as elites carioca e brasileira: Crivella = Rede Record = concorrente da Globo = adversário político do Gabeira que é candidato da elite carioca e das Organizações Globo, à Prefeitura do Rio = aliado do Lula = PAC = Dilma = melhoria na vida do pobre, etc.

    Façam a mesma busca que fiz no Google, digitando: "juiz Fábio Uchoa" + "elias maluco" que vocês verão o mesmo que eu vi.

    Vou continuar pesquisando. O nome completo do juiz, conforme está no Google é: Fábio Uchôa Pinto de Miranda Montenegro.

    Em outra pesquisa que fiz no Google, entrei no site do TRE/RJ, baixei o .PDF que contém a Composição da Corte e verifiquei que, até o dia 20/12/2007, não existia nenhum juiz Fábio Uchoa.

    Vejam neste endereço: http://www.tre-rj.gov.br/institu.../ composicao.pdf

    Significa que esse juiz Fábio Uchoa passou a fazer parte da Corte este ano.

    Acho muita coincidência.

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  3. Cabelinho25.6.08

    Rapaz...vc sabe que eu estava mesmo pensando nisso hoje pela manhã.
    O que a Rede PIG vai fazer depois que conseguiu cancelar as obras no morro?
    Boa pergunta né.....

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  4. Nonato25.6.08

    Mello, eu acho que esta história do TRE tem todo o jeito de plano B, já que o A não surtiu o efeito esperado que seria a retirada do exército do morro. Infelizmente, desde o começo da história dos três jovens assassinados (na minha opnião, o plano A), até a blogosfera mais independente deixou-se levar pela onda de indignação útil contra a presença do exército no morro. Talvez isso tenha ocorrido porque muita gente de esquerda pensa: se tem forças armadas, sou contra - e esse pensamento é um erro estratégico. Talvez porque o episódio dos assassinatos sejam, realmente, grotescos. Mas, como dissemos antes, a história era mal contada e tinha todo o jeito de fritura da imagem do exército. Repare que agora, após toda a publicidade negativa sobre as obras, talvez fique muito mais fácil considerá-las eleitoreiras e, como você diz, ao invés de punir o político envolvido, pune-se o povo.

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  5. Teresinha Carpes26.6.08

    Mello eu passo por muitos canais de tv e paro,quando vejo,que são os noticiosos!Vi e não sei qual canal,que vários senhores jovens desta tal morro da Providência,pedindo a volta dos militares,uns diziam que não sabiam de nada,e só uma pessôa disse que Não estavam de acordo com a volta dos militares!Ganhou os que queriam a voltadesses militares,pois já voltou o tráfego,com toda força

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  6. Mariano Salinas26.6.08

    Mello, me desculpe por ser do contra mais uma vez, mas desta vez foi acertada a decisão do TRE de acabar com as obras do Crivella. Vai acabar mesmo ferindo a igualdade que deve ser garantida a todos os candidatos participantes do pleito que virá em outubro. Por que o "Senabispo" Crivella só quis fazer obras na Providência em 2008? E por que levar o Exército para lá?

    Primeiro de tudo, independente de como vem sendo explorada essa história dos jovens mortos pela grande imprensa, não é função do Exército subir morro para limpar uma área onde até então o Estado era ausente e repentinamente surge para fazer obra de campanha. Exército não é capitão-do-mato.

    Stanley, é perfeitamente possível que um juiz faça parte de uma vara criminal e componha a justiça eleitoral. Qualquer juix eleitoral acumula funções. Ele não se dedica de forma específica às causas eleitorais. É assim no TSE, nos TRE's e na primeira instância. É o esquema dos "juízes emprestados" que muita gente critica. E o Fábio Uchoa não é um dos sete desembargadores principais do TRE, mas faz parte da Coordenadoria de Fiscalização de Propaganda Eleitoral, um setor especializado. Está explicado então porque ele não foi visto na composição do TRE. Analise o organograma para ver como a justiça eleitoral possui órgãos especializados.

    Nonato, na sua opinião o plano A foi o assassinato dos jovens a mando ou aconselhamento da imprensa? Foi isso mesmo que vc quis dizer? Se for verdade mesmo, é assustador que vidas sejam extirpadas por conta de disputa de manipulação de massas (Globo x Record). E eu continuo achando que o Exército nunca deveria subir o morro porque não tem nada para fazer lá.

    Não sei se vocês sabem, mas ontem à noite veio a notícia de que o juiz Fábio Uchoa aprovou um mutirão formado pelos moradores da Providência e a construtora vencedora da licitação feita pelo Comando Militar do Leste. Por enquanto só a reforma de 32 casas será concluída e se o projeto for mesmo de interesse para a comunidade ele seguirá após as eleições. Obras retomadas sem a presença do Exército.

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  7. Mariano,
    a paralisação das obras só penaliza os pobres. Essa retomada, em esquema de mutirão, garante o trabalho dos 150 que estavam contratados, com carteira assinada?
    Por que as demais só devem começar após a eleição?
    E até lá, como ficam esses trabalhadores? Certamente serão demitidos.
    Repito: se o esquema é eleitoreiro e o TRE-RJ tiver provas disso, que puna o senador bispo Crivella e não a população.

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  8. ailton filho26.6.08

    Enquanto isso, em Campo Grande o prefeito, que vai tentar a reeleição, fará nada menos que 22 inaugurações nos primeiros dias de julho. Vai ser tudo antes do dia 5 de julho. Mas "já estava tudo programado" Mello, nada eleitoreiro não.

    http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL615399-5601,00-PREFEITO+DE+CAMPO+GRANDE+QUE+TENTARA+REELEICAO+FARA+INAUGURACOES+EM+DIAS.html

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