sábado, 31 de janeiro de 2009

Pare tudo por seis minutos e assista a este vídeo


Não há o que acrescentar. Apenas assista ao vídeo e sinta o sofrimento e o orgulho de um povo na voz de uma menina palestina.



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10 comentários:

  1. francisco palhares31.1.09

    Caro Antonio,

    Que a imprensa livre continue a desempenhar este papel fundamental para que se possa imaginar a possibilidade de estabelecermos uma nova sociedade, se é que a miseria humana possa ser superada.
    Francisco Palhares

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  2. Baader31.1.09

    Mello, pare tudo por menos de 6 minutos e dê uma olhada nessas fotos, resultado dos ataques adivinha de quem...

    http://historiaemprojetos.blogspot.com/2009/01/olhe-com-olhos-de-ver-indigne-se-e-no.html

    Lamentável!!

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  3. Tudo a respeito de Israel eh uma gigantesca mentira. Sempre foi.

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  4. Anônimo2.2.09

    Esse video deveria ser passado em Israel e nos E.U.A. com o titulo: Como fazer nascer um terrorista!

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  5. Mariano Salinas2.2.09

    Em momentos como este devemos considerar o conflito como um todo, e não pensar apenas na última ofensiva. Em 60 anos de conflito, por um lado podemos ver que o único interesse dos palestinos e outros povos árabes é destruir Israel. E por outro, vislumbra-se que Israel certas vezes acaba exagerando nas oportunidades que tem para atacar. Significa dizer que é um conflito em que ninguém tem razão e por isso não devemos seguir o que faz a comunidade internacional quando dá o status de coitadinho do Oriente Médio para o último que sofreu ataques.

    E sobre os terroristas islâmicos, a razão da existência deles é muito mais o ódio contra os judeus do que os ataques que sofrem de Israel.

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  6. Salinas,
    dê uma olhada no material divulgado aqui mesmo no blog, no mês de janeiro (é só clicar na caixa de arquivos, lá embaixo à direita), que você vai ver que não é bem assim como está dizendo.
    Quanto ao comentário de seu último parágrafo, pergunto se você já parou para refletir no que afirma, se já se questionou sobre a origem desse ódio.

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  7. Anônimo2.2.09

    apenas pare dizer que assisti ao vídeo... eu assisti. Algo me diz que ainda veremos esta menina ser uma lider mundial. A parte dela já está feita. Falta apenas a mão de Deus. Deus, não te acovardes diante dos acontecimentos...

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  8. Anônimo3.2.09

    Uma menina que perdeu sua infância, sua família, sua mãe. Como é difícil para mim aceitar isso. Não há violência maior. Não qualquer argumento que justifique tamanha insanidade, tamanha falta de qualquer sentimento humano. Em minha mente construía as imagens que ela relatava. Está em choque psicológico ainda. Irei guaradar para sempre a pergunta dela: Como vocês puderam tirar minha mãe que cuidava de mim? E agora, que cuidará desta menina? Quem a acolherá nos dias difícies que sobrevirão? Como disse outra pessoa aqui no blog, um terrosita não nasce das ideologias cantadas nas madrassas, mas destes atos de pura animalidade relatados por esta criança. Ela jamais esquecerá: não por ódio nem por vingança. Pelo final de seu discurso final é pela sobrevivência que luta. Pela sua terra. Pela sua família que não verá ela crescer... Marcia Costa - sou filha e mãe.

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  9. Paulo4.2.09

    Chocante é pouco.
    Desanimador.
    Da vontade de chorar.
    A estupidez humana não tem tamanho.

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  10. Anônimo10.2.09

    Enterrado Vivo
    Eva Bartlett , Gaza ocupada, Live from Palestine, 5 fevereiro 2009

    "Isto aqui, foi no começo, quando eles começaram a cavar para tirar os corpos dos destroços”, disse Abu Qusay referindo-se a uma foto de si mesmo enterrado até os ombros nos escombros, com sua face totalmente ensangüentada. Algumas semanas depois de ter sido enterrado vivo pelo bombardeio sobre o prédio onde ele estava, incrivelmente exibia somente uma cicatriz na testa, atestando seu sofrimento.
    Abu Qusay tem 30 e poucos anos, é pai de seis crianças entre quatro e 15 anos de idade e é policial e segurança particular, há 14 anos. Ele sobreviveu aos primeiros ataques durante os quais 60 aeronaves de guerra israelenses miraram e bombardearam simultaneamente 100 delegacias de polícia, escolas, escritórios do governo e outros locais em toda a Gaza.
    "Estávamos em reunião. Éramos 15 e estávamos no terceiro andar, eram onze da manhã. Eu estava perto do gerente, que estava falando quando a primeira bomba nos atingiu. Um F-16 voou baixo, com muito barulho”. Ele continua com ar tenso. “A explosão propriamente dita, foi estranha, diferente das outras explosões que conhecemos, eu senti uma pressão imensa do ar que me jogou no chão, e ouvi a explosão dos prédios vizinhos, a sensação era tão estranha, eu não sei o que era”.
    "Tentei abrir os olhos e não consegui, a poeira era tão densa que me cegava. Senti algo correndo pelo rosto, e tentei muitas vezes abrir os olhos sem conseguir. Quando finalmente consegui, não enxergava nada. Só um ponto de luz, parecia que eu estava na frente de uma parede com um pequeno orifício. Senti o pé de alguém na minha cabeça e eu estava muito desorientado, tentei empurrar o pé da pessoa mas descobri que meus braços estavam presos atrás de mim. Aí entendi que o líquido no meu rosto era sangue”. "Foi quando comecei a ouvir os gritos das pessoas à minha volta e a voz de alguém pedindo que fossemos pacientes”.
    "Ai senti o peso movendo-se à minha volta e entendi que estavam me tirando de onde eu estava: enterrado nos blocos de concreto do prédio. O terceiro piso agora era o chão do edifício, os três andares foram totalmente demolidos. Perdi então os sentidos.” "Acordei no hospital de al-Shifa. À minha volta, em todo lugar haviam corpos e mais corpos. Cadáveres e feridos espalhados no chão da emergência. Tantos, tantos, demais para as poucas camas. Pessoas com pernas e braços amputados. Pessoas com horrendas feridas abertas. Era mesmo surreal. Eu estava em uma reunião, fui enterrado pelos escombros e agora havia toda esta morte à minha volta. Sem aviso. Eu não conseguia entender nada. Eu estava me sentindo perdido. Mas esqueci da dor que eu sentia quando vi um garoto que freqüentava a escola perto de Montada. A cabeça dele estava rasgada de feridas. Eu levantei, comecei a andar e olhar o que havia. Não conseguir parar. Os médicos mandavam que eu sentasse, ficasse quieto. Eles diziam, o que você vai fazer, onde vai, você está ferido”.
    "Quando se vive em Gaza, espera-se qualquer coisa dos israelenses. Qualquer tipo de ataque. Já tivemos muitas invasões e bombardeios. Mas ainda assim eu não conseguia acreditar no que eu via. Na proporção do que eles tinham feito. E veja, eu ainda não sabia nada sobre os outros lugares em Gaza

    No que Abu conta sua história mais F-16s sobrevoam roncando.

    "Eu sabia dirigir ambulâncias. Eu aprendi porque senti que era muito importante aprender várias coisas. Mas no tempo em que eu fazia isso, nunca vi nada tão horrível como vi no ataque de Israel perto deste natal agora. São outros tipos de armas de ataque. Monstruosamente mutiladoras. Jamais vi tantas amputações e tantas decapitações.” "Não conseguia esquecer aquela criança da escola. Haviam “terroristas” na escola que foi atacada? O que é que aquela pobre criança fez? Eu sou policial, certo, para manter a ordem na cidade, certo, será que isto aconteceria no Canadá, na Inglaterra? Como é que os israelenses podem ser tão criminosos que bombardeiam áreas onde só há civis, crianças vindo da escola? Quem são os terroristas senão aqueles que arrancam com as bombas árvores e destroem casas totalmente – um massacre contra nós – sem provocação, isso sim é um horrível terrorismo.”
    Abu Qusay é claramente um dos sortudos porque sobreviveu ao ataque com todos os seus membros intactos. Mas perdeu muitos amigos, pense o que é perder mais de dez conhecidos e amigos ou como a família Samouni em que morreram 48 parentes. Não consigo imaginar coisa mais horrível.
    Eva Bartlett is a Canadian human rights advocate and freelancer who spent eight months in 2007 living in West Bank communities and four months in Cairo and at the Rafah crossing. She is currently based in the Gaza Strip after having arrived with the third Free Gaza Movement boat in November. She has been working with the International Solidarity Movement in Gaza, accompanying ambulances while witnessing and documenting the ongoing Israeli air strikes and ground invasion of the Gaza Strip. –
    Eva
    www.electronicintifada.net

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