terça-feira, 21 de abril de 2009

Beatles: Todas as músicas num só lugar




Escolha uma, ouça, assista ao clipe, cante junto com a letra ao lado. Dica do meu amigo Johnnie.

A Day in the Life
A Hard Day's Night
A Taste of Honey
Across The Universe
Act Naturally
All I've got to Do
All My Loving
All Together Now
All You Need Is Love
And I Love Her
And Your Bird Can Sing
Anna (Go To Him)
Another Girl
Any Time At All
Ask Me Why
Baby It's You
Baby You're A Rich Man
Baby's in Black
Back In The USSR
Bad Boy
Because
Being for the Benefit of Mr. Kite!
Birthday
Blackbird
Blue Jay Way
Boys
Can't Buy Me Love
Carry That Weight
Chains
Come Together
Cry Baby Cry
Day Tripper
Dear Prudence
Devil In Her Heart
Dig A Pony
Dig It
Dizzy Miss Lizzie
Do You Want to Know a Secret
Doctor Robert
Don't Bother Me
Don't Let Me Down
Don't Pass Me By
Drive My Car
Eight Days a Week
Eleanor Rigby
Every Little Thing
Everybody's Got Something to Hide Except For Me and My Monkey
Everybody's Trying to be My Baby
Fixing a Hole
Flying (instrumental)
For No One
For You Blue
Free As A Bird
From Me To You
Get Back
Getting Better
Girl
Glass Onion
Golden Slumbers
Good Day Sunshine
Good Morning, Good Morning
Good Night
Got To Get You Into My Life
Happiness is a Warm Gun
Hello, Goodbye
Help
Helter Skelter
Her Majesty
Here Comes The Sun
Here, There And Everywhere
Hey Bulldog
Hey Jude
Hold Me Tight
Honey Don't
Honey Pie
I Am the Walrus
I Call Your Name
I Don't Want to Spoil the Party
I Feel Fine
I Me Mine
I Need You
I Saw Her Standing There
I Should Have Known Better
I Wanna Be Your Man
I Want To Hold Your Hand
I Want To Tell You
I Want You (She's So Heavy)
I Will
I'll Be Back
I'll Cry Instead
I'll Follow the Sun
I'll Get You
I'm a Loser
I'm Down
I'm Just Happy to Dance with You
I'm Looking Through You
I'm Only Sleeping
I'm so tired
I've Got A Feeling
I've Just Seen a Face
If I Fell
If I Needed Someone
In My Life
It Won't Be Long
It's All Too Much
It's Only Love
Julia
Kansas City/Hey, Hey, Hey, Hey
Komm Gib Mir Deine Hand
Lady Madonna
Let it Be
Little Child
Long Tall Sally
Long, Long, Long
Love Me Do
Love You To
Lovely Rita
Lucy in the Sky with Diamonds
Maggie Mae
Magical Mystery Tour
Martha My Dear
Matchbox
Maxwell's Silver Hammer
Mean Mr. Mustard
Michelle
Misery
Money (That's What I Want)
Mother Nature's Son
Mr. Moonlight
No Reply
Norwegian Wood
Not a Second Time
Nowhere Man
Ob-La-Di, Ob-La-Da
Octopus's Garden
Oh! Darling
Old Brown Shoe
One After 909
Only A Northern Song
P.S. I Love You
Paperback Writer
Penny Lane
Piggies
Please Mister Postman
Please Please Me
Polythene Pam
Rain
Real Love
Revolution 1
Revolution 9
Rock and Roll Music
Rocky Raccoon
Roll Over Beethoven
Run For Your Life
Savoy Truffle
Sexy Sadie
Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band
Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (Reprise)
She Came In Through The Bathroom Window
She Loves You
She Said, She Said
She's A Woman
She's Leaving Home
Sie Liebt Dich
Slow Down
Something
Strawberry Fields Forever
Sun King
Taxman
Tell Me What You See
Tell Me Why
Thank You Girl
The Ballad of John And Yoko
The Continuing Story of Bungalow Bill
The End
The Fool On The Hill
The Inner Light
The Long And Winding Road
The Night Before
The Word
There's A Place
Things We Said Today
Think For Yourself
This Boy
Ticket to Ride
Till There was You
Tomorrow Never Knows
Twist and Shout
Two of Us
Wait
We Can Work It Out
What Goes On
What You're Doing
When I Get Home
When I'm Sixty-Four
While My Guitar Gently Weeps
Why don't we do it in the road
Wild Honey Pie
With a Little Help From My Friends
Within You Without You
Words of Love
Yellow Submarine
Yer Blues
Yes It Is
Yesterday
You Can't Do That
You Know My Name
You Like Me Too Much
You Never Give Me Your Money
You Really Got a Hold on Me
You Won't See Me
You're Going to Lose That Girl
You've Got to Hide Your Love Away
Your Mother Should Know


The Beatles video from Albums:

Please Please Me
With The Beatles
A Hard Day's Night
Beatles For Sale
Help!
Rubber Soul
Revolver
Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band
Magical Mystery Tour
The Beatles - White Album
Yellow Submarine
Abbey Road
Let It Be
Past Masters Volume 1
Past Masters Volume 2

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81 comentários:

  1. Baader21.4.09

    Mello, esse post merece um link fixo na página inicial, nem que seja no cantinho superior, vai??

    Ler blogs legais ouvindo musicas legais tb pode ser um caminho para o orgasmo!! =P

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  2. (Nem sequer um dos links funciona. Deve estar fora do ar!)

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  3. Layla,
    testei quando fui liberar seu comentário e está tudo funcionando.

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  4. Vlado21.4.09

    São 20:50h de 21/04. Nesse momento os links estão fora do ar.

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  5. São 21h04,
    experimentei dez links, todos ok.
    Portanto, a solução do problema é tentar de novo.

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  6. Anônimo22.4.09

    Muito bom, valeu!
    Abraços para todos,
    Cyro

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  7. Orlando Franci Jr.22.4.09

    Prezado Mello, acessei seu blog hoje, pela primeira vez, é muito, mas muito bom, parabéns! Não bastasse o conteúdo, essa dica dos Beatles matou a pau. Valeu, virei freguês.
    Abraço
    Orlando

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  8. Olá, Mello

    Só agora tive um tempinho para ver a postagem sobre os Beatles. SENSACIONALLLLL!!!!

    Abração!

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  9. Anônimo11.5.09

    Isso que é post hein

    Strawberry Fields Forever :)

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  10. Lobo Jr.16.5.09

    OH Mello, que é isso? "A Hard Day's Night" video em alemão?

    Pergunte ao seu amigo Johnnie se é possível ele direcionar o link da música acima para qualquer um dos vídeos abaixo: (O interessante é que não encontrei o vídeo original da canção na TV)

    http://www.youtube.com/watch?v=cQwwqajZXD8

    http://www.youtube.com/watch?v=x8EiKpjgz98&feature=related

    http://www.youtube.com/watch?v=PlDdcCzKjsc

    ----
    Este aqui é o vilão com sotaque germânico!

    http://www.beatlestube.net/video-cache.php?title=A%20Hard%20Day's%20Night

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  11. Anônimo19.5.09

    THE ZOMBIES (somente para enriquecer o debate)

    Por Marina Nantes

    Se não é, deveria ser: a banda de cabeceira de todo power popper - The Zombies!

    O Império Britânico atacava. British Invasion como se dizia. Zombies, não só mais um deles certamente. Eu, integrante da nova geração ouso me surpreender com acordes que batem nos ouvidos ainda tão frescos. Olho a capinha e busco pormenores, e logo a miúda me mostra: '1967'. Odessey & Oracle é (adoravelmente) obrigatório.

    Foi em St. Albans - cidadezinha não tão longínqua da capital inglesa - onde tudo começou. Suspiro. Foi lá. Era sixty-two no calendário local e já soavam como profissionais do Top of the Pops. Da formação inicial (Hugh Grundy, PaulAtkinson, Paul Arnold, Rod Argent e Colin Blunstone), substituiu-se o baixista Arnold por Chris White. Este viria a assinar hits memoráveis e injustiçados. Um primeiro álbum repleto de singles ("She's not There", "Leave me Be", "Tell herNo", "She's Coming Home") ocupando posições momentâneas nos top charts - mais americanos que ingleses. Álbum que incluia outras com o mesmo potencial, como a soberba "Is This the Dream", só para mencionar uma. E Spencer Leigh, da BBC Radio, promoveu "Tell her No" como a canção mais negativa da história do pop. O motivo? Simplesmente porque repetia a palavra "no" mais de 70 vezes em dois minutos apenas!

    Assim como seus contemporâneos Beatles, os Zombies também tiveram suas garotas, jurando amor eterno enquanto se esgoelavam pelo fascínio de ver o aceno distante de um dos garotos. Também! Argent, com maestria, tinha seus acessos de loucura rítmica em seu teclado orgásmico em solos que convencionalmente seriam de guitarras. Zombies experimentava uma pitada do bom e velho R n' B, mesclando o bom e saudável rock com os vocais ternos ora elétricos de Blunstone. Foi essa magia que envolveria o próximo álbum, Odessey & Oracle.

    Esse foi gravado nos grandiosos estúdios Abbey Road (sim, logo após aquele OUTRO disco...). Porém, antes mesmo de serem completadas as mixagens do segundo disco a banda já havia anunciado seu fim.

    O fato dos Zombies terem recusado se reunirem novamente foi uma prova de fidelidade aos seus valores musicais. No entanto, esse acontecimento despertou idéias mirabolantes em uma empresa americana: começaram a promover shows com falsos Zombies, que raramente sabiam mais do que 3 hits dos originais. A reivindicação de muitos diante de tal farsa até pela não semelhança física (!)dos integrantes com os verdadeiros encurralou os promoters. E a resposta foi a de que Colin Blunstone teria morrido em um acidente e seu último desejo foi que continuassem a tocar! Uma picaretagem desmascarada mais tarde.

    Odessey & Oracle se revela como uma grande ostra que esconde precioso conteúdo: nele, reluz a magnificência de recursos líricos até então não explorados. E em muitas canções se ouve arranjos em tons menores, feito raro na década de 60 para uma banda essencialmente radio pop.

    Era essa ousadia, sempre tão presente e depuradaem hinos quase angelicais - "Brief Candles" ou na favorita de Blunstone, "A Rose for Emily" que faz de Odessey & Oracle produto de uma genialidade autêntica, embrião do power pop vindouro.

    Os liner notes do disco lamentam que justamente pela pronúncia de seu nome, os Zombies ocupam a última entrada do Guiness Book de Hit Singles Britânicos. Em termos de qualidade, deveriam ser um dos primeiros.

    http://powerpopstation.blogspot.com/2007/04/se-no-deveria-ser-banda-de-cabeceira-de.html

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  12. Anônimo19.5.09

    Odessey And Oracle, site: Dying Days.

    “É uma pena que sejam tão pouco lembrados. Até bandas como os Doors se influenciaram claramente no som jazzístico e doido dos caras (o teclado deles comprova isso). Talvez tenha faltado um pouco de tato profissional. O que importa é que Odessey And Oracle está aí pra ser ouvido por todos que admiram melodias bem feitas.”

    A Dying Days é um zine eletrônico dedicado ao rock alternativo em geral. Nasceu no fim de 1999 como um tributo a Seattle e às bandas que lá surgiram na cena que ficou conhecida como grunge, mas hoje abrange muito mais. É mantido por três amigos, Alexandre Luzardo, Fabrício Boppré e Natalia Vale Asari, e conta com uma equipe e vários colaboradores regulares. O site é atualizado semanalmente e não retorna lucro algum. É feito com amor e dedicação, por quem gosta de música para quem gosta de música, simplesmente.

    http://v1.dyingdays.net/Colunas/Na_Terra_da_Rainha/2002-12-20-Odessey_And_Oracle.html

    http://v1.dyingdays.net/apresentacao.html

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  13. Anônimo19.5.09

    Era pleno 1968 e o domínio Beatles/Stones era um fato consumado. Corriam por fora um iniciante Led Zeppelin, um sempre injustiçado Who, um Pink Floyd começando a mudar e uma série de bandas menores que faziam sucesso com singles. Gente como Herman Hermits, Hollies e... os Zombies. Com Odessey..., os rapazes tentavam "entrar para a realeza do rock", como definiu o crítico Al Kooper na época.

    Só que fazer um disco com tantos temas inusitados como o horror da Primeira Guerra Mundial, uma garota que volta para o namorado após anos na prisão e coisas no gênero, além de buscar uma sonoridade simbiótica entre a lisergia espontânea de Sgt. Pepper's acrescida da melancolia igualmente lisérgica de Pet Sounds era mais do que a amizade dos Zombies poderia suportar. E eles se separaram na primavera de 1967.

    http://www.portalrockpress.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=120

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  14. Anônimo19.5.09

    A perfeição pop (em 71 músicas!)
    Por: Luís Carlos

    Em 1964 os Zombies cravaram duas pérolas nas paradas de sucesso: "She´s Not There" e "Tell Her No". Lá estava um pop rock melodioso, bem próximo dos Beatles, mas com vocais ainda mais elaborados e o piano jazzístico de Rod Argent, um admirador de Miles Davis. Rod, ao lado de Collin Blustone, eram responsáveis pelos angelicais vocais do grupo. Completava o time o baixista Chris White, que também era um grande compositor, o guitarrista Paul Atkinson e o baterista Hugh Gundry. Em termos de qualidade o grupo nada ficava devendo as melhores gravações dos Beatles no período, e em alguns momentos, sem exageros, chegaram a superar o quarteto de Liverpool.

    O início foi promissor. Saiu o primeiro disco: "Begin Here" em 1964. Além dos dois primeiros hits do grupo, havia ótimas covers e outras boas composições próprias. Entre as covers temos como destaque uma encantadora versão do clássico jazzístico "Summertime". Eis que as injustiças começam a aparecer. Entre 1965 e 1967 o grupo não emplaca mais nenhum hit. As composições continuam ótimas, e cada vez melhores, mas não alcançam as paradas. Qual a razão? Crueldade do destino? A cegueira da indústria fonográfica? Difícil responder. Uns apelam para a timidez do vocalista Blunstone que não tinha o carisma esperado de um líder de um grupo de rock. Seja o que for, a injustiça foi terrível. Entre 65 e 67 o grupo lança uma série de singles, um melhor do que o outro. A musicalidade do grupo evolui como aconteceu com as outras grandes bandas doas anos 60, mas nada de sucesso. O descaso é tanto que o grupo não lança um álbum sequer, só singles. Cruel injustiça.

    Cruel injustiça? O pior ainda estava por vir. O grupo começa gravar em 1967 o seu segundo disco. Completamente antenados com o melhor do pop/rock do período dão luz a uma obra prima. Argent e White escrevem uma série belíssimas de canções para o disco. Alguém já chamou este disco do "Pet Sounds inglês". E não vejo nenhum exagero nisso. Se bem que tal comparação poderia dar a falsa impressão da obra dos Zombies ser uma mera derivação da obra-prima dos californianos liderados por Brian Wilson. Nada disso, "Odessey And Oracle" brilha com sua própria e refinada luz.

    A seguir vem "A Rose for Emily". Uma das mais tristes canções de todos os tempos. Uma espécie de irmã gêmea de "Eleanor Rigby" dos Beatles. As duas contam com maestria o drama da solidão. Em cerca de dois minutos, os Zombies conseguem colocar numa canção melancolia e tristeza em doses cavalares. É muito para tão pouco tempo, mas uma canção pop perfeita consegue tal feito. O piano de Rod neste canção é simplesmente arrebatador, com um ar meio clássico. A letra comove até o mais cínico dos mortais: "E os anos vão se passando/Ela cresce e morre/As rosas em seu jardim se vão/Nenhuma ficou para o seu túmulo/ Nenhum rosa para Emily". É o casamento perfeito entre melodia, instrumentação, vocais e letra. Em suma, a pura perfeição.

    A última canção do disco é "Time of the Season". Um capítulo a parte na história do disco. "Care of Cell 44" e "Friends of Mine", lançadas inicialmente como singles, naufragaram nas paradas. A gravadora do grupo não queria, por isso, lançar o disco todo. Os integrantes tiveram que bancar do seu próprio bolso para o disco ser editado na Inglaterra. Pouco depois o grupo anunciou o seu fim, ainda em 1968, desiludidos com o fracasso da música do grupo nas paradas. O tecladista Al Kooper ouve o disco na Inglaterra em uma festa, e influencia a CBS a lançar o disco nos EUA. "Time of the Season" é escolhida como single, e nada de sucesso. Mais uma vez, o grupo fracassa nas paradas. Cruel injustiça, mais uma vez. Sim, injustiça, mas felizmente ela não vence em todo tempo. Em 1969, o single "Time of the Season" volta a ser tocado nas rádios americanas. Talvez por influência de alguém da CBS que sabia da qualidade do grupo, ou como já sugeriu alguém, por o descuido de um disc-jóquei. Seja o que for, a música foi sendo cada vez mais tocada, e tornou-se um dos grandes sucessos daquele ano nos EUA. Pena que era tarde demais, e não houve como o grupo se juntar novamente.

    "Time of the Season" tem uma linha de baixo na introdução simplesmente inesquecível. Tão boa que serviu de inspiração para os Mutantes na introdução de "Ando Meio Desligado". A música possuium clima que fica entre o soul e o jazz.. O grupo canta que a estação do amor está em alta. É hora de levar a amada e o sol para a terra prometida. E Rod até brinca com a letra do clássico americano "Summertime" nos versos: "What's your name? (What's your name?) Who's your daddy? (Who's your daddy?) He rich? Is he rich like me?". E assim termina um dos mais belos discos da história.

    http://poppycorn.com.br/artigo.php?tid=1292

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  15. Anônimo19.5.09

    Uma Biografia
    Por Talitha M. Freitas

    Se os colocarmos em comparação com as outras bandas inglesas da época, o que temos? Cinco “nerds” com aquela cara de fugidos da escola, eles não tinham a presença magnética dos Beatles; nas imagens de programas de TV da época, o líder musical da banda, Rod Argent, mal é enquadrado pelas câmeras, e o vocalista Colin Blunstone, cantando afetadíssimo (quase efeminado), não chega nem perto do sex appeal de um Mick Jagger. Não destruíam instrumentos no palco como The Who nem tinham aquela coisa fofinha dos Herman Hermits, e não tinham o cunhado de Paul McCartney na banda (como Peter Asher, da dupla Peter and Gordon). A maior parte de suas letras (principalmente as do período 64-65) é sobre despeito e dor de cotovelo; nada do divertido sarcasmo de um Ray Davies dos Kinks. E daí? The Zombies foi uma das melhores bandas dos anos sessenta, com sonoridade pra lá de jazzy, os vocais mais belos das terras da Rainha, arranjos sensacionais de teclado, delicadas guitarras de Atkinson, canções emocionantes de Rod Argent e de Chris White. TENTE RESISTIR a “She’s Not There”, “Tell Her No”, “Time of The Season”ou “Beechwood Park”...

    Quinteto inglês formado em 1962 por Rod Argent (teclados e compositor da banda), Hugh Grundy(bateria), Paul Atkinson(guitarra), Paul Arnold(baixo, em seguida substituído por Chris White, que veio a ser também importante compositor), colegas de universidade. Os Zombies estouraram nas paradas mundiais na carona da "Invasão Britânica".

    No fim de 1963, eles vencem um concurso de bandas cujo prêmio é a gravação de um disco pela Decca (a que recusou os Beatles), filiada à gravadora London. Gravam uma cover de Summertime(Gershwin), que é posta de molho em favor de lançarem como primeiro compacto She’s Not There(de Argent), com You Make me Fell Good(Chris White) no lado B. No mesmo ano, sai o primeiro disco, The Zombies, somente na Inglaterra; no ano seguinte, o segundo álbum é lançado também na América. Ao longo de 1964 e 1965, vão para as paradas de todo o mundo com vários singles, como Nothing’s Changed(que aqui no Brasil saiu numa coletânea beneficente da London reunindo seus maiores artistas como Them, Rolling Stones, Lulu e Tom Jones em prol de uma associação filantrópica de críquete!).

    Entre 1966 e 1967, passam por uma fase de vacas magras( nenhum hit fora do Reino Unido a partir de She’s Coming Home), desentendimentos com o produtor Ken Jones e... notas horríveis na faculdade. Ainda assim, tanto Argent quanto White estão compondo mais e melhor (letras e arranjos mais maduros) e entram em Abbey Road em dezembro de 1967 para gravar Odessey and Oracle. O álbum sai em julho de 1968.

    A faixa de trabalho escolhida, a bela Care of Cell 44, escrita para uma garota que está na cadeia, fracassa nas paradas e é anunciado o fim oficial do grupo. Acontece que uma rádio americana - dizem até que foi por um erro do disc-jóquei, que teria confundido com outra canção de nome parecido pedida por um ouvinte – passa a tocar a faixa Time Of The Season, que estoura entre a segunda metade de 1968 e o início de 1969, tornando-se um hino da juventude flower Power.

    Daí em diante, Odessey and Oracle vende horrores. A CBS chega a oferecer então um contrato milionário para que os Zombies se reúnam e produzam mais material, só que nessa altura, Rod Argent e Chris White já estavam noutra(no fraquinho projeto Argent), Colin Blunstone tentando carreira solo, e por aí vai. Well, it’to late to say I´m sorry, como os próprios Zombies dizem em She´s not There... Ficam para a posteridade a infinidade de coletâneas e a bela reedição em Cd do Odessey and Oracle, com quatorze faixas bônus.

    http://whiplash.net/materias/biografias/039211-zombies.html

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  16. Anônimo19.5.09

    Fique à vontade para selecionar dentre os posts encaminhados sobre "a invasão musical britânica" a matéria que melhor sintetizar ou enriquecer o blog.

    Grato!

    P.S. Não tinha como escolher a melhor matéria, então encaminhei a coletânea para sua apreciação.

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  17. "Learning American Music from the British Invasion" by Rhetta Akamatsu

    Everybody who was listening to music in the early '60's remembers what a totally different sound the "Merseybeat" or "British Invasion" was.

    As a lifelong Beatle fan, I remember well the total shock of "I Want to Hold Your Hand, " the first time I heard it on the radio.

    But there was something else the British groups of the sixties did. It doesn't get as much attention, but I think it's equally as important in cultural history.

    The British groups introduced thousands of American teens to a whole genre of American music many of us had never heard.

    I'm talking about R&B and Blues, the black music that was referred to as "race music," in the waning years of segregation.

    The first time I heard The Beatles' version of "Please Mr. Postman," "You've Really Got a Hold on Me," and "She's Got the Devil in Her Heart," those songs blew me away.

    I could not believe the energy and excitement they conveyed. And I had no idea they had been done by anyone before.

    When I found out they were by American groups that The Beatles admired, The Marvelettes and Smokey Robinson and the Miracles, I was amazed, and fascinated. I wanted to hear the originals.

    In the South, where I am from, white teenagers never heard black artists on the radio in the early sixties. We heard covers of Little Richard songs by Pat Boone, smoothed out and made safe for our innocent ears in the eyes of our elders.

    When I heard real Little Richard songs (because Paul said he admired him,) I could not believe what had been kept from me.

    It didn't stop with the Beatles. The Rolling Stones were the first group to introduce me to the blues. The earliest Stones albums were full of blues songs, and in interviews they were quick to give credit to their own idols.

    I started to seek the records out, although it was the late sixties before I had much luck finding many. Later, The Animals, Eric Clapton and Led Zeppelin continued my education.

    (Although, with Led Zeppelin it was the scandal surrounding their failure to credit the original writers and performers that made me aware of them.) Today, Blues is still the great love of my eclectic musical taste.

    In my opinion, without The Beatles, The Stones, and the other early British groups, Motown would not have become the phenomena it did.

    Mainstream radio would have been much slower to begin playing black and white American music on the same stations.

    It is not hard to realize that the breakdown of the barriers in music let to the weakening of many other barriers between people of different colors.

    So, hats off to the British, and the lesson they gave white America in a rich and purely American form of music that went ignored by too many people for too many years.

    http://www.loti.com/sixties_music/learning_american_music_from_the_british_invasion.htm

    http://www.beatlefans.com/
    CLICK ABOVE FOR DAILY UPDATES ON THE SITE!

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  18. "Learning American Music from the British Invasion" by Rhetta Akamatsu

    Everybody who was listening to music in the early '60's remembers what a totally different sound the "Merseybeat" or "British Invasion" was.

    As a lifelong Beatle fan, I remember well the total shock of "I Want to Hold Your Hand, " the first time I heard it on the radio.

    But there was something else the British groups of the sixties did. It doesn't get as much attention, but I think it's equally as important in cultural history.

    The British groups introduced thousands of American teens to a whole genre of American music many of us had never heard.

    I'm talking about R&B and Blues, the black music that was referred to as "race music," in the waning years of segregation.

    The first time I heard The Beatles' version of "Please Mr. Postman," "You've Really Got a Hold on Me," and "She's Got the Devil in Her Heart," those songs blew me away.

    I could not believe the energy and excitement they conveyed. And I had no idea they had been done by anyone before.

    When I found out they were by American groups that The Beatles admired, The Marvelettes and Smokey Robinson and the Miracles, I was amazed, and fascinated. I wanted to hear the originals.

    In the South, where I am from, white teenagers never heard black artists on the radio in the early sixties. We heard covers of Little Richard songs by Pat Boone, smoothed out and made safe for our innocent ears in the eyes of our elders.

    When I heard real Little Richard songs (because Paul said he admired him,) I could not believe what had been kept from me.

    It didn't stop with the Beatles. The Rolling Stones were the first group to introduce me to the blues. The earliest Stones albums were full of blues songs, and in interviews they were quick to give credit to their own idols.

    I started to seek the records out, although it was the late sixties before I had much luck finding many. Later, The Animals, Eric Clapton and Led Zeppelin continued my education.

    (Although, with Led Zeppelin it was the scandal surrounding their failure to credit the original writers and performers that made me aware of them.) Today, Blues is still the great love of my eclectic musical taste.

    In my opinion, without The Beatles, The Stones, and the other early British groups, Motown would not have become the phenomena it did.

    Mainstream radio would have been much slower to begin playing black and white American music on the same stations.

    It is not hard to realize that the breakdown of the barriers in music let to the weakening of many other barriers between people of different colors.

    So, hats off to the British, and the lesson they gave white America in a rich and purely American form of music that went ignored by too many people for too many years.

    http://www.loti.com/sixties_music/learning_american_music_from_the_british_invasion.htm

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  19. Beatles Fan Club20.5.09

    Exclusivo! Entrevista de Pattie Boyd, a “Layla”, do triângulo amoroso com George Harrison e Eric Clapton.

    Por Thiago Zanetti

    Pattie Boyd poderia ter sido mais uma modelo dos anos 60 caso não tivesse sido selecionada para ser uma quase-figurante em um filme do maior fenômeno musical de todos os tempos. Durante as gravações de "A Hard Day's Night", dos Beatles, Pattie conheceu George. Eles viriam a se casar dois anos depois, em 1966. Entretanto, a vida de Pattie também se cruzou com a de Eric Clapton, o lendário guitarrista do Cream e compositor de grandes músicas do rock. Eric e George eram amigos íntimos, e é assim que começa uma das histórias de amor mais conturbadas da história do rock and roll: Eric Clapton, George Harrison e Pattie Boyd, a mulher que inspirou a composição de "Layla" (Clapton) e "Something" (Harrison). No texto a seguir, publicado no Daily Mail, a própria Pattie explica este conturbado momento de sua vida.

    ---------------
    Eu havia conhecido George seis anos antes, em 1964, quando nós estávamos filmando “A Hard Day’s Night”. A grã-bretanha e a maior parte da Europa estava na onda da Beatlemania.

    Eu era modelo, trabalhava com alguns dos fotógrafos mais bem sucedidos de Londres, incluindo David Bailey e Terence Donovan. Eu aparecia em jornais e revistas como Vanity Fair e Vogue, mas em março minha agente me enviou para um teste de elenco para um filme.

    Em 1969, George escreveu uma música chamada “Something”. Ele me disse em uma conversa corriqueira que ele havia escrito para mim. Eu a achei linda e ela acabou sendo o maior sucesso que ele escreveu, com mais de 150 regravações.

    Frank Sinatra disse que ele a achava a mais bela canção de amor já escrita. A minha era a do George Harrison, que ele tocou em nossa cozinha.

    Eric começou a freqüentar nossa casa. Ele e George haviam se tornado amigos próximos, escrevendo e gravando música juntos.

    A reputação de Eric como guitarrista era altíssima entre os músicos. Grafites nos muros declarando que “Clapton é Deus” estavam por todo o subúrbio de Londres, e era muito excitante vê-lo tocar. Ele era maravilhoso no palco, muito sexy.

    Em março de 1970, George e eu nos mudamos para uma nova casa. Friar Park era uma magnífica casa no estilo vitoriano próxima de Hanley-on-Thames, Oxfordhire, com 25 quartos, um salão de festas, uma biblioteca, um jardim de 12 acres e mais 20 acres de terra.

    Uma manhã, logo depois de nos mudarmos, uma carta chegou para mim com as palavras "confidencial" e "urgente" escritas no envelope. Dentro eu encontrei um pequeno pedaço de papel. Em letras miúdas, sem letras maiúsculas, eu li: “querida l. como você provavelmente já percebeu, meus assuntos caseiros são uma farsa galopante, que estão se degenerando dia após intolerável dia... parece uma eternidade desde a última vez que te vi ou falei com você!”

    Eu concluí que era de um maluco.

    Naquela noite, o telefone tocou. Era Eric. “Você recebeu minha carta?”, ele perguntou.

    “Carta?”, eu disse. “Eu acho que não. De qual carta você está falando?”

    Então caiu a ficha. “Era sua? Eu não imaginava que você se sentia assim”. Foi a carta mais passional que alguém já havia escrito para mim e colocou nosso relacionamento em um outro patamar. Ela fez o flerte mais excitante e perigoso. Mas eu pensava que era apenas flerte.

    http://whiplash.net/materias/biografias/068366-ericclapton.html

    Vide entrevista completa no link acima!

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  20. Anônimo20.5.09

    Learning American Music from the British Invasion
    by Rhetta Akamatsu

    Everybody who was listening to music in the early '60's remembers what a totally different sound the "Merseybeat" or "British Invasion" was.

    As a lifelong Beatle fan, I remember well the total shock of "I Want to Hold Your Hand, " the first time I heard it on the radio.

    But there was something else the British groups of the sixties did. It doesn't get as much attention, but I think it's equally as important in cultural history.

    The British groups introduced thousands of American teens to a whole genre of American music many of us had never heard.

    I'm talking about R&B and Blues, the black music that was referred to as "race music," in the waning years of segregation.

    The first time I heard The Beatles' version of "Please Mr. Postman," "You've Really Got a Hold on Me," and "She's Got the Devil in Her Heart," those songs blew me away.

    I could not believe the energy and excitement they conveyed. And I had no idea they had been done by anyone before.

    When I found out they were by American groups that The Beatles admired, The Marvelettes and Smokey Robinson and the Miracles, I was amazed, and fascinated. I wanted to hear the originals.

    In the South, where I am from, white teenagers never heard black artists on the radio in the early sixties. We heard covers of Little Richard songs by Pat Boone, smoothed out and made safe for our innocent ears in the eyes of our elders.

    When I heard real Little Richard songs (because Paul said he admired him,) I could not believe what had been kept from me.

    It didn't stop with the Beatles. The Rolling Stones were the first group to introduce me to the blues. The earliest Stones albums were full of blues songs, and in interviews they were quick to give credit to their own idols.

    I started to seek the records out, although it was the late sixties before I had much luck finding many. Later, The Animals, Eric Clapton and Led Zeppelin continued my education.

    (Although, with Led Zeppelin it was the scandal surrounding their failure to credit the original writers and performers that made me aware of them.) Today, Blues is still the great love of my eclectic musical taste.

    In my opinion, without The Beatles, The Stones, and the other early British groups, Motown would not have become the phenomena it did.

    Mainstream radio would have been much slower to begin playing black and white American music on the same stations.

    It is not hard to realize that the breakdown of the barriers in music let to the weakening of many other barriers between people of different colors.

    So, hats off to the British, and the lesson they gave white America in a rich and purely American form of music that went ignored by too many people for too many years.

    http://www.loti.com/sixties_music/learning_american_music_from_the_british_invasion.htm

    http://www.beatlefans.com/
    CLICK ABOVE FOR DAILY UPDATES ON THE SITE!

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  21. BEATLE FANS21.5.09

    Grande Mello!

    Ocorreu falha de "edição" nos posts:
    BEATLE FANS às 19.5.09, 19/05/2009(DUPLICADO)

    "Learning American Music from the British Invasion" by Rhetta Akamatsu.

    Nova tentativa / "ANÔNIMO às 20.5.09", este equívoco ocorreu de forma não intencional. (Aguardava-se confirmação das postagens)

    Sugestão: APAGAR matérias posteriores repetidas.

    Best Regards!

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  22. Anônimo21.5.09

    Special Features section! (RETROSPECTIVA IMPERDÍVEL)

    Colin Blunstone is one of Britain's most respected and popular vocalists. With a very distinctive breathy voice, managing to be both sweet and strong, he was the lead vocalist with the highly successful and influential Zombies in the early 60s. The Zombies were one of the bands to 'break' America in the wake of Beatlemania, and in their relatively short existence produced some great material - She's Not There, Time Of The Season, Tell Her No and the critically-acclaimed album Odyssey and Oracle. When the 60s ended, Colin enjoyed a solo career with equal success and several further hit singles and albums. He has remained friends with ex-Zombies and collaborated on a number of ventures over the years. He and renowned keyboardist Rod Argent are touring and recording together, satisfying a worldwide following for their melodic and classically-influenced brand of rock and roll. Colin kindly agreed to answer a few questions for www.retrosellers.com

    We were just ex-schoolkids having a great deal of fun. That sort of publicity stays with you and in retrospect I think it did us more harm than good." The Zombies were part of the so-called British Invasion which swept America. They had two Cashbox number one hits in the States with She's Not There and Time Of The Season as well as chart success at home.

    Why does Colin think that the sixties were so explosively creative in Britain? "Anything was possible. The barriers had been broken down. The Beatles were from the north and class and accent no longer mattered. David Bailey was the world's top photographer, John Osborne the world's top writer, Twiggy the top model and we won the World Cup in 1966. Britain was the centre of the artistic world and it was self-perpetuating. But then every region of the world has its day. I'm not sure it will happen in Britain again," I suggest to Colin that maybe accent contributed to the demise of The Zombies after so short a career at the top and he agrees it could have been a factor. "It's funny though, because none of us came from posh backgrounds. We just speak like this in Hertfordshire! I lived in a council house and my dad was a hairdresser. Right up until his death I think he was hoping that maybe I'd get myself a proper job!!! And if my wife ever wants to have a little go at me, she just calls me 'Arthur' which was my dad's name,"

    After the massive success of She's Not There, the UK follow-up Leave Me Be failed to do well. Colin says that this, together with the inexperience of the band and the dubious image that their publicists put forward meant that the band lost a lot of momentum and struggled despite moderate hits with Time Of The Season and Tell Her No. I suggest to Colin that he had three careers - firstly with The Zombies, then his very successful early seventies solo incarnation with songs like Say You Don't Mind and I Don't Believe in Miracles and latterly his more recent collaborations with Rod Argent. Colin reminds me that he had a hit in the eighties with What Becomes Of The Brokenhearted with Dave Stewart although this success was short-lived. His biggest career highlights, so far, he tells me are his two US number one hits.

    http://www.retrosellers.com/features45.htm

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  23. Anônimo21.5.09

    About George Harrison...

    This album represents George's best work and his spirit. Every home should have one.

    -----------------------------------------------

    ALL THINGS MUST PASS

    CD 1
    1. I'd Have You Anytime
    2. My Sweet Lord
    3. Wah-Wah
    4. Isn't It A Pity
    5. What Is Life
    6. If Not For You
    7. Behind That Locked Door
    8. Let It Down
    9. Run Of The Mill
    Additional Tracks:
    10. I Live For You
    11. Beware Of Darkness
    12. Let It Down
    13. What Is Life
    14. My Sweet Lord (2000)

    CD 2
    1. Beware Of Darkness
    2. Apple Scruffs
    3. Ballad Of Sir Frankie Crisp (Let It Roll)
    4. Awaiting On You All
    5. All Things Must Pass
    6. I Dig Love
    7. Art Of Dying
    8. Isn't It A Pity (Version 2)
    9. Hear Me Lord
    Original jam:
    10. It's Johnny's Birthday
    11. Plug Me In
    12. I Remember Jeep
    13. Thanks For The Pepperoni
    14. Out Of The Blue

    http://www.retrosellers.com/features38.htm

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  24. Anônimo21.5.09

    Tudo sobre os Beatles - "Beatles details are as follows"

    http://www.retrosellers.com/beatles.htm

    True Beatle fans forum at: http://forums.delphiforums.com/truefab4fans


    Links para o Áudio:

    Check out this wicked lyrics site to listen to Beatles Lyrics . Not only can you read the lyrics, but the songs all play right on the web page! http://www.beatles-lyrics.net/

    Visit the website for details,
    Welcome To Beatles Fans!

    The Bootleg Beatles:
    http://www.bootlegbeatles.com/

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  25. Anônimo21.5.09

    Biografia/ Beatles (parte.1)

    Não foi apenas acaso o fato de Liverpool ter sido a cidade de origem do maior e mais revolucionário fenômeno musical popular da história. O fato de ser uma cidade portuária fazia com que as novidades vindas da América chegassem inicialmente a Liverpool e daí ao resto da Inglaterra e Europa. Enquanto o resto da Inglaterra balançava ao ritmo de uma música chamada skiffle, semelhante ao Blues, Liverpool formava as suas primeiras bandas de rock ao estilo americano.

    Em 1956 John Winston Lennon, até então um estudante sempre envolvido em problemas e fadado a se tornar um delinqüente, forma a sua primeira banda de rock. Visto que todos os componentes eram alunos da Quarry Bank High School a banda é nomeada The Quarrymen e passa a tocar em igrejas e festas escolares. Lennon era o líder da banda e responsável pelos vocais e guitarra. Em uma das apresentações a banda é observada e admirada por James Paul McCartney que logo se identifica com John Lennon visto que ambos apreciavam os mesmo estilos musicais e tinham ambições semelhantes. Em pouco tempo Paul McCartney seria chamado para assumir a segunda guitarra na banda. A princípio fez pouco caso, mas terminou aceitando.

    Mais tarde Paul trouxe para a banda George Harrison, também guitarrista, e John conseguiu convencer um amigo, Stuart Sutcliffe, a comprar um contrabaixo e se juntar a eles. A banda foi completada pelo baterista Tommy Moore. A esta época John e Stu estudavam na Escola de Artes de Liverpool. Era necessário mudar o nome da banda, que durante algum tempo se chamou Johnny and the Moondogs, depois The Silver Beetles (os besouros prateados) em homenagem à banda The Crickets (os grilos) de Buddy Holy. O nome foi reduzido apenas para Beetles e a ortografia correta foi mudada para Beatles fazendo um trocadilho com "beat" (batida).

    A banda começou a registrar um pequeno sucesso local e o baterista Tommy Moore foi substituído por Pete Best, filho da dona de um dos clubes, Casbah, em que a banda tocava. Nesta época a namorada de Stu Sutcliffe, Astrid Kishnerr, sugeriu que os Beatles adotassem o penteado que marcaria a sua imagem nos primeiros tempos. No início da década de 60 a banda já tinha um empresário e excursionava na Inglaterra e Alemanha. Começou nesta época a ligação entre os beatles e as drogas, a início anfetaminas, única coisa que permitia que a banda tocasse durante horas seguidas mantendo um ritmo alucinante. Na Alemanha foi gravado um disco que se tornaria mais tarde uma das mais difundidas gravações piratas da história. Stu decidiu deixar a banda e ficar na Alemanha. Paul desta forma assumiu o baixo.

    Em 1962 foi gravado na EMI o primeiro compacto contendo "Love me Do" e "P.S. I Love You". Segundo boatos nunca confirmados o próprio Brian Epstein teria comprado dez mil cópias do disco, colocando a banda imediatamente no topo das paradas, de onde não sairia mais nos próximos anos. Poucos meses depois foi lançado o disco "Please Please Me" e os compactos de "From Me To You", "She Loves You" e "I Wanna Hold Your Hand", todos sucesso absoluto. Mais tarde saiu o disco "With The Beatles", que consegue um sucesso ainda maior que o anterior.

    http://whiplash.net/bandas/beatles.html

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  26. Anônimo21.5.09

    Biografia/ Beatles (parte.2)

    Apesar do sucesso absoluto na Inglaterra e Europa, os Estados Unidos, grande mercado e a nação que definia o mercado mundial de música, se negava a aceitar os Beatles. Mais uma vez coube a Brian Epstein mudar a situação agendando uma apresentação dos Beatles no maior programa de televisão americano. Na chegada da banda aos Estados Unidos os repórteres foram surpreendidos pelo bom humor e inteligência dos rapazes. A América notou que havia naquela banda estranha de garotos cabeludos algo que faltava aos artistas americanos. A apresentação no programa de Ed Sullivan foi um sucesso e o single de "I Wanna Hold Your Hand" subiu imediatamente ao topo da parada americana. Foi lançado então o disco "Introducing the Beatles", na realidade uma compilação de "Please Please Me" e "With the Beatles".

    Teve início a beatlemania, registrada no filme "A Hard Day's Night", que documentava um dia na vida dos Beatles e que foi acompanhado pela trilha sonora de mesmo nome. Mais do que discos a banda vendia todos os tipos de material publicitário e artefatos. Aproveitando a repercussão da turnê nos Estados Unidos foi lançado às pressas o álbum "Beatles For Sale".

    Em 1965 foi lançado o LP "Help!" e o filme de mesmo nome, desta vez uma sátira musical aos filmes de espionagem. O disco registrava o momento de pressão por que passava a banda, tocando, compondo e gravando exaustivamente para atender aos fãs e à gravadora. A banda, principalmente Lennon, aumentou a sua experimentação com drogas. A despeito disso a monarquia inglesa decidiu conceder à banda condecorações de mérito em virtude de serem os Beatles grandes exportadores e geradores de divisas para o país.

    A evolução musical e amadurecimento da banda se refletiram no disco "Rubber Soul" lançado no final de 1965. As músicas bobas da fase inicial haviam dado lugar a arranjos complexos, instrumentos exóticos, experimentação no estúdio e letras elaboradas. Pela primeira vez o rock era encarado com seriedade e deixava de ser apenas uma forma de diversão. A influência de drogas alucinógenas na inspiração das músicas ficaria mais clara ainda com o lançamento de "Revolver". Na época uma declaração descuidada de John de que "os beatles são mais famosos que Cristo" gera uma onda de protestos em todo o mundo. A banda resolve deixar de fazer shows ao vivo em virtude de ser praticamente impossível repetir no palco os resultados de estúdio. A beatlemania havia acabado e os Beatles eram agora mensageiros do inconformismo da juventude.

    A banda decidiu então marcar sua passagem pelo mundo da música com um disco definitivo. A idéia inicial era gravar um álbum duplo totalmente diferente nos mínimos detalhes de tudo o que já houvesse sido feito. O resultado saiu em 1967 na forma do álbum (simples) "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band". O disco disputa com Piper at gates of Dawn, do Pink Floyd, o mérito de ter sido o marco inicial do rock progressivo. Sucesso absoluto de público e crítica.

    http://whiplash.net/bandas/beatles.html

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  27. Anônimo21.5.09

    Biografia/ Beatles (parte.3)

    Gravaram então o filme "Magical Mistery Tour". Partindo apenas da idéia de filmar uma viagem, sem roteiros pré-definidos, o filme se transformou no maior fiasco da história dos Beatles, ignorado pelo público e esmagado pela crítica.

    A banda reconquistou o agrado do público e crítica com o lançamento de "Hey Jude", uma música que tinha todos os motivos para ser rejeitada pelas rádios em virtude de seus mais de sete minutos de duração mas que se tornou um dos maiores sucessos dos Beatles. Porém nem tudo estava bem. O clima pesado nas gravações do "White Album" levariam mesmo Ringo a abandonar a banda durante alguns dias. A situação ficou mais delicada quando John Lennon passou a insistir que sua nova namorada, Yoko Ono, participasse das gravações.

    Apesar do sucesso alcançado pelo álbum branco os Beatles estavam com uma situação financeira pior a cada dia. Em 1968, para cumprir contratos que prometiam um novo filme longa metragem, contrataram a criação de um desenho animado. O resultado foi o excelente "Yellow Submarine". A trilha sonora do filme contava com composições dos Beatles e instrumentais criados pelo produtor George Martin.

    Em 1969, em meio a um momento de trégua dentro da banda e com os problemas financeiros praticamente resolvidos foi gravado o excepcional "Abbey Road". Enquanto todo o mundo aceitava o disco como uma prova definitiva de que os Beatles estavam novamente juntos e durariam para sempre John Lennon e Paul McCartney preparavam seus discos solos.

    Com o comunicado oficial do fim da banda em 10 de Abril de 1970 a gravadora terminou a mixagem do material gravado do projeto Get back e lançou o disco "Let it Be". Desde então os apreciadores da banda passaram a fomentar uma nova reunião que só viria a ser descartada de vez com a morte de John Lennon em 1980.

    http://whiplash.net/bandas/beatles.html

    Agradecimentos a Rafael Lemieszek.

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  28. Anônimo21.5.09

    As melhores músicas do estilo Folk, Country e Rock’n’Roll.

    Aqui, O melhor dos álbuns, discos disponíveis das discografias para baixar!(freeware download)

    http://folkmusicrocknroll.blogspot.com/

    NÚMERO DE VISITANTES
    76207 Visitantes!

    Avisos

    Observem todo o blog (até o final), pode haver inserções de novas postagens ou modificações.

    E não se esqueçam de postar alguns comentários!

    Postem comentários também caso algum album não estiver mais disponível.

    A cada dia mais postagens novas.

    Alguns álbuns foram postados a pedido do público. Se alguém tiver sugestões dentro do contexto musical, postaremos dentro do possível.

    Gostaria de agradecer os elogios recebidos no Blog. Muito obrigado e sugestões são sempre bem vindas. Obrigado.

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  29. Anônimo22.5.09

    Um tributo ao desejo pela consumação carnal, ou "a cantada mais reverberante e sonora" jamais empreendida para conquistar uma mulher casada.

    Layla lyrics
    by Eric Clapton and Jim Gordon

    What'll you do when you get lonely
    And nobody's waiting by your side?
    You've been running and hiding much too long.
    You know it's just your foolish pride.

    Layla, you've got me on my knees.
    Layla, I'm begging, darling please.
    Layla, darling won't you ease my worried mind.

    I tried to give you consolation
    When your old man had let you down.
    Like a fool, I fell in love with you,
    Turned my whole world upside down.

    Chorus

    Let's make the best of the situation
    Before I finally go insane.
    Please don't say we'll never find a way
    And tell me all my love's in vain.

    Chorus

    Chorus

    http://www.eric-clapton.co.uk/ecla/lyrics/layla.html

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  30. Anônimo22.5.09

    Uma "jam session" que durou uma noite inteira (Trechos desse marco da história pode ser conferido no box set do Derek and The Dominoes)

    Artigo de Bento Araújo Em 22/07/2007

    Projeto Derek And The Dominos, uma banda fictícia que o guitarrista inglês estava usando para afogar suas amarguras (dentre elas, as mais daninhas eram as drogas pesadas e Patti Boyd, então esposa de George Harrison).

    "Eu só lembro-me de dirigir na direção daquele parque, e quando estávamos estacionando o carro a uns 800 metros do concerto ao ar livre, ouvi uma guitarra uivando no ar, bem mais alta do que o restante. Ouvíamos a banda de fundo e por cima de tudo aquele som que parecia o de uma sirene. Foi fantástico. Fomos até lá, sentamos perto do palco e lá estavam os Allman Brothers."

    Clapton e Dowd não tinham ingressos mas foram facilmente reconhecidos pelos pessoal dos bastidores que colocou a dupla bem na frente do palco, no famoso ‘chiqueirinho’, aquele local onde os fotógrafos costumam trabalhar, na verdade o pequeno espaço entre o palco e a grade de segurança que ‘segura’ o povão. Eles sentaram no chão, bem na frente de Duane, que estava no meio de um solo de guitarra. Quando o guitarrista dos Allmans reconheceu Clapton, uma tensão absurda pairou sobre sua pessoa. O solo foi bruscamente interrompido, o suor começou a escorrer gelado por suas costeletas e a banda, desesperada, se apressava e fazia de tudo para tapar os ‘buracos’ deixados pela guitarra de Duane, que ficou imóvel, completamente atordoado com a presença de Clapton.

    Após o show, Dowd apresentou Clapton a todo o grupo, que foi imediatamente convidado a comparecer no Criteria para uma jam session que durou uma noite inteira (trechos desse marco da história pode ser conferido no box set do Derek and The Dominoes). Interessante o fato de Duane e Clapton terem se dado tão bem. É comum em reuniões de guitarristas o ego falar mais alto. Clapton insistiu para Duane ficar em definitivo com os Dominos, mas o ‘Skydog’ disse que teria de ser leal a sua família acima de tudo e voltou para o seio materno dos Allmans...

    http://whiplash.net/materias/poeira/062843-allmanbrothers.html

    (Vale a pena conferir o texto completo!)

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  31. Anônimo22.5.09

    Depois de “Triunfar” na conquista tão almejada...

    Em Abril de 1977 Eric Clapton gravou “Wonderful Tonight”, referindo-se a "Layla"(Pattie Boyd)

    It's late in the evening; she's wondering what clothes to wear.
    She puts on her make-up and brushes her long blonde hair.
    And then she asks me, "Do I look all right?"
    And I say, "Yes, you look wonderful tonight."

    We go to a party and everyone turns to see
    This beautiful lady that's walking around with me. And then she asks me, "Do you feel all right?" And I say, "Yes, I feel wonderful tonight."

    I feel wonderful because I see
    The love light in your eyes.
    And the wonder of it all
    Is that you just don't realize how much I love you.

    It's time to go home now and I've got an aching head, So I give her the car keys and she helps me to bed.
    And then I tell her, as I turn out the light,
    I say, "My darling, you were wonderful tonight.
    Oh my darling, you were wonderful tonight."

    http://www.eric-clapton.co.uk/ecla/lyrics/wonderful-tonight.html

    http://wonderfultonight.traduzidas.ericclapton.letrasdemusicas.com.br/

    O músico teve dois filhos uma menina Ruth e Conor. A 20 de março de 1991, Conor, filho de quatro anos de Clapton com a modelo italiana Lori Del Santo, morreu depois de cair da janela de um apartamento. Um instantâneo da dor de Clapton pôde ser visto com a canção "Tears In Heaven", My Father’s Eyes e Circus Left Town.

    http://www.gluvox.com/2009/05/02/eric-clapton-grava-wonderful-tonight/

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  32. Anônimo22.5.09

    Observem esta frase da canção SOMETHING, inspirada em Pattie Boyd.

    "You know I believe and how" trocada equivocadamente em alguns sites internacionais por: "You know I believe her now" ou até mesmo: "You know I believe in HOW"

    SOMETHING by George Harrison

    Something in the way she moves
    Attracts me like no other lover
    Something in the way she woos me
    I don't want to leave her now
    You know I believe and how

    Somewhere in her smile she knows
    That I don't need no other lover
    Something in her style that shows me
    I don't want to leave her now
    You know I believe and how

    You're asking me, will my love grow?
    I don't know, I don't know
    You stick around now it may show
    I don't know, I don't know

    Something in the way she knows
    And all I have to do is think of her
    Something in the things she shows me
    I don't want to leave her now
    You know I believe and how

    © HARRISONGS LIMITED
    http://www.metrolyrics.com/george-harrison-lyrics.html

    http://www.metrolyrics.com/something-lyrics-george-harrison.html

    Pattie Boyd, former model and ex-wife of George Harrison and Eric Clapton and now a successful photographer.

    Um dos sites com a letra de “Something” equivocada:
    http://www.absolutelyrics.com/lyrics/view/the_beatles/something/

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  33. Anônimo23.5.09

    Raridades!

    http://www.tropicalglen.com/

    The top 100 songs from the golden years of popular music. Playa Cofi (Jukebox)

    (Escute os 100 sucessos americanos a cada ano em 4 décadas, a partir de 1950 a 1989)

    Também há seleção de músicas por gênero!

    Detalhe: se vc desejar copiar as músicas após executadas, poderá buscá-las nos "arquivos temporários” / Som no Formato MP3

    Acesse:

    Ferramentas / Opções da Internet / Aba Geral / Histórico da Navegação / Configurações / Exibir Arquivos / classificar pesquisa por tipos ou tamanho / extensão: Formato MP3

    (Basta escutar no Windows Media Player, por exemplo!)

    Sds. LW Gomes

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  34. LW Gomes23.5.09

    Beatles - George saindo da banda [1969]
    Após ser filmado discutindo com Paul, George...

    O dia em que George Harrison abandonou os Beatles para iniciar sua carreira solo!
    "Conheça a transcrição dos diálogos acontecidos durante o último ensaio, que motivaram o rompimento definitivo da Banda." (Londres, 10 de janeiro de 1969)

    Vídeo de George Harrison saindo dos Beatles! (Diálogos Traduzidos)
    http://br.truveo.com/Beatles-George-saindo-da-banda-1969/id/3306141119
    http://www.youtube.com/watch?v=O8bsgTdrQBs

    Reflexão Posterior

    RINGO: Paul e George não estavam se dando bem naquele dia e George decidiu partir, mas não contou nem para John, nem para mim ou Paul. As discussões sempre aconteciam, então até irmos almoçar nenhum de nós percebeu que George tinha ido para casa. Quando voltamos ele continuou ausente, então começamos uma jam violenta. Paul tocou seu baixo contra o amplificador, John estava 'viajando' e eu toquei umas batidas estranhas que nunca tinha feito antes. Eu não toco daquela maneira regularmente. Nossa reação foi muito, muito interessante naquele momento. Yoko entrou no meio, claro; ela estava lá.

    PAUL: De fato George saiu do grupo. Não tenho certeza do motivo exato. Penso que eles achavam que eu estava sendo muito dominador. É fácil para alguém como eu, que faz as coisas acontecerem, ter uma abordagem forte demais. Revendo o filme, vejo que pareço alguém com uma postura um pouco pesada demais, particularmente por ser apenas um membro da banda e não um produtor ou diretor. De minha parte era apenas entusiasmo, mas levou a alguns arranca-rabos, e num deles George disse 'Certo. Não vou aturar isso!'. Provavelmente eu estava sugerindo o que ele poderia tocar, o que é sempre algo complicado numa banda.

    GEORGE: Eu tinha estado com Bob Dylan e a The Band no Woodstock e me diverti muito. Voltar para o 'inverno do descontentamento' com os Beatles em Twickenham foi algo infeliz e nada saudável. Um dia houve uma discussão entre Paul e eu. Está no filme: você pode vê-lo dizendo 'bem, não toque isso'. Eu digo: 'tocarei o que você quiser, ou nem vou tocar se você não quiser. Qualquer coisa que for te agradar, é o que vou fazer'. Estavam filmando nossos desentendimentos. A coisa não chegou a explodir, mas pensei 'qual o sentido disto? Sou bem capaz de ser relativamente feliz por mim mesmo e não dá para ser feliz nesta situação. Vou embora daqui'. Todos tinham passado por isso. Ringo já tinha saído num dado momento. Eu sabia que John queria dar o fora. Foi um período muito, muito difícil e estressante, e ainda ser filmado discutindo foi terrível. Levantei e pensei: 'Não vou mais fazer isso. Estou fora'. Então peguei minha guitarra, fui para casa e compus Wah Wah naquela mesma tarde.

    Álbum de 1970 - Wah Wah, música composta por George no dia em que deixou os Beatles, é a faixa 3 do primeiro álbum triplo lançado por um artista solo na História, "All Things Must Pass"

    (continua)

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  35. LW Gomes23.5.09

    (Continuação_1)

    JOHN: Em suas 'viagens', Paul achou que era hora de outro filme dos Beatles ou algo assim, ou queria que voltássemos para a estrada, ou que simplesmente fizéssemos algo. Como de costume, George e eu dizíamos 'oh, não queremos fazer isso'. E ele meio que armou as filmagens. Havia muitas discussões sobre o que fazer. Eu apenas acompanhava, já tinha Yoko comigo e estava cagando para tudo [N. do T.: 'didn't give a shit about nothing']. Estava chapado o tempo todo também, heroína, etc. Eu simplesmente estava cagando para aquilo - todos estavam.

    PAUL: Num grupo as coisas são democráticas e ele não precisava me ouvir, então acho que ele ficou puto comigo trazendo idéias o tempo todo. Provavelmente, para ele, era apenas minha tentativa de dominar. Não era o que eu estava tentando - mas era assim que soava. Isto, para mim, foi o que eventualmente separaria os Beatles: comecei a sentir que ter idéias
    NÃO era uma boa idéia!

    RINGO: Fomos visitar George em sua casa e lhe dissemos que o amávamos. Houve um entendimento e ele voltou.

    HEY JUDE, nana nana...
    http://www.youtube.com/watch?v=oLVywY5EwoA
    http://www.youtube.com/watch?v=BD3ovfZXO5Q

    PAUL: Quando tocamos 'Hey Jude' pela primeira vez, cantei o primeiro verso e George respondeu 'nanu nanu' com sua guitarra. Ele estava respondendo cada verso - e eu disse 'Ei! Espere um pouco, não acho que queiramos isso. Talvez você devesse entrar com respostas de guitarra depois. Por ora acho melhor começarmos da maneira simples'. Insisti, pois aquilo era importante para mim, mas é claro que, se você diz isso a um guitarrista, e ele não gosta da idéia tanto quanto você, parece que você o está tirando da jogada. Acho que George sentia isso. Era algo do tipo "desde quando você vai me dizer o que devo tocar? Estou nos Beatles também'. Consigo entender seu ponto de vista. Mas isso me afetou, e aí eu não conseguia mais ter idéias livremente. Comecei a pensar duas vezes sobre tudo o que ia dizer - 'espere um minuto, será que vai parecer que estou forçando ?' Enquanto que, no passado, era só 'bem, é isso aí, isso seria uma boa idéia. Vamos tocar esta música chamada Yesterday. Ficará tudo bem'.

    http://www.riffola.org/georgeleaves.html

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  36. LW Gomes23.5.09

    (Continuação_2)

    GEORGE: Chegou uma hora, provavelmente na época do Sgt. Pepper's (talvez por isso eu não tenho curtido ele tanto assim), em que Paul tinha uma idéia fixa sobre como gravar suas músicas. Ele não estava aberto a sugestões de mais ninguém. John sempre foi muito mais aberto quando o assunto era tocar uma de suas canções. Isso levou às situações mais inusitadas. Eu abria o case da minha guitarra e Paul dizia 'não, não vamos fazer isso ainda. Vamos fazer uma pista de piano com Ringo, e depois faremos isso'. Chegou a um ponto em que havia muito pouco a fazer, a não ser ficar sentado lá ouvindo-o cantar 'Fixing a hole' com Ringo mantendo o tempo. Aí ele adicionava o baixo e tudo o mais. A coisa se tornou sufocante. No 'Let It Be' deveríamos nos livrar desse tipo de gravação; voltamos a tocar juntos. Mas ainda era mesma situação, em que ele já tinha na cabeça o que queria. Paul não queria que ninguém tocasse em suas músicas até ele decidir como deveria ser. Para mim foi algo como 'o que estou fazendo aqui? Isto é doloroso!'.

    PAUL: Depois que George foi embora tivemos uma reunião na casa do John, e acho que seu primeiro comentário foi 'vamos colocar o Eric [Clapton]'. Eu disse 'não!'. Acho que John estava meio que brincando. Pensamos 'não, espere um minuto. George saiu e não pode ser assim - não é bom o suficiente. George saiu porque sentia que que estavam dizendo-lhe o que fazer (acho que foi esse o motivo). Ringo tinha saído antes porque não achava que gostássemos dele como baterista. Essa não foi tão difícil de resolver como talvez tenha sido o lance do George. Ao mesmo tempo, John estava procurando se esquivar da situação. Acho que todos sentíamos que algumas rachaduras estavam aparecendo no edifício.

    JOHN: Quando os Beatles chegaram a seu auge, estávamos diminuindo uns aos outros. Limitávamos nossa capacidade de compor e tocar ao termos que encaixar tudo em algum tipo de formato. Por isso aconteceram os problemas. Quando chegamos ao 'Let It Be', não conseguíamos mais jogar o jogo. Podíamos enxergar as disposições uns dos outros, e logo ficou desconfortável, porque até ali acreditávamos intensamente naquilo que fazíamos e no que lançávamos. Tudo tinha que estar na medida. De repente não acreditávamos mais. Chegamos a um ponto onde não existia mais magia criativa.

    http://www.riffola.org/georgeleaves.html

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  37. LW Gomes23.5.09

    Curiosidades - The Beatles: John quis colocar Eric Clapton no lugar de George.
    http://whiplash.net/materias/curiosidades/084722-beatles.html

    Episódio-chave na história dos Beatles, a saída de George Harrison em janeiro de 1969 foi mantida em segredo. Naquela tarde, Yoko Ono assumiu os vocais. A atmosfera ficou cinza. A banda se preparava para o que seria seu último show, mas agora estava incompleta. A solução? “Vamos colocar o Eric”, bradou o impulsivo John Lennon. Clapton mantinha amizade com toda a banda - mas principalmente com o próprio George, e aquilo seria no mínimo desconfortável...

    "Se o George não voltar até segunda ou terça [13 ou 14 de janeiro de 1969], chamamos Eric Clapton para tocar”, disse John naquele fatídico dia. O relato está publicado no site da revista Where's Eric!, mantida pelo fã-clube britânico de Clapton, com assinantes em mais de 30 países.

    John teria ido além, dizendo que Clapton saíra do CREAM porque eram “todos solistas”; que os Beatles “lhe dariam liberdade total para tocar sua guitarra” e que a banda deveria continuar com ou sem George.

    Os Beatles queriam registrar uma apresentação ao vivo para encerrar o filme “Let It Be”, que retratou o cotidiano da banda no estúdio. Com o cronograma apertado, o show tinha que acontecer antes do fim do mês. Isso contribuiu para a extrema ansiedade de John. Tratava-se do "Rooftop Concert", na cobertura do prédio da Apple em Londres.

    De acordo com a publicação, a conversa daquela noite entre John, Ringo Starr e Michael Lindsay-Hogg (diretor do “Let It Be”) foi inteiramente gravada. O áudio não está disponível, mesmo porque valeria milhares de dólares nas mãos de colecionadores. Mas as intenções de John são confirmadas no best-seller “The Beatles: Anthology”, lançado pela própria Apple Corps em 2000 (Editora Cassel & Co - UK). Na página 316, Paul McCartney recorda: "Depois que George foi embora tivemos uma reunião na casa do John, e acho que seu primeiro comentário foi 'vamos colocar o Eric'. [...] Pensamos 'não, espere um minuto. George saiu e não pode ser assim - não é bom o suficiente".

    George deixou a banda após um tenso diálogo com Paul, que foi registrado pelas câmeras e pode ser visto no vídeo legendado disponibilizado no Riffola.

    http://br.truveo.com/Beatles-George-saindo-da-banda-1969/id/3306141119
    http://www.youtube.com/watch?v=O8bsgTdrQBs

    A jam maluca com Yoko e a chegada do ‘quinto beatle’ que amenizou o clima das gravações também são parte do vídeo. http://www.riffola.org/georgeleaves.html

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  38. LW Gomes23.5.09

    Fragmentação e brilhantismo
    Por: Luís Carlos

    As opiniões sobre este disco do quarteto de Liverpool são as mais diversas possíveis: exemplo genial de ecletismo, excessivo, sem foco, exemplo de superação musical, desigual etc. De fato há um quê de verdade em todas as tentativas de definir este disco. O problema é que o "Álbum Branco" é simplesmente indefinível, um disco único, sem paralelos na história do pop-rock. Você pode até ter suas críticas em relação a este disco, mas não há como negar sua importância, tanto que ele é presença obrigatória em qualquer lista dos melhores discos de todos os tempos que se preze.

    O ambiente no grupo em 1968 era simplesmente insuportável. As tensões estavam por todos os lados. A morte de Brian Epstein, empresário do grupo, no ano anterior afetou a unidade do grupo. Uma viagem a Índia ocorreu, e o grupo foi atrás de um guru indiano a pedido de Harrison. A princípio a viagem foi positiva, pois o clima de meditação permitiu ao grupo escrever uma série de novas canções. Por outro lado Lennon ficou decepcionado com o guru que foram visitar, pois ele estava muito mais interessado em mulheres e no dinheiro do grupo do que realmente em espiritualidade. Quando voltaram a Inglaterra, o grupo começou gravar as novas canções. E cada beatle queria gravar a sua canção a sua maneira, sem o mínimo de interferência possível. Não se tinha uma banda trabalhando junto, mas vários talentos, cada um trabalhando a seu modo, e apenas convidando os outros para tocar algum instrumento em sua música. O clima estava tão tenso que até Ringo Starr em um determinado momento abandonou as gravações do disco, pois se sentia colocado de lado no trabalho do grupo. O que esperar de um disco gravado nestas condições? E mais, o disco ficaria enorme, pois ninguém queria as suas músicas descartadas, principalmente Lennon e McCartney. O “Album Branco” tinha tudo para dar errado e ser um grande fracasso, mas para a surpresa de todos, nasceu um disco brilhante, diversificado, polêmico, desigual, eclético, estranho e único. Fragmentação e brilhantismo se juntaram de forma paradoxal e única na história da música pop.

    Este não é um disco para se entender na primeira audição. É muita informação musical em um só momento, por isso é preciso ir com calma nas 30 faixas que formam o disco duplo. O estilo musical varia radicalmente de um extremo para o outro. Assim podemos ter uma balada acústica pungente (“Julia”) e o rock mais pesado gravado pelo grupo, a poderosa “Helter Skelter” de McCartney. E entre estes dois extremos há toda uma variação de estilos: rock básico, psicodelismo, country, folk, música jamaicana, baladas, vaudeville, blues pesado, soul etc. A lista de estilos é grandiosa. A generosidade musical do grupo neste álbum é simplesmente exagerada! O exagero é tanto positivo, como negativo. Se por um lado vemos toda a versatilidade musical do grupo, por outro lado vemos excessos como “Revolution 9”, uma colagem desconexa de sons que tá mais para Yoko Ono do que Beatles. Temos também aqui “Wild Honey Pie”, uma barulhada insuportável realizada por McCartney. Mas sinceramente, dá tranquilamente para perdoar estas exceções ruins do disco, pois ele está recheado de inúmeras belezas musicais.

    http://poppycorn.com.br/artigo.php?tid=1266

    (Continua)

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  39. LW Gomes23.5.09

    (Continuação_A)

    Em nossa viagem pelo "Album Branco", vamos começar com John Lennon, sempre o mais criativo dos Beatles. Aqui ele arrebenta nas baladas: estranhas, belas, irônicas e hipnóticas. Assim temos obras primas como a encantadora “Dear Prundence” ; a já citada “Júlia”; a depressiva “I´m So Tired”; a irônica “Sexy Sadie”, um ataque frontal contra o fraudulento guru indiano que eles consultaram na Índia; e também a cativante e psicodélica “Cry Baby Cry”. Em termos de ironia lennoniana nenhuma se compara a “Glass Onion”, uma espécie de rock psicodélico, onde Lennon cita outras músicas dos Beatles, confundindo a mente dos fãs que queriam achar “sentidos ocultos” nas letras dos Beatles. Na verdade a música demonstra a aversão de Lennon a este tipo de fanatismo. O maior momento de Lennon no disco é “Happiness is a Warm Gun”, que na verdade é uma junção de três canções, com uma instrumentação que vai do melódico ao insólito, e uma interpretação comovente de Lennon, simplesmente um clássico. O Radiohead se inspirou nesta canção para compor "Paranoid Android", que também é a junção de três canções diferentes. Não que as duas músicas se pareçam, mas o processo de formação de uma canção influenciou a outra. Outra influência do "Álbum Branco" sobre a mais criativa banda da atualidade se deu em "Karma Police", cujo piano lembra bastante o de "Sexy Sadie". Lennon também demonstra a sua raiva em canções pesadas como o rock “Everybody Got Something to Hide...” e no blues “Yer Blues”, uma das canções mais pesadas tanto em termos de letra como instrumental, gravadas pelos Beatles. E ainda tem mais, tem a versão mais leve, mais acústica de “Revolution” , que na minha opinião é superior a versão lançada em single.

    Se Lennon era o mais criativos dos beatles, McCartney vence no quesito melodia. Como ninguém ele sabia costurar uma boa canção pop, e sabia ser sofisticado também. Mas acima de tudo, McCartney gostava era de um bom rock, por isso aqui temos a fusão Beach Boys- Chuck Berry em “Back In The USSR”, a festiva “Birthday” e a hecatombe sonora de “Helter Skelter”. O pop de primeira linha aparece na alegria de “Obla-Di-Bla-Dá”, com a participação de músicos jamaicanos; na beleza da instrumentação de “Martha My Dear”; no estilo anos 20/30 de “Honey Pie”. McCartney nos surpreende trilhando novos caminhos como a beleza acústica de canções como “Blackbird” e “Mother´s Nature Son”, e no country meio dilanesco de “Rocky Raccon”.

    E neste disco temos a ratificação do talento de Harrison como compositor. Ele já tinha composto grandes canções anteriormente (“If I Need Someone” , “Taxman”, “Within You Without You”), mas agora ele busca novas texturas. Ele convida o seu amigo Eric Clapton para tocar guitarra numa canção, e nasce uma obra prima, uma das melhores do disco: “While My Guitar Gently Weeps”. As outras canções não tem a mesma pegada, mas ainda assim são ótimas canções: a beleza aparentemente inocente de “Piggies”, mas que esconde uma ácida crítica social; o soul calibrado de “Savoy Truffle”; e uma insólita balada “Long, long, long”. Ringo Starr também participa com uma composição, o country "Don´t Pass Me By". http://poppycorn.com.br/artigo.php?tid=1266

    (Continua)

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  40. LW Gomes23.5.09

    (Continuação_B) Final do Artigo.

    Sem dúvida o parto do "Álbum Branco" foi muito dolorido, mas valeu a pena, mais uma vez os Beatles surpreendiam o mundo com um novo disco. Em 1969 o clima interno no grupo continuou se agravar. Tentaram voltar as raízes com o projeto “Get Back”, que era gravar um álbum no estúdio, mas ao vivo, como uma banda de garagem. O clima ruim entre os quatro acabou levando o grupo a desistir da idéia. O grupo lançou um bom compacto “Get Back/Don´t Let Me Down” e parecia que tudo caminhava para o fim, ou para a decadência. Aí eles decidiram gravar um novo disco, que seria o último, e George Martin topou desde que fosse da maneira que ele estava acostumado a produzir o grupo. Surge então o canto-do-cisne, o “Abbey Road”, um álbum deliciosamente coeso, onde a música do grupo flui de uma forma brilhante. Um belo disco. E aí veio o fim, o projeto “Get Back” foi tirado da gaveta, recebeu a produção do Phil Spector, e foi lançado como “Let It Be”, mesmo a revelia de alguns integrantes do grupo. Aí já estávamos em 1970, e John Lennon já estava cantando em seu disco solo, o magnífico “John Lennon and Plastic Ono Band”, que “I don´t believe in Beatles” e “the dream is over”. Sim, estava tudo acabado. O sonho acabou, porém eu acredito na música dos Beatles, que permanece bela, emocionante, como um testemunho de que criatividade e música popular não são termos contraditórios. Pena, que poucos sigam esta fórmula hoje em dia, uns ficam só com a criatividade, e outros apenas com o apelo popular.

    22/07/2006

    http://poppycorn.com.br/artigo.php?tid=1266

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  41. LW Gomes23.5.09

    A lenda do "pacto na encruzilhada" com a presença de “emissário do capeta”, assinatura com sangue e suposta venda da própria alma em troca de sucesso ilimitado, tendo como conseqüência o assassinato de John Lennon.(Ou como é difícil admitir o talento e o sucesso duramente conquistado.)

    A tal estória do "Homem na torta flamejante" citada por Lennon, no início da fama da banda, por exemplo, ilustra bem uma das grandes cismas que sempre deixaram encucados místicos e seitas fundamentalistas acerca do caráter sobrenatural na carreira da banda – para alguns, mais acentuado até mesmo que o da carreira do Led Zeppelin!

    O fato é que circulam especulações sobre uma das várias excursões que a banda, em seu duro início de carreira, teria feito à Alemanha, quando ainda faziam cinco shows por noite, lutando para sobreviver de sua música e desenvolver seu estilo, e o acontecimento relatado por Lennon teria ocorrido nesta época, quando os Beatles se hospedaram em uma antiga mansão nas proximidades de Hamburgo, que passara a ser um albergue. O problema é que esta antiga casa, uma velha construção aos moldes vetustos do séc. XIX, haveria pertencido, segundo burburinhos locais, a um tal de Dr. Pepper (isso mesmo que você leu! – Dr. Pepper... algo a ver com o personagem criado anos depois pelos Beatles em um de seus mais célebres LPs, o Sgt. Pepper?). O pior de tudo: o tal Dr. Pepper, um médico de renome nos velhos tempos, teria sido um estudioso de ciências ocultas e magia negra, segundo muitos, havendo feito parte até mesmo da sociedade secreta desenvolvida e mantida, por muitos anos na Europa, pelo lendário Aleister Crowley – coincidência ou não, outra figurinha tarimbada no mundo sobrenatural, que teria um lugar de honra garantido... ehr... bem, justamente na capa do disco Sgt. Pepper’s Lonley Hearts Club Band.

    Mas não pára por aí. Os boatos e suposições vão mais fundo e, para uma boa parte de gente que estuda essas relações assombrosas, o tal “homem na torta flamejante” que teria aparecido para Lennon, provavelmente embriagado de bebida e bolinhas de anfetamina em mais uma madrugada infernal, cansado daqueles shows vagabundos em Hamburgo e à espera de um sucesso com sua música que nunca vinha, seria o próprio Dr. Pepper, em uma aparição etérea, que vinha agora propor a Lennon um acordo irrecusável...

    Teria sido este repentino êxito da banda alavancado, então, por um pacto de Lennon com o diabo naquele dia fatídico, como tantos acreditam haver ocorrido? Para muitos, todas as respostas partem daí: o próprio “coisa ruim” haveria sugerido o nome da banda, de sonoridade fácil e contagiante (Beatles também aludia a “beat” – batida, ritmo quente, uma mensagem chave para a juventude da época sobre o som do grupo). E com Lennon tendo vendido a sua alma ao demônio em troca do sucesso, tudo se explicaria...

    Em 1969, nova mensagem, clara e evidente, na composição “The Ballad of John and Yoko” – em que Lennon, inclusive, mostra dons premonitórios, prevendo sua morte! “The way things are going, they’re gonna crucify me” (Do jeito que as coisas vão indo, eles ainda vão me crucificar). Lembremo-nos que a morte de Lennon é até hoje vista, no subconsciente coletivo, como uma grande crucificação – o ato final de expurgação dos exageros do rock e de suas conseqüências trágicas em um momento de despertar, atentando a todos para o quanto a maldade poderia estar entremeada em seus corações sem se aperceberem disto. Ironia das ironias: e pensar que, como um moderno mártir da era pop, Lennon dissera que seriam (ele e os Beatles) “mais famosos que Cristo”...

    http://whiplash.net/materias/especial/000256-beatles.html

    (Termina aqui minha colaboração sobre o tema)

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  42. Ringo Rama
    Uma Boa História de Baterista com Carreira-Solo Formal

    Claudio Teran e Vladimir Araújo
    (13 de fevereiro de 2003)

    Dentro de aproximadamente um mês e meio, um novo disco do eterno baterista dos Beatles, Ringo Starr, vai ser lançado. Chama-se Ringo Rama. Por obra e graça da distribuição de advanced copies para apreciação de uns poucos privilegiados, um exemplar do disco caiu às nossas mãos há uma semana.

    Ringo Rama é o décimo oitavo trabalho de Mr. Richard Starkey. Certo, ele não é Sir, como Paul McCartney. Nem é tratado pelo mundo com a mesma reverência dispensada a John Lennon e George Harrison. Mas integrou o maior grupo de todos os tempos na história do Rock'n'Roll. E isto por si só é muita coisa. Aos 62 anos de idade, Ringo Starr ainda é alvo de discussões estéreis do tipo, "nunca foi um grande baterista". Ou, "sua bateria excessivamente econômica poderia ter sido feita de forma competente por qualquer outro". Aí passamos à lenda do ovo de Colombo. O que é fato, é que Ringo Starr é praticamente um caso único na música popular - baterista com carreira-solo formal! Tem 18 trabalhos lançados após os Beatles e desde 1989 criou coragem para encarar turnês bem sucedidas à bordo da All-Starr Band, uma grande sacada onde junta-se a grandes estrelas do vintage rock, e com elas divide o palco, os holofotes e a atenção do público.

    Nessa situação, Ringo só não deu as caras na América do Sul por ignorância e desconhecimento dos nossos promoters! Perdemos formações memoráveis da All-Starr Band, já que Ringo se apresentou nos últimos dez anos pelo mundo ao lado de feras como Jack Bruce, Peter Frampton, Gary Brooker, Jim Keltner, Dr. John, Roger Hodgson, Joe Walsh, John Entwhistle, Todd Rundgren, Levon Helm, e diversos outros.

    O novo álbum é um de seus trabalhos mais vigorosos. Gravado entre o estúdio particular de Ringo em Londres e um sótão em Los Angeles onde se situa o estúdio do produtor Mark Hudson. A coesa banda de apoio com Ringo na bateria inclui nomes como Gary Burr, Dean Grakal, Steve Dudas, Jim Cox, Gary Nicholson e o próprio produtor Mark Hudson - figuras familiares para Ringo Starr, por que o acompanharam noutras ocasiões, como na efêmera banda The Roundheads, e nos álbuns I Wanna be Santa Klaus, e Vertical Man. O resultado da gravação é vibrante, algo sujo e por assim dizer, "suado". Suado mesmo, já que - palavras de Ringo Starr - num estúdio ou em qualquer lugar, a convivência com um grupo de músicos começa a tornar-se prazerosa quando todos estão no mesmo ritmo, inclusive suando juntos.

    Com seu estilo próprio, fez com que fosse dada mais importância ao modo como se afinava uma bateria, amortecendo o som dos tambores e subvertendo a forma como eram tocados os compassos compostos. Canhoto e tocando uma bateria para destros, Ringo Starr reinventou ao longo de sua carreira um novo estilo de tocar bateria. Até a apresentação dos Beatles em 1964 no programa do americano Ed Sullivan, ninguém prestava muita atenção no baterista. Naquele dia, Ringo iniciaria um novo ciclo para o Rock ao sugerir que fosse colocada uma plataforma onde o baterista pudesse ter tanto destaque quanto os outros músicos. Em seu novo disco talvez o que mais chame a atenção seja a força e vitalidade com que se dedica a seu estilo em faixas que primam pelo alto astral, todas marcadas por seu modo inconfundível de tocar e, mais uma vez, sem solos de bateria.

    http://www.thebeatles.com.br/review-ringo-rama.htm

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  43. Claudio Teran e Vladimir Araújo24.5.09

    CD Ringo Rama: Uma Boa História de Baterista com Carreira-Solo Formal.

    A faixa de trabalho, "Never Without You", é comovente. Uma rock ballad em homenagem a George Harrison, com letra cheia de citações de momentos clássicos do trabalho do beatle falecido em 2001. "Chamei Eric Clapton para fazer a guitarra-solo porque George amava Eric, e ele amava George", diz Ringo Starr no press release distribuído à imprensa mundial pela Koch Records, o selo de Ringo Rama. Não dá para chamar a homenagem de oportunismo. Ringo e George sempre mantiveram laços estreitos, inclusive depois dos Beatles. Um sempre colaborou com o outro nas respectivas carreiras-solo. Em "Write One For Me", Ringo mantém-se fiel à country music americana, dividindo os vocais com um mestre do gênero, o lendário Willie Nelson. Outro que comparece de maneira brilhante no disco é David Gilmour. Sua guitarra inconfundível marca o arranjo da mordaz "Missouri Loves Company", e da poderosa "I Think Therefore I Rock'n'Roll", um rockão à moda antiga. Todavia, a faixa mais tocante do álbum, candidata a clássico na carreira-solo de Ringo Starr, é "Imagine Me There", com seu delicado arranjo de cordas que inclui arpas, violinos e cellos.

    http://www.thebeatles.com.br/review-ringo-rama.htm

    Claudio Teran e Vladimir Araújo
    13 de fevereiro de 2003

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  44. Claudio Teran e Vladimir Araújo24.5.09

    CD Ringo Rama: Uma Boa História de Baterista com Carreira-Solo Formal. (continuação resumida)

    - O mundo do Rock'n'Roll sempre foi povoado de mitos e conceitos pré-estabelecidos que, de certa forma, nortearam de maneira equivocada os predicados dos músicos que realmente construíram a identidade desse estilo. De repente o cara que toca um solo de guitarra interminável usando um pedal ultra moderno é tratado como soberano em relação ao guitarrista de acordes. No fundo do palco, o baterista que passa cinco minutos fazendo um solo é sobreposto àquele que acompanha magistralmente sua banda. Porém, "quem há de negar que este lhe é superior"? O caso do baterista dos Beatles cai como uma luva no que acabamos de dizer. Preciso, hábil e extremamente técnico, criou para o grupo uma sonoridade ímpar, que certa vez fez John Lennon dizer: "se começo a criar alguma coisa, Ringo sabe exatamente aonde quero ir".

    A faixa de trabalho, "Never Without You", é comovente. Uma rock ballad em homenagem a George Harrison, com letra cheia de citações de momentos clássicos do trabalho do beatle falecido em 2001. "Chamei Eric Clapton para fazer a guitarra-solo porque George amava Eric, e ele amava George", diz Ringo Starr no press release distribuído à imprensa mundial pela Koch Records, o selo de Ringo Rama. Não dá para chamar a homenagem de oportunismo. Ringo e George sempre mantiveram laços estreitos, inclusive depois dos Beatles. Um sempre colaborou com o outro nas respectivas carreiras-solo. Em "Write One For Me", Ringo mantém-se fiel à country music americana, dividindo os vocais com um mestre do gênero, o lendário Willie Nelson. Outro que comparece de maneira brilhante no disco é David Gilmour. Sua guitarra inconfundível marca o arranjo da mordaz "Missouri Loves Company", e da poderosa "I Think Therefore I Rock'n'Roll", um rockão à moda antiga. Todavia, a faixa mais tocante do álbum, candidata a clássico na carreira-solo de Ringo Starr, é "Imagine Me There", com seu delicado arranjo de cordas que inclui arpas, violinos e cellos.

    Claudio Teran e Vladimir Araújo
    13 de fevereiro de 2003

    http://www.thebeatles.com.br/review-ringo-rama.htm

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  45. Reginaldo Correia25.5.09

    O Álbum Branco
    Por: Reginaldo Correia

    No dia 22 de novembro de 1968, ocorria em Londres, Inglaterra, o lançamento do álbum The Beatles (e não Álbum branco como ficou conhecido por causa de sua capa totalmente branca), o décimo da carreira do grupo. Com ele, John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr apresentaram ao mundo uma faceta pouco conhecida até então: a simplicidade. Algo que, nem mesmo no inicio da carreira (devido a toda a exposição causada pela explosão da beatlemania), conseguiram atingir. Abandonando por um instante o experimentalismo latente da época e embarcando na individualização para compor e criar uma de suas maiores obras primas.

    Na verdade, a banda vivia um momento cheio de contrastes. Haviam lançado, no ano anterior, dois clássicos LP’s: o aclamado Sgt. Pepper’s e a trilha homônima do filme Magical Mystery Tour (embora os críticos de cinema o consideraram como um péssimo filme). Nesse mesmo período, abandonaram as turnês e perderam o empresário Brian Epstein, que morreu de overdose de tranqüilizantes aos 32 anos de idade.

    Por outro lado, criaram um selo musical próprio, o Apple, pelo qual lançaram o bem sucedido compacto Hey Jude/Revolution, que vendeu mais de seis milhões de cópias. Mas, na contramão de todo esse sucesso eles também passavam por problemas pessoais; John (que na época estava praticamente divorciado de sua primeira esposa, Cinthia e já mantinha um relacionamento firme com a artista plástica japonesa, Yoko Ono) não se entendia mais com o parceiro musical, Paul. Os dois, aliás, não escondiam que preferiam trabalharem separados. George, por sua vez, reclamava um maior espaço para as suas composições nos discos dos Beatles e Ringo sentia-se menosprezado pelos colegas da banda (ele chegou até a abandonar as gravações do disco, voltando dias depois por insistência dos três amigos). Nem mesmo o período de meditação transcendental que tiveram no início do ano de 68, com o guru Maharishi Yogi, na Índia, conseguiu amenizar as crises que levariam dois anos depois à ruptura de um dos maiores fenômenos da musica contemporânea.

    E foi em meio a todo esse alvoroço que os Beatles entraram no estúdio para iniciar as gravações do novo disco. Afinal, havia um contrato a cumprir com a gravadora EMI. O resultado, porém, só serve para reforçar algo que todo já sabe: somente gênios têm a capacidade de fazer com trabalho moldado pelo desleixo e por um certo descompromisso resulte em um produto de alto nível técnico, comercial e artístico como é o caso do Álbum Branco.

    http://poppycorn.com.br/artigo.php?tid=1795

    Continua...(09/12/2008)

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  46. Reginaldo Correia25.5.09

    Continuação. (O Álbum Branco)
    Por: Reginaldo Correia

    Para quem duvida é só ouvir o disco. Das 31 faixas editadas, 26 foram assinadas por John e Paul (apenas assinadas, pois não foram compostas juntas, com exceção de “Birthday”. No restante, quem faz os vocais principais é o autor) George conseguiu emplacar 4 composições sendo uma delas a linda "While My Guitar Gently Weeps" que conta com a participação de Eric Clapton na guitarra e até mesmo Ringo surgiu como compositor com a belíssima "Don't Pass Me By". No mais cada um fez o que quis neste disco e mais uma vez acertou.

    Entre as principais criações de John estão uma homenagem para a sua mãe, “Julia”; uma sátira aos que viviam tentando decifrar as letras dos Beatles, “Glass Onion”; um blues “Yer blues” e a já clássica “Sexy Sadie” onde o beatle denuncia o guru Maharishi, aquele mesmo da meditação transcendental que, na época, segundo o próprio Lennon, estava mais interessado em paquerar as mulheres presentes e usar o nome da banda indevidamente. Já as principais contribuições do outro grande líder do grupo, Paul, foi à bela balada “I Will”; um rock a la Beach Boys “Back in the U.S.S.R”; um reggae “Ob-La-Di Ob-La-Da” e ATÉ uma homenagem para a sua CADELA "Martha My Dear".

    O disco é tão diversificado musicalmente que, chegou a ser rotulado com o apelido de enciclopédia do rock. E quem ouve acaba tendo a certeza disso. A diversidade é tão grande que os Beatles conseguem sem esforço passar de baladas, “Blackbird” a heavy metal, “Helter skelter” (a musica mais pesada que eles conseguiram gravar e que serviu de inspiração para o psicopata Charles Manson e seu bando cometerem assassinatos em 1969 nos Estados Unidos). Entretanto, é nas duas últimas faixas do disco, “Revolution 9” (um amontoado de sons desconexos e colagens sonoras que a maioria dos beatlemaníacos odeia ate hoje) e, “Good Night” (uma canção de ninar, feita por Lennon, para o filho de apenas cinco anos, Julian e cantada especialmente por Ringo acompanhado por uma orquestra) que se pode ver com clareza o maior contraste do álbum. E é justamente esse contraste que faz dele uma obra imortal.

    Por todos esse fatores o Álbum Branco estreou diretamente no topo das paradas inglesa e americana. Ainda hoje, 40 anos depois, ele é lembrado como uma das grandes criações musicais do século XX e uma das obras primas do imortal quarteto que, saiu da cidade portuária de Liverpool direto para a historia. Só para se ter uma idéia, ele é o décimo na lista dos 500 melhores discos da revista americana Rolling Stone e o nono disco mais vendido na América. Números à parte, as provas de todo esse sucesso e importância estão no próprio LP, CD ou no MP3, pra quem preferir. Agora é ver, ouvir e conferir de novo esse clássico universal chamado: The Beatles – Álbum Branco.
    (O famoso conjunto terminaria sua trajetória em janeiro de 1969)

    http://poppycorn.com.br/artigo.php?tid=1795

    09/12/2008

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  47. Qual é a diferença entre pop e rock?

    Taí uma das questões mais complicadas da cultura ocidental! Para se ter uma idéia, o Parlamento inglês passou dias debatendo o assunto em 1990, sem chegar a uma conclusão. O governo abrira espaço para a criação de emissoras de rádio não-estatais, com a exigência de que uma delas não fosse dedicada à música pop - e não faltou quem quisesse comprar o espaço para uma rádio de rock, motivando a discussão parlamentar. Na época, o jornal londrino The Times chegou a publicar uma carta dos cantores Robert Plant e Phil Collins alegando que as rádios pop limitavam sua programação às 40 canções de maior sucesso, o que estava longe de representar toda a variada produção de rock daquele país.

    A distinção surgiu na década de 60, quando o rock passou a extrapolar o formato de canção com refrão, melodia grudenta e duração média de dois a três minutos - o que serviria, aliás, como uma boa definição de música pop, feita, de fato, para tocar no rádio, seja com ritmo agitado ou como balada romântica. Os Beatles foram os principais responsáveis para que o termo rock passasse a significar música jovem de maior valor artístico e relevância social que a canção popular (raiz óbvia do termo pop), supostamente descartável. Porém, os próprios Beatles continuam sendo até hoje a grande prova de que é possível ser rock e pop ao mesmo tempo.

    O vocalista Bono, do U2, tem uma frase famosa sobre o assunto: "O pop diz que tudo está bem e o rock diz que não está, mas é possível mudar". Assim, ele contrapõe uma atitude autêntica e revolucionária (a dele, é claro) a outra, conformista e superficial. Mas um fã de bandas de rock pesado, como o Metallica, provavelmente acha que o U2 é pop demais para ele - comprovando que as duas categorias são totalmente flexíveis e subjetivas.

    Escrito por José Augusto Lemos.

    Matéria extraída do site: Mundo Estranho.
    http://zencultura.blogspot.com/
    http://mundoestranho.abril.com.br/cultura/pergunta_286810.shtml

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  48. José Augusto Lemos25.5.09

    Qual é a diferença entre pop e rock?

    Taí uma das questões mais complicadas da cultura ocidental! Para se ter uma idéia, o Parlamento inglês passou dias debatendo o assunto em 1990, sem chegar a uma conclusão. O governo abrira espaço para a criação de emissoras de rádio não-estatais, com a exigência de que uma delas não fosse dedicada à música pop - e não faltou quem quisesse comprar o espaço para uma rádio de rock, motivando a discussão parlamentar. Na época, o jornal londrino The Times chegou a publicar uma carta dos cantores Robert Plant e Phil Collins alegando que as rádios pop limitavam sua programação às 40 canções de maior sucesso, o que estava longe de representar toda a variada produção de rock daquele país.

    A distinção surgiu na década de 60, quando o rock passou a extrapolar o formato de canção com refrão, melodia grudenta e duração média de dois a três minutos - o que serviria, aliás, como uma boa definição de música pop, feita, de fato, para tocar no rádio, seja com ritmo agitado ou como balada romântica. Os Beatles foram os principais responsáveis para que o termo rock passasse a significar música jovem de maior valor artístico e relevância social que a canção popular (raiz óbvia do termo pop), supostamente descartável. Porém, os próprios Beatles continuam sendo até hoje a grande prova de que é possível ser rock e pop ao mesmo tempo.

    O vocalista Bono, do U2, tem uma frase famosa sobre o assunto: "O pop diz que tudo está bem e o rock diz que não está, mas é possível mudar". Assim, ele contrapõe uma atitude autêntica e revolucionária (a dele, é claro) a outra, conformista e superficial. Mas um fã de bandas de rock pesado, como o Metallica, provavelmente acha que o U2 é pop demais para ele - comprovando que as duas categorias são totalmente flexíveis e subjetivas.

    Escrito por José Augusto Lemos.

    Matéria extraída do site: Mundo Estranho.
    http://zencultura.blogspot.com/
    http://mundoestranho.abril.com.br/cultura/pergunta_286810.shtml

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  49. André Forastieri e José Augusto Lemos25.5.09

    Psicodelia: reza a lenda que os Beatles fumaram maconha pela primeira vez com Bob Dylan.
    Enviado por BiS_30/04/2009

    O texto a seguir foi escrito a quatro mãos em abril de 1990, dezenove anos atrás. Foi um dos textos mais ambiciosos que eu já tinha escrito até então. José Augusto Lemos tinha acabado de me contratar para a Bizz. Eu era um moleque. Ele não, ou não me parecia. Eu tinha 25, ele menos de trinta, mas com repertório, ambição e elegância que me deixavam no chinelo. Foi meu professor mais importante na arte de fazer revista. Tive que me esforçar para fazer bonito neste artigo sobre o espírito psicodélico e hoje, relendo, ainda me orgulho do resultado. Foi minha primeira Bizz como editor, capa do Pink Floyd original. Perdi o contato com José Augusto Lemos, obras da vida. Perda minha. Continuo devedor e admirador.

    Agradeço publicando, sem pedir autorização, nosso único artigo conjunto.

    Psicodelia Para Principiantes: Ligue-se... Sintonize... Caia Fora (do Sistema)

    "Turn on, tune in, drop out", o slogan máximo do psicodelismo criado por Timothy Leary pode sugerir hoje ranço e hippismo.

    Afinal, pós-perestroika, as drogas foram eleitas inimigo número um da civilização ocidental. E entre seus consumidores — um mercado global que movimenta cerca de cem bilhões de dólares ao ano, quase a dívida externa brasileira — as químicas mais procuradas não são mais as alucinógenas, mas as estimulantes: cocaína, crack, anfetaminas diversas. A maconha continua popular, mas seu consumo cai regularmente no mundo inteiro há anos.

    Substâncias alteradoras do funcionamento da mente são cada vez mais mal vistas. Para a geração que cresceu sob a ofensiva antidrogas de Reagan, é inimaginável o fato de que há pouco menos de trinta anos a utilização de alucinógenos como expansores da consciência era defendida com unhas e dentes por uma fração razoável da elite científica do planeta.

    (Texto de André Forastieri e José Augusto Lemos.)

    http://mtv.uol.com.br/bis/blog/psicodelia-reza-lenda-que-os-beatles-fumaram-maconha-pela-primeira-vez-com-bob-dylan

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  50. Reginaldo Correia25.5.09

    Sgt. Pepper’s
    Por: Reginaldo Correia

    Os fãs dos Beatles e da musica em geral, não se cansam de comemorar o aniversário do álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, que completou quatro décadas de lançamento no dia 1º de junho. Ele que foi o oitavo LP da banda inglesa. Tornou-se um marco, não só da trajetória dos rapazes de Liverpool, mas de toda a história da musica pop.

    Tudo conspirava para transformar Sgt. Pepper’s em algo que ia além de um simples disco. Ele quebrou todas as expectativas que uma banda de rock costumava causar: músicas alegres e contagiantes com refrões pegajosos (como o famoso yeah, yeah, yeah dos próprios Beatles);a predominância do trio “guitarra, baixo e bateria”; letras românticas e de apelo juvenil que procuravam retratar uma rebeldia ingênua, mais próxima de Elvis Presley do que de Bob Dylan. Assim, o que havia naquele intrigante álbum, era mais do que um simples estilo musical, era uma revolução sonora, artística e comercial. Algo que o disco anterior, Revolver, apenas conseguiu sugerir.

    E as novidades estavam por toda parte. Começando pela capa (a primeira a ser criada em um estúdio profissional por um artista conhecido, Peter Blake). Ela continha personagens famosos como Albert Einstein; Marlon Brando; Bob Dylan; Marilyn Monroe; Lewis Carroll; Edgar Allan Poe; os próprios Beatles em cera e de verdade, além de outras personalidades ilustres.

    Mas, foi a parte musical que marcou fundo quem adquiriu esse disco maravilhoso. Na verdade, ninguém nunca sonhou ou imaginou ouvir algo semelhante: rock misturado com música clássica; musica indiana entremeada a cravos renascentistas e climas circenses; uma orquestra de 40 músicos comandada por Paul McCartney; sons inusitados como um despertador; animais; o som de uma hipotética platéia...e tudo isso usando míseros 4 canais de som (hoje é possível encontrar estúdios independentes contendo a fartura de 140). As letras também desempenharam um importante papel, a tal ponto, que o suplemento literário do jornal inglês “The Times” as chamou de “barômetro do século XX” responsáveis por elevar o vocabulário do rock como nunca se imaginara, alçando o gênero à inédita posição de arte: os Beatles tinham virado artistas.

    Dessa forma, depois de Sgt. Pepper’s, o modo como o mundo e a própria banda inglesa viam a musica jamais seria o mesmo. O álbum mudou completamente a idéia de criação artística musical. A partir dali, passariam a explorar além das fronteiras da arte, mas sem perder de vista a perfeição sempre mirada em seus trabalhos. Porém fica a suprema ironia de que os Beatles (o grupo pop mais famoso do mundo) precisaram incorporar a identidade de uma banda fictícia para criar e gravar o disco que seria para sempre o ponto alto de sua carreira e um divisor de águas na musica contemporânea.

    Por essas e outras razões, Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band conseguiu chegar a esses 40 anos sempre se mantendo atual e ao mesmo tempo a frente de seu tempo, principalmente quando comparado a musica comercial, superficial e sem criatividade (salvo, raras exceções) dos dias de hoje. Para se ter uma idéia de sua importância, ele lidera a lista dos melhores discos do milênio na Inglaterra e a dos 500 melhores discos da revista americana Rolling Stone, além ser o sétimo mais vendido da historia com mais de 32 milhões de cópias.

    Tudo isso como resultado do empenho e inteligência de quatro simples seres humanos: John Lennon; Paul McCartney; George Harrison e Ringo Starr, que a partir daí foram transportados da indústria do entretenimento direto para a história, de onde, provavelmente, nunca mais sairão.
    (Reginaldo Correia, 10/08/2007)

    http://poppycorn.com.br/artigo.php?tid=1622

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  51. Reginaldo Correia25.5.09

    Sgt. Pepper’s

    Os fãs dos Beatles e da musica em geral, não se cansam de comemorar o aniversário do álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, que completou quatro décadas de lançamento no dia 1º de junho. Ele que foi o oitavo LP da banda inglesa. Tornou-se um marco, não só da trajetória dos rapazes de Liverpool, mas de toda a história da musica pop.

    Tudo conspirava para transformar Sgt. Pepper’s em algo que ia além de um simples disco. Ele quebrou todas as expectativas que uma banda de rock costumava causar: músicas alegres e contagiantes com refrões pegajosos (como o famoso yeah, yeah, yeah dos próprios Beatles);a predominância do trio “guitarra, baixo e bateria”; letras românticas e de apelo juvenil que procuravam retratar uma rebeldia ingênua, mais próxima de Elvis Presley do que de Bob Dylan. Assim, o que havia naquele intrigante álbum, era mais do que um simples estilo musical, era uma revolução sonora, artística e comercial. Algo que o disco anterior, Revolver, apenas conseguiu sugerir.

    E as novidades estavam por toda parte. Começando pela capa (a primeira a ser criada em um estúdio profissional por um artista conhecido, Peter Blake). Ela continha personagens famosos como Albert Einstein; Marlon Brando; Bob Dylan; Marilyn Monroe; Lewis Carroll; Edgar Allan Poe; os próprios Beatles em cera e de verdade, além de outras personalidades ilustres.

    Mas, foi a parte musical que marcou fundo quem adquiriu esse disco maravilhoso. Na verdade, ninguém nunca sonhou ou imaginou ouvir algo semelhante: rock misturado com música clássica; musica indiana entremeada a cravos renascentistas e climas circenses; uma orquestra de 40 músicos comandada por Paul McCartney; sons inusitados como um despertador; animais; o som de uma hipotética platéia...e tudo isso usando míseros 4 canais de som (hoje é possível encontrar estúdios independentes contendo a fartura de 140). As letras também desempenharam um importante papel, a tal ponto, que o suplemento literário do jornal inglês “The Times” as chamou de “barômetro do século XX” responsáveis por elevar o vocabulário do rock como nunca se imaginara, alçando o gênero à inédita posição de arte: os Beatles tinham virado artistas.

    Dessa forma, depois de Sgt. Pepper’s, o modo como o mundo e a própria banda inglesa viam a musica jamais seria o mesmo. O álbum mudou completamente a idéia de criação artística musical. A partir dali, passariam a explorar além das fronteiras da arte, mas sem perder de vista a perfeição sempre mirada em seus trabalhos. Porém fica a suprema ironia de que os Beatles (o grupo pop mais famoso do mundo) precisaram incorporar a identidade de uma banda fictícia para criar e gravar o disco que seria para sempre o ponto alto de sua carreira e um divisor de águas na musica contemporânea.

    Por essas e outras razões, Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band conseguiu chegar a esses 40 anos sempre se mantendo atual e ao mesmo tempo a frente de seu tempo, principalmente quando comparado a musica comercial, superficial e sem criatividade (salvo, raras exceções) dos dias de hoje. Para se ter uma idéia de sua importância, ele lidera a lista dos melhores discos do milênio na Inglaterra e a dos 500 melhores discos da revista americana Rolling Stone, além ser o sétimo mais vendido da historia com mais de 32 milhões de cópias.

    Tudo isso como resultado do empenho e inteligência de quatro simples seres humanos: John Lennon; Paul McCartney; George Harrison e Ringo Starr, que a partir daí foram transportados da indústria do entretenimento direto para a história, de onde, provavelmente, nunca mais sairão.

    (Texto de Reginaldo Correia, 10/08/2007)

    http://poppycorn.com.br/artigo.php?tid=1622

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  52. Anônimo25.5.09

    What is R&B Music?
    By Mark Edward Nero, About.com
    The Meaning of the Name:

    Rhythm & Blues is a term used to describe the blues-influenced form of music predominantly performed by African-Americans since the late 1930s. The term 'Rhythm and Blues' was first introduced in the late 1940s.

    The Reason for the Name:

    The "Rhythm & Blues" term was created to replace the designation "race music," which until then was the stardard catch-all phrase used in reference to most music made by blacks at the time. After the "race music" term was deemed offensive, Billboard began using the Rhythm & Blues moniker Wexler created. The meaning behind the name? The "rhythm" part comes from the music's typical dependance upon four-beat measures or bars and employ a backbeat (beats two and four accented in each measure).

    Evolution of the Phrase:

    The "blues" portion of the name came from the lyrics and melodies of the songs, which were often sad, or 'blue' during the music's emergence in the World War II era. Over time the name was shortened to R&B as a matter of convenience. By the 1970s, rhythm and blues was also being used as a blanket term to describe soul and funk as well. And today, the term can be used to loosely define most sung African-American urban music, even though soul and funk can be placed in categories of thier own.

    http://randb.about.com/od/rb12/p/RhythmandBlues.htm

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  53. Anônimo25.5.09

    Psicodelia no picadeiro ou Panis et Circenses
    Por: Luís Carlos

    Um novo disco dos Beatles? Tal falácia vem surgindo desde meados dos anos 90. Primeiro foi o projeto "Anthology" (95-96) com as pseudo-novas gravações do quarteto e um amontoado de versões alternativas dos clássicos da banda. Valia como curiosidade e só. Depois veio a coletânea "The Beatles 1" (2000), que ao optar por colocar apenas os hits que atingiram o primeiro lugar das paradas, acabou tornando-se óbvia demais. Uma boa introdução para neófitos e só. Em 2003 chega as lojas o "Let It Be Naked", onde expurgaram a produção de Phil Spector, para que a obra ficasse mais próxima da intenção original do grupo que era um disco de estúdio gravado como se fosse ao vivo. Um exercício interessante, nada mais.

    Bem, depois de todas estas frustrações, não fiquei empolgado ao saber que George Martin iria trabalhar numa trilha sonora para um espetáculo do Circo de Soleil. Descobri que as faixas não seriam os hits óbvios, mas que seria centrada na fase mais psicodélica e criativa do grupo (1965-1969). Fiquei um pouco mais esperançoso. Mas aí fui informado que Martin juntamente com seu filho iria mexer nas músicas, misturar canções, e até acrescentar algo. Logo bradei: HERESIA! Mexer num catálogo recheado de clássicos do pop/rock como é o dos Beatles? Para que isso? Então é lançado "Love" no final de 2006, e nem me preocupo em ouvi-lo, mas vou lendo as resenhas na net, revistas especializadas e jornais. Em geral elogios. Não resisti, e comprei o disco para ouvir, ainda bem desconfiado.

    Surge então a primeira faixa: "Because". Ela surge apenas a cappella, e no primeiro momento o disco me conquista. Com a saída da instrumentação dá para notar ainda mais como é perfeito o arranjo vocal de "Because". Que idéia brilhante! Assim vou ouvindo os quase 80 minutos do álbum, com todos aqueles clássicos que aprendi a amar ao longo dos tempos. Alguns estão intocáveis, mas surgem como uma sonoridade muito mais cristalina ("I Am the Walrus", "A Day in the Life"), em outros momentos há inusitadas combinações mas que funcionam extremamente bem ("Within You Without You/Tomorrow Never Knows", "Dive my Car/What You´re Doing/The Word"). George e Giles Martins não foram simplesmente misturando canções a esmo, há todo um trabalho de produção de primeira. "Within You Without You/Tomorrow Never Knows" vai surpreender até os fãs do Radiohead de tão estranha e experimental que ficou. É o momento mais significativo de "Love". "Dive my Car/What You´re Doing/The Word" é totalmente contagiante.

    (Texto de Luís Carlos 14/01/2007)

    http://poppycorn.com.br/artigo.php?tid=1469

    Continua...

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  54. Anônimo25.5.09

    Psicodelia no picadeiro ou Panis et Circenses
    Por: Luís Carlos

    Um novo disco dos Beatles? Tal falácia vem surgindo desde meados dos anos 90. Primeiro foi o projeto "Anthology" (95-96) com as pseudo-novas gravações do quarteto e um amontoado de versões alternativas dos clássicos da banda. Valia como curiosidade e só. Depois veio a coletânea "The Beatles 1" (2000), que ao optar por colocar apenas os hits que atingiram o primeiro lugar das paradas, acabou tornando-se óbvia demais. Uma boa introdução para neófitos e só. Em 2003 chega as lojas o "Let It Be Naked", onde expurgaram a produção de Phil Spector, para que a obra ficasse mais próxima da intenção original do grupo que era um disco de estúdio gravado como se fosse ao vivo. Um exercício interessante, nada mais.

    Bem, depois de todas estas frustrações, não fiquei empolgado ao saber que George Martin iria trabalhar numa trilha sonora para um espetáculo do Circo de Soleil. Descobri que as faixas não seriam os hits óbvios, mas que seria centrada na fase mais psicodélica e criativa do grupo (1965-1969). Fiquei um pouco mais esperançoso. Mas aí fui informado que Martin juntamente com seu filho iria mexer nas músicas, misturar canções, e até acrescentar algo. Logo bradei: HERESIA! Mexer num catálogo recheado de clássicos do pop/rock como é o dos Beatles? Para que isso? Então é lançado "Love" no final de 2006, e nem me preocupo em ouvi-lo, mas vou lendo as resenhas na net, revistas especializadas e jornais. Em geral elogios. Não resisti, e comprei o disco para ouvir, ainda bem desconfiado.

    Surge então a primeira faixa: "Because". Ela surge apenas a cappella, e no primeiro momento o disco me conquista. Com a saída da instrumentação dá para notar ainda mais como é perfeito o arranjo vocal de "Because". Que idéia brilhante! Assim vou ouvindo os quase 80 minutos do álbum, com todos aqueles clássicos que aprendi a amar ao longo dos tempos. Alguns estão intocáveis, mas surgem como uma sonoridade muito mais cristalina ("I Am the Walrus", "A Day in the Life"), em outros momentos há inusitadas combinações mas que funcionam extremamente bem ("Within You Without You/Tomorrow Never Knows", "Dive my Car/What You´re Doing/The Word"). George e Giles Martins não foram simplesmente misturando canções a esmo, há todo um trabalho de produção de primeira. "Within You Without You/Tomorrow Never Knows" vai surpreender até os fãs do Radiohead de tão estranha e experimental que ficou. É o momento mais significativo de "Love". "Dive my Car/What You´re Doing/The Word" é totalmente contagiante.

    (Texto de Luís Carlos 14/01/2007)

    http://poppycorn.com.br/artigo.php?tid=1469

    Continua...

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  55. Anônimo25.5.09

    (Continuação)

    Psicodelia no picadeiro ou Panis et Circenses

    "Love" tem 26 canções, mas há cerca de 130 canções no disco! Em muitos momentos aparece apenas um acorde, um instrumento de uma música dos Beatles. Não deixa de ser um interessante exercício para quem conhece uma das melhores discografias da música pop. "Glass Onion" vem numa versão editada com os trompetes de "Penny Lane" e o referão de "Hello Goodbye". "Strawberry Fields Forever", o maior clássico do grupo, começa numa versão acústica com apenas Lennon no violão, parte para um versão intermediária, até chegar a clássica versão que conhecemos. Uma aula sobre a história da formação deste monumento. No final há um verdadeira coda psicodélica com o piano de "In My Life", os metais de "Sgt. Pepper´s...", o trompete de "Penny Lane", o cravo de "Piggies" e o inusitado final de "Hello Goodbye". Ufa! Que viagem!

    A cada momento há uma grata surpresa em "Love". Seja em ouvir "Sun King" ao contrário e tornar-se em "Gnik Nus", ou ouvir a circense "Being For the Benefit of Mr. Kite" tornar-se num arranjo simplesmente assutador, onde são misturadas as duas mais pesadas canções do fab four ("Helter Skelter" e "I Want You"). Outras combinações ficaram tão bem colocadas, que parece que as faixas sempre foram assim. Quando a introdução acústica de "Blackbird" vira "Yesterday" é algo totalmente natural. Quando "Here Comes The Sun" começa ao som dos instrumentos indianos de "Withing You Without You" você pensa: é perfeito! De repente do nada aparece a orquestração de "Good Night", a derradeira faixa do "Álbum Branco". Esperamos então o vocal de Ringo, e é ele que começa cantar. Só que a música é "Octopus Garden", com o vocal num andamento mais lento, e por trás a orquestração de "Good Night" e mais alguns efeitos de "Yellow Submarine". E Por fim "Octopus Garden" surge sozinha com a delicosa guitarra de Harrison e os backing vocals dos outros três integrantes. Demais! Cara, é totalmente psicodélico e exeperimental, é Beatles puro! E o que dizer depois de ouvir "Lady Madonna" com a poderosa guitarra de "Hey Bulldog" e Clapton fazendo sua Les Paul chorar em "While My Guitar Gently Weeps"? É genial!

    Quando o disco termina com "All You Need is Love" se transformando nos últimos acordes da orquestração de "Good Night", não posso deixar de confessar, lágrimas caíram dos meus olhos, psicodélicas lágrimas. Nunca pensei que os Beatles voltariam a me tocar desta forma. Realmente a combinação Beatles e circo não poderia ser mais feliz. Os puristas vão reclamar que não se podia mexer em clássicos já estabelecidos. Mas como escreveu um dia o crítico José Auguto Lemos "os puristas são um saco". E no mais quem está no comando no projeto é George Martin, que todos sabem que foi responsável por tornar real boa parte das experimentações e idéias propostas pelo grupo. Martin foi figura fundamental na discografia dos Beatles. E ele trabalhou em cima do trabalho do grupo, só houve uma única adição que foi o arrepiante arranjo de cordas para "While My Guitar Gently Weeps", outro grande momento de "Love". Não é exagero dizer que a nova versão do clássico de George Harrison é tão boa quanto a original do "Álbum Branco". Na verdade o que temos no disco é a obra dos Beatles vista por um novo ângulo. Assim pode-se perceber detalhes e potenciais nunca antes notados. Sendo assim, "Love" torna-se num belíssimo panorama do universo beatleniano. Uma sinfonia pisicodélica regida por George Martin e seu filho Giles Martin.

    (Texto de Luís Carlos, 14/01/2007)

    http://poppycorn.com.br/artigo.php?tid=1469

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  56. Anônimo25.5.09

    É verdade que os Beatles acabaram por causa da Yoko Ono?

    A melhor resposta talvez seja a de George Harrison, em depoimento ao documentário Anthology, de 1996: "Seria injusto colocar em Yoko Ono toda a culpa por nossa separação, porque àquela altura já estávamos todos cheios. Mas talvez ela tenha sido a catalisadora". Ou seja: já havia bastante tensão e conflito entre os quatro Beatles quando Yoko entrou publicamente em cena, durante as gravações de The Beatles - mais conhecido como "The White Album" ("Álbum Branco") - em 1968. A presença constante de Yoko ao lado de John Lennon e o fato de ele valorizar muito mais a opinião dela, como artista de vanguarda, que a de seus parceiros musicais, teria apenas acelerado o processo de dissolução, que, mesmo assim, ainda se estenderia por dois anos. Independentemente da presença de Yoko, os Beatles haviam chegado àquela fase terminal, pela qual passam quase todas as bandas de rock, em que os talentos individuais começam a se sentir limitados e surgem as famosas "diferenças criativas".

    Quando entraram em estúdio para gravar o "Álbum Branco", Lennon e Paul McCartney não mais compunham juntos e Harrison pressionava para incluir mais composições suas além da cota tradicional de duas por álbum. Resultado: os três passaram a gravar suas participações em separado, ou acompanhados apenas por Ringo Starr. Logo surgiram mais dois motivos de brigas sérias: Paul queria colocar seu sogro, Lee Eastman (um dos donos da Kodak), como empresário da banda e também queria que voltassem a se apresentar ao vivo. Mesmo assim, não resta dúvida de que Yoko e o modo como John deixava claro que era ela, e não mais a banda, o que havia de mais importante na sua vida, criaram uma divisão irreparável entre ele e os outros três Beatles.

    (Texto de por José Augusto Lemos)

    http://mundoestranho.abril.com.br/cultura/pergunta_286672.shtml

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  57. LW Gomes26.5.09

    Mr. Mello

    Seria "legal à bessa" se vc editasse os posts encaminhados excluindo as repetições acidentais.

    P.S. Quando consultamos beatles and blogs no Google Brasil, sua página figura na sétima posição! Sendo visitada por internautas de vários países.

    My Best Regards

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  58. A Beatlemania no Brasil
    Histórias, Estórias & Lorotas

    Se tem situação da qual não pode queixar-se o Brasil, é do envolvimento de seus filhos com os Beatles – direta ou indiretamente. Há incontáveis situações. São consideráveis e consistentes as histórias de quem conseguiu chegar perto, conversar, tirar uma foto.

    John, Paul, George & Ringo como bem sabemos não são mortais comuns. Carismáticos, famosos e populares de verdade sim – eles são. Comuns somos nós que nos contentamos em “comprar” um autógrafo que eles não nos concederam. Chegar até eles e ter isso documentado de forma plausível, é muita coisa. Não há necessidade de invencionismos do tipo: “sou amigo, troco e-mails, etc.”

    A fantasia, por sinal, acaba “desqualificando” essa ou aquela conquista. O que talvez explique porque no Brasil há uma tremenda falta de reconhecimento com quem conseguiu furar o teflon que envolve os superstars e chegar perto. Em relação aos Beatles, há casos e casos. Histórias e estórias. Fãs e não fãs que tiveram o privilégio de dividir um momento ou outro com um dos quatro Beatles. Ou simplesmente assumir-se papagaio de pirata.

    Considerações Finais

    Imagino que essa coletânea dará margem a contestações. O objetivo não foi ferir ou desqualificar ninguém. Mas recolher o que no meu entendimento representa os fatos em relação ao contato de brasileiros com os Beatles. Não há como negar o ecletismo. Vamos de um extremo ao outro. Dos contatos notáveis aos questionáveis. A banda encerrou atividades há mais de trinta anos. Fabs vivos só temos dois. Ambos sexagenários. Encontrá-los, ao acaso ou não, por pura sorte ou não, será sempre mais dificil daqui por diante, que todas as demais ocasiões que serviram de objeto para esse relato. Eu por exemplo me contentei de estar no Pacaembú em 1993 – no anonimato que me é próprio – mortal comum que sou. Alí descobrí que quem amava e idolatrava havia anos, existia verdadeiramente! E como existia! Foi o máximo momento para mim. Como seria bom ter um autógrafo com dedicatória pessoal, fotografias ao lado de um deles, privar de um backstage – ter estado em Abbey Road para olhar da janelinha do control room os caras gravando. É por isso que entendo que os efêmeros contatos com qualquer dos Fabs ou com todos eles seja efetivamente uma façanha. Parabéns a quem chegou lá. Mas não custa lembrar que numa multidão de fãs entoando o côro de Hey Jude somos o que somos - anônimos suarentos, irmanados e arrebatados de emoção. E por certo com histórias para contar. Histórias. Estórias e lorotas não valem. Até porque levam ao descrédito quem deveria contentar-se com aquilo que é muito: ter um dia chegado perto de um Ringo, John, Paul ou George...

    CLÁUDIO TERAN

    http://www.thebeatles.com.br/pop/beatles-lorotas.htm

    Para saber mais acesse o link acima!

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  59. André Luiz Fiori26.5.09

    Many Years From Now - de Barry Miles
    A biografia autorizada de Paul McCartney

    Além da história dos Beatles propriamente dita, o livro se atém bastante à toda a atmosfera da época: as outras bandas, a "Swinging London" (que é como é chamada toda a efervescência que rolou na capital inglesa lá pelos anos de 66 / 67 / 68, por aí... ) e todas as mudanças daquele período.

    Em certo momento, Paul declara que "Os anos 60 foram uma época tão avançada e com tantas coisas acontecendo, que eu sempre penso nos anos 60 no futuro, é como se eles ainda fossem acontecer... "

    O livro desmistifica muita coisa que se julgava verdadeira sobre a trajetória dos Beatles. Também revela que Paul era o mais vanguardista da banda, e Lennon o mais convencional, ao contrário do que sempre se supôs.

    Este livro é uma tentativa de resolver o problema das atribuições, dissipar alguns dos erros que tem passado de biografia a biografia e oferecer um retrato atento de Paul e seu círculo, na Londres dos anos 60. Paul era o único beatle que morava na cidade, o único que era nominalmente solteiro. Podia ser encontrado nas vernissages e estréias, as boates e bares que ficavam abertos até tarde da noite, nos happenings e eventos experimentalistas que tanto caracterizavam os meados da década de 60.

    O autor Barry Miles já inicia dizendo:
    "Os Beatles ficaram tão cercados de mitos, fantasias e especulações, que se tornou praticamente impossível determinar alguma coisa afora os fatos básicos de suas vidas. Há muito poucas entrevistas confiáveis com eles, quando estavam no auge da fama. Quando quatro pessoas criam música juntas, fica difícil determinar qual indivíduo e responsável pelo que, e a tendência e atribuirmos tudo que gostamos ao nosso beatle predileto.

    Tudo que seja mesmo remotamente experimental ou vanguardista é sempre atribuído a John Lennon, inclusive os loops e experimentações orquestrais de Paul em 'A Day in the Life'. Na realidade, John desconfiava bastante de tudo que fosse vanguardista, dizendo: 'avant-garde é babaquice em francês'. Só começou a mudar de opinião, quando se uniu a Yoko Ono em 1969 e, mesmo assim, precisou fazer um esforço consciente para superar aquelas suas restrições.

    Paul nasceu em Liverpool, Inglaterra, em 1942 e começou a tocar violão aos quatorze anos. Conheceu John Lennon ainda na adolescência e o resto da história todos já sabem: Fizeram fama, fortuna e história ao lado de George Harrison e Ringo Starr, em uma das bandas que mais influenciou a música e que continua conquistando milhões de fãs, geração após geração, os Beatles.

    A leitura de 'Many Years From Now' corre leve e límpida, e é uma delícia para qualquer fã de música pop. Realmente é o relato mais detalhado sobre Paul e os Beatles até hoje, pelo menos até a publicação esse ano, de "Antology", que até o momento, não tem edição em português.

    Esse livro poderia ter duas partes. Fala-se muito sobre os Beatles, mas quando chega a hora da carreira solo, esta é tratada apenas de relance, deixando de fora muita coisa legal de se saber. Quase não se fala da boataria "Paul is Dead', quase não se cita os Wings (e Denny Laine, seu principal músico ) ou mesmo seus melhores discos da fase solo.

    Texto de André Luiz Fiori.
    http://www.screamyell.com.br/literatura/manyears.htm

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  60. Anônimo27.5.09

    O site da Beatles Tube (Videos&Lyrics)
    Atualizou a letra de SOMETHING, por iniciativa dos leitores deste blog.

    http://www.beatlestube.net/video.php?title=Something

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  61. Anônimo28.5.09

    "COME TOGETHER"

    Here come old flattop he come grooving up slowly
    He got joo-joo eyeball he one holy roller
    He got hair down to his knee
    Got to be a joker he just do what he please

    He wear no shoeshine he got toe-jam football
    He got monkey finger he shoot coca-cola
    He say "I know you, you know me"
    One thing I can tell you is you got to be free
    Come together right now over me

    He bag production he got walrus gumboot
    He got Ono sideboard he one spinal cracker
    He got feet down below his knee
    Hold you in his armchair you can feel his disease
    Come together right now over me

    He roller-coaster he got early warning
    He got muddy water he one mojo filter
    He say "One and one and one is three"
    Got to be good-looking 'cause he's so hard to see
    Come together right now over me
    ****
    "Uma pedrada no saco" estas traduções.
    Seguem para apreciação geral. (Alguém se habilita?)
    ---------------

    Come Together
    Pedra Letícia
    http://letras.terra.com.br/pedra-leticia/1131720/

    Aqui vem velhas superfícies planas altas, ele vem
    entalhando-as levemente. ??
    Ele tem lentes de contato, ele é o único rolante
    sagrado. ??
    Ele tem seu cabelo abaixo dos seus joelhos
    Tem que ser uma piada, ele apenas tem que fazer o
    favor

    Ele não veste nenhum sapato brilhante, ele tem
    camisetas de futebol
    Ele tem um dedo de macaco, ele chuta a coca-cola
    Ele fala "Eu conheço você, você me conhece"
    Uma coisa que eu posso lhe falar é que você tem que ser livre!
    Venha junto agora comigo

    Ele empacota a produção, ele tem a morsa bota de armas
    de fogo
    Ele tem um *guarda-louça* da Ono, ele é o único que tem
    uma rachadura espinhal
    Ele tem uma perna abaixo do seus joelhos
    (Mantenha-se nessa cadeira armada), você pode sentir sua doença...

    No seu custo ele começou seu aviso adiantado
    Ele tem a água enlameada com um filtro do mojo
    Ele fala "Um mais um mais um é três"
    Tenha que ter um bom visual porque ele não vê muito bem.

    --------

    Come Together
    http://vagalume.uol.com.br/gotthard/come-together-traducao.html

    Aqui vem o velho Flat Top
    Ele vem gingando lentamente
    Ele tem olhos mágicos
    Ele quer cilindros santos
    Ele tem cabelos até seu joelho
    Tem que ser um cômico,
    ele simplesmente faz o que lhe agrada

    Ele não usa nenhuma graxa no sapato
    Ele tem futebol nos dedos
    Ele tem dedo de macaco
    Ele atira em garrafa de coca cola
    Ele diz que eu o conheço, você me conhece
    Uma coisa que eu posso dizer pra você
    é que você tem que ser livre

    --------

    Come Together
    http://www.muitamusica.com.br/24020-carly-smithson/676933-come-together/traducao/

    Aqui vem o velho Flat Top
    Ele vem gingando lentamente
    Ele tem olhos mágicos
    Ele quer cilindros santos
    Ele tem cabelos até seu joelho
    Tem que ser um cômico
    ele simplesmente faz o que lhe agrada

    Ele não usa nenhuma graxa no sapato
    Ele tem futebol nos dedos
    Ele tem dedo de macaco
    Ele atira em garrafa de coca-cola
    Ele diz "eu o conheço, você me conhece"
    Uma coisa que eu posso dizer pra você
    É que você tem que ser livre

    Ele ensacola produção. "Empacotador com botas"
    Ele tem botas de morsa
    Ele tem as costeletas da Ono
    Ele é uma invasor espinhal.
    Ele tem pés abaixo do seu joelho
    Abraça você na poltrona dele,
    você pode sentir a doença dele

    Ele vai na montanha-russa
    Ele recebe o aviso prévio
    Ele tem água barrenta
    Ele é um filtro de feitiço
    Ele diz um e um e um é três
    Tem que ser de boa aparência
    porque ele é tão difícil de ver

    Venha junto
    Agora mesmo
    Em cima de mim (por cima)
    ------------------------

    Letrasdasmusicas.com.br

    http://aerosmith.letrasdasmusicas.com.br/come-together-traducao-letra.html

    (Difícil o quebra-cabeça, não?)

    ResponderExcluir
  62. Anônimo30.5.09

    Imperdível

    George Harrison - Here Comes Emerson Fittipaldi
    http://www.youtube.com/watch?v=V0dUkfbwDdw

    Um Beatle cantando para um brasileiro é motivo de orgulho para todos nós. George Harrison, o mais apaixonado deles por velocidade, canta uma versão bizarra de "Here Comes the Sun" para o piloto brazuca Emerson Fittipaldi.

    Improvisação de George coma música Here Comes The Sun para homenagear o amigo Emerson Fittipaldi, que se recuperava de um acidente de ultraleve em 1997.
    http://www.yehplay.com/br/musics/George-Harrison-Here-Comes-Emerson-improvisation/227034/

    Here comes Emerson...
    George Harrison sempre foi o Beatle mais apaixonado por velocidade. Ainda no começo dos anos 70, ficou muito amigo de Emerson, a ponto de um hospedar o outro nas visitas ao país do amigo. A amizade era tamanha que Harrison chegou a fazer uma paródia de “Here Comes the Sun”, homenagem à recuperação de Emerson depois de um acidente gravíssimo. O vídeo foi apresentado no extinto programa Gente que Brilha, do SBT.
    http://revistatrip.uol.com.br/revista/salada/here-comes-emerson.html

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  63. Anônimo2.6.09

    Está acontecendo uma "guerra de bastidores" pelos direitos de acesso às letras dos Beatles que por hora prejudica a consulta direta no site da Beatles Tube (Videos&Lyrics), que foi impedida pela barreira destes interesses comerciais.

    http://www.beatlestube.net/video.php

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  64. Anônimo3.6.09

    The lyrics have been removed for copyright reasons!

    ~X(

    ResponderExcluir
  65. Anônimo3.6.09

    BeatlesTube is trasforming

    BeatlesTube is going to become a blog about Beatles. We HAVE to do that because of the lot of copyright reclames. Web is full of lyrics sites and videos sites about Beatles and other bands… but someone decided that this site had to die. So today old Beatlestube is dead, and the new one will be at your disposal in a short time.

    Every Beatles fan can write own posts on these pages. If you are interested having an account, email me please.

    Thank you to all the people supporting the old project, hope you like the new one.

    Cheers.

    Fabio Ronci

    The author.

    http://www.beatlestube.net/

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  66. Anônimo6.6.09

    http://peppers.com.br/site/

    SERGEANT PEPPER'S BAND

    Desde 1990, a Sgt. Pepper's Band se dedica à pesquisa e interpretação da obra do mais importante grupo da música pop internacional da história - The Beatles.
    O talento desses mineiros repercutiu em todo o Brasil. Jô Soares Onze e Meia, Jornal Nacional, Fantástco, Vídeo Show, Domingão do Faustão foram algumas de suas vitrines.
    O mais tocado conjunto de rock inglês do todos os tempos deu origem ao tradicional Mersey Beatle Festival, um festival anual que acontece em Liverpool, na Inglaterra, reunindo bandas de todo o mundo. Em 1994, a Sgt. Pepper's Band se torna a primeira banda latino-americana a se apresentar no festival. Já no seu primeiro ano, foi aclamada pela mídia inglesa como uma das três melhores do mundo.
    Em 1996, a banda lançou na Europa seu primeiro CD," Come And Get It ", fruto de minuciosa pesquisa que reuniu treze canções inéditas da dupla Lennon e McCartney. Os ingleses se impressionaram com a qualidade dos arranjos do disco, recebendo inclusive elogios do próprio Paul McCartney em mensagem enviada para a banda. Em Junho de 1999 a banda lança seu segundo álbum " Afonso Pena com Abbey Road " que completa a releitura da obra dos Beatles não lançada oficialmente.
    No famoso Abbey Road Studios, onde os Beatles gravaram 95% de sua obra e que deu nome ao último disco da banda inglesa, os mineiros gravaram duas faixas para o selo Cavern Records.
    A Banda participou também do International Pop Overthrow Festival em Los Angeles. Por se tratar de um evento que tem o compromisso de preservar a música pop e como não poderia deixar de ser, a Sgt. Pepper’s Band foi a escolhida pelos organizadores para representar a música dos Beatles.
    O som de Minas que vem dos Beatles é fruto de uma paixão: pela vida e a obra de quatro cabeludos que mudaram o mundo. Paixão que se traduz em trabalho árduo e pesquisa rigorosa para trazer de volta toda a beleza e radicalidade de uma revolução chamada The Beatles.

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  67. Anônimo14.6.09

    Patti Boyd Interview sunday 8/26/2007
    http://www.youtube.com/watch?v=yFKh4rdg1fQ

    That answers so many questions I have had for so long. The urban legend is that Eric Clapton "stole" George Harrison's wife. As it turns out, George screwed up the marriage by having an affair with RINGO'S wife. Crazy.

    Thimoneus – USA
    (a sharp comment from YouTube)

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  68. Anônimo16.6.09

    John Lennon, December of 1970 - The Rolling Stone Interview...

    In "Glass Onion" you say, "The Walrus is Paul," yet in the new album you admit that you were the Walrus.

    Lennon: "I Am the Walrus" was originally the B side of "Hello Goodbye"! I was still in my love cloud with Yoko and I thought, well, I'll just say something nice to Paul: "It's all right, you did a good job over these few years, holding us together." He was trying to organize the group, and organize the music, and be an individual and all that, so I wanted to thank him. I said "the Walrus is Paul" for that reason. I felt, "Well, he can have it. I've got Yoko, and thank you, you can have the credit."

    But now I'm sick of reading things that say Paul is the musician and George is the philosopher. I wonder where I fit in, what was my contribution? I get hurt, you know, sick of it. I'd sooner be Zappa and say, "Listen, you fuckers, this is what I did, and I don't care whether you like my attitude saying it." That's what I am, you know, I'm a fucking artist, and I'm not a fucking P.R. Agent or the product of some other person's imagination. Whether you're the public or whatever, I'm standing by my work whereas before I would not stand by it.

    That's what I'm saying: I was the Walrus, whatever that means. We saw the movie "Alice in Wonderland" in L.A. and the Walrus is a big capitalist that ate all the fuckin' oysters. If you must know, that's what he was even though I didn't remember this when I wrote it.

    ResponderExcluir
  69. Anônimo16.6.09

    JOHN LENNON, December of 1970 - The Rolling Stone Interview

    Do you think you're a genius?
    Lennon: "Yes, if there is such a thing as one, I am one."

    When did you first realize that?

    Lennon: "When I was about 12. I used to think I must be a genius, but nobody's noticed. I used to wonder whether I'm a genius or I'm not, which is it? I used to think, well, I can't be mad, because nobody's put me away, therefore, I'm a genius. A genius is a form of madness, and we're all that way, you know, and I used to be a bit coy about it, like my guitar playing."

    If there is such a thing as genius — which is what... what the fuck is it? — I am one, and if there isn't, I don't care. I used to think it when I was a kid, writing me poetry and doing me paintings. I didn't become something when the Beatles made it, or when you heard about me, I've been like this all me life. Genius is pain too.

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  70. Anônimo21.6.09

    The Rolling Stone Interview: John Lennon, Part I
    By JANN S. WENNER, Posted Jan 21, 1971

    This interview took place in New York City on December 8th, shortly after John and Yoko finished their albums in England. They came to New York to attend to the details of the release of the album, to make some films, and for a private visit. Those who aided in the transcribing and editing were Jonathon Cott, Charles Perry, Sheryl Ball and Ellen Wolper.

    J.WENNER: What do you think of your album?

    LENNON : I think it's the best thing I've ever done. I think it's realistic and it's true to the me that has been developing over the years from my life. "I'm a Loser," "Help," "Strawberry Fields," they are all personal records. I always wrote about me when I could. I didn't really enjoy writing third person songs about people who lived in concrete flats and things like that. I like first person music. But because of my hang-ups and many other things; I would only now and then specifically write about me. Now I wrote all about me and that's why I like it. It's me! And nobody else. That's why I like it. It's real, that's all.
    http://www.rollingstone.com/news/coverstory/24937978

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  71. Anônimo23.6.09

    The Rolling Stone Interview: John Lennon, Part II
    By JANN S. WENNER, Posted Feb 04, 1971

    JANN S. WENNER: Would you take it all back?
    LENNON: What?

    JANN S. WENNER: Being a Beatle?

    LENNON: If I could be a fuckin' fisherman I would. If I had the capabilities of being something other than I am, I would. It's no fun being an artist. You know what it's like, writing, it's torture. I read about Van Gogh, Beethoven, any of the fuckers. If they had psychiatrists, we wouldn't have had Gauguin's great pictures. These bastards are just sucking us to death; that's about all that we can do, is do it like circus animals.

    I resent being an artist, in that respect, I resent performing for fucking idiots who don't know anything. They can't feel. I'm the one that's feeling, because I'm the one that is expressing. They live vicariously through me and other artists, and we are the ones... even with the boxers— when Oscar comes in the ring, they're booing the shit out of him, he only hits Clay once and they're all cheering him. I'd sooner be in the audience, really, but I'm not capable of it.

    One of my big things is that I wish to be a fisherman. I know it sounds silly— and I'd sooner be rich than poor, and all the rest of that shit— but I wish the pain was ignorance or bliss or something. If you don't know, man, then there's no pain; that's how I express it.

    http://www.rollingstone.com/news/coverstory/24946866

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  72. Anônimo23.6.09

    The Rolling Stone Interview: John Lennon, Part II
    By JANN S.WENNER Posted Feb 04, 1971

    JANN S.WENNER: What do you think the effect was of the Beatles on the history of Britain?

    LENNON: I don't know about the "history"; the people who are in control and in power, and the class system and the whole bullshit bourgeoisie is exactly the same, except there is a lot of fag middle class kids with long, long hair walking around London in trendy clothes, and Kenneth Tynan is making a fortune out of the word "fuck." Apart from that, nothing happened. We all dressed up, the same bastards are in control, the same people are runnin' everything. It is exactly the same.

    We've grown up a little, all of us, there has been a change and we're all a bit freer and all that, but it's the same game. Shit, they're doing exactly the same thing, selling arms to South Africa, killing blacks on the street, people are living in fucking poverty, with rats crawling over them. It just makes you puke, and I woke up to that too.

    The dream is over. It's just the same, only I'm thirty, and a lot of people have got long hair. That's what it is, man, nothing happened except that we grew up, we did our thing— just like they were telling us. You kids— most of the so called "now generation" are getting a job. We're a minority, you know, people like us always were, but maybe we are a slightly larger minority because of maybe something or other.
    http://www.rollingstone.com/news/coverstory/24946866

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  73. Anônimo23.6.09

    The Rolling Stone Interview: John Lennon, Part II
    By JANN S.WENNER, Posted Feb 04, 1971


    JANN S.WENNER: When did you realize, that what you were doing transcended...

    LENNON: People like me are aware of their so-called genius at ten, eight, nine... I always wondered, "why has nobody discovered me?" In school, didn't they see that I'm cleverer than anybody in this school? That the teachers are stupid, too? That all they had was information that I didn't need.

    I got fuckin' lost in being at high school. I used to say to me auntie "You throw my fuckin' poetry out, and you'll regret it when I'm famous," and she threw the bastard stuff out.

    I never forgave her for not treating me like a fuckin' genius or whatever I was, when I was a child.

    It was obvious to me. Why didn't they put me in art school? Why didn't they train me? Why would they keep forcing me to be a fuckin' cowboy like the rest of them? I was different, I was always different. Why didn't anybody notice me?

    A couple of teachers would notice me, encourage me to be something or other, to draw or to paint— express myself. But most of the time they were trying to beat me into being a fuckin' dentist or a teacher. And then the fuckin' fans tried to beat me into being a fuckin' Beatle or an Engelbert Humperdinck, and the critics tried to beat me into being Paul McCartney.

    YOKO: So you were very deprived in a way...

    LENNON: That's what makes me what I am. It comes out, the people I meet have to say it themselves, because we get fuckin' kicked. Nobody says it, so you scream it: look at me, a genius, for fuck's sake! What do I have to do to prove to you son-of-a-bitches what I can do, and who I am? Don't dare, don't you dare fuckin' dare criticize my work like that. You, who don't know anything about it.

    Fuckin' bullshit!

    I know what Zappa is going through, and a half. I'm just coming out of it. I just have been in school again. I've had teachers ticking me off and marking my work. If nobody can recognize what I am then fuck 'em, it's the same for Yoko...

    ONO: That's why it's an amazing thing: after somebody has done something like the Beatles, they think that he's sort of satisfied, where actually the Beatles...
    http://www.rollingstone.com/news/coverstory/24946866/page/7

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  74. Aproveitando o seu post de votos para seus leitores, e este espaço para fãs seus e dos Beatles, venho para retribuir seus votos, principalmente o de nº 13, e perguntar se já teve a oportunidade de ouvir a leitura do Duofel dos meninos de Liverpool. Vale a pena.
    Magnífico 2010 para todos nós.

    ResponderExcluir
  75. Anônimo22.2.10

    Aos "Beatles Fans" do Brasil: (As boas músicas bem como os vídeos estão disponibilizados para acesso livre)

    Convite aberto para inscrição no "Music Channel" do YouTube.

    - In 7 months - our channel reached 23 Countries. See below where are our YouTube friends:
    Canada, France, USA, Republic of Ireland, Italy, Germany, Austria, Sweden, Denmark, Brazil, Norway, Greece, Poland, Netherlands, Belgium, Australia, New Zealand, Japan, Mexico, United Kingdom: England, Wales, Scotland and Northern Ireland.
    Thanks very much for your visit, and to all the friendship & kind music shares.

    http://www.youtube.com/user/TheWolfjr

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  76. Prezado Mello,

    Grato pela divulgação em seu Blog.

    Interessante observar que os vídeos disponibilizados no "Music Channel" citado podem ser baixados através de softwares convertedores nos formatos (AVI, MPEG2), VOB para DVD Player ou recuperados no menu ferramentas do navegador, função de exibir arquivos temporários, após a exibição completa do vídeo, serão recuperados na extensão flv (Basta ordenar pela data do acesso ou tamanho do arquivo). Neste último caso será necessário instalar um programa para "rodar" arquivos flv ou flv player.

    Saudações,
    Wolf Jr

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  77. The Beatles – a História por trás de Todas as Canções
    Autor: Steve Turner

    Em “The Beatles – a História por trás de Todas as Canções”, lançado originalmente em 1998 e que acaba de sair no Brasil pela Cosac Naify, o jornalista, biógrafo e poeta inglês Steve Turner mostra como nasceram e quais episódios inspiraram as 208 canções da banda mais importante de todos os tempos: de frases do dia-a-dia até notícias de canto de uma página de jornal.

    http://www.redebomdia.com.br/ValeAPenaLerDeNovo/14/The+Beatles+%96+a+Historia+por+tras+de+Todas+as+Cancoes

    São 208 histórias explicando a mágica de cada uma delas. O que o jornalista musical, biógrafo e poeta inglês Steve Turner faz em The Beatles – a história por trás de todas as canções não é explicar os significados ou os bastidores técnicos das composições da banda. Sua proposta é mostrar como elas nasceram e como todas têm histórias para contar, como se apropriam das pequenas frases soltas no dia-a-dia e dos eventos de canto de página nos jornais. Em cerca de 380 páginas e mais de 100 ilustrações coloridas, a edição não é só um compêndio das histórias das canções mais importantes do século passado, mas das histórias dos anos 1960.
    http://editora.cosacnaify.com.br/ObraSinopse/11349/The-Beatles---A-hist%C3%B3ria-por-tr%C3%A1s-de-todas-as-can%C3%A7%C3%B5es.aspx

    O livro definitivo sobre o tema não será escrito até que os diários, cartas e cadernos de John e George sejam tornados públicos, e até que Paul e Ringo compartilhem tudo de que se lembram sobre as 208 canções gravadas pelos Beatles. O mais provável é que os arquivos de John continuem trancafiados por um bom tempo, porque parte importante dos registros dele trata de pessoas ainda vivas, e Yoko acredita que seria delicado divulgar. A série de televisão em seis partes The Beatles Anthology e a "biografia" dos Beatles que veio junto foram decepcionantes para quem esperava que os membros remanescentes contassem histórias inéditas.

    É por isso que valeu a pena compilar este livro. Ele pode ser o mais próximo que chegaremos de entender como os Beatles fizeram a mágica de suas composições.

    Steve turner
    Londres, novembro de 1998 e março de 2005

    http://veja.abril.com.br/livros_mais_vendidos/trechos/the-beatles-a-historia-por-tras-de-todas-as-cancoes.shtml

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  78. Isaac Kerouac4.5.10

    Prezado Mello

    Segue informativo para esta seção totalmente Beatlemaníaca...

    JOHN LENNON: A VIDA, de Philip Norman (tradução de Roberto Muggiati; Companhia das Letras; 856 páginas; 69 reais)


    • Biografias de John Lennon existem às pencas. O diferencial do livro de Philip Norman – que já havia escrito uma biografia dos Beatles – foi retratar o autor de Imagine de uma perspectiva muito equilibrada, sem sensacionalismo, mas também sem beatificar o biografado. O livro é realmente completo: narra a trajetória dos Beatles e a carreira-solo de Lennon com uma atenção impressionante às minúcias, iluminando a personalidade surpreendentemente insegura e contraditória de John Winston Lennon. O músico teve uma infância problemática: desgarrado do pai e da mãe divorciados, viveu grande parte da infância com uma tia, Mimi, em Liverpool, experiência que lhe deixou a sensação de não ser amado. Reaproximou-se da mãe, Julia, na adolescência – e Norman levanta a hipótese, que não chega a provar, de que ambos poderiam ter tido uma experiência incestuosa. O cantor também se sentia atraído pelo companheiro Stu Sutcliffe (que morreu antes de os Beatles gravarem seu disco de estreia), mas se enfurecia se levantassem alguma dúvida sobre sua heterossexualidade. Norman exime-se de fazer análises mais profundas sobre esses demônios íntimos do cantor assassinado em 1980. Ele apenas apresenta os fatos e espera que o leitor tire suas conclusões.

    http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=2544

    Abraço do Isaac,
    Belo Horizonte (MG)

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  79. o BeatlesTube infelizmente foi fechado. Os links acima não funcionam mais...

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  80. Anônimo14.10.12

    Sábado, 13/10/2012
    O mitológico Álbum Branco faz 40 anos. Com bastidores conturbados, disco se tornou o mais vendido e cult da banda.
    http://www.gazetadopovo.com.br/cadernog/conteudo.phtml?id=788459


    Guia detalhado para o Álbum Branco:
    http://www.thebeatleswhitealbum.org/songs/overview-a-quick-look-at-the-tracks/

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  81. Anônimo10.1.14

    Welcome to the Beatles Bible! http://www.beatlesbible.com/

    Days in the life: The Beatles' history:

    "As well as the songs, albums, people, galleries and other features, we've also got a day-by-day guide to The Beatles' career, from their births to the breakup and beyond."

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