sexta-feira, 1 de maio de 2009

Faculdade de Gilmar Mendes, reprovada pela OAB, conseguiu registro no pistolão


A Faculdade de Ciências Sociais e Aplicadas de Diamantino, que tem como um dos sócios fundadores Gilmar Mendes e é gerida pela União de Ensino Superior de Diamantino (Uned), levou pau da OAB, em agosto de 2000, quando foi criada. Não atendia a vários critérios da Ordem, inclusive o do número de habitantes na cidade. Diamantino tinha na época 15159 habitantes e a OAB estabelecia um mínimo de 100 mil.

Só que em 2000, o Brasil era governado por FHC e o advogado-geral da União era o próprio Gilmar Mendes. Então, o ministro da Educação da época, o tucano Paulo Renato (recém-empossado secretário do presidente eleito pela mídia e governador de SP, José Serra, secretário de Educação do estado) nem ligou para as recomendações e, “em agosto de 2001, o MEC expediu portaria autorizando o curso”.

Detalhe: “A decisão da OAB tinha peso nas decisões do Ministério da Educação até o governo de Fernando Henrique”.

Leia reportagem completa de Maurício Dias, na cada vez mais indispensável Carta Capital.

Ministro Gilmar, isso é jeitinho.



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9 comentários:

  1. No governo Lula a opinião da OAB não conta mais?

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  2. É que o Gilmar Mente prefere perseguir o MST, lendo a Lei com o preconceito da elite ao estipular que cotas "são contra a democracia".

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  3. Censura no blog do Noblat

    Noblat tem sido irrepreensível na ocultação de qualquer fato que possa comprometer a imagem do Ministro Gilmar Mendes.

    Agora parece que começou a controlar os comentários dos leitores.

    O último comentário que eu enviei, questionava se Noblat iria mencionar alguma coisa sobre a Faculdade de Ciências Sociais e Aplicadas de Diamantino -- reprovada pela OAB, mas aprovada pelo MEC. Meu comentário não foi e não vai ser publicado, como todos os outros.

    Felizmente a mídia hoje não controla todos os meios de comunicação, de maneira que eu uso o meu próprio espaço para perguntar ao Noblat:

    http://capitao-obvio.blogspot.com/2009/05/censura-no-blog-do-noblat.html

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  4. Anônimo3.5.09

    Como eu já disse: o Noblat não fala mal do Gilmar e os blogs de esquerda não tocam na imagem do PT e do Lula. Ninguém vai falar sobre a defesa do presidente ao uso de passagens pelo legislativo? E sobre a lei anti-tabagista? Ninguém vai falar que o PT votou contra? E a promessa de 30 bilhões para o Rio-2016, feita pela Dilma? E as copnsequências da doença da ministra? Não é um assunto relevante? Ou é melhor fingir que não está acontecendo? Pois é cada um defende seus interesses e chuta a cabeça do adversário... Pois é sr. Ricupero, "o que é bom a gente mostra, o que é ruim, esconde"! Gustavo

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  5. Como você acha que ele consegue as "exclusivas" - e as barrigas também - para postas em seu popular post? Aliás, alguém aí lembra da brasileira "barbaramente agredida" na Suíça? Foi furo do Noblat, não se esqueçam!

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  6. Oi, Mello - salve!

    Em resposta ao Anônimo Gustavo - ou Gustavo Anônimo. Como ele mesmo afirma, é assim mesmo: já dizia o Zeca Pagodinho, cada um com o seu cada um.
    E cabe a cada um ter um mínimo de discernimento pra diferençar o que é, quem é e que compromisso tem com a nação. E a nação, senhor Gustavo Anônimo ou Anônimo Gustavo, são 190 milhões de habitantes. Não um grupo quantitativamente insignificante que ao longo de cinco séculos parasitou nas tetas do Poder, praticando preconceito, discriminação e, principalmente, se apoderando da riqueza nacional produzida pelos demais. O que vivemos hoje nada mais é do que o resultado desse parasitismo que ainda persiste em se manter agarrado nas tetas do Erário público – nos seus três níveis federal, estadual e municipal - saqueando o que é da nação.
    Aí, vem alguém - provavelmente patrocinado pela minoria - promover discurso de eqüidade. Sem essa.
    Mello, continue sua saga de nos brindar com as informações que a mídia do PIG não presta à nação.

    Um abraço
    Luca Vianni

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  7. Grande Mello!

    Vai acontecer ato simultâneo em São Paulo e Brasília por "UMA LUZ NO JUDICIÁRIO" na Quarta-feira (quem sabe ele não acontece no Rio também ;)
    se puder ajudar na divulgação seria fantástico.
    leia mais em
    http://vendedordebananas.blogspot.com/
    http://www.saiagilmar.blogspot.com/
    o bodega cultural já divulgou também:
    http://www.bodegacultural.com/2009/05/gilmar-dantas-saia-as-ruas-e-nao-volte.html

    abraço

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  8. Anônimo5.5.09

    Caro Luca, sinto desapontá-lo, mas não sou patrocinado. Tenho idéias próprias. Mas aquestão é: quando vão respondar as minhas perguntas? Ah, agora tem mais uma: também concordam com o presidente, que diz ser irrelevante a questão das passagens aéreas? Ele fazia o mesmo em seu período como deputado. Pelo jeito ele também era um dos "300 picaretas"... Gustavo Anônimo ou Anônimo Gustavo

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  9. Gilmar reagirá

    Surpreendentes em diversos aspectos, as necessárias manifestações contra Gilmar Mendes podem ajudar a criar um monstrengo involuntário. O presidente do STF, por temperamento, histórico e particularidades de ofício, é mandatário perigoso, cujo potencial nefasto só e descobre quando nada há a fazer.
    Mendes não tem mesmo por que se preocupar com a opinião pública: ficará no cargo até abril de 2010, independente de (ou ainda mais por causa das) pressões por sua renúncia. Dez ou onze meses de atividade equivalem a uma parcela da história jurídica brasileira, prevendo decisões finais e soberanas sobre temas que vão dos crimes da ditadura à concessão de asilos políticos, passando pela descriminalização da maconha e outros.
    Eis o teor da vingança que esfria em seu prato de maldades. Valorizado como está pelo apego corporativista dos pares, ele pode influenciar decisões futuras para agredir os interesses que, já admitiu, sabe reconhecer perfeitamente nos adversários. As canetadas retrógradas receberão os apupos costumeiros, mas permanecerão, como prova do poder e da vaidade do legislador-sem-mandato que manda no pedaço.
    Empurrado às cordas, Mendes torna-se fera indomável e, admitamos desde já, invencível. Os protestos ganhariam pertinência se passassem a envolver os movimentos progressistas do próprio Judiciário (especialmente nas segundas instâncias), fechando um cerco de verdadeiros constrangimentos ao redor do ministro.

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