terça-feira, 5 de maio de 2009

Governadora do Pará e forças em favor de Dantas
Íntegra da entrevista à Carta Capital


Carta Capital desta semana traz uma entrevista reveladora com a governadora do Pará, a petista Ana Júlia Carepa, feita pelo (censurado por Gilmar Mendes) Leandro Fortes, várias vezes citado aqui no blog.

(Parêntesis: Leandro retomou seu blog, que passa a ser mais uma de nossas leituras obrigatórias. Anote aí: http://brasiliaeuvi.zip.net/)

O resultado mostra gente, à esquerda e à direita, trabalhando descarada ou discretamente para o banqueiro condenado Daniel Dantas.

Eis a íntegra da entrevista, que peguei um pouco daqui, outro daqui, e completei com a revista que comprei.

Em janeiro de 2008, a governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, foi surpreendida por um telefonema de um antigo companheiro do PT, o ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh. De São Paulo, Greenhalgh manteve uma conversa evasiva e pediu uma audiência com a governadora. De pronto, Ana Júlia convidou o correligionário para um almoço na residência oficial, em Belém. O que deveria ter sido uma conversa entre velhos amigos tornou-se um encontro constrangedor. Greenhalgh levou a tiracolo o empresário Carlos Rodenburg, então vice-presidente do Banco Opportunity e ex-cunhado do banqueiro Daniel Dantas. Enquanto saboreava um peixe da região, a governadora haveria de descobrir um segredo que só seria revelado ao País dali a seis meses, após a Operação Satiagraha: Greenhalgh, antigo defensor de trabalhadores rurais e presos políticos da ditadura militar, havia se tornado advogado e lobista de Dantas. O petista intercedeu a favor do banqueiro e de suas atividades pecuárias no Pará.

Greenhalgh se apresentou, em Belém, para pedir à governadora a revisão de uma notificação de crime ambiental apresentada pela secretaria estadual de Meio Ambiente contra a fazenda Espírito Santo, da Agropecuária Santa Bárbara, de propriedade de Dantas. “Se eu soubesse que o assunto era esse, jamais o teria recebido”, afirma Ana Júlia Carepa. Ainda assim, em respeito ao passado de Greenhalgh. Ela não espalhou a notícia.

Rodenburg acaba de ser indiciado pela Polícia Federal (Dantas também) por crimes de gestão fraudulenta, formação de quadrilha, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e empréstimo vedado,.

Hoje a governadora faz uma interpretação mais profunda dos fatos. Para ela, a visita de Greenhalgh e Rodenburg a Belém, em 2008, era apenas o primeiro movimento de uma seqüência de movimentos que culminaria, em 18 de abril passado, no conflito em que seis trabalhadores sem-terra foram feridos a bala por seguranças da fazenda de Dantas.

O segundo movimento foi um telefonema do ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), em 4 de março deste ano. Fato inédito na vida republicana brasileira, o chefe do Poder Judiciário telefonou à governadora para tomar conhecimento da maneira como o Executivo paraense conduzia a reintegrações de posse de terras no estado, além de perguntar a quantas andava o efetivo da Polícia Militar.

Uma semana antes, o ministro havia criticado a invasão de terra pelo Movimento Nacional dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e acusado o governo de ser o principal financiador de ilegalidades no campo.

O telefonema de Mendes deixou Ana Júlia em alerta. Não foi por menos. Seis dias depois, a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), entrou no Tribunal de Justiça do Pará com uma ação judicial contra a governadora, em 11 de março. Alegou, justamente, descumprimento de mandados de reintegração de posse de terras invadidas por trabalhadores sem-terra. Foi o terceiro movimento. O quarto viria a seguir, e só foi descoberto mais recentemente: em uma audiência na Câmara, em 16 de março, o deputado Abelardo Lupion (DEM-PR), expoente da chamada “bancada ruralista”, anunciou, clarividente, que em breve haveria um sério conflito de terras no Pará. Bingo. Dois dias depois, jornalistas levados de avião pelo Opportunity à região de Xinguara presenciaram a guerra campal na fazenda do banqueiro.

Passados quatro dias do conflito, em 22 de abril, Kátia Abreu voltou à carga, desta vez na Procuradoria-Geral da República, onde foi pedir intervenção federal no estado. Foi, até agora, o último movimento. Por trás de todos eles está, segundo a governadora do Pará, Daniel Dantas.

Na quarta-feira 29, Ana Júlia Carepa recebeu CartaCapital no escritório da representação do estado do Pará, no Setor Comercial Sul de Brasília. A governadora não consegue esconder a decepção de ver o companheiro Greenhalgh do outro lado da trincheira e denuncia uma conspiração, segundo ela, montada pela turma de Dantas para tentar passar a imagem de que o Pará é uma terra sem lei.

CartaCapital: De que maneira o ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh se aproximou da senhora para interceder pelo Opportunity?
Ana Júlia Carepa: O Greenhalgh é um companheiro por quem sempre tive muito respeito. Ele telefonou para mim, de São Paulo, e disse que precisava falar comigo, que viria a Belém, em janeiro de 2008. Eu falei “pois não, meu companheiro”. Quando ele chegou, percebi que tinha vindo com Rodenburg (Carlos Rodenburg, do Opportunity). Fiquei surpresa.

CC: Qual foi a sua reação?
AJC: Eu me virei e disse a ele (Rodenburg): “Já o conheço de situações bem menos confortáveis do que esta aqui”. Eu o conhecia da CPI dos Correios, ele estava lá acompanhando o Daniel Dantas, a quem desafiei muitas vezes e acusei de subjugar os fundos de pensão, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, para manter o controle acionário da Brasil Telecom. Mesmo assim, seguimos para a residência oficial e fomos almoçar.

CC: Havia mais alguém nesse almoço, além de vocês três?
AJC: Sim, o meu então chefe de gabinete, João Cláudio Arroio.

CC: O que Greenhalgh e Rodenburg queriam?
AJC: Eles queriam “vender” a imagem da empresa (Agropecuária Santa Bárbara) e reclamar que tinham recebido uma notificação de crime ambiental da Secretaria de Meio Ambiente do Pará. Perguntaram se era uma coisa específica para eles. Eu disse que não, pois a certificação ambiental é obrigação de todo mundo. Somos cobrados por isso. Greenhalgh queria saber especificamente sobre esse documento, do qual o governo do Pará não abre mão. Disse que se eles precisassem de mais algum prazo para levantar a documentação não seria problema. Mas o documento seria mantido. Disse que a única exigência que o estado faz para qualquer empreendedor do Pará é que trabalhe dentro da legalidade, dentro das leis ambientais, e por isso mesmo houve a notificação.

CC: Por qual razão o ministro Gilmar Mendes ligou para a senhora?
AJC: Queria saber como é que estava a situação no campo, como estavam sendo feitas as reintegrações de posse. Ele foi educado, e eu respondi que as reintegrações estão sendo feitas de forma tranquila, depois de eu ter encontrado o estado com 173 mandados de reintegração, herdados do governo anterior (do PSDB), que não cumpriu a lei. Hoje, temos apenas 63 mandados a serem cumpridos. Então, expliquei para ele que, ao assumir o governo, logo no primeiro ano, cumprimos vários mandados de reintegração, sobretudo na região sudeste e sul do Pará. Fizemos também uma ação de paz no campo, justamente nessa região de Xinguara (onde fica a fazenda de Dantas), elogiada pelos produtores rurais da região.

CC: O que mais ele quis saber?
AJC: Sobre o efetivo policial do estado. Falei que encontramos o Pará com a força policial completamente defasada. Nos governos do PSDB (que duraram 12 anos), foram dez anos sem concurso para a Polícia Militar. Dez anos sem ampliar o efetivo policial. Fiz o concurso e 9 mil novos policiais entraram agora, entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009, na PM. Estou reconstruindo o estado. Não posso abandonar a segurança nas cidades para cumprir mandados de reintegração de posse de forma aleatória.

CC: Ele disse por que queria saber dessas coisas?
AJC: Não, e nem eu perguntei. O governador do Amapá (Waldez Góes, do PDT) estava, por coincidência, do meu lado, numa audiência. Ouviu tudo que eu falei.

CC: O ministro Gilmar Mendes já havia ligado antes para a senhora?
AJC: Nunca havia ligado antes. Nem ligou depois.

CC: Algum ministro do STF já havia ligado para a senhora para colher informações do estado? Isso é uma praxe?
AJC: Não, nunca tinha ouvido falar nisso. Para mim, foi a primeira vez que isso aconteceu.

CC: A senhora se sentiu cobrada pelo ministro Gilmar Mendes?
AJC: Ele me "cobrou", entre aspas. Eu senti que ele foi acionado por alguém para me pedir informações. Tive essa sensação, de que alguém o acionou e disse que as coisas (as reintegrações de posse) não estavam acontecendo, e ele resolveu ligar para mim para saber.

CC: E quem teria acionado o presidente do STF?
AJC: Aí não posso dizer, não posso afirmar.

CC: Foi antes da ação judicial impetrada pela senadora Kátia Abreu, não?
AJC: Ela entrou com uma ação no Tribunal de Justiça do Pará, em março, logo depois do telefonema (de Mendes), não demorou muito tempo, não. Depois, entrou com outro pedido, de intervenção federal, na Procuradoria-Geral da República.

CC: O que mudou, exatamente?
AJC: No momento em que entra um grande grupo econômico, a gente sente a diferença. Na hora que o MST ocupou as terras desse grupo (Opportunity), a senadora passou para o ataque frontal. Depois, soubemos da declaração do deputado Abelardo Lupion, anunciando que conflitos iriam acontecer no estado do Pará. Ele foi acompanhado do deputado Wandenkolk Gonçalves (PSDB-PA) ao ministro da Justiça, Tarso Genro, solicitar a presença da Força Nacional no estado. Dali a três dias, no dia 18 de abril, a advogada do Opportunity levou jornalistas de avião à fazenda de Dantas e aconteceu aquele conflito. Está no depoimento do jornalista da TV Liberal (Vitor Haor, que confirmou ter sido levado de avião à faz da Espírito Santo, e também nega ter havido cárcere privado e ter sido usado de "escudo humano" pelos sem-terra).

CC: A senhora achaque o conflito foi premeditado?
AJC: Eles anunciaram antes que haveria o conflito e levaram os jornalistas de avião. Infelizmente, os sem-terra acabaram sendo funcionais para esse grupo. Foram provocados e acabaram aceitando a provocação, porque Dantas tenta posar de vítima nessa situação. O que se está tentando fazer é passar a imagem de que o estado do Pará não toma providências, que somos lenientes. Ora, antes de acontecer o conflito, tínhamos prendido vários sem-terra armados.

CC: A senhora está sendo pressionada a usar de violência?
AJC: Eles (a oposição) têm saudade desse expediente. O grupo que governou o estado do Pará por 12 anos provocou o massacre de Eldorado dos Carajás (ocorrido em 1996, quando19 sem-terra foram mortos pela PM paraense). Agora, estão doidos para que aconteça de novo, que eu patrocine um outro massacre, mas meu governo se caracteriza exatamente pelo contrário. Em 2006, foram 24 mortes por conflito no campo.

CC: Há como erradicar os conflitos de terra no Pará?
AJC: Os conflitos agrários no Pará são históricos, mas eles têm decrescido de uma forma evidente. O estado foi o campeão de diminuição de mortes no campo, em 2007. Até então, éramos os campeões de morte. Isso ocorre porque fazemos as reintegrações de posse de uma forma responsável, dentro de uma política de respeito aos direitos humanos.

CC: Como é o diálogo com o MST?
AJC: A gente dialoga com o MST, mas não é um diálogo fácil. Eles fazem essas coisas, acabam sendo funcionais para o grupo de Dantas. Recentemente, tivemos de abrir um processo contra um dos líderes do MST no estado, pois ele disse na televisão que iria comandar uma invasão de terra e que não iria sobrar nada, nem uma árvore, nem para fazer remédio. Não posso ficar inerte diante de alguém fazendo uma incitação como esta.

CC: A terra do Grupo Opportunity é grilada?
AJC: Parte dela com certeza é. Eles adquiriram áreas já griladas. Minha obrigação como governadora é combater as ilegalidades todas. Não posso combater só ilegalidades do MST. E é isso que incomoda, sobretudo a esse grupo, que tem muita força em alguns setores da imprensa. Dantas já tinha as terras, ele não comprou as terras no meu governo. O meu governo é que questionou a legalidade de parte dessas terras. Queremos retomar essas áreas.

CC: Havia a possibilidade de cumprir o mandado de reintegração de posse da fazenda de Dantas?
AJC: Aí é que está. Não existe mandado de reintegração de posse para a fazenda Espírito Santo, em Xinguara. O mandado que eles mostraram na televisão era para uma fazenda em Marabá, a 100 quilômetros de lá. A Vara Agrária de Redenção, que poderia ter expedido o mandado de reintegração, jamais se pronunciou a respeito. Aliás, o juiz dessa vara, Líbio Araújo de Moura, foi o mesmo que bloqueou os títulos de terra de toda aquela área, para estancar a grilagem na região, em janeiro passado. Mas o Opportunity criou esse factoide. A procuradoria do Estado é que descobriu isso. Os procuradores viram o número do processo e conferiram. Além do mais, nem poderia ter mandado, porque o título da terra está bloqueado.

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11 comentários:

  1. Anarquista Lúcida9.5.09

    Mello, Protógenes foi indiciado! Veja a matéria abaixo:

    Protógenes denunciado por vazar
    Atualizado em 08 de maio de 2009 às 21:31 | Publicado em 08 de maio de 2009 às 21:29

    08/05/2009 - 20h18


    Procuradoria denuncia Protógenes Queiroz por violação de sigilo e fraude processual

    da Folha Online

    Atualizado às 21h02.

    O MPF (Ministério Público Federal) ofereceu para a 7ª Vara Federal de São Paulo denúncia contra o delegado Protógenes Queiroz pelos crimes de violação de sigilo funcional e fraude processual. Protógenes chefiou a primeira fase da Operação Satiagraha --que apura supostos crimes financeiros atribuídos ao banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity. Ele foi afastado das investigações e é alvo de inquérito da PF que investiga desvios cometidos à frente da operação.

    Para os procuradores da República, Protógenes cometeu violação de sigilo funcional ao convidar um produtor de TV Globo para gravar a tentativa de assessores de Dantas --Humberto Braz e Hugo Chicaroni-- de subornar um delegado da PF para excluir o nome do banqueiro das investigações da Satiagraha. A tentativa de suborno foi gravada em 19 de junho de 2008, em um restaurante de São Paulo.

    A assessoria de Protógenes informou que ele não vai comentar a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal.

    Por meio de nota, a TV Globo diz que não vai comentar o caso "em respeito ao sigilo da fonte, que é um princípio assegurado pela Constituição. "Como a TV Globo disse desde o primeiro dia, a credibilidade do jornalismo da Globo faz com que ela tenha fontes na sociedade civil em geral e em todas as esferas do setor público. Não foi diferente na cobertura da Operação Satiagraha", diz a nota.

    O crime de fraude processual, segundo a Procuradoria, foi cometido com a edição do vídeo da tentativa de suborno para excluir das imagens os jornalistas. Para a Procuradoria, a alteração foi feita para não revelar que o vídeo não foi feito pela PF.

    Os procuradores da República Fábio Elizeu Gaspar, Roberto Antonio Dassié Diana, Ana Carolina Previtalli e Cristiane Bacha Canzian Casagrande, que assinaram a denúncia, entenderam que os jornalistas que fizeram as imagens não cometeram nenhum crime.

    Abin

    A Procuradoria concluiu que não houve crime na participação da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) na Operação Satiagraha, que apura supostos crimes financeiros atribuídos ao banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity.

    Para os procuradores, a participação da Abin é prevista na lei do Sisbin (Sistema Brasileiro de Inteligência).

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  2. É triste que essas coisas aconteçam no nosso estado-irmão do Pará. Ficamos aqui torcendo pela governadora Ana Júlia.

    Matéria interessantíssima no blog do André Lux, link http://tudo-em-cima.blogspot.com/2009/05/nao-deixem-de-ver-zeitgeist-1-e-2.html#links

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  3. Ola visitei seu blog e gostei muito e gostaria de convidar para acessar o meu também e conferir a postagem desta semana: Que que tem, que que tem!
    Sua visita será um grande prazer para nós.
    Acesse: www.brasilempreende.blogspot.com
    Atenciosamente,
    Sebastião Santos.

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  4. você é muito lido. tem importância transcedental para informar o povo brasileiro. Não pare de escrever porque é muito útil na missão de informar corretmento ao povo. Cadê nova postagem . Eu tenho um blog, que criei agora, e não entendo dieito ainda, mas algum amigo o lê e sei que sou útil GAbino Dorneles dornelespm@hotmail.com

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  5. Muito esclarecedora a entrevista da governadora.Notem bem,haviam 173 mandados de reintegracao de posse e o PSDB nao cumpriu nenhum.E os famigerados ainda querem governar o meu pais.Vade retro satanas....

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  6. Maria da Conceição10.5.09

    Senhor,faça de mim um instrumento de Vossa Paz! Meu Bom Yaaveh, Jeová, Alah ou Deus, escuta nossa prece! Dá Tua Sabedoria aos Teus Filhos para que não sejam manipulados por aqueles que ganham dinheiro e poder jogando-nos uns contra os outros! Permita Senhor, que eles não nos enganem nunca mais, como quando frente a Pilatos, incitados pelos assassinos a soldo de Caifás, sumo-sacerdote fariseu, gritamos para que o invasor soltasse Barrabás e condenasse à morte sob tortura, alguém que pode ter sido Teu Filho e enviado como Isaías, Elias,Jeremias e tantos profetas, ou era um simples e inocente rabino pregador do deserto, não importa! Ou quando, incitados e amedrontados pelos inquisidores católicos, permitimos e até colaboramos com a perseguição de judeus inocentes, na idade média e na segunda guerra mundial! Senhor, nós que somos crentes judeus, muçulmanos e cristãos, te pedimos: dá sabedoria ao teu Povo! Ajuda-o a identificar os que estimulam e usam nossa divisão em proveito próprio, para continuar lucrando, vivendo do nosso ódio, como parasitas, provocando novas guerras, massacres, invasões e atentados, para obter novas conquistas de petróleo e outras riquezas, usando sempre o preconceito racial como arma. Amén! Visite os sites do judaísmo não-sionista, dos árabes pela paz e dos cristãos-não racistas pesquisando no Google, http://www.nkusa.org/ ou http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&langpair=en|pt&u=http://www.jewsagainstzionism.com/&prev=/translate_s%3Fhl%3Dpt-BR%26q%3Djudeus%2Bcontra%2Bo%2Bsionismo%26tq%3DJews%2Bagainst%2BZionism%26sl%3Dpt%26tl%3Den

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  7. Anarquista Lúcida10.5.09

    Mello, este blog, em que normalmente havia pelo menos um tópico novo a cada dia, tem quase uma semana, ou mais, que nao posta nada novo. Dados os ataques que têm acontecido contra os blogues independentes, por favor, coloca um banner, uma coisa assim dizendo que está tudo bem (se é que está...).

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  8. Oi Mello.

    Tenho estranhado a sua ausência no Blog.
    Está tudo bem com você?

    Abraço

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  9. Parabéns para a governadora.
    Gostaria de saber o que ela,seu governo,faz pela saúde do povo do Pará?
    A quantas andam o tratamento de câncer para os pobres que são atendidos pelo SUS(e hospitais estaduais?).
    Existem aparelhos de radioterapia no Pará?
    Qual é o tempo de marcação de consultas nos hospitais públicos estaduais para os pacientes com câncer?
    E,o tratamento quimioterápico,como está?
    E,saindo do tratamento do câncer,a quantas andam a mortalidade infantil no Pará?
    Cessaram os óbitos das crianças nos hospitais públicos?
    E,a educação? Muitos alfabetizados funcionais?
    Preocupa-me,deveras, com o binômio:educação e saúde,deixados escanteados pelos péssimos políticos brasileiros:de esquerda e de direita.

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  10. Lobo Jr.16.5.09

    “Não satisfeito em não conseguir levar para frente o processo que abriu contra o juíz Fausto De Sanctis (a pedido de Gilmar Mendes), André Nabarrete agora quer tentar censurar 134 juízes por apoiá-lo.”

    (Tribunal processa juízes por apoio a De Sanctis)

    O corregedor-geral do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), André Nabarrete, abriu procedimento administrativo contra 134 juízes que assinaram manifesto pela “independência da toga”. O documento de apoio ao juiz Fausto De Sanctis foi divulgado em julho de 2008, em meio à crise institucional que envolveu a categoria e Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), por causa da Operação Satiagraha.

    O protesto dos juízes, avalia a corregedoria, teria sido direcionado contra duas decisões de Mendes, ambas em favor do banqueiro Daniel Dantas – preso na Satiagraha por ordem de De Sanctis.

    A ordem de Nabarrete gerou indignação entre magistrados, que, por meio de sua entidade de classe, recorreram à Corregedoria-Geral da Justiça Federal em Brasília. À noite, Hamilton Carvalhido, corregedor-geral da Justiça Federal, acolheu pedido da Associação dos Juízes Federais (Ajufe) e ordenou a suspensão do expediente até que a presidência do TRF-3 aprecie o caso.

    A Justiça Federal em São Paulo entrou em turbulência às 18h de quarta-feira, quando Nabarrete disparou e-mails a todos que declararam solidariedade a De Sanctis, notificando-os para que prestassem esclarecimentos. Nos autos do processo, o corregedor revela o motivo da ofensiva: "Crítica pública à decisão do presidente do STF, a pretexto de defesa da independência jurisdicional."

    http://www.jt.com.br/editorias/2009/05/15/pol-1.94.9.20090515.4.1.xml

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  11. Pedro P. Tardelli21.5.09

    No Globo Repórter da última semana, em que falava sobre pedófilos e violência sexual contra crianças, em quase toda reportagem omitiu o nome dos pais-padrastos-parentes violentadores, mas no final, ao citar um paraense acusado (ainda não julgado) por esse crime, fez questão de citar o nome e, principalmente, o fato de ser irmão da governadora Ana Júlia. Pior ainda, durante a entrevista com a mãe da vítima, a reporter tentou induzir uma resposta em que levava a crer que o prestígio da governadora poderia estar interferindo no andamento do processo, mas a mãe foi incisiva e disse que não achava nada disso. Em tempo: em nenhum momento a reportagem citou os membros da igreja católica como os principais pedófilos no mundo todo.

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