quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Enquanto o livro do Amaury Jr não vem (2): Tucanos privatizaram Banespa porque ele estaria quebrado. Era mentira


Mais uma denúncia de Aloysio Biondi:

A falsa quebra do Banespa e do BB: as provas

Jornal Folha de S.Paulo , quinta-feira 5 de junho de 1997

Quem está confessando a verdade, agora, é a própria equipe econômica FHC/BNDES: o Banco do Estado de São Paulo não "quebrou" em 1994. Sua "falência", anunciada ruidosamente, foi forjada por Malan, Loyola, Franco, Serra e aliados – com a conivência do governador tucano Mário Covas, óbvio. O Banespa jamais quebrou – foi tudo encenação para enganar a opinião pública e levá-la a apoiar a sua privatização.

Essa confissão foi feita na semana passada, sem merecer o destaque devido, nos meios de comunicação. Para entender a reviravolta, não custa relembrar a história da "quebra" do Banespa: em 1992, o governo paulista, com o apoio do próprio Planalto, renegociou sua dívida para com o banco, para pagamento em muitos anos, em prestações. Até dezembro de 1994, essas prestações foram pagas.

Naquele mês, já eleito o tucano Mário Covas, e às vésperas de sua posse, o governo Fleury atrasou o pagamento de uma prestação, no valor de R$ 30 milhões, ridículo quando comparado ao tamanho da dívida, então de R$ 5 bilhões. Período do atraso? Apenas 15 dias. Prontamente, a equipe FHC/BNDES aproveitou o "atraso" para considerar que o acordo de refinanciamento da dívida estava quebrado e, como conseqüência, decidiu também que toda a dívida de R$ 5 bilhões deveria ser considerada como prejuízo. Isto é, deveria ser considerada "dinheiro" irrecuperável, e, portanto, lançada no balanço do Banespa como prejuízo.

Só ilegalidades - Note-se bem: a equipe FHC/BNDES cometeu o disparate de tratar o Estado de São Paulo como se ele fosse um dono de boteco de esquina "quebrado", que jamais poderia pagar o Banespa. Ordenou que toda a dívida fosse considerada, no balanço, como prejuízo definitivo, dinheiro perdido para todo o sempre. Com essa orientação, obviamente o Banespa apresentaria um prejuízo gigantesco no balanço daquele ano. Ou, pior ainda, um prejuízo superior ao próprio patrimônio do banco, que, assim, foi declarado "quebrado".

Qual foi a reviravolta da semana passada, a confissão do governo FHC? Aqui, é preciso mais um pouco de história. A pretensa "quebra" do Banespa foi atribuída a desmandos, corrupção e dívidas contraídas nos dois governos anteriores, do PMDB, Quércia e Fleury. Inconformado diante da manobra, o ex-governador Orestes Quércia entrou com ação, na Justiça, para impedir que fosse adotada a "fórmula" de lançamento de falsos prejuízos, imposta pela equipe FHC. Suas principais alegações na Justiça: a manobra da equipe FHC era absolutamente ilegal, pois desrespeitava as próprias normas ("leis") do Banco Central.

Como assim? Quando um cliente não paga sua dívida para com um banco qualquer, o Banco Central permite que o atraso chegue a até um ano, 365 dias, antes de exigir que essa dívida seja lançada como prejuízo no balanço. Esse prazo máximo, de 365 dias, é válido para os casos em que o devedor tenha garantias (imóveis, bens etc.) a oferecer – e o devedor, no caso, era nada mais nada menos que o próprio Estado de São Paulo. Mesmo quando o devedor não tem garantias a oferecer, o prazo mínimo concedido pelo BC é de 30 dias. E, no caso do Banespa, o atraso da parcela de R$ 30 milhões era de apenas 15 dias. Isto é, dentro do prazo de tolerância das regras do Banco Central. Mesmo assim, houve a encenação da ruidosa quebra. Arbitrariedade monstruosa.

A confissão - A partir da ação do ex-governador Quércia, por decisão da Justiça a publicação dos balanços do Banespa está suspensa desde 1994 – enquanto não se chegava a uma conclusão definitiva sobre a legalidade da decisão do governo FHC, de "decretar" a quebra do Banespa. Agora, a reviravolta: na semana passada, o Conselho Monetário Nacional, isto é, o governo FHC, autorizou o Banespa a publicar balanços dos últimos três anos, sem lançar a dívida do Estado como dinheiro irrecuperável – isto é, exatamente como o ex-governador defendia na Justiça. Desapareceu a "quebra" do Banespa – e é notável que os meios de comunicação, salvo registro na Gazeta Mercantil, tenham ignorado a imensa importância do fato. Desapareceu o prejuízo do Banespa. Os balanços de 1995, 1996 e 1997 vão mostrar lucros. A farsa está desmascarada. Qual a semelhança entre o Banco do Brasil e o Banespa? A equipe FHC forjou, com mecanismos iguais, o "prejuízo recorde" do Banco do Brasil – como esta coluna denunciou na época. Ações na Justiça podem restabelecer a verdade.

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15 comentários:

  1. O Serra destacou a mulher para chorar na frente das câmeras atacando Dilma por conta do factóide do sigilo da filha bilionária, a Verônica Serra
    Este chororô dos Serra tem uma explicação
    É medo do xilindró
    Senão vejamos

    A coisa tá é feia pro lado do Serra, se a PF for fundo nem o genro escapa das algemas, se bem que o Gilmar Mendes teve estar preparando um HC

    O motivo do chororô na verdade é o medo de irem para a cadeia, a coisa tá feia, quem nos conta é o Luis Nassif em seu blog
    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/para-entender-a-ideia-fixa-de-serra

    Alguém comentou que o Serra mandou a filha dele vazar pro exterior
    Não sei se isso é verdade, tomara que não seja, pois se o Serra quiser que o factóide seja exclarecido ele deveria ter deixado a filha aqui para prestar depoimento para PF e demais órgãos que estão investigando o caso


    Eta familia mafiosa heim gente

    A outra Verônica, a Dantas, faz parte do esquema, todos juntos, a Verônica Serra, digo o esquema Daniel Dantas, pesquisem no site do Paulo Henrique Amorim com a frase Verônica Serra

    http://www.conversaafiada.com.br/politica/2010/06/01/globo-denuncia-aloprada-ligacao-da-filha-de-serra-com-irma-de-dantas/

    Enfim, o chororô tem motivo de sobra

    Segue link para postagem sobre o chororô dos Serra, faz parte da série "chora, chora, chora Serra, quem não chora não mama", sob as ordens do guru(pseudo) indiano

    http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/09/jose-serra-covardao-escala-propria.html

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  2. A mesma desculpa usada pelo Tasso "Galeguin dos Zói Azul" Jereissatti para privatizar o BEC. Prejuízo. Engana-me que gosto!!!!!!!!!!

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  3. Anônimo11.9.10

    Uma ESTATAL, em qualquer parte do mundo, principalmente no Brasil, representa:
    -CORRUPÇÃO
    -EMPREGUISMO,
    -CORPORATIVISMO.
    -ESTAGNAÇÃO,
    -PREVILÉGIOS,
    -RETROCESSOS...
    Vimos isso com todas as estatais no Brasil, sempre no vermelho, com empregados estatutários que não podem ser demitidos, e então não produzem, não seguem nenhum objetivo criativo, apenas fingem que trabalham. Na verdade elas só servem de cabide de emprego para o Governo, como vimos no passado. A Embraer foi vendida falida, a Companhia Ciderúrgica Nacional em volta Redonda, defasada, falida, super inchada, com os funcionários com previlegios mil, hoje na mão da iniciativa privada, são altamente produtivas, e com o capital internacionalizado, tornaram-se poderosas e estão entre as maiores de seu ramo. O BANESPA, era super inchado, pouco produtivo, e só não falia porque tinha os cofres do Governo para socorrer, como os demais bancos estatais. E a Petrobras, só no governo Lula foram criados milhares de cargos. Quemsegura sua desastrosa administração na verdade é o Tesouro Nacional. Governo tem é que se preocupar com a saúde, segurança e educação, e deixar o resto para a iniciativa privada. Não é o que Infelizmente acontece no Brasil, pois a educação pública é de péssima qualidade e hoje até massacrada por ideologia marxista, a saude uma tragédia, a segurança, não existe. Ainda é bom lembrar a infra-estrutura do país: Portos ultapassados, aeroportos um descalábrio, ferrovias nem se fala. estradas em decomposição... E aí? Vamos criar estatais para dar emprego aos correligionários, e depois dizer que elas são "bens do povo"!?...
    RODRIGUES DE FREITAS - Poeta, escritor e dramaturgo.

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  4. Francisco Palhares11.9.10

    Considerando esta apenas uma mostra do processo de privatização, devemos cobrar da Dilma a APURAÇÃO de todo o processso de privatização de bancos estaduais, teles, vale, etc..
    Certamente, poderemos assim colocar um fim nessa farsa que é a era fhc, e avançarmos definitivamente para a era da etica nesse pais.

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  5. Luis Rodrigues11.9.10

    Uau!!!

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  6. Anônimo11.9.10

    "[...] aeroportos um descalábrio, ferrovias ..."

    "descalábrio?"
    Sr. RODRIGUES DE FREITAS - Poeta, escritor e dramaturgo. rs

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  7. O Anônimo acima, precisa se esclarecer melhor. É verdade que quase todas estatais davam prejuízo, só que esqueceu que a maioria dos compradores nas privatizações foram estatais estrangeiras.E com financiamento do BNDS (dinheiro do trabalhador).E ainda que todos esses anos pós ditadura,quem governou o Brasil foram os DemosTucanos pfl. O Brasil só reagiu nos últimos anos, com independência Financeira e Moral.E o pior o povo aos poucos está descobrindo, que na verdade os governos faziam falir, para ter motivos p. privatizar.(dar de presente aos estrangeiros). Estar bem informado, faz parte de uma boa cultura.Ponto.
    João Nilton Birnfel
    Curitiba - PR

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  8. Prezado senhor RODRIGUES DE FREITAS - Poeta, escritor e dramaturgo: SIDERÚRGICA é com S.
    Desculpe lhe corrigir (visto que não sou poeta, escritor ou dramaturgo).
    =))
    Sem mais,
    João Bosco De Oliveira Júnior - Blogueiro, contador de piadas e analista do cotidiano.

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  9. Deborah12.9.10

    Tem que postar no anonimato mesmo...para tanta desinfomação...

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  10. Grande descoberta, parabéns
    nossos blogs sujos estão desmontando a demotucanagem cheirosa

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  11. Anônimo12.9.10

    Faltou acrescentar "um adjetivo" ao poeta, escritor, dramaturgo e ignorante.

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  12. Anônimo12.9.10

    Cadê o livro do homem? Já estou preocupado com obstruções nada casuais.

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  13. oneide teixeira13.9.10

    Vamo ver se consigo explicar o pq que foram privatizados os bamcos estatais.

    A origem se deve a lei de responsabilidade fiscal onde os governos estaduais e municipais não podem gastar sem devido orçamento como e normal em sua casa por exemplo.
    O que acontecia anteriormente:

    Bom, a Base Monetária,está sob controle direto do banco central.Assim, ele é o responsável direto por ela.
    Quando levamos em conta que no período 1980 a 1994 havia inúmeros bancos estaduais a pleno vapor (leia-se, em plena esbórnia de jogos políticos), a culpa do governo fica ainda mais acentuada.

    Os melhores exemplos são o Banespa e o BANERJ.

    A dupla Quércia-Brizola punha fogo nessas instituições, fazendo-as conceder empréstimos para apaniguados políticos, para estatais deficitárias e, principalmente, para seus vorazes governos estaduais, ao mesmo tempo em que esses próprios bancos incorriam em déficits vultosos. E quem socorria esses bancos? Ora, o Banco Central, que injetava dinheiro neles sempre que necessário (afinal, políticos sempre são solidários no aperto), aumentando a Base Monetária . Não à toa, a inflação só passou a ser menor após esses bancos terem sido privatizados.

    Mas calma! Tem mais. A Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil, o Banco Meridional, o Banco da Amazônia, o Banco do Nordeste, o os bancos estaduais de Santa Catarina, Ceará, Goiás, Pará, Alagoas, Minas Gerais, Mato Grosso, Bahia, Acre e Maranhão não ficam atrás. Todos receberam vultosas injeções do Banco Central. Os bancos estaduais não tinham de prestar contas a ninguém. Sua gerência política fazia a farra com os recursos, o Banco Central imprimia a conta e o resto da população sofria as consequências da libertinagem.

    Resumo os bancos estatais eram instrumentos de gastança sem controle eo bacen tinha que socorrer com emisão de moeda que e o principal gerador de INFLAÇÃO que o pior imposto para o nosso pais.

    Tentei resumir e mais complexo que isso.hoje o governo tem uma base economica muito mais solida que anteriormente.

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  14. Anônimo17.9.10

    Só mais um detalhe: a intervenção foi feita, pois em 29/dezembro/94 daquele ano, o Banespa virou negativo, o que pela lei não é permitido. O Banco do Brasil poderia o ter concedido empréstimo, como normalmente faz, mas não o fez, a mando do Banco Central.
    Intervir no último dia do mandato do governador Fleury foi uma estratégia do governo federal de minar a capacidade de reação do governo estadual à intervenção.

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  15. kalango Bakunin25.10.10

    agora não é mais bye, bye serra
    é Resquiate in pace, nosferatu!!
    Marina Silva vai votar na Dilma!

    http://www.professorbeto.com.br/blogueiros/politica/?p=2192

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