segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Globo, Record, Clube dos 13 e CBF, uma queda de braço que pode ser o início do fim do império da Globo


A Luta pela manipulação das massas entre Globo e Record continua firme e forte. A nova arena da disputa é o Campeonato Brasileiro de Futebol.

A Globo tem a exclusividade há tempos. Mas agora vai ter que disputar em condição de igualdade com as outras emissoras (leia-se Record, a única com cacife para isso), porque este é o último ano da vigência do contrato entre Rede Globo e o Clube dos 13.

Dessa vez a Globo não vai ter a possibilidade de dar a proposta final, como sempre aconteceu. O Cade proibiu. Agora, quem fizer a maior proposta leva. E a Record enxerga na compra dos direitos do Brasileirão a chance de derrubar a adversária do pedestal.

A briga está feia, como denunciou o jornalista Juca Kfouri em seu blog na sexta-feira:

Sim, é bem possível que já na semana que vem Andrés Sanchez anuncie que o Corinthians saiu do Clube dos 13.

E que o Flamengo venha junto porque a Traffic, que quer vender o patrocínio de Ronaldinho Gaúcho, não tem dúvida de que a exposição na Globo vale mais que em qualquer outra emissora neste momento em que a Record aparece como candidata ao Brasileirão.

Mais: os dissidentes, provavelmente todos aqueles que votaram em Kléber Leite contra Fábio Koff (leia-se Botafogo, Corinthians, Coritiba, Cruzeiro, Goiás, Santos, Vasco e Vitória) acreditam que uma cisão no Clube dos 13 possa ser a semente da Liga dos clubes, porque com o apoio de Ricardo Teixeira.

Estes, ao contrário de São Paulo e Atlético Mineiro, por exemplo, avaliam que a exposição feita pela Globo na quarta-feira passada foi realista e não desfez do produto futebol.

Porque de fato a audiência do futebol cai depois da novela e do Faustão, às quartas-feiras e domingos.

Alegam que se eventualmente a Record vencer e puser os jogos às 20h, não só a exposição de seus patrocinadores perderá em relação à Globo como, por outro lado, perderá em audiência para a programação global, seja com o Jornal Nacional, seja com a novela.

Como era inevitável, a disputa entre as TVs rachou os clubes e há até quem avalie que a Globo nem entre na licitação, cujas regras serão definidas nesta segunda-feira, em São Paulo.

Mas há também quem ria de tal hipótese, considerando-a puro blefe e esteja disposto a pagar para ver.

Como há quem garanta que qualquer negociação direta entre uma TV e os clubes separadamente ferirá o que ficou acordado com o Cade.

Com a palavra, o Cade.

Em outra postagem nesse mesmo dia, Juca escreveu:

O presidente do Galo, Alexandre Kalil, diz para todo mundo que não tem medo de “Globo Repórter”.

E faz papel duro na negociação dos direitos do Brasileirão.

O presidente do Corinthians, Andres Sanchez, não esconde de ninguém que não quer a Record.

E será objeto, amanhã, no “Esporte Fantástico”, da principal reportagem do programa.

Dificilmente será tratado como santo, até porque a Record não acredita neles.

E a Record partiu mesmo para o ataque em cima do presidente do Corinthians, acusado no programa de ter contratado mais de 100 jogadores em sua gestão e de ser conhecido como uma agenciador de atletas.

A Globo sabe que uma derrota agora para a Record pode significar a quebra de sua hegemonia. E já deve estar turbinando um velho Globo Repórter para colocar em seu lado do campo o presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

Naquele Globo Repórter, Teixeira e a cúpula da CBF são acusados de desviar dinheiro da entidade, o que acabou provocando a famosa CPI da CBF, que não deu em nada, embora tenha provocado de Ricardo Teixeira a confissão honesta de que Se o relatório for aprovado, nós estamos fodidos.

Assista a seguir o Globo Repórter que foi ao ar em 2001. Dividido em quatro partes.












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