quinta-feira, 31 de março de 2011

Bolsonaro não tem a mínima importância. Pior fez o CQC que colocou entrevista no ar


O deputado conseguiu o que queria. Aliás, bem mais do que queria. É produto de um nicho, que o elege e aos filhos: a milicada de pijamas ou os milicos retardatários como ele (que só se formou depois da Lei de Anistia).

Esses choram porque não tiveram oportunidade de "exercer sua autoridade", torturar etc., e também porque hoje já não podem mais gritar "sabe com quem está falando?". Sem contar as perdas salariais e de benefícios. Para si e suas esposas, filhas, viúvas. Grande parte deles mora no Rio de Janeiro e vota no Roque Santeiro da ditadura, aquele que foi sem nunca ter sido.

Agora, graças ao CQC, que é um Pânico metido a inteligente, ele virou notícia no Brasil todo. Está se deliciando. E quanto mais falarem nele mais ele vai gostar. Ainda por cima se está desviando o foco do verdadeiro responsável pelo show de preconceito, ignorância e cafajestada do deputado: o programa e a emissora que o abriga.

Não foi uma entrevista ao vivo. Estava gravada. Foi ao ar porque quiseram criar a polêmica que criaram. Fizeram um BBB com o B e ainda tentam fingir que não tiveram nada a ver com isso. Ele não chegou ali de penetra nem por acaso. Foi convidado exatamente para dar a entrevista preconceituosa que deu e assim gerar repercussão. Ambos estão conseguindo. Mas por isso não se pode criticar um e livrar a cara do outro. O programa montou o circo.

Assiste quem quer? Não. A TV aberta é uma concessão pública.

Mas a lei de Meios vem aí. É questão de tempo.

O Roque Santeiro da ditadura vai continuar a ser votado, enquanto os generais de pijama estiverem vivos. Mas o tempo cuida deles. E o tempo está contra eles. Hoje, nem o Exército (o da ativa) saudou a ditadura que se instalou no país em 1964. Amanhã, quem sabe, nenhuma emissora vai dar voz a quem se vangloria da própria infâmia.

E ainda há quem critique o deputado Tiririca, um palhaço que quer defender o circo, que traz há séculos alegria e diversão para todos; diferentemente do outro, que defende a tortura, a tristeza, a violência, a covardia, o preconceito, como modo de vida.
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