terça-feira, 19 de abril de 2011

Na tribuna do Senado, Pedro Simon afirma que posse de Sarney em 1985 foi para evitar novo golpe




Em discurso ontem no Senado, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) contou detalhes de uma conversa que teve com o deputado Ulisses Guimarães, após a morte de Tancredo Neves, a dez horas da posse do novo presidente.

Havia dúvidas sobre quem deveria assumir a presidência, Ulisses (por ser o presidente da Câmara) ou o vice eleito, mas não empossado, José Sarney, que já havia sido imposto goela abaixo do PMDB pelos militares como vice na chapa de Tancredo (Sarney era presidente do PDS, partido de sustentação da ditadura) para que houvesse uma "transição democrática".

Em seu discurso de ontem, Simon contou como isso foi resolvido. Ele afirmou que o general Leônidas Pires Gonçalves, ministro do Exército do ainda presidente Figueiredo, entregou um pacote fechado ao presidente da Câmara Ulisses Guimarães com os indicados para os postos militares das três Forças e a determinação de que o presidente da República, com a morte de Tancredo Neves, teria que ser José Sarney.

"Quem comandava esse esquema era o general Leônidas. E ele com a Constituição na mão, diz que quem deve assumir é o Sarney. Se eu digo que não, sou eu, o que poderia terminar acontecendo é o Leônidas assumir, o que poderia terminar acontecendo era imprevisível... Eu achei que a grande saída ali era o homem que tinha todo o esquema na mão, que era o general Leônidas, ele disse que era o Sarney, que assumisse o Sarney" - palavras de Ulisses Guimarães, segundo Simon.

E assim o presidente do partido da ditadura virou presidente do Brasil.

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