sexta-feira, 29 de abril de 2011

O que o diretor de jornalismo da Globo, Ali Kamel, faz DoLaDoDeLá pesquisando sobre maconha?


Meu xará Marco Aurélio Mello (não o juiz, o jornalista e responsável pelo ótimo blog DoLaDoDeLá) escreveu hoje que Ali Kamel anda pesquisando em seu blog. E que o Ratzinger global está muito interessado em duas postagens dele. Fui verificar quais eram, e o tema comum às duas era a maconha.

Reproduzo a seguir o texto do meu xará para que vocês apreciem seu texto elegante. Depois eu volto.

A descoberta que acabo de fazer é surpreendente. Meu modesto blog, que recebe pouco mais de mil visitantes ao dia tem um leitor muito especial: o diretor da Central Globo de Jornalismo, Ali Kamel. Para quem DoLaDoDeLá se dedica modestamente à filosofia, política, economia, família, curiosidades e sobretudo à ficção, a notícia me enche de orgulho. Significa que Ali encontra tempo todos os dias para conhecer melhor o meu trabalho. Está certo que ele não faz parte da Central Globo de Produção, que é o departamento que cuida da linha de shows, novelas e minisséries, sonho de todo ficcionista, mas já é um bom começo. Nos vimos algumas vezes, na época que eu era funcionário da emissora, mas acho que, por nunca ter me dirigido a palavra, talvez por timidez de parte a parte, ele não teve oportunidade de me conhecer melhor. Também porque Ali está baseado no Rio de Janeiro e eu em São Paulo. Uma pena... Graças à internet, hoje meu trabalho autoral pode alcançá-lo aí no Rio, sem intermediários. Soube por fonte segura que ele se interessou muito por textos que escrevi aqui em agosto do ano passado. Dois em especial: aqui e aqui. Achou até que pudessem guardar semelhança com a realidade. Lamento dizer Ali, estas são obras de ficção, qualquer semelhança com nomes, datas e acontecimentos reais terá sido mera coincidência. Não costumo nominar personagens, não tenho interesse em atingir a honra e reputação alheias. Meu único intuito é tentar compreender a fraqueza moral de todo ser humano, sobretudo quando no exercício do poder, mesmo que para isso seja necessário criar um enredo cheio de fantasias e personagens hiperbolizados. Fico feliz com a sua companhia e espero compartilhar meu trabalho com você aqui por muitos e muitos anos. Obrigado pela frequência!  [Fonte: DoLaDoDeLá, Ali Kamel, um leitor muito especial]

Talvez interessado em colher material para a passeata da maconha que está para acontecer no Rio de Janeiro, Kamel pesquise na blogosfera informações que não pode colher (muitos menos plantar ou fumar - de jeito nenhum tragar) na "grande imprensa", que é (pelo menos editorialmente) contra qualquer pitada naquela que já foi conhecida como erva maldita.

Mas o Blog do Mello não vive só de críticas à direção do jornalismo da Globo. Por isso, generosamente, contribuo com a pesquisa de Kamel republicando postagem de 23 de maio de 2007 aqui do blog. Depois, volto.

Maconha não faz mal, o que faz mal é fumá-la

Pelo menos é o que afirma um estudo, publicado domingo numa matéria do Portal Terra:


Vaporizar folhas da cannabis ao invés de queimá-las pode liberar os ingredientes eficazes da droga de forma mais efetiva, mostrou um estudo piloto realizado na Universidade da Califórnia. Segundo o trabalho, essa forma de consumo evita as toxinas prejudiciais da maconha inaladas por meio do fumo. O resultado pode beneficiar o uso medicinal da droga.
Segundo a revista Nature, o pesquisador Donald Abrams e sua equipe decidiram investigar os benefícios do "Vulcão", um vaporizador comercialmente disponível nos EUA. O aparelho esquenta as folhas de maconha a uma temperatura que fica entre 180ºC e 200ºC sem que aconteça combustão. Esse processo libera o THC (tetrahydrocannabinol), o princípio ativo da maconha, em forma de óleo na superfície das folhas.
Estudos anteriores mostraram que as toxinas maléficas liberadas quando a maconha é queimada, como o monóxido de carbono e substâncias cancerígenas, não são produzidas por esses aparelhos. O estudo de Abrams foi o primeiro a comparar em humanos os efeitos do ato de fumar e de vaporizar a cannabis. "A vaporização é capaz de entregar de forma mais rápida o THC no fluxo sanguíneo", disse.
A maconha é utilizada principalmente para aliviar as dores de pacientes de esclerose múltipla e no tratamento do glaucoma, além de estimular o apetite em pacientes com aids e diminuir as náuseas para pessoas em processo quimioterápico. No entanto, segundo os médicos, fumar não é um bom método de fornecimento da droga por causa dos seus efeitos maléficos - ela pode causar câncer de pulmão e doenças do coração.

Quem não estiver acreditando, basta ir ao site da Nature e pagar para ler o estudo na íntegra. Muito embora eu acredite que boa parte de meus leitores esteja mais interessada é no tal “Vulcão”, o vaporizador utilizado no experimento.
Como o Blog do Mello também é serviço, fiz a pesquisa pra vocês. O produto chama-se Volcano, e este é o site de seu fabricante. Se desejar comprá-lo na internet, é só ir a este endereço. Custa 398 euros. Ou seja: o barato sai caro.



1. Se coloca el material vegetal triturado en la cámara de relleno.

2. El globo se infla con los vapores de los aromas y de los principios activos.



3. El sistema "clic" del VOLCANO: simplemente se introduce la boquilla o la cámara de relleno en la válvula ¡y listo!

4. Gracias a la válvula del globo es posible inhalar cómodamente los vapores.


"El Globo se infla", "válvula del Globo"... Será que é atrás disso que Kamel anda?

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