sexta-feira, 13 de maio de 2011

Belinha dos Jardins ameaça reviver a Marcha da Família e doar novamente seu anel se o metrô chegar a Higienópolis


Belinha dos JardinsVocês não são capazes de imaginar a quantidade de vezes que Belinha dos Jardins já me ligou reclamando de eu não haver ainda publicado sua mais nova reclamação. Expliquei a ela que o Blogger estava com problema, mas ela não cedia em sua excitação. Disse-me que também o twitter (só aí me lembrei que ela tem uma conta no twitter @beldosjardins, que me pediu para criar para ela há uns anos) estava fora do ar, "mostrando o desenho de uma bizarra e decadente baleia"...

Finalmente, conexão restabelecida, vamos a ela.

Esta São Paulo que Deus nos deu, imensa e maravilhosa como é, está em extremo perigo. Permitimos que homens de ambição ilimitada, sem fé cristã nem escrúpulos, incultos e resolutos, trouxessem para nosso estado, nossa gloriosa cidade, uma gente diferenciada que perturba a nossa paz social, cria ódio e desespero. Eles se infiltraram em nosso estado, e agora querem invadir os Jardins e nossa Higienópolis, usando para isso uma estação subterrânea do metrô, posto que do subterrâneo provêm.

Em muito boa hora nosso governador Alckmin disse não. Mas, agora, enquanto escrevo essas linhas às 5h da manhã, comunicam-me que o governador vai voltar atrás, permitindo que a estação seja cravada no seio da família tradicional paulistana, que defendeu o Brasil diante de perigos muito maiores, mas menos dissimulados.

A causa da mudança de atitude do governador seria um churrasco patrocinado por essa mesma gente diferenciada, que pretende encher nosso bairro com mais de 40 mil de suas insignificâncias para assim mostrarem que são alguém. Imagino que até a sociedade protetora dos animais deveria estar alerta, posto que certamente gatos serão abatidos para o convescote, e o coro dos malfadados animais transformado em cuícas, tambores, pandeiros que nos infernizarão com sua música da pior qualidade, com seus pagodes e funks agressivamente sensuais.

Estamos atentas. Eu e minhas amigas, que nos conhecemos na gloriosa Marcha da Família com Deus pela Liberdade, muitas então como eu apenas adolescentes ou jovens senhoritas. E de acordo firmamos um pacto de que, se necessário for, outra marcha realizaremos. A seus 40 mil contraporemos 400 mil. E gritaremos Basta! Basta! Basta!, como na gloriosa marcha de há quase 50 anos.

Ressuscitaremos a União Cívica Feminina e mostraremos que se estamos caladas não é por omissão, mas porque temos outras coisas a fazer que prestar atenção em gente diferenciada, ou, no dizer de nossa brava companheira Anna Claudia de Salles, presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Perdizes/Pacaembu, "pessoas flutuantes". Porque essa gente diferenciada flutua em nossa vida, aparece e some com a mesma facilidade, deixando-nos geralmente a geladeira mais vazia, copos de cristal quebrados, talheres que já não formam mais conjunto, graças a sua rude educação, ou - pior - a seus princípios "flutuantes".

Na campanha Doe Ouro para o bem do Brasil fiz a minha parte. Muito me custou, já disse, e agora, confesso, o militar a quem doei meu anel era ele mesmo gente diferenciada, de pele mais escura, negro mesmo, imenso. Mas um militar disposto a doar sua vida e sua virilidade pelo bem de São Paulo, que é o bem do Brasil. Com sua espada em riste ele conseguiu de mim a doação do anel e deixou-me este (na imagem aí acima), que guardo como recordação daquela doação tão generosa e abundante quanto dolorida e inesquecível.

Mas, se necessário for, doarei novamente meu anel, ainda que ele não tenha o mesmo viço, o mesmo brilho e pujança daquela época.

Digo isso para que vejam até que ponto eu e minhas amigas estamos dispostas a ir, inspiradas nos exemplos de uma Sebastiana de Almeida Prado, de uma Rosita Pedutti Nogueira, de uma Edy Cunha Bueno, de uma Leonor Mendes de Barros.

Se necessário for, se a sanha dessa gente diferenciada e flutuante prosseguir, partiremos para a ação e mostraremos que está novamente na hora das senhoras de tradição de São Paulo tomarem a vez dos políticos. Novamente marcharemos, e repetiremos a Oração a Anchieta, como feita por D. Amália Ruth Schmith Oliveira na Praça da Sé, na Marcha de 19 de março de 1964, dia de São José , Padroeiro da Família:

"Ó taumaturgo Padre Anchieta, vós que domastes Cunhambebe de coração bruto e ferocidade de monstro, que acalmastes os vagalhões enfurecidos, afastai de nós a fúria impetuosa de novos antropófagos da fé e da liberdade. Ajudai-nos a conseguir, ó apóstolo de novo mundo, a nova paz de Iperoig, porque também hoje há nativos enganados que se aliam aos intrusos"

Nosso lema está na faixa que ajudei a empunhar naquele dia: "Nossa Senhora Aparecida, iluminai os reacionários!".
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