quinta-feira, 2 de junho de 2011

Belinha dos Jardins, ainda às voltas com o PSOL, diz como o vídeo da professora Amanda Gurgel afetou sua vida


Prezado esquerdista-pragmático,

ainda continuamos - eu e algumas de minhas amigas - em nossa missão de nos purificarmos o bastante para fazermos uma segunda versão da Marcha da Família, agora sob o comando do PSOL.

Da última vez em que aqui escrevi cometi uma imprecisão que me custou uma forte reprimenda de nosso mentor espiritual, o anjo Gabriel, um jovem negro e robusto, filiado ao PSOL. Disse que aquele delegado (ou ex?) da Polícia Federal e atual deputado de nome grego... Parmênides, Pelópidas...ahn?ah, Protógenes... afirmei que ele era filiado ao PSOL, mas ele é do PCdoB ("partido cada vez mais à direita, linha auxiliar do que há de mais reacionário no país, de Dilma a Kassab", segundo Gabriel).

Por causa desse meu pequeno equívoco, o vigilante Gabriel me propôs certa penitência, algumas cestas básicas e participar de algumas reuniões de associações de moradores e catadores de papel...

Rimos aos borbotões eu e minhas amigas de sua proposta naife, e tratei de cumprir a penitência, evidentemente enviando minha auxiliar Lucicleyde...Edilúcia...Ahn? Ah, Edicleide... Essa mania que essa gente diferenciada tem de juntar nomes me deixa absolutamente confusa. Mas enviei minha auxiliar e ela nos relatou a missão, o que também nos divertiu deveras.

A outra parte de minha penitência era assistir a um certo vídeo, segundo ele de enorme sucesso na internet, para que nós víssemos a real situação de miséria em que se encontram os professores do Brasil, "diante desses governos populistas, que não olham para a educação" (nas palavras de nosso psolista).

Assistimos ao vídeo [observação do Mello: reproduzido ao final da mensagem de Belinha], nos encantamos com a picaresca personagem, que muito nos lembrou algumas peças infantis de nossa infelizmente já tão longínqua infância, com seu sotaque carregado de boneco de mestre Vitalino, e sua reivindicação salarial diante de deputados silenciosos e circunspectos, mas, certamente, sorrindo por dentro, na certeza de que toda sua peroração será em vão.

Mas o vídeo alertou-me (prefiro a ênclise à próclose, embora esta seja mais usual - mas eu sou inusual) para um fato. A professorinha disse que o salário de sua categoria, com curso superior, é de R$ 930. Que para conseguirem mais, desdobravam-se em três turnos.

Fiz as contas, são quase R$ 2800 - pouco mais do que pago a Lucileusa...Edilúcia...Ah, sim, Edicleyde...que nem curso superior tem.

Chamei-a para que assistisse ao vídeo, já sem a presença de minhas amigas, e, ao final, ela acertou um pequeno aumento em suas horas de trabalho e, o que mais me interessa, ajudar-me-á (ai, a oportunidade de uma mesóclise!), a partir de agora, como já o faz no momento, com a digitação de meus textos, inclusive no Twitter.

Portanto, sigam-me no beldosjardins. Ah, e se você for de esquerda, especialmente do PSOL, envie uma mensagem para mim a fim de que eu possa segui-lo também e assim multiplicar por milhares minha possibilidade de diversão.

Quem sabe não organizamos nossa Marcha da Família pelo Twitter, como está na moda? Aguardo-os.




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