terça-feira, 7 de junho de 2011

Folha: 'Procurador-geral poupa Palocci de investigação'. Blog do Mello: 'Palocci poupa Folha de processo por quebra de sigilo'


A Folha ainda continua a acusar o ministro Antonio Palocci de não se sabe o quê. E se revolta porque o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, arquivou ontem as quatro representações propostas pela oposição contra o ministro Antônio Palocci.

Em reporcagem publicada hoje, o jornal da ditabranda ainda coloca em suspeita a idoneidade do procurador.

A decisão de Gurgel ocorre num momento crucial. Desde maio, seu nome está com o de outros dois procuradores na mesa de Dilma para que ela decida quem chefiará o Ministério Público Federal nos próximos dois anos.
Em eleição feita pela Associação Nacional dos Procuradores da República, Gurgel ficou à frente com 454 votos. Dilma, porém, não é obrigada a acolher as sugestões e nem a escolher um dos nomes da lista.
No seu parecer, Gurgel disse que a despeito da "enorme repercussão do caso" não cederia a "bordões" como o de que "procurando vai achar" (algo de errado no caso a partir das investigações).[Fonte]

Ou seja, o jornal que emprestava seus carros para transportar presos que seriam torturados na ditadura acha que o procurador "livrou Palocci" para ficar bem com a presidenta Dilma (aquela de quem o jornal publicou uma ficha falsa). E passa por cima do fato de Gurgel ter sido o mais votado pela Associação, com quase 100 votos a mais que o segundo colocado.

Esquece-se o jornal, cuja ombudsman tortura a verdade e 'absolve' comandante do DOI-COdI, coronel Ustra, condenado por tortura que esse mesmo jornal, cujo fundador afirmou que Brasil de Médici é ‘um país onde o ódio não viceja’, publicou uma informação que agora não poderia sonegar a seus leitores: o mesmíssimo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu a cabeça de Palocci no episódio do caseiro Francenildo:

A Procuradoria Geral da República havia pedido a abertura do processo penal contra Palocci sobre o argumento de que sua participação no caso foi indubitável. "Existe certeza do crime e indícios veementes da autoria do crime. É o que basta para o recebimento [da denúncia]. A prova definitiva será feita no curso dessa investigação", afirmou o procurador-geral da República, Roberto Gurgel.
Na fala, Gurgel listou o que considera ser indícios fortes, entre eles a intensa troca de telefonemas entre Palocci e seu então assessor de imprensa, Marcelo Netto, e, deste com a revista "Época".

A fonte da informação acima? O jornal que denunciei aqui há 18 dias: Folha se precipita e entrega o jogo: alvo não é Palocci, é Dilma.

Agora, por que o ministro Palocci não vai ao Judiciário e processa a Folha para que ela diga quem vazou seu sigilo fiscal? Com que interesses vazou? A mando de quem? Está ligado a quem? Pertence a algum governo ou partido político? É indicação de algum político para o cargo que ocupa?

Já se sabe que quem vazou dados da empresa de Palocci foi a Secretaria de Finanças de SP. Confira. O responsável por ela é indicação de José Serra. Por que o ministro se omite e acaba passando a impressão de que tem algo a esconder?

Palocci, se for para cair, caia de pé, caia lutando, honre a confiança de presidenta Dilma, ou vai cair espirrando lama na presidenta e em quem o indicou a ela.

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