domingo, 5 de junho de 2011

Jornalismo macunaíma (ai,que preguiça) do Estadão leu a Veja, obrou, foi dormir e chegou um dia atrasado nas bancas


Assim que a edição desta semana da revista Veja chegou às mãos dos jornalistas na redação do Estadão deve ter sido uma festa. - "Já temos pronta a edição de domingo!".

Apoiando-se na matéria da Veja que informava que Palocci aluga apartamento de um laranja em São Paulo, foram obrar. Partiram para aquilo em que o jornalismo macunaíma (ai, que preguiça) é especialista: produzir espuma e bolhas de sabão, sem uma substância sequer lá dentro.

Usam declarações em off (que por não existirem não podem ser desmentidas) de genéricos, do tipo "alguns petistas", "membros do governo", "deputados ouvidos", "fontes palacianas", tudo aquilo que não quer dizer nada, e às vezes até é dito mesmo, mas como vazamento...

A seguir, eles partem para os especialistas de plantão, prontos a repetir o que sempre dizem, com resultado zero há anos (graças ao Lima - e para o bem do país, diga-se de passagem).

Por fim, convocam algum líder da oposição caída, um daqueles que estão sempre à mão.

Tudo junto, o jornalismo macunaíma do Estadão foi dormir, porque a edição de domingo estava pronta. Um pulinho na página online do jornal, mostra o erro que cometeram: as matérias sobre Palocci se baseiam na furadíssima reportagem da Veja, que foi desmentida ainda ontem em plena manhã de sábado.

Fica ainda mais deprimente a reportagem com o líder do DEM (ainda existe?) no Senado, Demóstenes Torres, aquele do grampo sem áudio com Gilmar Mendes, especialista em Veja e figurinha carimbada do PIG.

A oposição aposta que o desgaste do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, ajudará no recolhimento de assinaturas na Câmara e no Senado para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). As suspeitas envolvendo o imóvel em que Palocci mora tornam a investigação indispensável, dizem os adversários do governo.

O líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres (GO), está convicto de que, agora, será possível obter as 27 assinaturas necessárias para abrir a comissão. "É inevitável a CPI. Todos aqueles que estavam aguardando um parecer da Procuradoria-Geral da República para decidir o que fazer agora não vão ter como não assinar o pedido de CPI", disse. (...) "Faltam oito assinaturas para a CPI ser aberta, mas, com essa denúncia, vamos conseguir um número superior às 27 assinaturas necessárias", observou o líder do DEM. [Fonte]

Coitados. Ainda não entenderam que a Revista Veja já sai da gráfica com prazo de validade das matérias vencido.

Agora estão chorando o Palocci derramado. Em vão. E o editor preguiçoso nem vai ser demitido pelo barrigaço-aço-aço, porque isso dá um trabaaaaalho (ai, que preguiça).

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