sábado, 17 de dezembro de 2011

Folha contesta Sergio Cabral e denuncia caráter autoritário de seu governo


Na Adin enviada pelo governo Sergio Cabral, que comentei aqui, o governador p´retende “restringir o acesso de deputados a informações sobre a administração estadual”, porque esse acesso estaria "maculando não só a harmonia institucional, mas criando embaraços à rotina administrativa".

Em outras palavras: os deputados estariam enchendo o saco, pedindo muitas explicações ao governo.

Reportagem da Folha de ontem contesta o governador:

O excesso de pedidos foi um dos motivos que, segundo o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), o levaram ao STF (Supremo Tribunal Federal) para tentar restringir a formulação de pedidos de dados às comissões da Assembleia Legislativa do Rio, controladas por sua base aliada.

Levantamento feito pela Folha na Assembleia mostra que, no ano passado, a média de pedidos foi de um por deputado. Se a Casa usasse o limite autorizado pela Constituição --12 por integrante--, seriam 840 requerimentos anuais. Em 2011, foram 71.

Desses 71 pedidos endereçados a órgãos do governo estadual, 40 não tiveram resposta - outros cinco ainda estão dentro do prazo permitido pela legislação.

Dos 26 respondidos, 15 chegaram à Assembleia Legislativa com atraso superior a uma semana.

Portanto, fica claro que não há excesso de requerimentos o que há é a vontade do governador de governar sem oposição, já que controla a maioria da Assembleia e o atual presidente, Paulo Melo, não tem atendido a alguns requerimentos de deputados da oposição:

Contrariando o regimento interno da Assembleia, o aliado de Cabral não publicou três requerimentos que pediam informações sobre viagens do governador ao exterior, contratos com a Delta - do empresário Fernando Cavendish, amigo de Cabral - e detalhamento das isenções fiscais às empresas de Eike Batista, também amigo do governador.

O que Cabral quer é uma blindagem na Alerj semelhante a que lhe oferece a mídia corporativa do Rio, Organizações Globo à frente.

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Um comentário:

  1. Paulinho Jaconé4.4.15

    'Zezinho de Saquarema', assecla do deputado Paulo Melo, deu aval para farra com dinheiro público no vôlei.
    Tudo normal. Foi o que atestou o responsável pelo acompanhamento e fiscalização do Convênio 776592/2012, entre Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) e Ministério do Esporte, radiografado pelo "Dossiê Vôlei" na última sexta-feira. A reportagem revela um conjunto de ações em desencontro com a lei que rege tais acordos. A assinatura que legitima e avaliza todas as ações do então mandatário da CBV, Ary Graça, no uso da verba pública é de Francisco José Amorim, que pediu votos para vereador nas últimas eleições como 'Zezinho', de Saquarema, cidade onde está também o Centro de Treinamento da entidade. Sob o número 12.123, obteve 876 votos. Não foi eleito mas não ficou sem cargo.
    'Zezinho de Saquarema', o homem que deu o ok para referendar que uma verba pública de R$ 4.749.931,48 (quatro milhões, setecentos e quarenta e nove mil, novecentos e trinta e um reais e quarenta e oito centavos) fosse usada incorretamente, é do PDT e atualmente está lotado na Controladoria Geral do Município (CGM) de Saquarema, cargo no qual assinou, em 21 de março de 2014, a "Declaração de Acompanhamento de Convênio".
    Político desde 1992, 'Zezinho de Saquarema' teve três mandatos de vereador, chegando a presidente da Câmara Municipal. Por nove vezes foi secretário municipal, muitas vezes retornando a mesma pasta.
    Foi o primeiro Controlador Geral do Município em Saquarema. Trabalhou também no gabinete do presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), Paulo Melo, do PMDB, seu padrinho político e marido da prefeita de Saquarema, Franciane Motta.
    Saiu do cargo de Assistente 3 no gabinete do presidente da Alerj em 31 de janeiro de 2014 e assumiu a CGM-Saquarema. Pouco depois, atestava a retidão do uso da verba pública no Convênio 776592/2012.
    Foi Paulo Melo o grande mentor da instalação do Centro de Treinamento da CBV em Saquarema. Em reportagem da "Folha de S. Paulo" de 11 de outubro de 2001, o deputado fala dos laços com o projeto.
    "Nós decidimos ceder o espaço para o vôlei porque acreditamos que a cidade será beneficiada. Com certeza, vamos conseguir mais turistas e empregos com o centro de treinamento", afirmou à época sobre a área de 105 mil metros quadrados, na qual o Ministério do Esporte e Turismo, enão com Carlos Melles, tinha previsão de investimento inicial de R$ 3,6 milhões.
    http://espn.uol.com.br/noticia/496963_zezinho-de-saquarema-deu-aval-para-farra-com-dinheiro-publico-no-volei

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