Bernard Shaw: "Você vê as coisas como elas são e pergunta: por quê? Mas eu sonho com coisas que nunca foram e pergunto: por que não?"

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terça-feira, 31 de maio de 2011

O Blog do Mello adverte: Parceria do Ministério da Saúde com McDonald’s faz mal à saúde

Misturar saúde e McDonald’s numa mesma frase é uma contradição em termos. Uma coisa anula a outra. No entanto, não é de hoje (é bom que se diga), existe uma parceria entre o Ministério da Saúde e o McDonald’s. Para promover a saúde.

Li no Viomundo uma carta indignada de professores doutores reclamando da parceria.

É ocioso notar que o objetivo dessa campanha da rede McDonald’s é associar o consumo dos produtos que ela comercializa a comportamentos saudáveis e a induzir o consumidor a pensar que esses produtos deveriam ou poderiam ser consumidos frequentemente (‘alimentos do dia a dia’) e a negar que eles pudessem ser menos saudáveis do que alimentos tradicionais da dieta brasileira.

Ainda mais ociosa é a constatação de que a inscrição dos símbolos do Ministério da Saúde no material publicitário da empresa legitima a campanha e aumenta em muito sua eficácia.

Senhor Ministro, a própria composição nutricional do cardápio da rede Mcdonald’s, descrita nas toalhas, revela quão enganosa é esta campanha publicitária. Por exemplo, a ingestão de um Big Mac (que não é o maior dos sanduíches oferecidos no cardápio) acompanhada de uma porção média de batatas fritas, de um copo médio de refrigerante e de uma porção pequena do sorvete com calda da rede fornece dois terços do total de calorias que um adulto poderia consumir ao longo de todo o dia e praticamente todas as calorias diárias necessárias para uma criança.

A única parceria possível entre Ministério da Saúde e Mcdonald’s tem que ser semelhante à que existe com a indústria do fumo. Exemplo. No sanduíche Big Tasty da rede deveria vir escrito:

"O Ministério da Saúde adverte: O consumo de um único Big Tasty corresponde a 63% de todo o sódio que o indivíduo poderia ingerir por dia e a 109% da ingestão diária máxima de gorduras saturadas".

Assim em todos os demais itens. E não apenas do Mcdonald’s, mas em todas as lojas de fast food.

E mais - importantíssimo - a proibição da venda casada de sanduíches com brinquedos e demais brindes, a associação do produto com imagens positivas do universo infantil - como o palhaço Ronald McDonald, por exemplo. Sobre este assunto, sugiro a leitura de Médicos dos Estados Unidos pedem a aposentadoria do palhaço Ronald McDonald. Peça você também.

Para que você tenha uma ideia de como isso está disseminado no mundo, veja o que aparece quando pesquiso por Mcdonald’s no Google imagens (clique na imagem para ampliá-la):


O Ministério da Saúde postou nota no Facebook sobre o assunto. Trecho:

O Ministério da Saúde mantém parceria com 384 empresas brasileiras, de diversos setores, que nos apoiam em iniciativas de promoção da saúde e prevenção de doenças. A participação destes parceiros nos ajuda a ampliar o alcance e a visibilidade de nossas campanhas informativas, mas sem implicar endosso irrestrito do ministério às práticas e condutas das empresas.

Agora, como seria a mesma nota, do ponto de vista do McDonald's (aviso: a nota a seguir não existe, foi criada por mim a título de exemplo):

O McDonald's mantém parceria com o Ministério da Saúde, que nos apoia em iniciativas de promoção de venda e aumento de market share e de lucros. A participação deste parceiro nos ajuda a ampliar o alcance e a visibilidade de nossa propaganda, mas sem implicar endosso irrestrito do McDonald's às práticas e condutas potencialmente saudáveis do Ministério.

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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Vazam mais nomes de clientes de Palocci. Por que a 'grande imprensa' não os investiga?

Se há a suspeita de que o ministro Antonio Palocci recebeu indevidamente os R$ 20 milhões que sua empresa de consultoria teria faturado nos últimos anos, a suspeita tem que valer para os dois lados. Se há um corrupto tem que haver o agente corruptor.

Pois li agora no blog do jornalista Lucas Figueiredo uma lista com clientes da empresa Projeto, do ministro Palocci. Agora, basta aos jornalistas correrem até elas e perguntarem a seus diretores, CEOs etc por que corromperam Palocci, por que deram propina a ele, quais vantagens conseguiram no governo, qual foi a mamata, a maracutaia, a treta, tudo aquilo que é subentendido ou claramente apontado nas acusações contra ele. Aos clientes, meus bravos:

Itaú Unibanco

Pão de Açúcar

Íbis

LG

Samsung

Claro-Embratel

TIM

Oi

Sadia Holding

Embraer Holding

Dafra

Hyundai Naval

Halliburton

Volkswagen

Gol

Toyota

Azul

Vinícola Aurora

Siemens

Royal Transatlântico

Amigo leitor, quando nossa "grande imprensa" vai publicar reportatem que esses executivos contando qual foi a relação de suas empresas com a de Palocci:

  1. Amanhã.
  2. Um dia.
  3. Nunca.

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domingo, 29 de maio de 2011

Sequestrador, torturador e agora colunista da Folha: Brilhante Ustra, o homem que comandou o DOI-Codi no auge da ditadura

Que o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra é sequestrador e torturador não é uma opinião minha, é sentença do juiz Gustavo Santini Teodoro, da 23ª Vara Cível de São Paulo, 9 de outubro de 2008. A notícia, que reproduzo em parte abaixo, mostra quem é o que fazia o coronel no período mais infame da ditadura (a tal ditabranda da Folha).

Pois não é que a Folha abriu espaço em sua página 3 de sexta-feira para que Brilhante Ustra dê sua versão sobre acusações que sofre de outro que o acusa de tortura, o ex-presidente do BC no governo FHC Pérsio Arida?

Não foi à toa que a Folha procurou a ficha de Dilma durante a campanha. Se, durante a ditadura, com o empréstimo de seus veículos para que presos fossem transportados para serem torturados pela turma de Brilhante Ustra e com o editorial de Otávio Frias pai elogiando Médici, o jornal mostrava de que lado estava, agora, com a classificação da ditadura como ditabranda , com a infame (duas vezes a palavra "infame" numa mesma postagem, deve ser recorde - só a Folha...) publicação na primeira página da ficha falsa de Dilma e com a publicação da defesa de um sequestrador e torturador (não sou eu quem diz, mas a sentença de um juiz, até hoje válida), a Folha confirma sua posição - e se ela está ao lado de Médici, da ditabranda e de Ustra, o leitor fica no pau de arara da História.

Leia a notícia da condenação de Brilhante Ustra, conforme publicada na própria Folha em 2008:


Por decisão do juiz Gustavo Santini Teodoro, da 23ª Vara Cível de São Paulo, de primeira instância, o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra tornou-se o primeiro oficial condenado na Justiça brasileira em uma ação declaratória por sequestro e tortura durante o regime militar (1964-1985).

A sentença, publicada ontem, é uma resposta ao pedido de cinco pessoas da família Teles que acusaram Ustra, um dos mais destacados agentes dos órgãos de segurança dos anos 70, de sequestro e tortura em 1972 e 1973.

(...) Na decisão de ontem, o juiz Santini argumentou que a anistia refere-se só a crimes, e não a demandas de natureza civil, como é o caso da ação declaratória, que não prevê indenização nem punição, mas o reconhecimento da Justiça de que existe uma relação jurídica entre Ustra e os Teles, relação que nasceu da prática da tortura.

(...) As testemunhas, que estiveram presas junto com os Teles, disseram que Ustra comandava as sessões de tortura com espancamento, choques elétricos e tortura psicológica. Das celas, relatam que ouviam gritos e choros dos presos.

"Não é crível que os presos ouvissem os gritos dos torturados, mas não o réu [Ustra]. Se não o dolo, por condescendência criminosa, ficou caracterizada pelo menos a culpa, por omissão quanto à grave violação dos direitos humanos fundamentais dos autores", afirmou o magistrado.[Fonte: Folha, para assinantes]

O artigo de Ustra na Folha você encontra lá e nos espaços que defendem os crimes praticados pelo estado sob a ditadura civil-militar, de 1964 a 1985.

Mas, repare como a Folha o apresenta a seus leitores:

CARLOS ALBERTO BRILHANTE USTRA, coronel reformado do Exército, foi comandante do DOI-Codi de 29.set.1970 a 23.jan.1974 e é autor dos livros "Rompendo o Silêncio" (1987) e "A Verdade Sufocada" (2006).

Sobre a sentença, nenhuma palavra.

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sexta-feira, 27 de maio de 2011

Começa hoje o Encontro de Blogueiros Progressistas no RS. Amanhã é dia do Ceará

Acompanhe o Encontro do Rio Grande do Sul aqui.



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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Agora que está preso e sem direito a recurso Pimenta Neves diz que preferia ter começado a cumprir pena logo após o julgamento

A declaração do jornalista está na Folha de hoje (aqui, para assinantes).

Ao permitir a entrada da polícia na sua casa no Brooklin, zona sul de São Paulo, na noite de anteontem, o jornalista Antônio Marcos Pimenta Neves, 74, fez um desabafo para um delegado: "eu preferia ter começado a cumprir minha pena logo após o julgamento. Só assim teria voltado a ser um homem normal, que vai ao restaurante ou à padaria".

Agora que vislumbra os dias de cadeia que terá pela frente, Pimenta Neves filosofa. Mas sempre tomando sua pessoa como referência, sem uma palavra a respeito da vítima (a jornalista Sandra Gomide, de 32 anos) ou sua família.

Por que não tomou a atitude antes e por que se lamenta agora? A cadeia em que está metido é a resposta.

Todos podemos cometer erros. Ninguém está livre de um ato impensado.

Mas não foi o que aconteceu com Pimenta Neves. Primeiro, ao ser rejeitado pela namorada 30 anos mais jovem, usou o poder do cargo de diretor de redação do Estadão e a demitiu. Não satisfeito, ligou para todos os principais jornais e revistas e pediu para que não a contratassem, senão... Quem iria bater de frente com o diretor de redação do àquela época poderoso Estadão?

Desempregada e com as portas se fechando em sua cara, ele esperava que Sandra Gomide voltasse pra ele.

Ela não voltou. E ele a chamou para uma conversa, já com a arma preparada, e a matou com um tiro nas costas e outro na nuca, com Sandra já caída e indefesa.

Confessou o crime. Mas contratou advogados para se livrar da pena.

Agora se lamenta. Mas se lamenta por ele mesmo.

Realmente, se houvesse cometido o crime hediondo que cometeu e optado por pagá-lo na cadeia, sem recorrer a estratagemas de advogados, Pimenta Neves estaria hoje livre.

Mas ele é a parte menor no assunto. Sandra Gomide está morta. E sua família, destruída. Declaração de pai de Sandra:

Minha mulher ficou com problema psíquico. Ficou com transtorno bipolar e está internada em Santos. De dois em dois meses vou ao psiquiatra com ela. Ela acha que a Sandra está viva, às vezes, e depois acha que sou culpado pela morte dela. Ela toma três remédios de dia e três à noite, só remédio forte. Eu fiquei com neuropatia diabética, tive problemas de coração, tive de fazer quatro safenas e uma mamária. Só de acordar à noite, lá para uma da manhã, de pensar nesse caso...só de pensar que o Pimenta está numa boa e eu aqui nessa vida...Isso é muito ruim para mim. É a pior coisa. É preferível perder as pernas do que perder uma filha desse jeito. Eu nunca pensei que eu ia sair de Minas Gerais, fazer minha família aqui e depois acontecer um negócio desses. Às vezes eu penso “Será que tudo isso aconteceu mesmo? Será que esse sou eu mesmo?”. [Fonte]

Este outro crime Pimenta Neves não paga, nem se mostra arrependido ou consciente de o haver cometido. Lamenta apenas agora os dias de cadeia pela frente. Nenhuma palavra sobre a vida que tirou ou a família que destruiu.

Nenhuma explicação para o fato de que só não ficou preso anteriormente graças a seus advogados, regiamente pagos.

Se realmente tivesse cometido um ato impensado, aceitaria a pena, liberaria os advogados, pediria desculpas à família. E aí, quem sabe, não teria cometido os outros dois assassinatos indiretos e impunes que cometeu: do pai e da mãe de Sandra Gomide.

Crimes que ficarão impunes.

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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Pra quem não tem noção do tamanho e das diferenças do Brasil, 'A Balada de José e Maria', do Leandro Fortes

Leiam no blog do excelente jornalista Leandro Fortes A Balada de José e Maria.

Mas, cá entre nós, Leandro, senti e sinto sua falta na cobertura do pedido de impeachment de Gilmar Mendes. Se ele chamou o Lula às falas por causa de uma reportagem da Veja, tem que ser chamado às falas agora para falar ao distinto público sobre as acusações que lhe são feitas no pedido do advogado Piovesan.

Leia também:


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Sarney manda arquivar pedido de impeachment contra Gilmar Mendes


O presidente do Senado Federal, José Sarney (PMDB), mandou arquivar o pedido de impeachment do ministro e ex-presidente do STF Gilmar Mendes.[Fonte]

Sarney seguiu parecer do coordenador de processos Judiciais, Alberto Caiscais, e do Advogado Geral do Senado, José Alexandre Lima Gazineo, que, traduzindo o juridiquês, acharam que não havia fundamento algum no pedido, porque foi baseado numa reportagem.

Não viram nada demais no ministro ficar hospedado na casa do advogado Sergio Bermudes, viajar com a esposa às custas de Sergio Bermudes, ter a esposa como funcionária do escritório de Sergio Bermudes em Brasília - tudo o que apontam revista e pedido de impeachment:

"Evidente o caráter especulativo de apontar uma amizade entre um Ministro do Supremo Tribunal Federal e um advogado como sendo, por si só, motivo para abertura de um processo político institucional com as graves conseqüências para a estabilidade e credibilidade das instituições, como o é o processo de impeachment" - diz o parecer.

Não é só amizade não, senhores. Viagens ao exterior, hospedagem...

No pedido de impeachment, o advogado Alberto de Oliveira Piovesan não condenava Gilmar Mendes, mas pedia ao Senado e à OAB que examinassem as acusações e, caso confirmadas, que se votasse o impeachment de Gilmar Mendes:

Os fatos divulgados pela referida reportagem (documento nº 4, em anexo), são comprometedores. Revelam recebimento de benesses e outros fatos que põem em dúvida
a isenção, a parcialidade do julgador, configurando violação a dever funcional, e em consequência a incidência do item 5 do artigo 39 da Lei Federal 1079/1950.

(...) A referida reportagem informou, dentre outros fatos, que o Advogado Sergio Bermudes hospeda o Ministro Gilmar Ferreira Mendes quando este vem ao Rio de Janeiro, e que já hospedou-o em outras localidades, além de fornecer-lhe automóvel Mercedes Benz com motorista.

A citada reportagem informou também que o Ministro Gilmar Ferreira Mendes recebeu de presente, do mesmo Advogado Sergio Bermudes, uma viagem a Buenos Aires, Argentina, quando deixou a presidência do Supremo Tribunal Federal no ano passado (2010). E que o presente foi extensivo à mulher do Ministro, acompanhando-os o Advogado nessa viagem.

A citada reportagem informou ainda que o referido Advogado emprega e assalaria, acima do padrão, a mulher do Ministro. Evidente que no recesso do lar pode ela interferir junto ao marido a favor dos interesses do escritório onde trabalha,
e de cujo titular é amiga intima (sempre segundo a citada reportagem). É o canal de voz, direto e sem interferências, entre o Ministro e o Advogado.

Se comprovados estes fatos, notadamente a viagem de presente, ficará configurada violação de dever funcional, com consequente inabilitação para o cargo, eis que
vedado o recebimento de benefícios ao menos pelo Código de Ética da Magistratura, precisamente seu artigo 17.

Em tudo isso o Advogado Geral do Senado não viu uma justa causa para o pedido de impeachment:

"O conceito de justa causa aqui manejado, apropriado da seara do Direito Penal, convida a repelir denúncias que não logrem afirmar, com exatidão, a existência do fato criminoso ou ilegal atribuído ao denunciado, sua tipicidade evidente, além de não se apoiar em conjunto probatório ou indiciário minimamente convincente."

A mim me parece que o parágrafo "Se comprovados estes fatos, notadamente a viagem de presente, ficará configurada violação de dever funcional, com consequente inabilitação para o cargo, eis que vedado o recebimento de benefícios ao menos pelo Código de Ética da Magistratura, precisamente seu artigo 17" afirma existência de fato criminoso ou ilegal atribuído a Gilmar Mendes.

O advogado Piovesan listou ainda uma série de medidas que o Senado poderia tomar para provar ou não a existência de fato criminoso ou ilegal. Nada foi levado em consideração.

Piovesan terminava assim seu pedido de impeachment:

Confia o signatário desta petição que o Senado da República Federativa do Brasil cumprirá a lei, demonstrando a todos os brasileiros, e ao mundo, que o Brasil é uma República sólida e democrática, onde a Constituição e as leis são efetivamente cumpridas, alcançando tanto o humilde brasileiro do mais distante rincão, quanto o ocupante de elevado cargo público, todos sem privilégio de qualquer espécie.

Errou.

Quem acertou foi a mídia corporativa, todos os jornalões - Globo, Folha, Estadão - e mais a Veja, o "jornalismo independente" de Ali Kamel na Globo, que não deram uma linha sequer sobre o pedido de impeachment. Durante 13 dias mantiveram seus leitores e telespectadores sem saber de nada.

Todos eles sabem que para que certas coisas aconteçam é preciso que haja silêncio. Fizeram a parte deles. Sarney a sua. Nós temos que fazer a nossa exigindo que Gilmar Mendes seja chamado às falas e se explique, como já fez com o presidente da República por causa de uma gravação, que tal como Conceição, ninguém sabe, ninguém viu.

Íntegra do pedido de impeachment de Gilmar Mendes está aqui


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terça-feira, 24 de maio de 2011

Documentário da BBC desta segunda, 23/05/2011, que mostra corrupção na FIFA e envolvimento de Ricardo Teixeira



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Finalmente, ministro do STF decide que Pimenta Neves tem que ir pra cadeia: 'É chegado o momento de cumprir a pena'

Chegou o momento de Pimenta Neves pagar na cadeia o crime hediondo e covarde que praticou contra sua ex-namorada e também jornalista Sandra Gomide, em agosto de 2000 - ou seja, há quase 11 anos.

Pimenta Neves, ex-diretor de redação do Estadão confessou o crime, no entanto, aguardava em liberdade até que se esgotassem todos os procedimentos em sua defesa. A situação é tão ridícula que escrevi aqui Só no Brasil réu confessa assassinato e aguarda em liberdade que justiça confirme que ele é culpado do crime que confessou:

Aí vem o português da piada e diz "Mas, se ele é culpado, confessa que assassinou, então por que não põem o desgraçado atrás das grades, pá?". Porque, no Brasil, o réu, mesmo confesso, é considerado inocente até que não exista mais possibilidade de apelação. O português da piada pergunta: "É piada?". Infelizmente não.

Vamos pegar o caso do Pimenta Neves, que já comentei inúmeras vezes aqui no blog:

No dia 20 de agosto de 2000, o então diretor de redação do jornal "O Estado de S. Paulo" Antonio Marcos Pimenta Neves matou com dois tiros pelas costas a repórter do jornal Sandra Gomide, de 32 anos, em um haras em Ibiúna. Algumas semanas antes ele havia sido abandonado por Sandra, que era também sua namorada. Pimenta Neves confessou o crime, foi condenado em 2006 a 19 anos de cadeia em um júri popular (pena reduzida para 18 e depois 15 anos), mas passou menos de sete meses na prisão.

...Em 13 de dezembro daquele ano [2010] o Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou a condenação e determinou a prisão do jornalista. Ele foi considerado foragido da Justiça por três dias até que no dia 16 de dezembro a ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), concedeu novo habeas corpus, desta vez baseado na presunção da inocência.

...A partir de então o caso entrou em um labirinto de recursos especiais e extraordinários, apelações, embargos, agravos regimentais, agravos de instrumentos, enfim, todo o arsenal que a legislação brasileira oferece para protelar o cumprimento da sentença.

No final de julho [de 2010] o Ministério Público Federal deu parecer contrário à defesa de Pimenta e o processo foi finalmente remetido para o ministro Mello. Para se ter uma ideia de como o processo desviou do objetivo principal, o nome de Sandra e o crime do qual ela foi vítima não são nem sequer citados no parecer do MPF.

Em agosto de 2009 a situação era descrita no site do STF pela sigla "EDCL no AGRG nos ERESP". Traduzindo: embargos declaratórios no agravo regimental nos embargos do recurso especial. Tudo isso foi negado pela Justiça. Depois a defesa protocolou um recurso extraordinário que finalmente será julgado pelo STF. Os advogados de Pimenta alegam irregularidades no julgamento como a proibição de um depoimento por vídeo gravado (o que impede a acusação de contestar as afirmações do depoente) e a ausência de uma testemunha que vive nos EUA e serviria apenas para reafirmar a idoneidade de Pimenta Neves.

...[Em agosto de 2010 (10 anos após o assassinato) o processo chegou às mãos do] ministro Celso de Mello, relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF), que pode a qualquer momento decidir se aceita ou não o recurso da defesa de Pimenta, que pede a anulação do julgamento realizado em maio de 2006. [Fonte]

Agora, segundo o site do STF, "o ministro Celso de Mello determinará ao juiz da Comarca de Ibiúna (SP) a imediata execução da sentença condenatória de 15 anos de reclusão em regime inicialmente fechado. “É chegado o momento de cumprir a pena”, enfatizou o ministro Celso de Mello, já que se esgotaram todos os recursos possíveis por parte da defesa, qualificada pelo relator como “ampla, extensa e intensa”".

Vamos torcer para que não venha alguém (que não preciso dizer quem) que arrume um jeitinho de ajudar Pimenta Neves a fugir do país e se encontrar no Líbano com o médico Roger Abdelmassih (Condenado a 278 anos por violentar 37 pacientes, médico que fugiu do Brasil graças a HC de Gilmar Mendes cometeu mais crimes).

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No New York Times, uma possível saída para DSK: Cientistas israelenses afirmam que provas de DNA podem ser fabricadas

Cientistas em Israel demonstraram que é possível fabricar provas de DNA , minando a credibilidade daquela que é considerada a prova definitiva nos processos penais. É o que informa reportagem do The New York Times.

Com isso, pode não dar em nada a nova acusação (vazada, e não confirmada, é bom destacar) de que teriam sido encontrado traços do DNA de Dominique Strauss-Kahn no uniforme da camareira que o acusa de tentar estuprá-la num hotel nos EUA.

Strauss-Kahn, ex-presidente do FMI e (ex)provável candidato à presidência da França, pode apelar agora aos cientistas para mostrar que as provas contra ele podem ter sido forjadas. Nada que um bom advogado, regiamente pago, não consiga fazer. E DSK tem dinheiro e influência para isso.

Os cientistas israelenses teriam conseguido produzir sangue e saliva com amostras de DNA de uma pessoa que não doou nem o sangue nem a saliva.

"Você pode criar a cena de um crime. Qualquer estudante de Biologia poderia fazer isso", afirma Dan Frumkin, responsável pelo estudo.


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Belinha dos Jardins reaparece e lança campanha 'Adote um psolista antes que ele se extinga ou eleja'

Recebo nova mensagem de Belinha dos Jardins:

Prezado esquerdista-pragmático,

tenho me divertido bastante no seu blog com suas tentativas de defender Palocci, aquele gordinho melífluo, de língua presa e contas soltas.

Principalmente com o auxílio de Gabriel, um jovem negro e robusto, filiado ao Psol, que nos mostra por a + b que o governo da terrorista é um horror, e se antes eles queriam destruir o Brasil a bala e transformá-lo numa Cuba mastodôntica, agora se contentam em ganhar nosso rico dinheirinho e distribui-lo (ínfima parte, of course) entre a gente diferenciada que os elege.

Por isso, eu e minha amigas estamos lançando a campanha "Adote um psolista antes que ele se extinga ou eleja". (Reparou nas novas cores de minha foto? É fruto disto)

Nosso movimento começou durante a campanha presidencial. Carlota, uma de minhas amigas, enquanto degustávamos nosso chá semanal, nos chamou a atenção para o candidato Plínio. Disse que era muito compenetrado e seguro das bobagens que dizia, e, por isso, divertidíssimo, e que estávamos perdendo suas declarações.

Determinei que uma de minhas ajudantes passasse a gravar os programas de Plínio e, semanalmente, reunia-me com minhas amigas para nos deleitarmos com suas palavras. Quanta convicção. Quanta certeza. Que superioridade moral ele julgava ter sobre os demais, a quem dirigia conselhos, críticas ou pequenas boutades.

Mas o que nos encantou diante daquilo tudo é a certeza que ele tinha de que jamais seria eleito. Por isso era livre para atacar a tudo e a todos. Para ser o Salomão da política, definir o que são o bem e o mal. A certeza da derrota o tornava invencível.

Foi aí que nos aprofundamos em seu partido, a partir da sugestão de uma outra de nossas amigas (cujo nome infelizmente já não me recordo, tantas passamos a ser, graças a Plínio), que disse conhecer ligeiramente (mas, dizem outras, profundíssimamente) um psolista chamado Gabriel, como o anjo da anunciação, a quem já me referi.

Tratamos de contratá-lo para que participasse de nossas reuniões semanais. O adotamos. Tudo o que ele tem a fazer é nos dizer o que pensam (ele e o Psol) do Brasil e do mundo.

Participamos também, juntando declarações de seus deputados e simpatizantes, e folgamos muito com isso. São as tardes mais divertidas nesse início de crepúsculo de nossas existências.

Ainda outro dia, Gabriel nos disse que era contra a usina Belmonte ou Belo Monte, porque ela inundaria o cemitério de uma tribo indígena de não mais que 100 sobreviventes. Eu me engasguei com um biscoito e tive que ser socorrida pela minha enfermeira, pois não pude conter o que seria um acesso de riso.

Quem, a não ser um psolista, acredita na existência de indígenas vivos no século XXI? Eles andam em suas modernas caminhonetes, usam roupas de grife e só se pintam e fantasiam de índios para conseguir alguma vantagem dos governos ou para as câmeras e argumentos dos psolistas...

Ainda assim, quanta convicção, quanta paixão no que Gabriel dizia. Mesmo sendo negro, fulgurava um rouge de indignação em sua face. Tudo isso por causa de um cemitério - e ele nem era o morto...

Quando saiu, eu estava absolutamente convencida da necessidade de preservar essa espécie. Fiz a proposta a minhas amigas e elas concordaram. Então lançamos a campanha "Adote um psolista antes que ele se extinga ou eleja".

Porque uma e outra coisa são fundamentais. Os eleitos acabam tendo suas inocências e convicções conspurcadas, como aquele delegado que tem um nome de origem grega de que não me recordo agora, que se fez de cruzado contra aquele banqueiro baiano (lembrei-me os nomes: Protógenes e Dantas). Fez-se a transformação: o psolista indignado, paladino da justiça, transformou-se num deputado eleito e elogiou o presidente do futebol brasileiro Ricardo Teixeira, acusado de falcatruas.

E assim está o nosso movimento. Mais detalhes terei de contar em outro dia, pois a ajudante que digitava meus textos deve ter conseguido um bolsa família qualquer e não quer saber mais de trabalhar. Vou ver se Gabriel aceita a tarefa. Por enquanto, é só. Au revoir.
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Casal que extorquia padre Júlio Lancellotti é condenado. Mas, e a mídia que acusou, julgou e condenou o padre na época, como fica?

Em outubro de 2007 comentei aqui:

O padre Júlio Lancellotti fez queixa à polícia de que estava sendo chantageado havia bastante tempo. Levou provas da chantagem. Mas as acusações voltaram-se contra ele, num efeito bumerangue.

O padre, que cuida dos moradores de rua e é diretor de uma entidade que acolhe crianças portadores do vírus HIV, está sendo acusado de pedofilia, desvio de dinheiro de ONG, o diabo. Tudo isso, sem uma prova sequer. Apenas suspeitas. Para deleite de um jornalismo de esgoto.

O padre foi massacrado, ridicularizado. Agora, sai a sentença: o padre era inocente e o casal que o chantageava, culpado:

O casal Anderson Marcos Batista e Conceição Eletério foi condenado nesta segunda-feira, pela 25ª Vara Criminal da Barra Funda, a sete anos e três meses de reclusão pelo crime de extorsão. Em janeiro deste ano, os dois ameaçaram o padre Júlio Lancellotti com denúncias falsas de pedofilia para obter vantagem financeira indevida. Os três já se conheciam devido a realização de trabalhos sociais.[Fonte]

Mas, e a mídia porcorativa, a chamada "grande imprensa" que massacrou o padre? Para quem não se recorda ou não acompanhou o caso, reproduzo trecho de reportagem do Inverta:

Padre Júlio Lancellotti: de vítima a réu
Mais uma vez a imprensa corrupta, aproveitando-se de acusações não comprovadas, volta-se contra um defensor dos direitos humanos.Desta vez o alvo é o padre Júlio Lancellotti, transformado de vítima em réu por ter denunciado que o ex-interno da Febem, Anderson Batista, sua mulher, Conceição Eletério e pelos irmãos Everson e Evandro Guimarães o estão extorquindo há 3 anos.

Depois de preso, Anderson Batista afirmou que mantinha relações sexuais com Júlio Lancellotti, que foi quem sempre procurou ver a humanidade das pessoas e das coisas e o ajudou a conseguir emprego e moradia.

Outro envolvido no caso de extorsão do padre também afirmou que mantinha relações com ele em troca de dinheiro. O mais estranho nas acusações de Marcos José de Lima é que ao ser preso em flagrante, no dia 19 de abril, com 49 pedras de crack, não mencionou o nome do padre. Somente em 03 de setembro é que resolve acusar o mesmo. Acusações que foram negadas, inclusive, pelos investigadores que o prenderam e consideradas irrelevantes pela promotora Paula Lamenza. Em 27 de setembro, ele foi condenado a 1 ano e 8 meses de prisão pela juíza da 21ª Vara, Maria Isabel Dias.

As notícias sobre as acusações têm sido apresentadas com grande destaque pelos veículos de divulgação dos oligopólios das comunicações.Os jornais da imprensa corrupta muito pouco ou nada dizem sobre sua atuação.

Júlio Lancellotti sempre ajudou moradores de rua, menores infratores e abandonados. É grande referência na defesa dos pobres, dos excluídos por este sistema de injustiças do Brasil. Foi contemplado com a Medalha Chico Mendes, concedida pelo Grupo Tortura Nunca Mais/RJ todos os anos a todas às pessoas que se destacam na defesa dos direitos humanos aqui e no exterior. [continue lendo]

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Dilma avisa: Não anistia desmatador e Código Florestal tem que estar balizado por compromisso de campanha com Marina e PV

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, mandou recado firme da presidenta Dilma:

"A presidenta não aceita nada que não esteja balizado pelo compromisso que ela assumiu em campanha." O compromisso foi expresso em carta à ex-candidata Marina Silva em 14 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno da eleição.

Ou os deputados mudam a proposta de reforma do Código Florestal que acordaram na semana passada ou a presidente Dilma Rousseff vetará o texto. Essa foi a orientação dada ontem pela presidente, que afirma não aceitar anistia a desmatadores nem redução das áreas de proteção de vegetação nativa nas propriedades rurais ou nas margens de rios e encostas. [Fonte e reportagem completa aqui]

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segunda-feira, 23 de maio de 2011

A partir de hoje é proibido fumar nos espaços públicos de Nova York. Grupo programa protesto pelo Facebook


Entrou hoje em vigor a polêmica lei promovida pelo prefeito Michael Bloomberg, que proíbe o fumo em espaços públicos na Big Apple, incluindo 1.700 parques e 22 quilômetros de praia. A multa é de US$ 50.

Segundo o prefeito, "o ar estará mais limpo e as praias não estarão cheias de guimbas de cigarros".

Mas a lei, além de polêmica, é por muitos tachada de inaplicável:

"[Esta ley] es imposible de aplicar. Como policía les puedo decir que es imposible", asegura Audrey Silk, ex policía de Nueva York, fundadora del grupo profumadores CLASH y promotora de la campaña "yo fumo, yo voto", que tiene como objetivo destituir a los políticos que imponen este tipo de medidas.

La policía de Nueva York, parece opinar lo mismo, ya que indicaron que no castigarán a los infractores de la nueva ley, si no que la recolección de multas quedará en manos de las autoridades de los parques, que cuentan con muy poco personal para hacer valer la nueva medida.

Incluso el alcalde Bloomberg reconoce la dificultad de implementar la ordenanza, y dijo en un programa de radio que serán los ciudadanos de bien que lograrán su aplicación.

"Esta ley se aplicará gracias a la presión pública. Todo el mundo te va a decir: Oye no debes fumar aquí, y por lo general la gente hace caso", pronosticó Bloomberg.

Ya sea por obra de los empleados de los parques o del público de bien, la aplicación de la nueva ley tendrá su primera prueba cuando un grupo de fumadores indignados se tomen uno de los parques para fumar en grupo.

Silk, y sus amigos de Facebook, planean una protesta el 28 de mayo en Brighton Beach donde juntos encenderán sus cigarros en desafío de la nueva ley. [Fonte e reportagem completa aqui]

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Íntegra do programa exibido na BBC que acusa presidente da CBF Ricardo Teixeira de embolsar 9,5 milhões de dólares

Atenção: Este não é o programa que foi exibido hoje à noite na Inglaterra. É um programa anterior, feito pelo mesmo repórter de hoje, Andrew Jennings, em 29 de novembro de 2010 para a mesma BBC. Nele, já há a acusação a Ricardo Teixeira de ter recebido US$ 9,5 milhões, através de uma empresa de fachada, Sanud.

Essa reportagem de Jennings mostra corrupção entre altos dirigentes da FIFA, acobertados por Joseph Blatter, que nada investiga. Jennings chega a ironizar: Seria como se Al Capone dissesse que iria investigar a Máfia.





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Ataque a Palocci agora é igual ao do comercial da campanha de Marta 'Afinal, quem é Kassab?'. Só favorece a oposição

A oposição impressa e televisiva já recolheu as armas no ataque a Palocci. Deixou o ataque para o fogo amigo. Observam de camarote a luta interna para ver quem causa mais prejuízo ao governo atacando Palocci.

Curioso é que o ministro não é acusado de nada pela "grande imprensa". Eles só dizem que ele ganhou muito dinheiro. A conclusão e o pedido da cabeça do ministro são feitos por gente de dentro do governo ou apoiadores. E pelos partidos de oposição, sem rumo e sem projetos, à procura de uma causa.

Este momento está me lembrando um outro que aconteceu durante a campanha de Marta à prefeitura em 2008. Foi produzido um comercial que objetivava fazer as pessoas pensarem melhor na hora de votar.

Kassab já estava à frente nas pesquisas, embora fosse uma pessoa absolutamente desconhecida do eleitorado, um operador de bastidores, que havia sido vice de Serra e herdara a prefeitura.

O título do comercial era "Afinal, quem é Kassab?". O reproduzo a seguir, quase três anos depois, para os que não se recordam, não assistiram, e também para os que se lembram e foram radicalmente contra sua realização.

O comercial era brilhante e o defendi aqui, embora a maioria da blogosfera o atacasse acusando-o de preconceituoso, dizendo que levantava suspeita sobre a (homos)sexualidade de Kassab etc.



Reproduzo o texto:

Você sabe mesmo quem é o Kassab?
Sabe de onde ele veio?
Qual a história do seu partido?
De quem foi secretário e braço direito?
De quem esteve sempre ao lado, desde que começou na política?
Se já teve problemas com a justiça?
Se melhorou de vida depois da política?
É casado? Tem filhos?
Já que ele não informa nada, não é mais prudente se informar melhor sobre ele?
Para decidir certo é preciso conhecer bem.

São perguntas que um pai ou uma mãe fariam a seu filho ou filha que diz estar namorando, por exemplo. Ou que um patrão faz normalmente para admitir um funcionário.

Como parece que jornalistas, blogueiros de São Paulo sabem (ou acham) que Kassab é gay, caíram de pau em cima do comercial, destacando que jamais poderia ser feito pela campanha de uma sexóloga.

O comercial foi retirado do ar. Marta disse que não havia participado da decisão de produzi-lo.

E Kassab? Deitou e rolou. Virou vítima até para esse pessoal que enxergou preconceito contra ele. E se elegeu.

O mesmo acontece agora com Palocci. Atacam e enfraquecem o ministro - e, por tabela, o governo - sendo que ele não é acusado de nada, e colocou, segundo diz, tudo em sua declaração de imposto de renda.

Ah, mas não é ético. Mas falar em ética com uma imprensa que manipula, distorce, mente, omite, falsifica. Que é capaz de acusar Lula pelo assassinato das vítimas da TAM em Congonhas. Que coloca uma ficha falsa de Dilma na parte superior da primeira página do jornal. Como eles ainda conseguem produzir agenda setting sobre moral e ética entre nós que conhecemos seu jogo?

Por que se ataca o PIG e ao mesmo tempo se faz o jogo dele? Eles querem atingir o governo da presidenta Dilma. Querem uma negociação mais camarada para os ruralistas endividados e caloteiros (que Palocci, por decisão de Dilma, estava contrariando). E desse jeito vão acabar levando. Com o auxílio luxuoso de "indignados úteis" que antes eram massa de manobra de um lado e agora parece que viraram para o outro.

Temos que ter muito firme na mente quem são nossos aliados. Mas, principalmente, quem são nossos adversários. Qualquer auxílio a eles é gol contra. Por isso critiquei o discurso da presidenta na festa da Folha. Alimentar o PIG é enfraquecer o governo.

O resto é com Palocci, que está bem crescidinho, rico e tem como se defender. Se algo for provado contra ele, que pague pelo erro. Mas o jogo do PIG eu não faço.

Ou acaba acontecendo com em São Paulo: entra Kassab. Entra Serra.

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Imagens tomadas de um helicóptero mostram estrago feito por terremoto e tsunami na usina nuclear de Fukushima



Pelo tamanho dos estragos nos reatores 3 e 4 dá pra perceber que a empresa responsável pela usina e o governo japonês andaram tentando tapar o sol com a peneira, quando sustentavam que a situação da usina estava sob controle e que não havia vazamento ou ele estava controlado.

A partir das imagens, você acredita?

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domingo, 22 de maio de 2011

Após Folha esticar corda de Palocci até Dilma, Estadão quer pendurá-la em Lula

De mansinho, como quem não quer nada, eles vão jogando as iscas para pegar peixes incautos - que são aqueles que criticam o PIG, mas acreditam em tudo o que ele publica.

A Folha colocou Palocci na roda, escandalizando o nada: um ex-ministro, fora do governo, teria ganhado muito dinheiro com uma empresa de consultoria. Alguma ilegalidade? Não apontam. Falam apenas em quantias enormes.

Depois puxam a quantia para a época da campanha de 2010 ("esquecendo" convenientemente que 2006 também foi ano de campanha e o faturamento da empresa foi pequeno) para levar a rede até Dilma.

Bola levantada pela Folha, repercutida pelo esgoto da Veja, o Estadão tratou de "correr atrás do prejuízo". Suitou a Folha fazendo uma entrevista com o ex-presidente do BNDES no governo Lula, Carlos Lessa.

Lessa, um divertidíssimo homem sério, deu sua opinião sobre o assunto. Até que a entrevistadora, inocentemente, mandou:

Sua tese vale também para ex-presidentes da República?

Pronto. Já, já começam a dizer que palestras de Lula são uma imoralidade. Que ele está rico ganhando centenas de milhares de dólares por elas.

Se falarem que FHC também ganha (muitíssimo menos, por incompetência dele), como Palocci fez em relação a Malan e outros, vão argumentar que o PT dizia que faria diferente.

E assim segue a roda dos inocentes úteis oferecendo seus próprios pescoços para alimentar os predadores famintos que estão fora do poder.

Não contem com o meu.

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sábado, 21 de maio de 2011

Primavera árabe na Espanha: Here Comes the Sun na Porta del Sol, Madrid



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#gentediferenciada na Espanha desenvolve #Tweetometro, aplicativo Twitter para tomar decisões democráticas online

Milhares de espanhóis de todas as idades tomam as ruas de algumas das principais cidades da Espanha, desde o último domingo, em protesto contra as medidas do governo, cortes em gastos sociais, desemprego e falta de opção política.

As manifestações acontecem em paz, com muita alegria e organização, pois são pactuadas entre os participantes, momento a momento. Para isso desenvolveram até um aplicativo para Twitter, o Tweetometro, que explicam assim:

Uma aplicação para chegar a acordos, tomar decisões coletivamente ou eleger a melhor ideia apresentada, mediante twitter e sms (em desenvolvimento). Esta miniaplicação é uma adaptação rápida de um desenvolvimento que fez Platoniq/Microstudi no marco da Urbanlabs 09. Não é perfeita mas funciona :-)

Para vê-la em funcionamento, clique aqui.

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Folha tem acesso ilegal à movimentação de empresa de Palocci e o acusa porque sabe que ele não pode se defender

A Folha hoje volta à carga contra Palocci, com o objetivo de atacar Dilma e o governo, como demonstrei ontem aqui em Folha se precipita e entrega o jogo: alvo não é Palocci, é Dilma.

A manchete do jornalão hoje é: "Em 2 meses, após a eleição, Palocci faturou R$ 10 mi". A pergunta é: como a Folha sabe disso se, como afirma Palocci e pelo menos uma das empresas a quem ele prestou consultoria, existe uma cláusula de sigilo nesse tipo de trabalho, que não pode ser rompida pois seria crime, como acontece com os médicos e advogados, por exemplo.

Então a Folha ataca sabendo que ele não pode se defender, a não ser dizendo o que já disse e que nota da empresa volta a repetir ao jornalão hoje sobre os tais R$ 10 milhões, após a eleição.

Sem confirmar os valores, a assessoria da empresa atribuiu a intensa movimentação do fim do ano ao cancelamento de vários contratos após a decisão de Palocci de mudar a Projeto de ramo e encerrar suas atividades como consultor, antes de assumir o comando da Casa Civil.

Agora, repare como a Folha começa a reportagem e verifique se o objetivo não é misturar Palocci à eleição de Dilma:

O faturamento da consultoria do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, no ano passado superou R$ 10 milhões em novembro e dezembro, os dois meses que separaram a eleição da presidente Dilma Rousseff e sua posse.
Palocci foi o principal coordenador da campanha de Dilma e chefiou a equipe que organizou a transição para o novo governo nesse período. Dilma anunciou sua escolha como ministro da Casa Civil no dia 3 de dezembro.
O valor obtido nos últimos dois meses do ano pela empresa de Palocci, a Projeto, representa mais da metade de sua receita no ano passado. A consultoria faturou R$ 20 milhões em 2010, segundo duas pessoas que examinaram seus números e foram ouvidas pela Folha.

E se essas "duas pessoas que examinaram seus números e foram ouvidas pela Folha" forem as mesmas que produziram a ficha falsa de Dilma publicada na primeira página da Folha?

Aqui, não se trata de defender Palocci - ele é bem crescidinho, tem bastante dinheiro e é poderoso -, mas de desmascarar a manobra da Folha que quer puxar Dilma para a roda, já que não conseguiram emplacar seu candidato. Para isso usam a estratégia de um antigo comercial deles mesmos: "É possível contar um monte de mentiras dizendo só a verdade". Antigo comercial da Folha virou seu Manual de Redação.



Trecho final do comercial parece escrito para o leitor da Folha: "É preciso tomar muito cuidado com a informação e o jornal que você recebe".

Por isso fui contra o discurso da presidenta na festa dos 90 anos da Folha, a critiquei aqui, De Dilma para Octavio Frias de Oliveira e deste para Estela (codinome de Dilma na luta contra a ditadura).

Fui acusado de não ter percebido a sutileza da presidenta, que Dilma teria dado tapa com luvas de pelica. Taí a resposta.

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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Primavera árabe de #gentediferenciada chega à Espanha e invade a Europa de maneira que parece irreversível

Na Espanha, manifestação de #gentediferenciada reúne milhares de pessoas em mais de 50 cidades, desde domingo, o #15mani.

Duas coisas essa gente tem em comum: o descrédito nos partidos e políticos e a paixão peles redes sociais.

Assim como na Primavera árabe, que derrubou as ditaduras do Egito e Tunísia, o movimento em favor da democracia, da participação popular começou nas redes sociais e ganhou as ruas da Espanha, e agora se espalha pela Inglaterra, Grécia, Itália, Bélgica, França, Portugal. Confira aqui.

O vídeo a seguir mostra o que está acontecendo por lá:




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Folha se precipita e entrega o jogo: alvo não é Palocci, é Dilma

A edição de hoje da Folha entrega o jogo. Todo mundo estava se perguntando o porquê de tanto fogo em Palocci, um homem do mercado, tido por muitos petistas como um "deles". A Folha hoje responde: porque o alvo é Dilma e o governo do PT.

Começa na primeira página, em parte reproduzida aí em cima. "Empresa de Palocci faturou R$ 20 mi no ano da eleição".

Misturando dinheiro de Palocci com dinheiro de campanha pode-se ampliar o leque da investigação, não é, Folha? Se levarmos em conta que Palocci é do PT e foi coordenador da campanha de Dilma Rousseff à Presidência da República, pode-se especular se o dinheiro seria sobra não-contabilizada da campanha de Palocci, do PT ou de Dilma - mas como diferenciar, não é, Folha? Esse seria o caminho natural do processo. Mas a Folha se precipitou, e, pior, se entregou. Mostro como:

Repare na imagem ao lado. É cópia do que está hoje nesta página da Folha (dei print screen, viu Folha?), que o assinante pode conferir ao vivo aqui. A diferença está nos destaques que dei em amarelo e vermelho, na frase e nas duas estrelinhas. A frase puxa Dilma para a roda: "Receita de consultoria deu salto no ano da eleição de Dilma para Presidente". E as estrelinhas? O que fazem ali as estrelinhas que não estão presentes em nenhuma outra reportagem da Folha de hoje, apenas nesta? Simples coincidência? E que a estrela seja o símbolo do PT é apenas outra coincidência?

Então, ao texto da repórter Cátia Seabra.

A empresa de consultoria do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, faturou R$ 20 milhões no ano passado, quando ele era deputado federal e atuou como principal coordenador da campanha de Dilma Rousseff à Presidência da República.
Segundo duas pessoas que examinaram números da empresa e foram ouvidas pela Folha, o desempenho do ano passado representou um salto significativo para a a consultoria, que faturou pouco mais de R$ 160 mil no ano de sua fundação, 2006.

Entendemos, Folha. No ano em que Palocci "atuou como principal coordenador da campanha de Dilma Rousseff à Presidência da República" sua empresa deu um salto.

Mas a comparação é com o ano de 2006, o de criação da empresa. E os outros, 2007, 2008, 2009, qual o faturamento? E, já que vocês tiveram acesso ao papelório, porque não divulgaram os anos anteriores? Por que também se esqueceram de dizer que 2006 também foi ano eleitoral, Lula se reelegeu presidente e Palocci se elegeu deputado federal?

Numa reportagem complementar vem a informação de que a receita da empresa de Palocci é similar à das maiores do ramo no país. Só que nenhuma delas tinha à frente o ex-czar da economia do governo Lula, não é? Alguém que havia recém saído do governo e que pertencia (pertence) ao PT.

Aí vem o fecho, com outra reportagem que afirma: Empreiteira com negócios públicos contratou Palocci (aqui, para assinantes). E vai direto ao assunto:

O grupo WTorre, que fechou negócios com fundos de pensão de estatais e com a Petrobras, foi um dos clientes da empresa de consultoria do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci.
A empreiteira também fez doações de campanha a Palocci (R$ 119 mil), em 2006, e a Dilma Rousseff (R$ 2 milhões), no ano passado.

A partir daí, a reportagem elenca uma série de contratos do grupo WTorre (que "diz manter ativos de R$ 4 bilhões em 200 projetos"), em anos diferentes, sem dizer em momento algum que qualquer deles teve a participação da empresa de Palocci. Os dados são jogados para que o leitor incauto faça a tal ligação.

Ou seja, o ataque a Palocci era para que ele justificasse o aumento de seu patrimônio? Não, era para fazer com que a Petrobras, Previ, a campanha de Dilma, o governo venham a público justificar por que fizeram tal e tal negócio com tal e tal empresa.

Ah, antes que me esqueça. Ao final da reportagem, envergonhadinha, vem a informação:

Em 2010, além da doação de R$ 2 milhões à campanha de Dilma Rousseff, da qual Palocci era coordenador [esta ligação é o que eles querem deixar claro], também houve aporte para o tucano José Serra (R$ 300 mil), adversário na disputa.

Ou seja, a empresa jogou dinheiro no lixo. Aí Palocci deveria vir a público pelo menos para afirmar que isso não foi resultado de sua consultoria... Queima o filme.

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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Bomba! Bomba! Bomba! Obama acaba de defender estado palestino com base nas fronteiras de 1967

Só mesmo usando o antigo bordão do colunista Ibrahim Sued. Numa tremenda virada da posição dos Estados Unidos, o presidente Barack Obama fez um pronunciamento defendendo a criação do estado palestino com base nas fronteiras existentes em 1967, posição compartilhada por grande parte dos países do mundo - Brasil inclusive -, pela ONU, mas que nunca foi considerada por Israel.

Obama também defendeu a retirada total das forças de ocupação israelenses.

A medida fez com que o presidente palestino Mahmud Abbas convocasse uma reunião urgente.

[Fonte: The Telegraph]

Pelo visto, ninguém segura a revolução no mundo árabe. Até os Estados Unidos tiveram que aderir.

Israel vai ter que enfrentar um torcicolo de girafa para tentar defender sua posição. Com o risco de ficar isolado. E sem a grana e o apoio militar dos EUA.

É uma primeira grande esperança de paz na Palestina.

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Médicos dos Estados Unidos pedem a aposentadoria do palhaço Ronald McDonald. Peça você também

Os médicos de lá [EUA], apoiados pela organização sem fins lucrativos Corporação de Responsabilidade Internacional (Corporate Accountability International) pedem o fim do símbolo maior do McDonald´s, o palhaço Ronald McDonald. Um dos argumentos, publicado em carta nos jornais americanos de ontem, é que desde o surgimento do palhaço com sapatos em formato de hambúrger, em 1963, a saúde das crianças piorou. A obesidade infantil triplicou nos últimos 30 anos naquele país. Atualmente, uma criança em cada três tem excesso de peso ou é obesa.

A carta dos médicos pede ao McDonald's o fim dos brindes em seus lanches felizes - julgam ser uma tática de marketing predatório - já que os sanduíches são calóricos, gordurentos e com excesso de sal. Saiba mais no site da Corporate Accountability International.

O McDonald´s, segundo a Agência France Presse, já se manifestou e disse. "Como o rosto da Ronald McDonald House Charities (braço encarregado das atividades de caridade do grupo), Ronald é um embaixador a serviço do bem, que dá mensagens importantes às crianças sobre segurança, alfabetização e um estilo de vida ativo e equilibrado". Será?

Tudo o que você leu até aqui é do Nota de Rodapé, onde você vai encontrar o link da Corporate Accountability International.

Para que você se integre à campanha, dê uma olhada no vídeo abaixo, e se pergunte: De que são feitas essas batatas fritas? Eesses hambúrgueres? E essa eca toda?



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Por que a Abril está soltando os cachorros em cima do Haddad com o livro 'Por Uma Vida Melhor'?

Por que decisões do ministro da Educação estão tornando a vida do Grupo Abril pior. Não é de hoje que tentam derrubá-lo.

A explicação está numa reportagem do Valor Econômico de 2006 (que pode ser lida aqui), muito bem esmiuçada pelo Alceu Nader em seu desativado blog Contrapauta, em 17 de outubro de 2006. Só naquele ano a Abril deixou de faturar R$ 40 milhões a menos do que os R$ 120 milhões que faturaram dois anos antes. Uma queda de 1/3. De lá pra cá as coisas não mudaram. Por isso eles soltam os cachorros.

“As empresas não têm ideologia, têm negócios”
Alceu Nader

A definição acima, pinçada dos estudos sobre cultura de massa dos filósofos alemães Theodor Adorno (1903-1969) e Max Horkheimer (1895-1973), pode estar na origem da ira da Editora Abril e sua principal ponta-de-lança, a revista Veja, contra o PT e o governo Lula.

A artilharia da revista para a dinamitação de um então hipotético segundo mandato de Lula teve início na edição de 25 de maio do ano passado, com a capa do rato trajando terno, gravata vermelha e uma cigarrilha entre os dedos.

Nesse período, aponta reportagem do Valor Econômico de hoje, na reportagem “Editoras menores vendem mais ao governo federal”, já se preparava no Ministério da Educação a portaria 2.963, que viria a ser publicada dois meses depois no Diário Oficial.

Assinada pelo ministro Fernando Haddad, a portaria 2.963, “dispõe sobre as normas de conduta para o processo de execução dos Programas do Livro”, proibe a distribuição de brindes e vantagens, veta a publicidade e a produção de eventos promocionais nas escolas, entre outros recursos de marketing que pudessem induzir os professores à escolha dos livros que iriam usar nas salas de aula.

“As regras para a divugação de livros ditáticos nas escolas públicas mudaram. E o jogo virou a favor das editoras de menor porte”, diz o Valor.

O governo brasileiro é o maior comprador individual do mundo de livros didáticos. No ano que vem, por meio do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) vai comprar 102 milhões de exemplares para distribuição gratuita nas escolas públicas.

A mudança nas regras de divulgação não foi nada boa para a Abril, pois colocou na ilegalidade suas práticas de marketing e divugação junto aos professores. Ao Valor, o diretor-geral da Abril-Educação, João Arinos dos Santos, diz: “Reconhecemos que pode ter havido excessos na divulgação, mas acreditamos que a forma de coibir isso não é proibir a divulgação”.

O descontentamento de Santos mora na queda do faturamento da Abril. Em 2004, as duas editoras de livros didáticos da Abril – Ática e Scipione – ocupavam o primeiro e o quarto lugar entre as maiores fornecedoras, totalizando contratos de R$ 128,7 milhões. Com o fim dos “excessos na divulgação”, perderam 30% do mercado – ambas vão faturar R$ 88,4 milhões – ou R$ 40 milhões a menos do que em 2004. Em 2004, o PNLD gastou R$ 412,4 milhões; no ano que vem, vai desembolsar R$ 456,7 milhões.


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Pedido de impeachment de Gilmar Mendes não é notícia para a "grande imprensa"

Nas versões nas bancas, nos telejornais e portais de notícias da chamada "grande imprensa" não há uma linha, uma frase, uma palavra sobre o pedido de impeachment do ministro Gilmar Mendes protocolado no Senado e na OAB pelo advogado Alberto de Oliveira Piovesan.

A "grande imprensa" que diz que tem o dever de informar, que se diz defensora ardente da liberdade de expressão, de imprensa, não dá informação alguma a seus leitores, telespectadores sobre o pedido. Para quem só se (des)informa por eles, não existe.

Não é possível que não haja uma estratégia por trás disso, uma combinação entre eles. Afinal, é um pedido de impeachment do homem que até há pouco tempo era o presidente do STF, do homem que percorreu o país emitindo opinião sobre os principais assuntos da vida brasileira, como um Simão Bacamarte a defender a sanidade do Judiciário.

Mas, o pedido de impeachment é uma das pontas da informação. A outra é o que há nele, as sérias acusações contra Gilmar Mendes que também não são levadas ao conhecimento da população, a quem a "grande imprensa" (e, mais importante que ela, a Constituição do país) diz ter o direito à informação:

(...) A referida reportagem informou, dentre outros fatos, que o Advogado Sergio Bermudes hospeda o Ministro Gilmar Ferreira Mendes quando este vem ao Rio de Janeiro, e que já hospedou-o em outras localidades, além de fornecer-lhe automóvel Mercedes Benz com motorista.

A citada reportagem informou também que o Ministro Gilmar Ferreira Mendes recebeu de presente, do mesmo Advogado Sergio Bermudes, uma viagem a Buenos Aires, Argentina, quando deixou a presidência do Supremo Tribunal Federal no ano passado (2010). E que o presente foi extensivo à mulher do Ministro, acompanhando-os o Advogado nessa viagem.

A citada reportagem informou ainda que o referido Advogado emprega e assalaria, acima do padrão, a mulher do Ministro. Evidente que no recesso do lar pode ela interferir junto ao marido a favor dos interesses do escritório onde trabalha,
e de cujo titular é amiga intima (sempre segundo a citada reportagem). É o canal de voz, direto e sem interferências, entre o Ministro e o Advogado.

Se comprovados estes fatos, notadamente a viagem de presente, ficará configurada violação de dever funcional, com consequente inabilitação para o cargo, eis que
vedado o recebimento de benefícios ao menos pelo Código de Ética da Magistratura, precisamente seu artigo 17.

Será que nada disso é notícia? Por que o silêncio cúmplice?

Este pequeno blog vai ficar batendo na tecla, até que o ministro venha a público desmentir e desqualificar - se puder - as graves acusações que lhe são feitas.

Quem já chamou às falas um presidente da República também deve ser chamado às falas, porque ninguém pode estar acima das leis, pairando olímpico. Como não ficou o Simão Bacamarte original, que, ao final, internou-se na Casa Verde.

Nossa Casa Verde e Amarela e Azul e Branca aguarda o ministro.

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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Por que Palocci e não André Lara Resende, que Nassif afirma que enriqueceu com informações superprivilegiadas?

Quando a Folha de S.Paulo levantou a questão do enorme crescimento patrimonial de Palocci com certeza já sabia de antemão a resposta. Palocci foi o czar da Economia durante boa parte do governo Lula. Depois, foi colher no mercado o que plantou no governo, quando já não estava mais no governo (este detalhe é fundamental), com sua empresa de consultoria.

Mas, por que a Folha e os outros grandes veículos de nossa mídia porcorativa não fazem um trabalho desses sobre o André Lara Resende, escolhido "Economista do Ano", pela Ordem dos Economistas do Brasil?

Lara Resende, segundo Nassif, estava no governo, quando da implementação do Real, "participando diretamente das formulações da equipe econômica" e era sócio de um Banco na outra ponta, faturando horrores com informações que, por sua posição, eram pra lá de superprivilegiadas.

Nassif fez uma postagem sobre isso em seu antigo blog, em 2006:

O Brasil de André - 4

O ponto focal desse desastre foi a decisão tomada, na partida do Real, de flutuar o câmbio para baixo. Nas discussões preliminares, todas as consequências negativas tinham sido identificadas pelos economistas do Real. Todas, do risco do excesso de dólares apreciando o real, do custo fiscal das reservas cambiais excessivas, da necessidade de conter o capital gafanhoto.

Nada foi feito para prevenir os desastres anunciados. André participou diretamente da decisão de apreciar o câmbio, que matou a grande oportunidade de crescimento do país no século. E foi beneficiário direto desse erro. No final de 1994 seu banco estava vendido em quase US$ 1 bilhão no mercado futuro de câmbio. E ele continuava participando diretamente das formulações da equipe econômica.

Nos anos seguintes, tornou-se personagem típico do romance "O Encilhamento", do Visconde de Taunay. Comprou carros de corrida, viajou para Londres transportando cavalos em avião.

Agora, vem com essas considerações de cunho filosófico-político, como se essa deterioração do país nada tivesse a ver com as decisões econômicas?

Deveria se contentar em continuar apenas milionário.

O que Nassif quis dizer fica mais claro num trecho de uma entrevista concedida a Paulo Henrique Amorim, quando Nassif divulgava seu livro “Os cabeças-de-planilha”:

Nassif – (...) Nesse ambiente é que o André Lara Resende monta o banco Matrix especificamente para se aproveitar daquele momento...
Paulo Henrique – Dessa apreciação do Real...
Nassif - Dessa apreciação e, depois, passar o banco pra frente.
Paulo Henrique - Então, eu te pergunto: o que você está querendo dizer é que o André Lara Resende, que ajudou a formular essa conversão de URV para Real sabia que ia ter uma apreciação e abriu um banco para se beneficiar disso
Nassif - Isso.
Paulo Henrique – É isso?
Nassif - É.
Paulo Henrique - O André Lara Resende ...
Nassif - Acho que um pouco mais. Foi cometido um erro, um erro que não tem base na lógica do Plano Real e pessoas - o André foi o que mais se beneficia disso - que participaram da formulação do Plano se beneficiaram disso.
Paulo Henrique - Quer dizer, um erro que o André sabia de antemão que haveria?
Nassif - Isso.

Paulo Henrique Amorim voltou ao assunto em seu blog em 2009, citando trechos do livro de Nassif:

. “…(André) continuou tendo participação ativa nas formulações econômicas, em um caso flagrante de ‘inside information’. Aliás, ele era mais do que um insider. Era o economista com dupla militância, ajudando a definir as regras do Real e, depois, operando no mercado em cima dessas margens”. (Pág. 187)

. “… algumas instituições começaram a atuar pesadamente no mercado de câmbio, apostando na apreciação do real… a mais agressiva foi a DTVM Matrix… com capital de R$ 14 milhões passou a ter uma carteira de R$ 500 milhões. Seu principal sócio era André Lara Resende”. (Pág. 197)

. “Para fortalecer a posição dos “vendidos” (como o Matrix de André), nos meses que antecederam a implantação da nova moeda, Winston Fristch reuniu-se reservadamente em São Paulo com instituições financeiras… fornecendo o mapa da mina da apreciação do Real… Um dos presidentes de instituição financeira presente me contou a surpresa deles ao ver um membro do Governo passando o mapa da mina cambial”. (Pág. 198)

. Esses relatos espantosos fazem parte do livro “Os cabeças-de-planilha”, de Luis Nassif, da Editora Ediouro, que acaba de ser lançado.

. Esta é provavelmente a denúncia mais grave já feita sobre as maracutaias na política econômica brasileira.

. Sobre a promiscuidade entre o público e o privado.

. Sobre o que se passa, na verdade, por trás da ciência dos cérebros que oferecem à mídia conservadora e aos bancos as idéias luminosas que deveriam orientar essa infeliz Nação.

. Eles, os sábios. “A Nova Renascença”, como dizia o “Rei Filósofo”, FHC. Eles, os especialistas em “inside information”…

. André Lara Resende foi um dos formuladores e, como demonstra Nassif, o maior beneficiário do Plano Real.

. Não há como atribuir a apreciação do Real, na largada do Plano, a uma barbeiragem, ou a um “erro técnico”, como prova Nassif.

. Está mais parecido com um “business plan”.

. A melhor explicação, como diz Nassif, é que houve um trabalho em cima de “inside information”, em que Resende sabia que o “erro” seria cometido e os gênios do Governo FHC não o corrigiriam.

. Por que não corrigiram?

. Nem FHC, o Farol de Alexandria, que lançava luzes sobre a Antiguidade, sabe explicar.

. A entrevista que FHC deu a Nassif, em fevereiro deste ano, é patética.

. Por três vezes ele diz que não sabia do que acontecia – e não sabia o que acontecia sobre o Plano Real, que mudou a economia, a moeda e o país (para o bem e para o mal…)

. E por cinco vezes ele diz que não foi consultado.

. Não foi consultado sobre questões centrais da reforma do Plano Real.

. É espantoso !!!

. Espantoso também é o que conta Nassif, na Pág. 211: “André Lara Resende via o plano como uma forma de enriquecimento e ascensão social. Depois de enriquecer com o Real, realizou sonhos adolescentes de comprar carros e cavalos de corrida – que transportou de avião para Londres, quando resolveu passar uma temporada por lá”… [Postagem de PHA completa aqui]

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'Gilmar [Mendes] minha esperança é que você deixe o cargo que ocupa e que não merece por causa do seu desequilíbrio, do seu destempero, da sua leviandade'

A frase não é de nenhum adversário do ministro e ex-presidente do STF Gilmar Mendes, mas de seu amigo advogado Sergio Bermudes, que emprega Guiomar, esposa de Gilmar, em seu escritório de Brasília, que teria pagado viagem a Buenos Aires ao casal Mendes, que empresta sua Mercedes Benz ao casal quando vêm ao Rio. E que também é advogado da Rede Globo e de Daniel Dantas - a quem Gilmar Mendes deu dois habeas corpus em menos de 24 horas.

A frase está escrita na página 33 do pedido de impeachment do ministro Gilmar Mendes feito pelo advogado Alberto de Oliveira Piovesan:

Gilmar, você agrediu-me brutalmente; agrediu, virulentamente, os processualistas; agrediu os advogados brasileiros e conspurcou a dignidade do cargo que imerecidamente ocupa.

Insistindo em mostrar as patas, você, muito obviamente, questionou a minha seriedade profissional.

Minha esperança é que você deixe o cargo que ocupa e que não merece por causa do seu desequilíbrio, do seu destempero, da sua leviandade, e que abdique da sua propalada pretensão de alcançar o Supremo Tribunal Federal, onde se requer, mais que um curso no exterior, reflexão e serenidade, em vez do açodamento e da empáfia que você exibe.

Na época, Gilmar Mendes era advogado-geral da União, no governo daquele que considera um estadista, Fernando Henrique Cardoso, de quem tinha (ou ainda tem?) um retrato em sua mesa de trabalho.

Já a nossa "grande imprensa", que se diz defensora da liberdade de informação, expressão e imprensa, até o momento não publicou uma linha sequer sobre o pedido de impeachment.

Folha, Estadão, O Globo, Jornal Nacional, não é notícia o pedido de impeachment de um ministro (ex-presidente) do STF? Por que não se fala de sua relação pra lá de perigosa com o advogado Sérgio Bermudes, que foi o foco principal do pedido de impeachment?

Cabe a nós, em nossos blogs, no Twitter, no Facebook, nos fóruns, listas de e-mails, manter o assunto, ou melhor, trazer o assunto, para o centro do debate.

O ministro Gilmar Mendes tem que ser chamado às falas para esclarecer as acusações que lhe são feitas. Afinal, ninguém está acima da lei.

Seria interessante também saber do advogado Sergio Bermudes por que ele mudou tão radicalmente de opinião a respeito de um homem que classificou como desequilibrado, destemperado, leviano, açodado e que mostrava as patas.

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terça-feira, 17 de maio de 2011

Tribunal pode determinar ainda este ano que Scotland Yard abra 36 mil documentos inéditos sobre Jack, o Estripador


Passados 123 anos da morte do mais famoso serial killer de todos os tempos, Jack, o Estripador, a Scotland Yard continua a negar acesso a quatro livros grossos com depoimentos e informações da época, que poderiam finalmente esclarecer quem era o criminoso.

Trevor Marriott, que trabalhou na polícia como investigador de assassinatos e é um dos mais destacados pesquisador sobre o caso do estripador, tenta há três anos ter acesso aos documentos, sem sucesso.

A Scotland Yard alega que eles contém nomes de informantes, e, mesmo passados 123 anos das cinco mortes atribuídas a Jack (várias outras estão ligadas mas não são confirmadas), há um compromisso de sigilo entre as partes que não pode ser rompido. Se o for, informantes de hoje não terão garantia de que jamais seus nomes serão revelados, e por isso não auxiliarão a polícia.

Marriott alega que em outros casos o sigilo já foi quebrado. Mas a Scotland Yard se mantém irredutível.

Semana passada, Marriott entrou na justiça pedindo acesso aos 36 mil documentos inéditos, que ele acredita que possam finalmente revelar a identidade do famoso e ao mesmo tempo desconhecido criminoso.

Entre os principais suspeitos há um neto da rainha Vitória, que reinou durante mais de 63 anos e deu nome a uma era do Império Britânico, a era Vitoriana. Será esse o verdadeiro motivo da recusa?

A decisão do tribunal é esperada ainda para este ano.

[Fonte: The Telegraph]

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Diretor Geral do FMI Strauss-Kahn oferece US$ 1 milhão de fiança, mas Justiça dos EUA nega. Já no Brasil...

Dominique Strauss-Kahn é acusado de tentar estuprar uma camareira no hotel em que estava hospedado em Nova York. Strauss-Kahn é (era) considerado o segundo homem mais poderoso do mundo, atrás apenas de Barack Obama, presidente dos EUA.

Strauss-Kahn não foi pego em flagrante. Não confessou o crime. Pelo contrário, nega tudo. No entanto foi preso, algemado e a Justiça dos Estados Unidos acaba de negar seu pedido de relaxamento de prisão, mesmo diante de uma fiança de um milhão de dólares.

No Brasil, o banqueiro Daniel Dantas, mais adiante condenado a 10 anos de prisão (mas ainda em liberdade), que tentou comprovadamente comprar delegado da Polícia Federal com R$ 1 milhão, recebeu dois habeas corpus seguidos, em menos de 24 horas, do à época presidente do STF ministro Gilmar Mendes. Sem pagar um centavo por isso.

Comparando as duas decisões, que mensagens a Suprema Corte dos dois países passa a seus cidadãos?

Resposta com você leitor(a).


(Via Celular)

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Tuiteiro francês foi primeiro a noticiar prisão do diretor geral do FMI Strauss-Kahn. Tese de conspiração ganha força na França


Jonathan Pinet (o @j_pinet do Twitter) é estudante de Ciências Políticas em Paris e militante da UMP, do presidente francês Nicolas Sarkozy. Coincidentemente, ele tem um amigo em Nova York. Coincidentemente também esse amigo tem um amigo que faz um estágio num hotel em Nova York. Coincidentemente o diretor geral do FMI Dominique Strauss-Kahn se hospeda nesse hotel e (segundo a polícia dos EUA) tenta estuprar uma camareira. Coincidentemente esse amigo do amigo de Pinet está no hotel, fica sabendo do caso, da prisão de DSK e conta para seu amigo, que passa a informação a Pinet pelo Facebook.

Pinet acha a informação "relevante" e a publica em seu twitter. Exatamente 10 minutos após a prisão de DSK. Furo mundial. Que só aconteceu por acaso, como as demais informações anteriores, todas fornecidas por Pinet numa postagem em seu blog (olha aí mais uma vez a rede Twitter, Facebook, blogs em ação).

Mas, na França, a teoria de que DSK caiu numa armadilha já se alastrou:

Depois de Pinet, apontam os defensores da tese da armadilha, a informação foi retransmitida pelo site Atlantico, o mesmo que publicou há dias a incômoda fotografia de DSK a entrar num luxuoso Porsche – que era de um amigo, e não do líder socialista. Tanto aquela publicação como o jovem militante da UMP desmentiram junto do jornal Le Post qualquer envolvimento numa suposta conspiração.

Entrevista premonitória

Outros recordam uma entrevista daquele que até domingo era o mais provável candidato presidencial do PS francês, a 28 de Abril, também ao Libération. DSK admitiu ser possível que o tentassem prender, imaginando mesmo um cenário conspirativo: «Uma mulher que é violada num parque de estacionamento. Uma mulher a quem prometem 500 mil ou um milhão de euros para inventar tal história».

A ideia de uma campanha para denegrir a imagem do pré-candidato socialista também ganha força quando recordadas as últimas manchetes feitas com DSK. A já referida notícia da Atlantico, de que o líder do FMI se fazia passear num Porsche, teve como origem o círculo próximo do Presidente Sarkozy, que dias antes da divulgação da imagem declarara que ele, apelidado de «Presidente dos ricos», «não era nada ao lado de Strauss-Khan».

Também na semana passada, foram revelados dados sobre o património imobiliário de DSK, que inclui casas em Marrocos e nos Estados Unidos. E dias depois, o France-Soir acusava Strauss-Kahn de vestir fatos de 35 mil dólares.

Um homem 'vulnerável', mas não tanto

Tanto rivais políticos como colegas de partido convergem ao afirmar que DSK tem «um problema» com as mulheres, nota o Le Monde. Mas também é generalizada a sugestão de uma possível armadilha.

«Eu acho que provavelmente montaram uma armadilha contra Dominique Strauss-Kahn, e que ele caiu», afirmou a presidente do Partido Democrata-Cristão Christine Boutin. Quem é o autor da conspiração? «Tanto podia ser alguém do FMI, como da direita francesa, ou da esquerda francesa», admite.

Dominique Paillé, que até Janeiro foi porta-voz da UMP, diz acreditar que DSK, «vulnerável» perante as mulheres, pisou uma «casca de banana».

«Não podemos deixar de pensar numa armadilha», disse o ministro francês para a Cooperação Henri de Raincourt (UMP).

Mais próxima de Strauss-Kahn, a socialista Michèle Sabban sugere um «complô internacional» contra o francês. «Mais do que a candidatura presidencial, quiseram foi decapitar a liderança do FMI», acusou Sabban, para quem DSK era, por inerência das suas funções num cenário de crise internacional, «o homem mais importante do mundo depois de Obama» [Fonte]

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Advogado pede impeachment de Gilmar Mendes por 'relações perigosas' com advogado da Globo, de Dantas...e de Gilmar Mendes

O advogado comum aos três chama-se Sérgio Bermudes. Ele também é patrão de Guiomar Mendes, que trabalha no escritório de Bermudes em Brasília. Guiomar Mendes é mulher de Gilmar Mendes.

Agora entra na história um novo advogado. O nome dele é Alberto de Oliveira Piovesan. Ele entrou no Senado da República com um pedido de impeachment do ministro e ex-presidente do STF Gilmar Mendes.

Grande parte da argumentação (mas não toda) de Piavesan se baseia numa reportagem da revista Piauí sobre o Supremo Tribunal Federal e Gilmar Mendes publicada nos números 47 e 48 da revista.

A revista PIAUÍ, de circulação nacional, nos números 47 e 48, respectivamente de agosto e setembro de 2010, publicou extensa e bem elaborada reportagem de autoria de Luiz Maklouf Carvalho, jornalista há mais de trinta anos, sobre o Supremo Tribunal Federal, e na de nº 48 revelou e detalhou relações entre o Ministro Gilmar Ferreira Mendes e sua mulher, com o Advogado Sergio Bermudes, seu antigo desafeto – fato público (documento nº 11, em anexo) – até quando assumiu uma cadeira no Supremo Tribunal Federal.

Os fatos divulgados pela referida reportagem (documento nº 4, em anexo), são comprometedores. Revelam recebimento de benesses e outros fatos que põem em dúvida
a isenção, a parcialidade do julgador, configurando violação a dever funcional, e em consequência a incidência do item 5 do artigo 39 da Lei Federal 1079/1950.

(...) A referida reportagem informou, dentre outros fatos, que o Advogado Sergio Bermudes hospeda o Ministro Gilmar Ferreira Mendes quando este vem ao Rio de Janeiro, e que já hospedou-o em outras localidades, além de fornecer-lhe automóvel Mercedes Benz com motorista.

A citada reportagem informou também que o Ministro Gilmar Ferreira Mendes recebeu de presente, do mesmo Advogado Sergio Bermudes, uma viagem a Buenos Aires, Argentina, quando deixou a presidência do Supremo Tribunal Federal no ano passado (2010). E que o presente foi extensivo à mulher do Ministro, acompanhando-os o Advogado nessa viagem.

A citada reportagem informou ainda que o referido Advogado emprega e assalaria, acima do padrão, a mulher do Ministro. Evidente que no recesso do lar pode ela interferir junto ao marido a favor dos interesses do escritório onde trabalha,
e de cujo titular é amiga intima (sempre segundo a citada reportagem). É o canal de voz, direto e sem interferências, entre o Ministro e o Advogado.

Se comprovados estes fatos, notadamente a viagem de presente, ficará configurada violação de dever funcional, com consequente inabilitação para o cargo, eis que
vedado o recebimento de benefícios ao menos pelo Código de Ética da Magistratura, precisamente seu artigo 17.

No pedido de impeachment há também a informação de que Sergio é um dos principais advogados da Rede Globo (pg. 20), de Daniel Dantas (pg. 22) e do próprio Gilmar Mendes (pg. 26).

A íntegra do pedido de impeachment de Gilmar Mendes está aqui, em pdf. Vale a pena ler.

Não tenho competência para julgar o conhecimento jurídico do ministro Gilmar Mendes. Mas sua avaliação e capacidade de julgamento, sim, e na minha opinião ele é um homem vaidoso e arrogante, o que denota insegurança. Sua opinião na sabatina da Folha em 2009 de que Fernando Henrique Cardoso "é um estadista" e Lula, não, mostra que ele pode entender de Direito mas não entende direito o mundo em que vive. Mendes gosta tanto de FHC que tinha (ainda tem?) um retrato de FHC em sua mesa de trabalho.

Sei que dificilmente o Senado irá peitar Gilmar Mendes. Ele mostrou que tem força no STF quando conseguiu um placar de 9 a 1 a seu favor no caso dos dois HC de Dantas. E vários dos senadores têm processos por lá e não vão querer se indispor com seus futuros julgadores.

Mas a ação do advogado Piovesan tem o grande mérito de trazer à tona as relações perigosas de Gilmar Mendes, que se forem repercutidas na mídia poderão fazer com que o imperial ex-presidente do STF tenha que vir ao distinto público explicar-se.

Se dependermos da grande mídia, sabemos que nada será feito. Portanto, temos que fazer a nossa parte divulgando a ação do advogado Piovesan e exigindo providências do Senado e da OAB - a quem o pedido de impeachment também foi entregue.

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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Gilmar Bacamarte Mendes, o Alienista no STF, manda soltar médico condenado a 278 anos e mantém preso Cesare Battisti


O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou hoje (16) o pedido de soltura apresentado pela defesa do ex-ativista italiano Cesare Battisti na última sexta-feira (13). O relator considerou que não há nenhum "elemento novo" que justifique a medida, como alegou a defesa em relação ao parecer do procurador-geral da República na Reclamação (RLC) 11243, no qual Roberto Gurgel afirma que “não parece ser possível ao STF” decidir se o então presidente da República descumpriu tratado específico firmado entre o Brasil e a Itália ou se praticou algum ilícito internacional ao não extraditar Battisti. Na decisão, o ministro Gilmar Mendes afirma que o pedido é uma reiteração daquele apresentado em janeiro deste ano, e negado pelo presidente do STF, ministro Cezar Peluso. [Fonte: STF]

O mesmo Gilmar Mendes concedeu o habeas corpus que permitiu ao médico Roger Abdelmassih fugir do país para nunca mais voltar.

Lembremos que o médico fora condenado a 278 anos de cadeia e aguardava em liberdade, quando tentou renovar seu passaporte. A Promotoria pediu sua prisão e uma juíza a decretou. Roger não se apresentou, era considerado foragido, quando seu advogado entrou com novo pedido de habeas corpus no STF, desta vez negado por 3 a 2. Entre os dois votos favoráveis ao HC, novamente Gilmar Mendes.

O mesmo Mendes que agora nega que Battisti seja liberado, mesmo que o presidente Lula e o ministro da Justiça da época Tarso Genro tenham negado sua extradição como pedia o governo da Itália. A polêmica está no STF e ainda não se chegou a uma resolução final. Enquanto isso, Battisti segue preso. Por quê? Por que ele não pode pelo menos aguardar em liberdade até que a celeuma se resolva?

Gilmar Mendes é o Simão Bacamarte do Judiciário. Como já disse aqui: ele é o Alienista no STF.

Assim como o personagem do divertidíssimo conto de Machado de Assis, O Alienista, o ministro do Supremo se acha imbuído de uma missão científica. Ambos se julgam porta-vozes da verdade e do conhecimento científico, diante do caos mental (Simão) e jurídico (Mendes).

No conto, Simão Bacamarte funda a Casa Verde e tranca ali todos os que considera loucos na cidade, para estudá-los. Encontra tantos, que percebe que há mais gente dentro da Casa Verde que fora. Inverte então os critérios e passa a trancafiar os que são sinceros, os modestos etc.

Estando os loucos divididos por classes, segundo a perfeição moral que em cada um deles excedia às outras, Simão Bacamarte cuidou em atacar de frente a qualidade predominante. Suponhamos um modesto. Ele aplicava a medicação que pudesse incutir‑lhe o sentimento oposto.

(...)No fim de cinco meses e meio estava vazia a Casa Verde; todos curados!

Foi aí que:

Simão Bacamarte achou em si os característicos do perfeito equilíbrio mental e moral; pareceu‑lhe que possuía a sagacidade, a paciência, a perseverança, a tolerância, a veracidade, o vigor moral, a lealdade, todas as qualidades enfim que podem formar um acabado mentecapto. (...) [Trancou-se então na Casa Verde], entregou‑se ao estudo e à cura de si mesmo.

O que a Casa Verde e Amarela reserva ao ministro Gilmar Bacamarte?


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Israel mata 13 palestinos. Manchete do Globo: 'Violência em fronteiras de Israel deixa palestinos mortos '

É o cúmulo da manipulação: tropas israelenses matam 13 e ferem 82 palestinos e O Globo diz que a culpa das mortes é da dona Violência na Fronteira. Trechos da matéria:

BEIRUTE - A violência irrompeu nas fronteiras de Israel com a Síria, Líbano, Gaza e Cisjordânia, deixando ao menos 13 pessoas mortas e dezenas feridos neste domingo, dia em que os palestinos relembram o que chamam de "Nakba" , ou "catástrofe" da fundação de Israel, em 1948. Tropas israelenses mataram manifestantes em três diferentes localidades para prevenir que atravessassem as fronteiras israelenses.

(...)Na Faixa de Gaza, disparos das forças israelenses feriram mais de 82 palestinos quando manifestantes se aproximaram do muro que divide a região.

Israel "mata para prevenir", "dispara quando se aproximam do muro", e a responsável é dona Violência na Fronteira.

Vamos ver então se houve violência palestina. Assista ao vídeo abaixo, feito por um estadunidense na Faixa de Gaza. Repare que os manifestantes palestinos estão desarmados. Param até para fazer suas orações. E são alvejados covardemente por helicópteros Apache, made in USA, a serviço das forças israelenses.



E vem O Globo dizer que a culpada de tudo é dona Violência na Fronteira...

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Resumão semanal do Blog do Mello: 8 a 15 de maio de 2011


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