sábado, 14 de abril de 2012

Reportagem da IstoÉ sobre Dadá, o espião empregado de Cachoeira, é dadaísta


Reportagem de Claudio Dantas Sequeira publicada na IstoÉ (também pertencente ao grupo dantesco) faz de tudo para ligar Idalberto Matias de Araújo, conhecido como Dadá, ao PT, e embaralhar o jogo que o liga e a seu chefe - o "empresário de jogo" (como diz a Folha rs) Carlinhos Cachoeira - aos partidos de oposição, especialmente ao DEM, via Demóstenes Torres, e ao PSDB, via governador de Goiás Marconi Perillo.

É o jogo que está sendo jogado pela mídia corporativa para tentar embaralhar as cartas que estão na mesa.

O problema é que o repórter acabou fazendo uma reporcagem dadaísta (inconscientemente, é claro) sobre Dadá.

Vou pegar trechos dela e comentar em seguida:


"...o espião Idalberto Matias de Araújo. Conhecido como Dadá, ele tem 51 anos, é ex-sargento da Aeronáutica e está preso em uma unidade militar do Distrito Federal."


Anotaram a idade dele? 51 anos. Nasceu em 1960 ou 1961, portanto. Vamos supor 1960, para dar mais margem ao repórter - vocês vão ver o porquê.

"Maranhanse de Bacabal, Dadá chegou a Brasília junto com os fundadores da capital no início da década de 1960. Sem estudos, buscou na Aeronáutica um meio de sobrevivência."


Nasceu em Bacabal e chegou com os fundadores. Certamente de fralda, pois Brasília foi fundada em abril de 1960.

"Serviu cerca de seis anos como taifeiro e foi trabalhar na 2ª Seção, o setor de informações da FAB."


Se serviu como taifeiro na FAB, deve ter começado aos 18 anos. Como ficou no cargo por seis anos, parou aos 24, em 1984, a um ano do fim da ditadura - 1985.

"Em plena ditadura, da 2ª Seção ele foi para o temido Centro de Informações de Segurança da Aeronáutica (Cisa), agência integrante do SNI, o aparato repressivo criado pelos militares."


Saiu de taifeiro diretamente para o Cisa, no último ano da ditadura...

"Mantida em segredo até agora, uma das primeiras missões do araponga a serviço do Estado foi monitorar o advogado e ex-deputado federal Luiz Eduardo Greenhalgh. Em 1980, o petista fundou em São Paulo o Comitê Brasileiro de Solidariedade aos Povos da América Latina (CBS), grupo de direitos humanos que fazia denúncias de tortura durante a ditadura e crítica aberta à doutrina de Segurança Nacional que ainda predominava no Brasil. Dadá integrou a equipe que seguia os passos do advogado, registrava seus encontros com membros de partidos até então clandestinos e grupos de esquerda de outros países, como Cuba e Nicarágua."


Mas em 1980, época do tal Comitê, ele era taifeiro...

Com o mesmo "rigor" das informações anteriores, o repórter joga o jogo da mídia corporativa.

Mas a máscara caiu.

Eles têm que mostrar os 200 diálogos de Cachoeira com o diretor da Veja Policarpo Jr.

Civita tem que explicar se o diretor era um aloprado ou agiu a mando dele e do grupo Abril.

Tem que aparecer também o diálogo a respeito de um repórter das Organizações Globo, conforme mostra postagem do Blog do Marco Aurélio Mello.

Protógenes, Delta, eles podem vir com todo o alfabeto grego de alfa a omega, porque o país quer a CPI do Cachoeira para desvendar as relações do Partido da Imprensa com o submundo do crime e da política.

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