sábado, 5 de maio de 2012

Secretário de Cabral acha que farra em Paris foi 'importante para a divulgação da cidade e para o desenvolvimento do estado '


Júlio Lopes, o crooner da farra em Paris
Quando a gente pensa que já ouviu todo tipo de cascata e besteira sobre o assunto da farra em Paris do alegre grupo capitaneado pelo governador do Rio Sergio Cabral (ou pelo empreiteiro Cavendish, resta saber), vem o secretário Júlio "Desastre" Lopes, o único secretário Destransportes, porque ele consegue destransportar pessoas e não transportá-las, e solta a seguinte declaração, publicada em O Globo:

— Não fiquei constrangido. De forma alguma. Não me parece que eu estivesse em um momento constrangedor. Nós estávamos fazendo um trabalho importante para a divulgação da cidade e para o próprio desenvolvimento do estado — afirmou Lopes, o primeiro integrante da caravana do governo a se manifestar publicamente sobre o caso.  [Fonte]

Não é fofo? De guardanapo na cabeça (embora, justiça seja feita, não há imagem de Lopes com um), dançando na boquinha da garrafa, enchendo a cara, estavam divulgando a cidade?

Esse tipo de divulgação absolutamente não interessa ao Rio. Eles todos deveriam pedir desculpas públicas pelo estrago à imagem da cidade e do estado - depois de mostrarem os comprovantes com os pagamentos da viagem, claro.

O homem público tem que botar na cabeça não é guardanapo, é que ele não é como o cidadão comum, que pode pagar vexames públicos, porque ele só representa a si mesmo e - caso tenha uma - a sua família. O homem público, como o governador e seus secretários, representa o estado.

Portanto, além da possível ilegalidade de passagens, bebedeira e hospedagem terem sido bancadas pelo dono da Delta, há o mico de se comportarem daquele jeito, "em missão oficial", segundo nota da assessoria de Sergio Cabral.

Ainda segundo a mesma reportagem:

(...) Um dos ministros de Dilma Rousseff revelou que Cabral encomendou pesquisa para avaliar o estrago provocado pelo episódio. Segundo ele, o resultado foi o pior possível:
— O episódio provocou um choque na administração. Foi declarada guerra (a Garotinho) — disse o ministro.

Quer dizer que a lição que tiram do episódio é que devem fazer guerra ao sofá (Garotinho) que divulgou a farra? Não entenderam nada...

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