domingo, 29 de julho de 2012

Correspondente do El País no Brasil plagia matéria do Estadão e nem dá crédito


Juan Arias, correspondente do jornal espanhol El País no Brasil, mora no Rio, mais precisamente em Saquarema, pequena cidade da Região dos Lagos, a 100 km da capital, Rio de Janeiro.

É de lá que ele escreve seu noticiário ficcional, ou suas reportagens editorializadas, sempre atacando os governos populares de Lula e Dilma.

Já o critiquei aqui - El Pais segue desinformando sobre Brasil e governo da presidenta Dilma, mas o comportamento dele segue orientação de seu jornal, que é a mesma de nossa mídia corporativa, hostil aos governos populares não só do Brasil como de toda a América Latina.

Até aí é problema deles. Mas, agora, Arias pegou uma reportagem do Estadão, sob um suposto mal estar do governo brasileiro, especialmente da presidenta Dilma, com a participação da ex-candidata à presidência Marina Silva na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, e só não fez um Copy & Paste total porque são línguas diferentes, e também porque pegaria muito mal - afinal, ele está aqui, em Saquarema, teoricamente, para trabalhar, não?

Comparem a reportagem do Estadão de ontem com a do El País de hoje:

Estadão:


Marina Silva causa mal estar entre ministros em Londres

Londres, 28/07/2012 - A presença da ex-ministra Marina Silva na cerimônia de abertura da Olimpíada de Londres causou mal estar entre os ministros do governo de Dilma Rousseff. A participação pegou a todos de surpresa.

Marina entrou carregando a bandeira com os anéis olímpicos juntamente com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o maestro argentino Daniel Barenboim e prêmios Nobel. O convite partiu do Comitê Olímpico Internacional, sem o conhecimento do governo brasileiro, e foi mantido em sigilo. A ex-ministra é reconhecida internacionalmente por seu trabalho de defesa do meio ambiente.

A situação cria constrangimento porque Marina não tem boas relações com Dilma Rousseff e acabou encobrindo a presença da presidente do próximo país-sede da Olimpíada na cerimônia de abertura de Londres, ontem. "Marina sempre teve boa relação com as casas reais da Europa e com a aristocracia europeia", disparou o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, adversário político de Marina na polêmica do Código Florestal. "Não podemos determinar quem as casas reais escolhem, fazer o quê?"

O presidente da Câmara, Marco Maia, disse que a primeira reação foi de surpresa. Para ele, o COI deveria ter feito um melhor trabalho de comunicação com o governo brasileiro. "É óbvio que seria mais adequado por parte do COI e da organização do evento que houvesse um diálogo de forma mais concreta com o governo brasileiro para a escolha das pessoas", disse, sem deixar de reconhecer a importância do trabalho ambiental de Marina.

Para outro membro da delegação, que pediu para não ser identificado, o que o COI fez foi o equivalente a convidar um membro da oposição britânica para um evento no Brasil que tenha o governo de Londres como convidado especial.

Ao Grupo Estado, Marina explicou que só recebeu o convite na ultima terça-feira, dia 24. Sobre Dilma, insistiu em não criar polêmica, dizendo que "sentia orgulho" em ver a primeira presidente mulher do país na arquibancada do estádio olímpico.

Ontem, Dilma foi mostrada pelas câmeras oficiais por menos de cinco segundos, enquanto a entrada de Marina foi amplamente comentada, como representante da luta ambiental no mundo. O ministro do Turismo, Gastão Vieira, só ficou sabendo da presença de Marina já no Estádio Olímpico. "Foi surpresa", disse o ministro da Ciência, Marco Antonio Raupp.

Agora, a do El País, de (?) Juan Arias:

La ecologista Silva eclipsa la presencia de Dilma en la apertura de los Juegos 

La presidenta de Brasil, Dilma Rousseff, y los ministros de su Gobierno presentes a la apertura de los Juegos Olímpicos de Londres tuvieron que ver con sorpresa, sin que nadie les hubiese informado antes, desfilar junto al secretario general de la ONU, Ban Ki-moon, y siete personalidades mundiales más a la ecologista y opositora Marina Silva llevando la bandera olímpica, mientras era aplaudida y puesta de relieve ante millones de telespectadores del mundo.

El Comité Olímpico había guardado el secreto con celo y la propia presidenta Dilma supo de la distinción a su adversaria política cuando esta salió llevando la bandera olímpica.

La que fuera ministra de Medio Ambiente del expresidente Luiz Inazio Lula da Silva durante cinco años y fundadora con él de su partido (el PT) dejó el Gobierno por incompatibilidad de la entonces ministra de la Casa Civil, Dilma Rousseff, a la que Silva consideraba poco inclinada a los temas ecológicos.

La exministra dejó también el partido de Lula y Dilma, se pasó al Partido Verde y disputó con Dilma las presidenciales consiguiendo 20 millones de votos, que obligaron a la candidata de Lula a disputar la segunda vuelta.

El Comité Olímpico Internacional (COI) ha alegado que la ecologista fue escogida junto con otras siete personalidades mundiales por “su lucha contra la destrucción de la selva amazónica”.

El hecho de que Silva ensombreciera la presencia de la mandataria brasileña en Londres que solo tuvo cinco segundos en la televisión ha causado malestar en el Gobierno de Brasilia y en su diplomacia.

Todos han confesado que fueron cogidos de sorpresa y que ninguna autoridad brasileña había sido ni consultada ni avisada con antelación.

El ministro de Deportes, el comunista, Aldo Revelo, comentó con ironía: “No podíamos impedir que la Casa Real de Inglaterra invitara a la exministra. Además ella siempre se llevó bien con la nobleza europea”.

El presidente del Congreso, Marco Maia, ha revelado también su sorpresa dando a entender que como mínimo se ha tratado de un gesto de poco gusto diplomático.

Dilma ha sido elegante y no ha comentado el caso. Su antagonista política, Silva, comentó en su página web que se había sentido orgullosa de ver en el palco a la primera mujer brasileña presidenta de la república.

Arias não procurou nem disfarçar. Usou até os mesmos depoentes e depoimentos, na cara de pau. Deveria, ao menos dar o crédito. Ou não? Ou é tudo a mesma coisa e entre eles está tudo certo já que o objetivo é o mesmo?

Será que El País e o Estadão sabem disso?

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