terça-feira, 11 de setembro de 2012

Agora que Paes já está reeleito prefeito do Rio por WO, é hora de dar importância ao voto para vereador


Charge do Latuff
Não gosto de Paes, não confio em Paes nem em seu padrinho político, o governador Sergio Cabral.

Cabral ainda tem a virtude (se esta é a palavra) de saber trabalhar os bastidores da política como poucos aqui no Rio. Paes, nem isso. É um marionete nas mãos de Cabral. Sabe que só está onde está graças ao governador, e como também sabe que não pode alçar voos maiores, agradece, reza e pede a bênção a Cabral para todos os seus atos.

No entanto, não se pode ignorar que as opções de esquerda no Rio estão fragmentadas e parecem se satisfazer com isso. Quando a fragmentação não é entre partidos, é intra - como acontece (e, diga-se de passagem, sempre aconteceu) com o PT do Rio.

Por isso, Paes conseguiu uma imensa coligação (talvez a maior do Brasil) em torno de seu nome. E ainda teve a sorte de contar com a incompetência dos que lhe fazem oposição:

  • Freixo. O candidato do Psol é candidato de si mesmo e de seu partido. Ignorou completamente as condições em que ocorrem as eleições no Brasil, onde tempo de televisão, coligações etc são fundamentais, e partiu para uma candidatura solo. Sem tempo de TV, sem apoio, Freixo, na realidade, é candidato a ser candidato a federal em 2014. A candidatura à prefeitura é só uma etapa nesse processo.
  • Rodrigo Maia. A chapa Rodrigo Maia-Clarissa Garotinho é uma daquelas aberrações que só são possíveis na política e no futebol. Achar que somar duas rejeições e colocar o mais fraco da dupla na cabeça de chapa levaria à prefeitura, é delírio.
  • Otávio Leite. O candidato tucano (como se a tucanisse já não o afastasse de possibilidade de vitória), foi vice de Cesar Maia, e é político sem voto, vice - como ele mesmo afirma - sem poder algum. É outra candidatura sem expressão.
  • Aspasia. A candidata do PV faz campanha para Eduardo Paes.
  • Os demais (Cyro Garcia (PSTU), Antonio Carlos (PCO), Fernando Siqueira (PPL), cumprem apenas seu papel - uns, ideológicos; outros, sei lá por quê.

Portanto, fica claro, que a vitória de Paes no primeiro turno, disparado, é fruto não apenas da coligação Paes-Cabral-governo federal, mas da incompetência da oposição, que não se apresentou para a disputa, perdendo, portanto, por WO.

E você, como eu, que só vai votar em Paes (ou anular o voto) por falta de alternativa? E você que vai votar em qualquer dos outros candidatos, mesmo sabendo da derrota anunciada, o que fazer?

É hora de partir para divulgar candidatos a vereador que sirvam para moderar o poder de Paes, que façam frente à sua coligação massacrante.

Temos que escolher candidatos que não representem a si mesmos, mas a propostas e reivindicações populares, que possam nos defender do governo quase imperial de que Paes poderá usufruir.

Nunca foi tão importante a eleição para a Câmara Municipal do Rio como agora. É o voto que nos interessa.


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