terça-feira, 25 de setembro de 2012

Nem a ditadura militar ousou dar o golpe constitucional do tucano FHC, que comprou a emenda de sua reeleição


A ditadura civil-militar governou nosso país de 1964 a 1985. Foram 21 anos de golpe, tortura, violência, censura, prisões arbitrárias, exílio, assassinatos. Judiciário, Legislativo, imprensa, movimentos sindicais, estudantis, tudo censurado, reprimido.

Mas uma coisa os militares não ousaram, rasgar a Constituição e impor a reeleição. Havia eleições, indiretas, impostas, mas saía um ditador, entrava outro.

Somente com o Príncipe dos Sociólogos, o ídolo dos ídolos de nossa mídia corporativa, o homem que vendeu o Brasil e não recebeu, Fernando Henrique Cardoso, é que o Brasil rasgou a Constituição e, através de uma emenda comprada, com dinheiro vivo, de corrupção, a reeleição passou a valer no Brasil, e já para Fernando Henrique.

Como disse, nem os militares, que torturaram, exilaram, assassinaram, ousaram tanto.

No Norte, nos estados do Amazonas, Acre, Roraima, deputados foram comprados por R$ 200 mil cada, segundo reportagem publicada pela Folha. Fernando Rodrigues teve acesso às gravações que mostraram todo o esquema.

Se foi assim no Norte, quanto não foi negociado no restante do país?

Confira aqui a reportagem de maio de 1997 de Fernando Rodrigues: Deputado diz que vendeu seu voto a favor da reeleição por R$ 200 mil.

A seguir, trecho incial da reportagem:

O deputado Ronivon Santiago (PFL-AC) vendeu o seu voto a favor da emenda da reeleição por R$ 200 mil, segundo relatou a um amigo. A conversa foi gravada e a Folha teve acesso à fita.
Ronivon afirma que recebeu R$ 100 mil em dinheiro. O restante, outros R$ 100 mil, seriam pagos por uma empreiteira -a CM, que tinha pagamentos para receber do governo do Acre.
Os compradores do voto de Ronivon, segundo ele próprio, foram dois governadores: Orleir Cameli (sem partido), do Acre, e Amazonino Mendes (PFL), do Amazonas.
Todas essas informações constam de gravações de conversas entre o deputado Ronivon Santiago e uma pessoa que mantém contatos regulares com ele. As fitas originais estão em poder da Folha.
O interlocutor do deputado não quer que o seu nome seja revelado. Essas conversas gravadas com Ronivon aconteceram ao longo dos últimos meses, em diversas oportunidades.

Esse sim é o maior escândalo de corrupção de nosso país.

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Um comentário:

  1. Caro Mello,

    Nessa época a que tu te refere, idos dos anos 90, eu era um garoto de 20 a 25 anos. Lembro-me de muita coisa na época, dentre eles isso que você agora reprisa. Lembro-me, também, dos discursos do PT na época, basicamente em duas frentes: 1) contra tudo o que o governante da época propunha (contra reeleição, contra pagamento de dívida externa, contra reformas administrativa e previdenciária, contra distribuição de cestas básicas em época de seca no nordeste (lembram que chamava de medida eleitoreira? de compra de votos?), etc.; 2) a outra frente era o discurso do "eu sou diferente", "nós somos democráticos", "nós somos honestos", etc... Essas duas facetas do discurso petista me faziam brilhar os olhinhos, e me faziam na época um ardoroso jovem anti-FHC e contra o Lula & Cia Ltda chamavam de "reformas neoliberais". Numa desses discursos, certamente cansado por já duas três eleições perdidas, o PT saiu com a idéia de "ditaduras constitucionais", referindo-se a governos latino-americanos da época, todos da linha que vocês chamam de direita, e que estavam todos se reelegendo (FHC, Fujimori, Menen, etc). Agora é gozado ver você falar de ditadura, se o governo que você defende não é nada diferente da "ditadura constitucional" de FHC. Amigo, eu me orgulho de em 2002 ter votado conscientemente em Lula, mas me orgulho também de agora em 2014 ter votado contra Dilma. Ok, vamos respeitar seu próximo governo, pois foi eleito pró-forma democraticamente (ainda que usando dos mesmos ou até piores subterfúrgios que criticava acidamente nos anos 90!). mas o que eu não entendo é a dificuldade de pessoas inteligentes como você admitirem isso, admitirem que esse discurso já deu o que tinha que dar, que já não refletem a realidade, que a prática petista não acompanhou o discurso. É hora de parar de ficar insistindo em idéias como essa, por favor, quem é PT/Lula/Dilma pra falar em ditadura dos outros, se estão a cada dia mais se tornando ditatoriais, reacionários (sim, essa palavra agora se aplica mais a essa neo-esquerda representada pelo PT!), corruptos e agora, com Dilma, ainda se tornou incompetente, ineficiente e teimosa ! enfim, amigo, perdoe-me o excesso das palavras... e que Deus nos ajude - nós brasileiros - a voltarmos a falar a mesma língua !

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