segunda-feira, 25 de março de 2013

Documento oficial do governo FHC informa ao FMI que vão privatizar tudo: água, esgoto, minérios, energia, estradas, imóveis, até a Petrobras


Página oficial do Ministério da Fazenda do governo FHC de 8 de março de 1999 publica o Memorando de Política Econômica, com alguns ajustes que se tornaram necessários ao "programa do governo brasileiro apoiado pelo FMI Banco Mundial BID BIS e pela maioria dos países mais industrializados", em 13 de novembro de 1998. O ajuste se fazia necessário porque em janeiro de 1999, primeiro mês do segundo mandato de FHC,houve a desvalorização do Real (que o governo sempre negara que iria fazer), que quase quebrou o país.

Numa parte do documento, que publico a seguir, fica claro que a opção preferencial do governo Fernando Henrique Cardoso era vender tudo para cumprir as metas feterminadas pelo FMI. Para tanto, no parágrafo 27 deixava claro:

27. O Governo pretende acelerar e ampliar o escopo do programa de privatização - que já se configura como um dos mais ambiciosos do mundo. Em 1999 o Governo pretende completar a privatização das companhias federais geradoras de energia e no ano 2000 iniciará o processo de privatização das redes de transmissão de energia. No âmbito dos Estados espera-se que a maioria das companhias estaduais de distribuição de energia seja privatizada ainda em 1999. O Governo também anunciou que planeja vender ainda em 1999 o restante de sua participação em empresas já privatizadas (tais como a Light e a CVRD) bem como o restantes de suas ações não-votantes na PETROBRAS. O arcabouço legal para a privatização ou arrendamento dos sistemas de água e esgoto está sendo preparado. O Governo também pretende acelerar a privatização de estradas com pedágios e a venda de suas propriedades imobiliárias redundantes. Estima-se que a receita total do programa de privatização para o ano de 1999 seja de R$ 27 8 bilhões (quase 2 8 por cento do PIB) (do total cerca R$ 24 2 bilhões serão gerados no nível federal) com mais R$ 22 5 bilhões no período 2000 - 2001.

Confira a íntegra do documento aqui. O título da página, para que não reste dúvida é "Acordo Brasil e FMI".

Está aí a prova inconteste de que o governo do tucano Fernando Henrique Cardoso pretendia queimar a casa para vender carvão.

Dica do Stanley Burburinho (@stanleyburburin)

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5 comentários:

  1. Os acordos do FMI com o Brasil na octaéride fernandista eram todos do tipo da galinha com o porco, que juntavam-se para fazer uma omelete com bacon.

    Enquanto a galinha (a banca) doava os ovos, o porco(nós) cedíamos o couro.

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  2. Anônimo25.3.13

    Depois disso ia restar o quê? Vender a população como escravos?






    .
    .
    .

    Helder

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  3. Anônimo26.3.13

    Há um fato curioso sobre as privatizações, alguns meses depois deste episódio. A informação está no verbete Daniel Dantas, do site QUEM É QUEM NO "GRANDE ESQUEMA" DO GOVERNO FHC:

    "Dantas, Daniel - Banqueiro, principal acionista do Banco Opportunity, um dos que têm feito mais negócios na privatização de estatais em articulação com grandes grupos estrangeiros. Adquiriu participações na Vale do Rio Doce, Cemig e empresas do Sistema Telebrás. Baiano, foi convocado pelo senador Antonio Carlos Magalhães para ajudar na crise do Banco Econômico (adquirido pelo Excel e depois pelo grupo espanhol Bilbao Vizcaya). Foi professor da Fundação Getulio Vargas (Rio de Janeiro). Trabalhou muitos anos no Banco Icatu, do banqueiro José Carlos de Almeida Braga. Dotorou-se em economia no Massachussetts Institute of Tecnology (MIT). O seu banco, o Opportunity, opera fundos com recursos superiores a US$ 2 bilhões. Na reunião realizada em Washington, em novembro de 1989, patrocinada pelo FMI, Banco Mundial e governo norte-americano, e que estabeleceu o chamado Consenso de Washington, foi de sua autoria, juntamente com Eliana Cardoso, o diagnóstico apresentado sobre o caso brasileiro. O financista George Soros, um dos maiores especuladores do planeta, é um dos investidores do Opportunity, que participa do controle da Vale do Rio Doce. O ex-presidente do Banco Central e do BNDES no governo FHC, Pérsio Arida, é seu sócio no Opportunity".

    Ou seja, em 89, Dantas, que ficou rico com as privatizações, atuou como consultor ou representante do governo federal, na defesa dos interesse brasileiros no FMI.

    http://web.archive.org/web/20040626231106/www.oficinainforma.com.br/grandes_reportagens/manifesto/fhc/thfhc.htm

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  4. Anônimo28.3.13

    Gente, copiem e colem este artigo nos seus computadores, porque se houver algum problema, algum ataque a esse blog, esse artigo fica guardado como um documento por muitas pessoas, eu vou guardar no meu pc.

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  5. Deve ser por esse entreguismo deslavado, por essa genuflexão aos interesses americanos que FHC foi parar na ABL. Lá ele vai encontrar seu par o "escritor" sem livro: Merval Pereira. A Academia Brasileira de Letras virou um gueto de reacionários, raivosos direitistas, um gueto desprezível (com raras excessões)...A mídia oligopolizada vai orgasmar com mais essa tosca nomeação. Pobre ABL...

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