sexta-feira, 24 de maio de 2013

Advogado da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV é indicado por Dilma ao STF. E o pessoal comemora. O quê?




O advogado Luís Roberto Barroso, indicado pela presidenta Dilma para o STF, está recebendo elogios à esquerda e à direita.

Não sou especialista em Direito, e torço para que o futuro ministro execute excelente trabalho e ajude a recolocar o STF nos trilhos da Constituição, de onde Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes o estão desviando.

Cheguei a ficar otimista, mas quando li postagem do Diário do Centro do Mundo desanimei. Fiquei sabendo que Barroso foi advogado da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (ABERT), o que há de mais reacionário e contrário à liberdade e difusão da informação e da comunicação.

Bom, dirá você, faz parte. Advogado só trabalha para bandido ou para quem é acusado de sê-lo (nada a ver com Correios, heim, direitosa. Seria o mesmo que confundir barbárie com Barbie...).

Mas a ABERT (leia-se Rede Globo, que é quem a comanda) defende o status quo, que a comunicação no país siga do jeito que está. Exatamente o oposto daquilo que espera a sociedade informada, que quer uma comunicação plural, não oligopolizada e livre.

Mas, voltando à defesa da ABERT pelo indicado Luís Roberto Barroso,  o que é chocante é a imensa ignorância do advogado, a defesa tati-bitati que faz da reserva de mercado. É coisa para aluno da nona série derrubar num peteleco.

Olhem aqui o link indicado pelo DCM e confiram. Vou reproduzir apenas um trecho para mostrar o monstrengo e o raciocínio rasteiro da análise:


Entregar o jornalismo e a televisão ao controle estrangeiro poderia criar um ambiente de surpresas indesejáveis. No noticiário e na programação, teríamos touradas ou jogos de beisebol. Ou, quem sabe, de hora em hora, entraria em tela cheia a imagem do camarada Mao, grande condutor dos povos. Como matéria de destaque, uma reportagem investigativa provando que Carlos Gardel era uruguaio e não argentino. Pura emoção. À noite, um documentário defenderia a internacionalização da Amazônia.”

Uau! A íntegra do texto está aqui (em pdf) da página original de O Globo.




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6 comentários:

  1. ATE O MOMENTO nao ha nada para se comemorar ou se criticar, Por ele ter sido empregado da Globo isso nao quer dizer nada, era o trabalho dele. O problema é como ele ira se comportar eu nao acredito que varios juristas tenham se equivocado antes tanto Dilma como Lula tiveram suas escolhas baseada em um ministro ou uma pitada, agora foram varias pessoas que o conhecem e acreditam nele. nao acredito que ele queira fazer tantas inimigos. fazendo o jogo de joaquim barbosa e do PIG. o que se quer é que ele apenas julgue com sua consciencia plena do respeito aos direitos dos reus. e da constituiçao. ninguem quem mais do que isso.

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  2. Anônimo24.5.13

    Não desanima mais a gente, pô.

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  3. Anônimo24.5.13

    … A indicação foi correta: integridade moral, capacidade intelectual e conhecedor profundo do Direito numa perspectiva avançada, humana, democrática, progressista e civilizatória!…

    ... Creio que o jurista Luís Roberto Barroso atuará de forma técnica, inclua-se a postura de recato, apanágio que deveria ser uma regra absoluta, e não exceção em se tratando da atual composição do STF. Acredito que devemos apostar numa [necessária e urgente] inflexão do ‘modus operandi’ da referida Corte Suprema. Nesse sentido, os sérios, competentes e catedráticos juristas Teori Zavascki e Luís Roberto Barroso chegam a muitíssima boa hora, juntando-se ao não menos egrégio e impávido ministro Ricardo Lewandovski! Essa ‘tríade de ouro’ poderá reformular a instância máxima do Poder Judiciário brasileiro… O que não deixa de ser uma contribuição inefável para a consolidação da nossa – ainda – subdemocracia [de bananas!]…

    BRASIL (QUASE-)NAÇÃO
    Bahia, Feira de Santana
    Messias Franca de Macedo

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  4. Neli Faria25.5.13

    para nós, do povo,nada alterará.A melhor indicação teria sido a minha.

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  5. Anônimo25.5.13

    Nao, eu nao comemorei porra nenhuma.

    O PT vem fazendo suas piores cagadas, onde nunca se esperaria tal:
    no maldito antro reacionário ... JUDICIÁRIO.

    Inté,
    Murilo

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  6. Anônimo7.6.13

    O MAIOR FIASCO DA HISTÓRIA

    Enviado por Miguel do Rosário on 05/06/2013 – 3:53
    A história de uma farsa – Capítulo 8

    A pedrinha de David

    Desde o início, o processo do mensalão ofereceu um triste espetáculo de mentiras, traições, covardia. O julgamento no STF não foi diferente. Os ministros mais famosos por seu respeito ao garantismo e à letra da Constituição mancharam sua própria história ao capitularem à infame pressão de uma mídia notoriamente engajada politica e partidariamente.
    Entretanto, a história registrará ao menos um exemplo de heroísmo. Um heroísmo prosaico, delicado, feminino, composto apenas de inteligência, amor, lealdade e desejo de justiça.
    Falo da gentil e doce Andrea Haas, arquiteta e esposa de Henrique Pizzolato. Quando a história definitiva do julgamento for escrita, seu nome não poderá ser esquecido como aquela que lançou a pedrinha que ajudou a derrubar um dos homens mais poderosos do país, o atual presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa.
    A ironia é que diversos réus contrataram os escritórios de direito mais competentes da America Latina, incluindo Marcio Thomaz Bastos, um dos maiores criminalistas brasileiros, mas ao cabo foi Pizzolato, o réu mais frágil financeiramente (seus advogados, embora bons, trabalham praticamente de graça), quem teve a defensora mais combativa e mais astuta. Sua própria esposa.
    Quando o mundo inteiro parecia desabar sobre a cabeça do casal, Andrea Haas começou a estudar o caso por conta própria. Sozinha, elaborou para seu marido a mais contundente defesa que um réu jamais sonhou ter.
    (...)
    Agora, mais que nunca, cresce a convicção de que a população brasileira foi mais uma vez vítima. Promoveu-se, em canais de tv que são concessão pública e que recebem bilhões de reais de publicidade pública, uma mentira ao povo, de que o julgamento seria uma vitória “histórica” contra a corrupção. Foi o contrário. Testemunhamos o maior fiasco da história do STF, uma capitulação vergonhosa ao poder da mídia, ao conservadorismo e a todos os setores derrotados pelo sufrágio popular. O processo conhecido por mensalão foi a oportunidade para se obter uma revanche à vitória eleitoral de Lula em 2002, e para isso arrolaram-se todos os truques, todas as mentiras, todas as armas ainda à disposição do conservadorismo.
    Derrotar essa mentira, ou este “mentirão”, conforme bem denominou a corajosa jornalista Hildegard Angel, é uma tarefa coletiva de todos os que lutam por justiça.
    A corrupção tem de ser combatida duramente, e temos que aprimorar constantemente nossos hábitos políticos, mas jamais conseguiremos isso condenando inocentes e chancelando farsas.

    Por jornalista Miguel do Rosário


    A HISTÓRIA COMPLETA - EM CAPÍTULOS!

    Prefácio: Mensalão, a história de uma farsa.

    Capítulo 1: Acusações contra Pizzolato lembram Dreyfus e Kafka.

    Capítulo 2: O caso Visanet.

    Capítulo 3: As bombas lá fora.

    Capítulo 4: Tirem as crianças da sala.

    Capítulo 5: As bombas aqui dentro.

    Capítulo 6: A história não anda de avião.

    Capítulo 7: O julgamento do povo.

    em
    http://www.ocafezinho.com/2013/06/05/o-maior-fiasco-do-seculo/


    #######################

    “NUMDIZIA”?!: “supremoTF”: aspas monstruosas e letras submicroscópicas!


    República Desses Bananas Infames – e Impunes
    Bahia, Feira de Santana
    Messias Franca de Macedo



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