quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Afinal, qual o poder de voto dos evangélicos? Ou: Se Malafaia é tão poderoso porque seu candidato tem apenas 1%?





Bastaram quatro tuitadas de um pastor histriônico no Twitter para a candidata Marina Silva (PSB, enquanto não consegue armar sua Rede) mudar seu programa de governo no aspecto relativo a direitos LGBT.

Muitos também se rendem, por causa do tal poderio dos evangélicos, esse grupo que parece palheta de inúmeras cores mas, dizem, vota em bloco e abarcaria imenso poder de voto.  

Segundo o Censo 2010 do IBGE, os que se dizem evangélicos são 42,3 milhões de fiéis, ou 22,2% da população. A Igreja Católica fica com uma quantidade quase três vezes maior, 64.6%.

Segundo afirmação desses pastores - o histriônico Malafaia à frente -, o candidato do "povo evangélico" para a presidência da República este ano é também um outro pastor, o Everaldo.

No entanto, segundo pesquisas do Ibope e do Datafolha publicadas ontem, o pastor tem apenas 1% das intenções de voto.

Afinal, qual o verdadeiro poder de voto dos evangélicos?

Se todos os que assim se confessam estiverem em idade de votar e o fizerem, 22,2%. Então, por que o Everaldo tem apenas 1%? Explica aí, Malafaia.

Na verdade, o voto dos evangélicos parece se direcionar aos proporcionais, antes que aos majoritários. É aí que eles concentram suas forças. Tanto que o número de pastores candidatos à Câmara dos Deputados "subiu de 193, em 2010, para 270 neste pleito, um aumento de 40%. Como termo de comparação, somente 16 padres católicos são candidatos em todo o País. A bancada evangélica projeta um crescimento de 30%, podendo chegar a 95 deputados federais e senadores. Atualmente, ela conta com 73 congressistas, de acordo com o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar". [Fonte].


É com esse poder de voto não nas urnas para os majoritários mas no Congresso para dobrá-los e colocar os avanços do país de joelhos, que contam os evangélicos. Para isso valem-se de um poder que cresce isento de impostos e que se apresenta de bolsos bem abertos para os dízimos dos fieis. Dízimos que são injetados nas campanhas a fim de eleger um número cada vez maior de evangélicos...

Parafraseando um dito popular: Dízimo a quem doas que dir-te-ei quem és.


OBS: Não dou links para a mídia corporativa porque eles também não nos linkam quando nos citam.

Madame Flaubert, de Antonio Mello

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4 comentários:

  1. Anônimo4.9.14

    Marina Silva(?!) por Ciro Gomes!

    ###########

    VÍDEO IMPERDÍVEL! E PEDAGÓGICO!...

    https://www.youtube.com/watch?v=boM1kGs0J_U

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  2. Anônimo5.9.14

    Este é o nível do pensamento Tucano: “Aécio pede que empresários de Minas não empregue petistas desempregados”

    http://www.otempo.com.br/cmlink/hotsites/elei%C3%A7%C3%B5es-2014/a%C3%A9cio-pede-que-minas-n%C3%A3o-empregue-petistas-desempregados-1.910555

    Sem mais comentários…

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  3. Anônimo7.9.14

    BOMBA! 'A BALA DE PRATA' DA ATUAL ELEIÇÃO PRESIDENCIAL!

    "Aé Aé Aé... Bem-vindo [*Roberto Costa] ao [IMUNDO] ninho DEMoTucano!"

    *A extensão dos MENSALÕES do conluio PSDB/DEMo!

    ###############

    Carreira “política” de Costa na Petrobrás começou na era tucana

    7 de setembro de 2014 | 09:31 Autor: Miguel do Rosário

    O Tijolaço teve acesso a um documento que traz informações que a mídia tem sonegado à população brasileira.

    Tem sido vendido à opinião pública que Paulo Roberto Costa, agora no epicentro de um escândalo de corrupção, teria começado sua carreira na Petrobrás em 2004, quando foi nomeado diretor de abastecimento.
    Não é verdade.
    Costa entrou na Petrobrás em 1979, quando participou da instalação das primeiras plataformas de petróleo na Bacia de Campos.
    Suas primeiras indicações políticas dentro da estatal se deram em governos tucanos.
    Em 1995...
    (...)
    Essa é uma informação que precisa chegar à opinião pública brasileira.

    FONTE: http://tijolaco.com.br/blog/?p=20920

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  4. Na página 240 programa marina ela defende o fim da Justiça do Trabalho? Pelo que estou sabendo a mesma deseja a diminuição do papel do Estado na solução dos conflitos .

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