terça-feira, 10 de novembro de 2015

Ainda Presidente, FHC usou Palácio, cargo e verbas públicas para constranger empresários a doarem para seu Instituto





Novembro de 2002. No Palácio Alvorada, residência oficial do Presidente da República, o ainda presidente Fernando Henrique Cardoso aguarda seus convidados. Lula já foi eleito novo Presidente da República, e daqui a pouco menos de dois meses tomará posse. FHC é, a essa altura, o chamado pato manco, expressão criada pelos estadunidenses para designar aquele presidente que já não tem mais poder e aguarda apenas o momento em que será substituído pelo sucessor.




No entanto, FHC ainda espera raspar o tacho, enquanto ainda lhe resta algum poder. Para isso chamou ao Palácio um grupo de empresários, selecionados entre os mais poderosos do país. Para eles mandou preparar um sofisticado jantar (veja imagem), com vinhos importados. Tudo com dinheiro meu, seu, nosso, do povo brasileiro, que paga as despesas do presidente. Ainda que o objetivo do jantar não tenha nada a ver com a melhoria ou interesses do Brasil, e sim com o de conseguir verba para o Instituto com seu nome que Fernando Henrique Cardoso queria montar (e montou) após deixar o governo.

Os empresários foram selecionados pelo velho e leal amigo, Jovelino Mineiro, sócio dos filhos do presidente na fazenda de Buritis, em Minas Gerais, e boa parte deles termina a era FHC melhor do que começou. Entre outros, estavam lá Jorge Gerdau (Grupo Gerdau), David Feffer (Suzano), Emílio Odebrecht (Odebrecht), Luiz Nascimento (Camargo Corrêa), Pedro Piva (Klabin), Lázaro Brandão e Márcio Cypriano (Bradesco), Benjamin Steinbruch (CSN), Kati de Almeida Braga (Icatu), Ricardo do Espírito Santo (grupo Espírito Santo).

Foi um sucesso. FHC conseguiu dos empresários R$ 7 milhões para seu Instituto. Mas, fica a pergunta: Por que FHC não esperou mais dois meses e fez o mesmo convite aos empresários, mas para recebê-los em sua residência, já fora da Presidência, bancando o jantar do próprio bolso? Não foi um abuso, falta de ética, usar o cargo (uma coisa é o pedido de um presidente; outra, o de um ex), o Palácio e dinheiro público para alcançar objetivos de interesse apenas de sua vaidade pessoal?

É este FHC, o Hipócrita Mór, que quer dar lições de ética ao Brasil e aos brasileiros.

A reportagem completa sobre a raspa de tacho de FHC na presidência pode ser lida aqui

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