quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Diretor da Samarco diz que 'Não é o caso de pedir desculpas' pela tragédia, e admite que outras duas barragens podem romper





Representantes da Samarco disseram ontem, dia 17, que há riscos de rompimento das represas de Santarém e de Germano, que ficam próximas à do Fundão, que se rompeu no dia 5 provocando o maior desastre ambiental do Brasil e um dos maiores do mundo. A informação é da Agência Brasil.

“Tem o risco e nós, para aumentarmos o fator de segurança e reduzirmos o risco, estamos fazendo as ações emergenciais necessárias”, disse o gerente-geral de Projetos Estruturais da Samarco, Germano Lopes.

“O monitoramento dessas barragens está sendo feito de forma online. Todos os dias os fatores de seguranças são reportados. A gente não percebeu ainda nenhuma movimentação nessas barragens. Existe uma plano de ação montado [caso haja rompimento da barragem]”, completou o diretor de Operações e Infraestrutura da empresa, Kléber Terra.

(...) De acordo com os técnicos, estão sendo feitas obras emergenciais nas duas barragens, com a colocação de blocos de rocha de cima para baixo para reforçar a estrutura. Nesta semana, o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais divulgou imagens feitas por drones da corporação que mostram uma rachadura na barragem de Germano.

(...) Nesta terça-feira, os representantes da empresa explicaram que a única barragem que se rompeu foi a de Fundão, diferentemente do que a própria Samarco informava desde o dia da tragédia. A empresa dizia que, além de Fundão, Santarém havia rompido. Segundo os técnicos, 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos desceram, erodindo Santarém. 

Para Kléber Terra, “não é o caso de pedir desculpas” à população pela tragédia. “Nós somos profissionais orgulhosos dessa empresa. Não acho que seja o caso de pedir desculpas. É o caso de verificar claramente o que aconteceu. Nós somos parte de um processo que foi muito sofrido para tudo mundo”, afirmou o diretor de Operações e Infraestrutura da Samarco. Ele disse ainda que "não está poupando recursos" para investigar as causas do rompimento. 

Se o fato de causar o maior desastre ambiental da história do Brasil não é motivo para ao menos pedir desculpas, o que seria necessário para isso?

Que ele tenha orgulho de trabalhar numa empresa que não se preocupa nem um pouco com a população, a ponto de não instalar simples sirenes para avisar do rompimento da barragem, é mostra do grau de comprometimento que a empresa tem com o país.

Orgulho de quê, senhor Terra? Olhe as imagens, as vidas perdidas, o tamanho da destruição e sinta, pelo menos, vergonha.



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Madame Flaubert, de Antonio Mello

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Um comentário:

  1. Muito triste..Só Deus para ter misericórdia!

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