terça-feira, 19 de abril de 2016

Cunha assume golpe e diz que 'deixou de existir para a Câmara este governo'





Sob título "O Estado Novo de Eduardo Cunha", o jornalista Alex Solnik escreve excelente e oportuno artigo sobre o momento atual, de onde retiro estes trechos:

Ninguém percebeu, mas Eduardo Cunha assumiu, ontem, o poder do País. 
Ao declarar que não reconhece mais a existência do governo Dilma, mesmo antes de o Senado se pronunciar – em outras palavras, declarou a Presidência vaga, repetindo Auro Moura Andrade em 1964 – ele confirmou o que a nação já desconfiava: trata-se de um golpe. O golpe do Cunha.
Cunha tomou o poder ao declarar não só que não há mais governo Dilma, mas também que não haverá mais votações na Câmara enquanto o Senado não levar adiante o impeachment.
Portanto, quem manda no Senado também é ele, e não Renan Calheiros, guindado à condição de espectador privilegiado da crônica de um golpe anunciado.
Ao proclamar que a Câmara não votará mais nada, embora ela continue aberta, Cunha a fechou, tal como Getúlio fez em 1937. [Clique aqui para ler o artigo completo]

Solnik se baseou na inacreditável declaração de Eduardo Cunha proferida ontem, quando ele foi entregar o processo de impeachment de Dilma ao presidente do Senado Renan Calheiros:

"A representação do governo, é claro, deixou de existir. Porque deixou de existir para a Câmara este governo."

A declaração de Cunha foi para justificar a pressa que ele quer no encaminhamento do processo:

"A demora é muito prejudicial para o País, porque você está com um governo que ficou meio governo. Ou ele vira de novo governo, ou deixará de ser governo. Essa decisão o Senado vai proferir. Agora a demora não é boa para o País e nem para o próprio governo", afirmou.


Evidentemente, a pressa de Cunha não está relacionada ao bem do país. Se fosse assim ele teria renunciado há tempos e também não teria aceitado o pedido de impeachment da presidenta, coisa que só fez por sentimento de vingança, já que a presidenta se recusou a socorrê-lo em sua luta para se livrar da cassação.

 Cunha tem pressa porque quer Temer no poder. E ele tem Temer em suas mãos. Porque há processo de impeachment na Câmara. Basta ser engatilhado por Cunha. E Temer caindo, Cunha é o próximo da lista na linha de sucessão. E cunha contra com seu atrevimento e poder de ação para chegar lá, apostando na fraqueza dos que podem lhe barrar os passos.

Quem pode deter Cunha (e já poderia tê-lo feito) nada faz: o balofo e modorrento STF, que assiste, com os bolsos cheios de dinheiro público e mordomias a perder de vista (cada ministro tem 269 funcionários à sua disposição), o caos ser instalado no país, sem mover uma palha.





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