quinta-feira, 14 de abril de 2016

Fim da Lava Jato, corruptos impunes, Temer presidente e Cunha vice. O Brasil não vai aceitar isso





Na reta final da votação do impeachment da presidenta Dilma, no próximo domingo, a mídia golpista vende um cenário de vitória consagradora do golpe. Mas é mentira. E o principal operador do golpe na Câmara, o deputado Eduardo Cunha (ainda e inacreditavelmente há mais de seis meses no cargo, mesmo com todas as acusações e provas de corrupção e envio de dinheiro para o exterior contra ele) sabe disso.

Tanto sabe que mudou a ordem de votação, de nominal - como sempre foi - para por regiões. Primeiro votarão deputados do sul e do sudeste, áreas mais favoráveis ao impeachment, com destaque para o coração direitista do golpe - São Paulo.

A ideia é que o número de votos a favor acabe provocando um efeito manada e levando os indecisos a optarem pelo golpe.

Só que o governo teria que ser muito incompetente para não conseguir ao menos um terço mais um dos votos contra o impeachment. E se é possível ter dúvidas quanto à capacidade de negociação política da presidenta Dilma, ninguém pode falar o mesmo do ex-presidente Lula, que está em Brasília fazendo o que melhor sabe fazer - política.

Se há um número grande de deputados com processos e acusações de corrupção e que, portanto, querem o corrupto Eduardo Cunha pondo um fim à Lava Jato, que os pode mandar para a cadeia, há outros que só têm a perder com a mudança de governo, por saber o alto preço (em grana mesmo e em barganhas) que terão a pagar com os golpistas no poder.

Com a totalidade dos votos do PT, PC do B e PSOL, a quase totalidade do PDT (que fechou questão, o que pode significar todos os votos do partido, 20), e grande parte do PP (que mantém ministério, e rachou), PR, PSD, mais os dissidentes do PMDB, são, no mínimo, 150 votos. Sem contar os dissidentes de outros partidos - alguém acredita que todos os 32 deputados de um partido com a história do PSB, por exemplo, vão votar a favor do golpe?

A concentração de forças de todos os ministros e políticos da base do governo, mais o ex-presidente Lula têm que conseguir apenas 22 votos entre os 363 deputados restantes.

Logo, não vai ter golpe.


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Madame Flaubert, de Antonio Mello

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