terça-feira, 19 de abril de 2016

Herói de Bolsonaro, Ustra levou crianças de 4 e 5 anos para verem os pais serem torturados





Quando votou a favor do impeachment da presidenta Dilma, o deputado Jair Bolsonaro fez uma homenagem infame ao coronel Brilhante Ustra, militar que teve o carimbo de torturador reconhecido pela Justiça.

Além de votar a favor da punição de uma mulher contra quem não há crime algum apontado, Bolsonaro fez o elogio de um criminoso covarde e cruel, o pior tipo de ser humano, o torturador, que se utiliza de uma posição de mando no estado, recebendo salário para isso, e sujeita o prisioneiro às suas taras pessoais.

Isso já seria hediondo, mas Ustra foi ainda mais repulsivo, pois sequestrou filhos de prisioneiros para que assistissem aos seus pais torturados.

Na fase mais violenta da ditadura militar brasileira, quando não mais restavam técnicas de tortura para arrancar delações de suas vítimas, os torturadores recorriam a um último expediente: usar os filhos dos presos políticos, fossem eles crianças ou mesmo bebês, na última tentativa para obter informações. Ou então, torturava-se em família: pais, mães, filhos, irmãos sofrendo juntos os horrores do cárcere.

Presa aos 26 anos no DOI-Codi (centro de repressão do Exército) de São Paulo, Maria Amélia Teles relembra o dia em que o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra pegou nas mãos de seus dois filhos --Edson Teles, à época com 5 anos, e Janaina, com 4-- e os levou até a sala onde ela estava sendo torturada, nua, suja de sangue, vômito e urina, na cadeira do dragão. Na mesma sala estava o marido e pai das crianças, César Teles, recém-saído do estado de coma decorrente de torturas no pau-de-arara.

"Minha filha perguntava: 'mãe, por que você ficou azul e o pai verde?' Meu marido entrou em estado de coma e quando saiu estava esverdeado. E eu estava toda roxa, cheia de hematomas e ela viu aquela cor roxa como azul. Meu filho até hoje lembra do momento em que eu falava 'Edson' e ele olhava para mim e não sabia que eu era a mãe dele. Estava desfigurada", recorda Amelinha, como é conhecida.

Bolsonaro é o candidato de coração de uma parte dos brasileiros. Imagine o país nas mãos de alguém que homenageia um torturador à frente dos destinos do Brasil.

Leia a reportagem completa no UOL, onde há inclusive vídeos sobre o assunto.



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