quarta-feira, 27 de abril de 2016

Ministro da Justiça de Temer vai logo avisando: 'PF não deve mirar só corrupção'





São palavras do advogado Mariz de Oliveira, segundo a Folha o favorito para ser Ministro da Justiça num possível governo Michel Temer.

Quando lê uma coisa dessas, imagino, Cunha ri. Porque elas vêm reforçar aquilo que todo brasileiro que junta Tico e Teco pensa: derrubada Dilma, acabam com a Lava Jato e a Polícia Federal volta às suas antigas preocupações - mochileiros do Paraguai, contrabando, emissão de passaportes...

Se não bastasse isso, Mariz de Oliveira é advogado "do empresário Lúcio Bolonha Funaro, suspeito de ter pago despesas do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ)" [Fonte: Folha].

E pagou essas despesas por quê? Segundo o PGR Janot:

"Em virtude desse acidente [rompimento de uma barragem], iniciou-se uma declarada guerra entre a Cebel, controlada por Lúcio Funaro, e a Schahin Engenharia. A discussão girava sobre a responsabilidade pela não renovação da apólice de seguro-garantia da obra e, via de consequência, pelas danos causados", aponta Janot.

Segundo o procurador, após a disputa entre Funaro e Schahin 'surgiram dezenas de requerimentos no Congresso Nacional, patrocinados por Eduardo Cunha e seus correligionários, a pedido de Lúcio Bolonha Funaro, com o intuito inequívoco de realizar um ataque claro e sistemático às empresas do Grupo Schahin'.

Janot aponta que registros da Câmara dos Deputados, desde 2008 - mesmo ano do rompimento da PCH de Apertadinho - foram mais de trinta medidas em face da Schahin, incluindo requerimentos de informações, convites para audiências em comissões, pedidos de auditorias ou fiscalizações.

"Os requerimentos se iniciaram em 21 de fevereiro de 2008 - apenas dois meses após o rompimento - e continuaram até a CPI da Petrobras de 2015. Sem contar esta última CPI da Petrobras, foram formuladas 32 proposições em face do Grupo Schahin", assinala o procurador. "Somados a esses, foram elaborados outros 6 requerimentos em desfavor do grupo Schahin perante a CPI da Petrobras instaurada em 2015 por pessoas também ligadas a Eduardo Cunha." [Fonte: Agência Estado]

O fato de Mariz de Oliveira ser advogado de uma pessoa tão envolvida com Eduardo Cunha, a ponto de ser arrolada na denúncia do PGR Janot, pode não significar nada - afinal, advogados estão sempre envolvidos com pessoas enroladas, é da profissão. Mas, que é muita coincidência, é.

Repito: Fico imaginando o sorriso cínico de Eduardo Cunha ao ver a capa da Folha de hoje.


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