quinta-feira, 19 de maio de 2016

Líder de Temer na Câmara é mais sujo do que pau de galinheiro, acusado até de tentativa de homicídio



Moura com seu ídolo e mentor Eduardo Cunha

Um deputado obscuro, mais sujo do que pau de galinheiro, de um estado pequeno, um pequeno partido, mas com um pistolão poderoso - seu padrinho é ninguém menos que Eduardo Cunha, o homem a quem Temer deve o impeachment de Dilma e a hibernação em gaveta obscura de seu impeachment. O homem a quem Temer teme. Esse é um pequeno perfil do novo líder do governo do presidente interino Michel Temer, André Moura, do PSC de Sergipe.

De tão ligado a Cunha, André Moura não liga de ser chamado de André Cunha - até se orgulha disso. Já o deputado Paulo Pimenta, do PT, o define como lambe botas de Cunha.

Moura tem acusações e condenações pesadas contra si, que vão de desvio de merendas a tentativa de homicídio.

Moura é réu em três ações no Supremo Tribunal Federal e responde a outros três inquéritos na mesma Corte (um deles por tentativa de homicídio, outro por envolvimento na Operação Lava Jato). Já foi condenado pelo Tribunal de Contas da União quatro vezes por irregularidades na gestão de dinheiro público, multado por improbidade administrativa. Foi proibido de concorrer à eleição em 2014 e teve duas de suas contas de campanha rejeitadas pelo Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe. Só é deputado federal porque conseguiu uma liminar que permitiu que ele fosse empossado, mesmo tendo sido declarado inelegível pela Justiça. [Fonte: El País]

Acha muito? Tem mais.

Em junho do ano passado, o Supremo aceitou de uma só vez a abertura de três processos contra André Moura por crimes conexos. Ele é acusado de se apropriar ou desviar bens públicos do município de Pirambu na gestão do então prefeito Juarez Batista dos Santos, entre 2005 e 2007. Então aliado, Juarez deu continuidade à gestão de André Moura, que foi prefeito do município por oito anos até o fim de 2004.

Segundo a acusação, após deixar a prefeitura, Moura continuou usufruindo de bens e serviços custeados pela administração municipal. Entre os itens citados, gêneros alimentícios, telefones celulares e veículos da frota municipal. A denúncia sustenta que alimentos comprados pela prefeitura no comércio de Pirambu eram entregues na casa do deputado.

Após o rompimento político entre os dois, Juarez confessou ter cometido irregularidades e revelou que André Moura indicou funcionários fantasmas, entre eles, sua mulher Lara Adriana Moura, para trabalhar na prefeitura. O ex-prefeito também confessou que o líder do PSC recebia uma mesada de R$ 30 mil a R$ 50 mil.

O ex-prefeito ainda disse que Moura aumentou as exigências nas eleições de 2006 quando foi candidato a deputado estadual. Segundo ele, seu antecessor lhe pediu o repasse de R$ 1 milhão entre abril e setembro daquele ano. Ele afirmou que, sem conseguir atender às demandas do ex-prefeito, passou a receber ameaças que resultaram em uma troca de tiros que feriram o vigilante de sua casa. Quatro homens encapuzados foram apontados como autores dos disparos. Moura é o suspeito de ser o mandante. [Fonte: Congresso em Foco]

Repetindo: esse é o novo líder na Câmara do governo do presidente interino Michel Temer. Homem de Eduardo Cunha, endossado pelo golpista que ocupa a presidência no momento.

O pessoal que queria derrubar Dilma para "moralizar" o país, não sei não. Desse jeito, de moralização em moralização o país acaba desmoralizado.


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