segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

'Dê poder a uma pessoa e você vai descobrir quem ela realmente é', não é, ministra Cármen Lúcia?





Silenciosa, discreta, bastou a ministra Cármen Lúcia assumir o trono (é assim que eles se sentem ao assumir o posto) de presidente do STF para sair a campo e deitar opinião sobre tudo e todos. De ortografia a segurança pública, até chegar agora à solução para salvar o país.

Semana passada, a ministra foi a Temer pedir que ele intercedesse e não permitisse que o Congresso votasse as medidas que tratam juízes e procuradores como cidadãos brasileiros comuns, sujeitos à Constituição, ou seja, pagando pelos atos em que as desrespeitem ou descumpram.

Sua atitude foi de desrespeito total à independência de Poderes. O Judiciário (a ministra) foi ao Executivo (o presidente) pedir que ele "transmitisse ao Poder Legislativo a solicitação de que não discutisse, nem votasse, o projeto que torna crime o abuso de autoridade de juízes e membros do Ministério Público, porque isso poderia gerar uma grave crise entre os Poderes, com consequências imprevisíveis" [O Globo}.

Parece que Temer chegou a falar com Renan, mas como ninguém leva Temer a sério mesmo, o presidente do Senado não o atendeu.

As medidas foram votadas e aprovadas em primeira votação. Isso bastou para que juízes, procuradores e agora a tagarela presidente do STF soltassem sua ira contra o Legislativo. Hoje, Cármen Lúcia foi ao ponto e ameaçou:

— Desconstruir-nos como Poder Judiciário ou como juízes independentes interessa a quem? Enfraquecer-nos objetiva o quê?

Ministra, apenas uma pergunta: juízes independentes de quê? Da Constituição? Pois nela está escrito, sem margem a dúvidas:

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição ;

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Um comentário:

  1. Um milhão de pessoas podem, sem ciência própia, apoiar o MP. Isto não significa aprovação, sendo apenas direto de pedir. Enquanto 138 milhões não opinaram. A punição que deverá ser severa deve atingir a todos os iguais segundo à Constituição.

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