quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Atenção: Febre amarela mata. Mas vacinação desnecessária também



Mais do que de fatos, a mídia capitalista vive de factóides. Cria uma emoção em cima de um fato a fim de envolver o incauto (o leitor, ouvinte ou telespectador). O da vez agora é a febre amarela.

E não há nem originalidade nisso. Em 2008 houve um surto de febre amarela da mídia. Aqui no blog elegi até a musa da febre amarela, a jornalista (na época da Folha) Eliane Cantanhêde, que alarmou seus leitores:

 Com sua licença, vou usar este espaço para fazer um apelo para você que mora no Brasil, não importa onde: vacine-se contra a febre amarela! Não deixe para amanhã, depois, semana que vem... Vacine-se logo!
Isso acabou provocando a morte de uma mulher (leia sobre isso aqui: Morre em SP primeira vítima da febre amarela da mídia).

Agora, periga acontecer o mesmo. E se não abrir o olho, a vítima pode ser você.

Os especialistas alertam que só devem se vacinar pessoas que moram ou vão para áreas de risco, já que os casos de febre amarela apontados são da modalidade silvestre.


Essencialmente, a vacina –que está no calendário nacional de vacinação– deve ser aplicada nas pessoas que vivem ou que viajarão para regiões onde há ou já houve registros da doença. Os sintomas dela são febre, dores no corpo, náuseas, vômito e, nos casos graves, insuficiência renal, icterícia (cor amarelada da pele) e hemorragias.
Membros da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) ressaltam que a vacina pode gerar reações adversas, que prejudicam especialmente idosos, gestantes e mulheres em fase de amamentação. 
Para o infectologista Jessé Alves, coordenador do comitê de medicina do viajante da Sociedade Brasileira de Infectologia, uma eventual vacinação em massa é uma medida arriscada. "Propor a vacinação para a parte do Brasil que não está em áreas consideradas de risco tem um impacto muito grande", diz.
(...) Segundo o médico, um dos motivos é que a vacina (feita do vírus vivo atenuado) tem efeitos colaterais potencialmente graves. "Ela pode produzir a própria doença que ela justamente quer evitar, que é a febre amarela", explica. Alves diz que sempre que há aumento do número de vacinados, começam a surgir casos de efeitos colaterais
Segundo Alves, testes feitos na região norte da Argentina mostram que 60% das pessoas que sofreram efeitos colaterais da vacina tinham mais de 60 anos –idade em que o sistema imunológico pode ficar mais debilitado– vacinados pela primeira vez. Como precaução, o idoso deve procurar seu médico antes de se submeter à vacina.
A imunização também é contraindicada para crianças de até seis meses e para gestantes. Nas grávidas, ela só deve ocorrer se houver alto risco de transmissão, com a exposição em áreas do país com a doença.
Mulheres que estejam amamentando crianças com menos de seis meses também não devem tomar. Nas áreas de alto risco de contágio, caso a lactante precise da vacina, deve-se suspender a amamentação por quatro semanas. Médicos também orientam que se evitem as viagens em vez de se submeter aos efeitos colaterais, além da proteção por meio de repelentes.[Fonte: Folha]

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