sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

De pinimba com o Sol



Naquela manhã, estava decidido, não cantaria.
Subiu ao ponto mais alto do galinheiro, pôs-se resoluto sobre o amianto e desafiante mirou o horizonte.
Ia esperá-lo sair e não cantaria.
Cinco, seis, sete horas e nada.
Ia esperar apenas mais uma hora, decidiu o galo.
Como às oito horas ele também não apareceu, o galo se arrumou, posicionou cabeça e bico e voltou a dormir, vitorioso.
E o silêncio do galo é toda a memória da manhã que não houve.



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