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sexta-feira, 31 de março de 2017

Folha lança novo Projeto Editorial, mas o objetivo é manter monopólio das notícias e combater blogs e redes sociais




A Folha lançou nessa quinta nova versão de seu Projeto Editorial, onde aparece como preocupação número 1 a busca da verdade [imagem]. Sobre esse assunto e a sinceridade de propósito da mídia corporativa, leia aqui no blog Mídia corporativa mundial lança combate às fake news nas redes sociais para manter o monopólio delas.

A preocupação da Folha com a checagem da informação é histórica. Ela já publicou a ficha falsa de Dilma,  que Cristo morreu enforcado, que na Bíblia Deus criou primeiro a mulher, que tatu nasce de ovo... Confira mais aqui.

Todo leitor do blog está mais careca do que o Alexandre de Moraes de saber que a Folha e seus irmãos mentem, manipulam, torturam a notícia até que ela transmita seus interesses, que são os interesses da classe dominante.

Ainda outro dia foi O Globo com a mesma história de combater fake news. Mas sempre se referem a elas como se fossem produto das redes sociais e da comunicação alternativa.

Mas em comemoração ao novo compromisso dessa mídia manipuladora, vou reproduzir a seguir trecho de uma entrevista do professor João Feres Jr. à CartaCapital, onde vai assinar uma coluna.

João Feres Jr., professor de Ciência Política da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, criou m dos instrumentos mais precisos de medição do viés dos meios de comunicação, o “Manchetômetro”.

Porque muitas vezes a falsidade não está no que se diz, mas no que não se diz, não se publica, não se investiga - o caso de Sérgio Cabral aqui no Rio de Janeiro e a roubalheira tucana há anos em São Paulo são exemplos.


CartaCapital: Quais mudanças o senhor você percebe no comportamento da mídia quando se comparam os governos Dilma Rousseff e Michel Temer?
João Feres Jr.: A diferença é brutal e também imoral e antiética da perspectiva das práticas jornalísticas. No Manchetômetro, analisamos as coberturas da Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo e Jornal Nacional. Só para citarmos um exemplo recente: Quando se toma a cobertura agregada do governo federal desses quatro meios do governo federal, ela despencou de 400 matérias negativas em março e abril de 2016 para 200 em maio, isto é, exatamente no mês em que Dilma Rousseff foi afastada. Ou seja, caiu pela metade. E esse número continuou a diminuir no governo de Michel Temer até atingir 55 em outubro daquele ano, isso com o País em plena crise econômica e com alto grau de conflito político. Esses dados mostram que a chamada grande mídia brasileira tem lado e toma partido de maneira sistemática e reiterada. Basta computar o que publicam. É isso que fazemos no Manchetômetro.
CC: Só?
JFJ: Não. Ao se considerar os textos neutros e favoráveis, sob Dilma o padrão era esses meios publicarem de duas a três vezes mais matérias contrárias ao governo do que neutras, e quase nenhuma favorável. Bastou Temer ser alçado à presidência interina para o número de neutras empatar com aquele de contrárias já em maio e o ultrapassar com larga margem em julho. Não bastasse, o número de favoráveis empatou e até ultrapassou o de contrárias, algo inédito na série histórica da cobertura desde que o Manchetômetro passou a analisa-la, no início de 2014. O número de favoráveis, seja para políticos, partidos ou instituições, é geralmente pequeno e muito inferior ao de contrárias e neutras. Em suma, sofremos, no passado e no presente, uma escandalosa manipulação midiática.
CC: É possível identificar o uso da “pós-verdade”, para citar o termo consagrado pela Universidade de Oxford, no Brasil?
JFJ: No Manchetômetro não fazemos checagem de fatos noticiados, assim não dá para estabelecer a veracidade do que é publicado pela mídia. É possível, contudo, captar outras estratégias jornalísticas com efeitos manipulativos similares à “pós-verdade”, como o agendamento e o enquadramento das matérias. O agendamento é a prática de escolha dos temas a serem noticiados. Muitas notícias favoráveis no âmbito da economia e da política durante os governos de Dilma foram, por exemplo, excluídas ou subnoticiadas, enquanto que as negativas eram superexpostas e exploradas nos detalhes. A prática de agendamento altamente enviesado contribuiu enormemente para a intensificação da crise política e para a percepção de crise econômica, a meu ver. O enquadramento é a interpretação que a notícia dá ao fato. O exemplo mais claro é o da cobertura da corrupção, sempre a jogar a responsabilidade no colo do PT. É também impossível compreender o surgimento do antipetismo hidrófobo de massas sem a contribuição do enquadramento que a grande mídia tem feito da corrupção política no País. [Fonte: CartaCapital, onde pode ser lida a íntegra da entrevista]

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