quinta-feira, 6 de abril de 2017

Bradesco lavando a jato? Finalmente um banco é chamado a prestar esclarecimentos à Lava Jato



Empresários, políticos, doleiros, a Lava Jato ouviu muita gente sobre o processo de corrupção na Petrobras que envolve bilhões de reais. No entanto, nenhum banco havia sido chamado para esclarecer como tanto dinheiro passeou para lá e para cá sem que algum deles tenha sentido necessidade de dar uma informação à chamada autoridade monetária.

Finalmente, o Bradesco inaugura essa nova fase. Despacho do juiz Sergio Moro pede explicações ao banco sobre uma transação com toda pinta de lavagem de dinheiro, com possível participação do Bradesco. Um Land Rover teria sido comprado para o diretor da Petrobras Nestor Cerveró pelo operador Fernando Baiano.

O episódio seria de 2012. O banco registrou em nome da mulher de Cerveró, Patrícia Anne, o pagamento de R$ 220 mil à concessionária que vendeu o carro. Na realidade, diz o MPF, o pagamento partiu de Fernando Baiano. A concessionária, chamada Autostar, já foi mencionada em outras investigações da Lava Jato. [Fonte: 360]

Em seu despacho, o juiz Moro oficiou o Bradesco:

Assim, como requerido e em vista da quebra de sigilo já ordenada, oficie-se ao Banco Bradesco para, em relação ao depósito de R$ 220.000,00 em 27/07/2012, e que já foi objeto de solicitação deste Juízo no ofício 700000453664: a) que seja esclarecido pelo Banco Bradesco se foi informado inicialmente como depositante outra pessoa (que não Patrícia Anne Curat Cerveró), ou mesmo o número de outro CPF na primeira autenticação realizada pelo caixa, de nº 497; b) que seja esclarecido o nome dos funcionários diretamente envolvidos nesta operação, devidamente identificando-os para eventualmente serem ouvidos pela autoridade policial. Prazo de 5 dias.

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