sexta-feira, 19 de maio de 2017

Se fosse honesto, Temer diria apenas 'Não renunciarei pois prender-me-ão'



Se fosse honesto (coisa que não é, nem poderia ser, um sujeito que chega ao poder por meio de um golpe de Estado aplicado a uma presidente da República de que era vice), se fosse honesto, Temer diria exatamente o que está no título, porque é disso que se trata: se renuncia, perde imunidade do cargo e é preso imediatamente. Por menos que isso a irmã de Aécio Neves já posou para fotos na penitenciária.

Não adianta ao golpista ainda no cargo dizer que foi vítima de gravações clandestinas. Não há nada de clandestino. As gravações foram feitas com autorização da Justiça exatamente para flagrar a clandestinidade dele, suas ligações clandestinas - no que foram bem sucedidas, para sua desgraça.

Não foi apenas no caso do incentivo à propina que compra o silêncio da Eduardo Cunha no calabouço de Curitiba que Temer foi flagrado. Ele ouviu declarações do dono da JBS de que tramava contra procuradores e juízes e nada fez, ou - pior - consentiu. Em jurisdiquês, que ele conhece bem, prevaricou.

A única atitude decente (sei, seria pedir demais para quem age à socapa e à sorrelfa - expressão da idade dele que significa agir de modo dissimulado, escondido, pelas costas) seria renunciar para que o país voltasse à normalidade, através de eleições diretas.

Mas ele teme ser preso, e isso ele deve temer, este é seu sobrenome: Michel Temer ser preso.


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