quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Google censura comunicação alternativa mundial em obediência à campanha da mídia corporativa sobre 'fake news'



Quando a mídia corporativa mundial lançou sua campanha contra as chamadas "fake news" foi logo acompanhada pelo Facebook e o Google, gigantes do meio digital.

Temendo as críticas da mídia corporativa de divulgadores de notícias falsas, os dois gigantes comunicaram que iriam criar mecanismos para barrá-las na rede e no sistema de buscas.

O Google lançou uma nova diretriz, mudando os algoritmos do seu sistema de buscas, que é praticamente o sistema de buscas universal. Estabeleceu um filtro para barrar as tais notícias falsas, empurrando-as para as páginas mais distantes de seu buscador.

Agora, quem o Google usa como medida para definir o que é ou não notícia falsa, teoria da conspiração, especulação "esquerdista"? A mídia corporativa, que não só defende o status quo, como também seu próprio nicho de mercado, que vem sofrendo estragos da mídia alternativa, que oferece novas visões sobre a situação global. Diz o Google:

“No mês passado (Abril), atualizamos nossas diretrizes de avaliação de qualidade de busca (Search Quality Rater Guidelines). O fizemos para fornecer mais detalhes sobre as páginas de baixa qualidade; para estabelecer a bandeira apropriada”. Estes moderadores, em nível global, instruíram seus mecanismos para sinalizar “experiências desconcertantes para os usuários”. Incluindo páginas que apresentem “teorias da conspiração’, a não ser que o usuário indique, claramente, que busca este ponto de vista alternativo”.

Fake news

O Google não explicou, precisamente, o que quis dizer com o termo ‘teoria da conspiração’. Usando a ampla e amorfa categoria de ‘fake news’, o objetivo direto das mudanças realizadas pelo sistema de busca do Google é restringir o acesso aos sites alternativos. “Aqueles que cobrem e interpretam os fatos de forma conflitante com os principais agentes da mídia; como o New York Times ou o Washington Post”, afirma o ICFI. No Brasil, a base de cálculos do novo algoritmo tem sido os veículos da mídia conservadora. Entre eles, O Globo, a Folha de S. Paulo e o Estado de S. Paulo, segundo apurou a reportagem do Correio do Brasil.
Ao marcar o conteúdo na busca; de maneira que se desapareça da primeira ou segunda páginas de um resultado de pesquisa, o Google, efetivamente, bloqueia os usuários ao seu acesso. Devido à grande quantidade de tráfego na web influenciado por resultados de busca, “o Google é capaz de esconder ou enterrar conteúdo de forma eficaz; promovendo a manipulação dos rankings de busca”, acrescenta. [Fonte: Correio do Brasil]

O CounterPunch mostra o estrago provocado pela nova política do Google nos sites anti-sistema:

Under its new so-called anti-fake-news program, Google algorithms have in the past few months moved socialist, anti-war, and progressive websites from previously prominent positions in Google searches to positions up to 50 search result pages from the first page, essentially removing them from the search results any searcher will see.    CounterPunch, World Socialist Website, Democracy Now, American Civil liberties Union, Wikileaks are just a few of the websites which have experienced severe reductions in their returns from Google searches.  World Socialist Website, to cite just one example, has experienced a 67% drop in its returns from Google since the new policy was announced. [Fonte: CounterPunch]

O World Socialist Website confirma essa derrubada:

A growing number of leading left-wing websites have confirmed that their search traffic from Google has plunged in recent months, adding to evidence that Google, under the cover of a fraudulent campaign against fake news, is implementing a program of systematic and widespread censorship.
Truthout, a not-for-profit news website that focuses on political, social, and ecological developments from a left progressive standpoint, had its readership plunge by 35 percent since April. The Real News , a nonprofit video news and documentary service, has had its search traffic fall by 37 percent. Another site, Common Dreams , last week told the WSWS that its search traffic had fallen by up to 50 percent.
As extreme as these sudden drops in search traffic are, they do not equal the nearly 70 percent drop in traffic from Google seen by the WSWS. [Fonte: WSWS]

Com isso, a mídia corporativa atinge seu duplo objetivo com a campanha contra as "fake news": manter o status quo que apoia e seu nicho de mercado, bloqueando a comunicação alternativa.

A saída está nas mãos dos leitores, que devem ajudar na divulgação das notícias que lhe pareçam relevantes, disseminando-as em suas redes, ou, em pouco tempo, teremos apenas a chamada "comunicação oficial".

Ajude o Mello a tocar o blog. Faça uma assinatura. É seguro, rápido e fácil


Apenas R$ 10. Todos os cartões são aceitos. Você pode cancelar a assinatura a qualquer momento


Comente com o Facebook:

Nenhum comentário:

Aqui, comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

ENFRENTANDO O GOLPE 

A mídia corporativa e o governo golpista querem sufocar os blogs e sites de oposição ao golpe. Precisamos do seu apoio, da sua assinatura, e também do seu engajamento, nos ajudando a divulgar nossos blogs e sites de oposição ao golpe nas redes, republicando nossas postagens, distribuindo conteúdo para amplificar o alcance de nossas críticas.

Assinar é muito fácil, é só clicar numa das imagens, Doar ou Assinar. Todos os cartões de crédito são aceitos



Se preferir, você pode fazer sua doação diretamente na conta do Blog:

Banco Bradesco
Pipa Produções Artísticas Ltda
CNPJ: 10585813/0001-44
Agência 0213
Conta 8035-7
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
O Blog do Mello, enquanto não consegue se sustentar apenas com assinantes, precisa de anunciantes, e você utiliza um bloqueador de anúncios.
Por favor, desative o bloqueador para o Blog do Mello. Obrigado.