sábado, 23 de setembro de 2017

Bancos sonegaram R$ 15 bilhões só com uma operação em 2016. Pressionados pela Receita, só negam, mas 'se entregam'



Não satisfeitos com os lucros estratosféricos que seguem obtendo no Brasil, os bancos usam de todos os recursos, legais e paralegais, para aumentar suas margens de lucro.

Uma das formas de que se utilizam é a "engenharia fiscal" ou elisão fiscal ou, em português direto, sonegação, que usa as brechas da lei ou dos fiscais. Apenas com um tipo dessas operações podem ter sonegado R$ 15 bilhões no ano passado.

A Receita desconfiou de que algo de errado estava ocorrendo apenas neste ano, quando houve pequeno aumento da arrecadação que estava estagnada, mas o mesmo aumento não foi acompanhado pelos bancos.

Em julho, a Receita começou a investigá-los e apenas o zunzunzum do mercado fez com que a arrecadação com os bancos crescesse 46% de julho para agosto. Ou seja, eles se entregaram, abandonando a "engenharia fiscal", quando perceberam que a Receita havia descoberto o esquema.

Desde 2014, a Receita identificou um forte descolamento entre os resultados do setor e o desempenho da arrecadação.
O movimento vem se intensificando ano a ano, e atingiu o ápice ao longo de 2017, quando, mês após mês, o volume arrecadado vinha se mostrando distante das projeções da própria Receita.
O Fisco ainda está calculando quanto os bancos podem ter deixado de pagar.
Em 2016, indícios apontam que a perda potencial de arrecadação pode ter ultrapassado os R$ 15 bilhões.
A avaliação é que o quadro piorou neste ano. Segundo palavras de uma pessoa da equipe econômica, o recolhimento feito pelos bancos foi o "principal componente" da arrecadação a flutuar no ano.
Em julho, por exemplo, o recolhimento por estimativa de IRPJ e CSLL das instituições financeiras desabou 67,35%, descontada a inflação do período, em relação ao mesmo mês de 2016.
Essa mesma receita cresceu 43,43% no mês passado, um dos fatores que ajudaram as receitas federais como um todo a subirem mais de 10%.
Durante a divulgação dos dados de agosto, a Receita atribuiu a reação surpreendente da arrecadação não só à recuperação da atividade econômica, mas também a "ações da Receita Federal".[Fonte: Folha]

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