domingo, 24 de setembro de 2017

Quando soldados do tráfico tomarem as mesmas drogas que soldados dos EUA ou de Hitler, aí sim teremos uma guerra das drogas



É questão de tempo. Mais dia menos dia os soldados a serviço do tráfico de drogas vão imitar os soldados dos EUA ou os jihadistas não apenas no uso de armas cada vez mais letais, mas também no consumo de drogas que tiram o cansaço, dão disposição incrível e uma fé inabalável de que se é invencível.

Na Alemanha nazista, as guerras relâmpago, a tomada de países em poucos dias, não foi fruto apenas da "superioridade ariana", da ideologia nazista, amor a Hitler ou à pátria: havia o Pervitin, que dava aos soldados apetite pela ação ao mesmo tempo em que lhes tirava a fome do estômago e afastava o cansaço.

Mas não apenas os nazistas lutavam à base de drogas. A metanfetamina foi utilizada lar­gamente para combater a fadiga de militares de vá­rios países. Soldados alemães, ingleses e americanos consumiam-na para eliminar o cansaço e manter o vigor físico e a vigília. No Japão, tanto soldados como operários de fá­bricas de material bélico foram consumidores de metanfetamina em grande escala, sendo que os pilotos Kamicaze utilizavam-na em níveis tóxicos.

Na guerra civil da Síria hoje o exército jihadista não é movido apenas por fé, mas por captagon, uma mistura de cafeína com anfetamina que é amplamente utilizada pelos combatentes. Dizem que além de disposição, ela dá coragem e é um artifício para vencer o medo e a dor.

"(Ela) proporciona aos soldados uma energia sobre-humana e coragem", disse um ex-combatente sírio à BBC.

Os marines dos EUA sofisticaram um pouco as coisas e distribuem a seus soldados balas de fentanil (uma morfina muito mais poderosa), que tem sabor de frutas vermelhas, alivia a dor e dá energia suficiente para o soldado seguir em combate.

"Basta chupar. O produto chega mais rapidamente ao sangue pelas mucosas da boca", explicou o capitão.
O princípio ativo da bala é o fentanil, uma morfina poderosa. É um narcótico, e por isso os soldados não transportá-lo consigo. Apenas enfermeiras e médicos podem administrar a droga.

O dia em que os soldados do tráfico passarem a fazer uso massivo dessas drogas, aí sim teremos uma verdadeira guerra das drogas. Vão perder o respeito que ainda têm pelas Forças Armadas e seus tanques, anfíbios e helicópteros e vão transformar as favelas em Vietnans modernos.

Talvez aí, e apenas aí, quando o inferno tiver se materializado aqui, as pessoas se deem conta do absurdo que é a tal guerra às drogas, que só traz morte, violência e sofrimento.

Fonte: BBC, R7, RedePsi.

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