terça-feira, 17 de outubro de 2017

Estudo publicado na Science: 'Variantes nos genes que estão associadas à cor clara da pele surgiram em África'



Estudo publicado na Science, uma das mais respeitadas revistas científicas do mundo, revela que os genes que dão a cor clara à pele são oriundos da África.

Portanto, todos aqueles branquelos europeus, e seus descendentes entre nós, assim o são graças a genes que vieram de lá.

O Público veio com uma reportagem sobre o assunto. Peguei algumas partes como resumo, mas se você se interessa pelo tema eu aconselho a ir diretamente lá e ler tudo. É só clicar aqui.


Um exercício fácil: de que cor é a pele africana? Escura, certo? A resposta pode não ser tão simples assim, se olharmos para as conclusões de um estudo genético publicado esta sexta-feira na revista Science. Primeiro, porque, constataram os cientistas, há muita diversidade na pigmentação da pele em África. Em segundo lugar, porque sabemos agora que as variantes nos genes que estão associadas à cor clara da pele dos euroasiáticos surgiram em África. 

Um grupo de 47 cientistas uniu-se numa aventura que partiu para um terreno pouco explorado na área genética humana: não só estudaram os genes da população africana (que, geralmente, não são abrangidos nos grandes estudos) como também o fizeram em África. Identificaram novas variantes genéticas que explicam os múltiplos tons que pintam a pele.

“Não existe tal coisa como uma raça africana.” A frase da investigadora Sarah Tishkoff está no comunicado de imprensa da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, que apresenta o estudo da equipa de 47 cientistas que identificou genes responsáveis pela diversidade da cor da pele dos humanos. A ideia não é nova mas a cientista anuncia-a de uma forma impressionantemente assertiva. Questionada pelo PÚBLICO, a investigadora vai mais longe: 

“A nossa investigação dissipa a noção de raças biologicamente definidas.” O trabalho destes cientistas é especificamente sobre os genes associados à pigmentação da pele em populações africanas e Sarah Tishkoff conclui que a variação na cor da pele dentro (e mesmo fora) de África é imensa.

“Mostramos que existem populações no Sul da Ásia e da Austrália e Melanésia que são quase tão pigmentadas como os africanos e que, mesmo dentro de África, há muita variação na cor da pele. Portanto, a cor da pele é um classificador terrível para a raça. Além disso, vemos muita variação genética dentro e entre as populações africanas, dissipando as noções de uma única raça africana. Por fim, vemos que as variantes associadas à cor clara da pele que estão presentes em euroasiáticos realmente surgiram na África, novamente dissipando um conceito biológico de raça”, esclarece.

Um início mais claro


Este projecto surge-nos como uma árvore com vários ramos que prometem dar frutos. Por um lado, os resultados ajudam a esclarecer a biologia da pigmentação que tem implicações para a saúde, sobretudo para a compreensão das causas de distúrbios de pigmentação (albinismo ou vitiligo, por exemplo) e de cancro da pele. Um outro ramo leva-nos a mais pistas sobre a evolução e adaptação humana. As variantes genéticas em África associadas à pigmentação da pele revelam-nos pistas sobre os momentos de migração, tanto dentro de África como para fora do continente africano.

Este projecto surge-nos como uma árvore com vários ramos que prometem dar frutos. Por um lado, os resultados ajudam a esclarecer a biologia da pigmentação que tem implicações para a saúde, sobretudo para a compreensão das causas de distúrbios de pigmentação (albinismo ou vitiligo, por exemplo) e de cancro da pele. Um outro ramo leva-nos a mais pistas sobre a evolução e adaptação humana. As variantes genéticas em África associadas à pigmentação da pele revelam-nos pistas sobre os momentos de migração, tanto dentro de África como para fora do continente africano.

Este projecto surge-nos como uma árvore com vários ramos que prometem dar frutos. Por um lado, os resultados ajudam a esclarecer a biologia da pigmentação que tem implicações para a saúde, sobretudo para a compreensão das causas de distúrbios de pigmentação (albinismo ou vitiligo, por exemplo) e de cancro da pele. Um outro ramo leva-nos a mais pistas sobre a evolução e adaptação humana. As variantes genéticas em África associadas à pigmentação da pele revelam-nos pistas sobre os momentos de migração, tanto dentro de África como para fora do continente africano.

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