terça-feira, 17 de outubro de 2017

Facebook terá 7500 censores para barrar fake news, terrorismo e comunicação alternativa de esquerda - o que para eles é sinônimo



Continuando a denúncia da guerra que a mídia corporativa e mais Google e Facebook declararam contra a comunicação alternativa e de esquerda.

Aqui, três recentes:


A de hoje, logo após o lembrete de que você pode receber notificações de postagens do Blog do Mello assim que elas forem feitas (menos no horário de meia noite às 7h, porque pode ter postagem, mas só vou enviá-las pela manhã). No celular, há uma forma de fazer a requisição pelo próprio app, logo abaixo das postagens.


O Facebook anunciou que vai abrir um novo centro de controle (leia-se "censura") em Essen, Alemanha, com 500 funcionários. Isso duplicará o número de trabalhadores encarregados de censurar e revisar o conteúdo no site. Até agora, a empresa possui apenas um desses centros, em Berlim.

Milhões de usuários da Internet estão sendo censurados sistematicamente por esses escritórios. Os relatórios das publicações críticas que foram suprimidas e os autores de esquerda e progressistas bloqueados aumentaram rapidamente nos últimos meses.

(...) The Guardian revelou em 21 de maio que o Facebook estava conduzindo este trabalho de forma sistemática. O jornal obteve uma centena de documentos de treinamento para os trabalhadores dos centros de controle e concluiu que eles são alarmantes para qualquer advogado da liberdade de expressão.

Enquanto mensagens que promovem violência extrema e assassinatos brutais ou que continham insultos foram aceitas, os funcionários foram ordenados a remover publicações como " Someone shoot Trump " porque, como presidente [e, acrescento eu, dos EUA], Trump faz parte de uma "categoria protegida". Portanto, o Facebook só permite a liberdade de expressão enquanto o governo, que julga digno de proteção, não é atacado. [o destaque em negrito é meu]

As estreitas conexões entre o governo e o aparelho de censura do Facebook são especialmente evidentes na Alemanha. Embora, no dia 1 de julho, apenas 1,5% dos usuários do Facebook viessem daquele país, 16% dos 7500 censores trabalharão na Alemanha quando a nova instalação estiver pronta até o final do ano.

A explicação para essa "preocupação" do Facebook é simples: em junho, o Parlamento Federal da Alemanha aprovou o chamado Lei de Observância na Rede, o que obriga empresas como o Facebook a cumprir com responsabilidades de um censor. Sem nem ao menos uma ordem judicial, a empresa deve excluir "conteúdo obviamente ilegal" (sic) em 24 horas ou enfrentar uma multa de até 50 milhões de euros. Detalhe: as grandes empresas de mídia é que determinarão o que "obviamente ilegal" significa.

O Google também faz o mesmo, como denunciei aqui: Google censura comunicação alternativa mundial em obediência à campanha da mídia corporativa sobre 'fake news'.

Na verdade, o que está em jogo é o controle da comunicação e da informação, em detrimento da comunicação alternativa e plural de esquerda. O combate às chamadas "fake news" serve de biombo para o objetivo de barrar qualquer comunicação que seja contrária ao establishment.

Fonte: WSWS.

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