quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Levy, o cavalo de Troia que Dilma trouxe para seu governo, vai agora destruir o BNDES, como fez com o país

Joaquim Levy

A capacidade de piorar o que está ruim é um diferencial do futuro governo Bolsonaro. Todos os nomes e as medidas anunciadas por ele e seus indicados só pioram a situação caótica em que se encontra o país, desde que a presidenta Dilma nomeou o cavalo de Troia Joaquim Levy para a Economia. 

Foi uma catástrofe que deu início ao caos em que vivemos. É a opinião de ninguém menos que o prêmio Nobel de Economia e colunista do New York Times Paul Krugman [confira a seguir].

E o que faz Bolsonaro? Chama Levy para fazer com o BNDES o que fez na economia brasileira.

O que realmente acabou com a economia brasileira, porém, foi a maneira pela qual o país reagiu a esses choques: com políticas fiscais e monetárias que agravaram muito as coisas.
Do lado fiscal: o Brasil tem problemas de solvência em longo prazo. Mas resolvê-los requer soluções de longo prazo. O que aconteceu em lugar disso foi que o governo Rousseff decidiu impor fortes cortes de gastos no meio de uma desaceleração econômica. O que eles estavam pensando? É incrível, mas eles parecem ter aceitado a teoria da austeridade expansiva.
E além disso, a política monetária também se tornou fortemente contrativa, com alta forte nas taxas de juros. A que isso poderia servir? [Paul Krugman na Folha]

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Governo Bolsonaro na verdade são dois: o do mercado e o das mamadeiras de bico em forma de pênis

Paulo Guedes e mamadeira com bico em forma de pênis

Pode-se e deve-se acusar Bolsonaro de tudo, menos de ser incoerente com suas propostas de governo. Quem votou nele votou pelas atitudes que tomava e está tomando. 

O que está claro é que seu governo na verdade são dois: um é tocado pelo Posto Ipiranga de Bolsonaro, o economista Paulo Guedes. É o governo do mercado para o mercado. Da especulação desenfreada, da perda total de direitos trabalhistas, do desmonte de programas sociais que tirem dinheiro do mercado, da privatização a toque de caixa de tudo o que for possível vender para alimentar a fogueira do mercado.

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O outro é tocado pelo próprio Bolsonaro: é o governo das fake news, do kit gay, da mamadeira com bico em forma de pênis, do anticomunismo, do antipetismo, que acha que o Brasil é governado por comunistas.
Quem não votou nele, como eu e você, tem que denunciar, combater, ao menos para minorar os estragos. 
E também buscar informar, com uma comunicação alternativa, aos que vão sentir na pele o equívoco de sua opção eleitoral: os que se deixaram enganar ou não entenderam simplesmente do que se tratava, se trata, o governo de um despreparado total, que sempre foi um parlamentar medíocre, que se destacava apenas pelos comentários racistas, misóginos, fascistas, em apoio à tortura e à discriminação de todos os tipos.


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quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Cheia de irregularidades e inconsistências, campanha de Bolsonaro tem 3 dias para se justificar

Bolsonaro preocupado

Não foi só às redes sociais (Google, Twitter, Facebook e WhatsApp) que o ministro Barroso do STF pediu explicações sobre a campanha do presidente eleito (subjúdice) Jair Bolsonaro.

Foram encontradas diversas irregularidades e inconsistências na prestação de contas da campanha dos 80 milhões de disparos caluniosos via WhatsApp, e o ministro deu três dias para que a campanha se explique.


"Diante do exposto, determino: a intimação do candidato Jair Messias Bolsonaro (...) para, no prazo de três dias, complementar dados e documentação e/ou prestar esclarecimentos/justificativas, com vistas ao saneamento dos apontamentos."

E se as irregularidades forem confirmadas, o que acontece?

De cara, nada. Bolsonaro assume normalmente. A partir daí, o Judiciário anda de acordo com os interesses do grupo que lhe controla. Rápido e "justiceiro", quando no modo Lula. Lento e indolente, no modo Maluf ou tucano, por exemplo.

Vai depender do desempenho de Bolsonaro na presidência dos interesses do grupo que o colocou lá. Ou seja, presidente-refém, como Temer.

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