sábado, 17 de novembro de 2018

Esta mulher tem o poder de anular toda a Lava Jato, como aconteceu com Castelo de Areia e Satiagraha


Ela é Meire Poza, contadora do doleiro Alberto Youssef. Poza apresentou à Justiça documentos que comprovam sua participação extraoficial (portanto, ilegal) nos primórdios da Operação Lava Jato, o que pode anular toda a Operação, como aconteceu anteriormente com a Castelo de Areia e a Satiagraha.

Mensagens do celular de Meire Poza

A defesa de Meire juntou aos autos as conversas que ela mantinha no celular com os delegados Márcio Anselmo e Eduardo Mauat, os agentes federais Rodrigo Prado Pereira e outro identificado apenas como "Gabriel PF" e o procurador da República Andrey Borges, todos com atuação na Lava Jato.
Nas mensagens, Anselmo surge como um dos principais interlocutores. Ele solicitava informações sobre empresas e personagens ligados a Youssef. Pelo WhatsApp ela fornecia dados como registros de transferências entre empresas e até o modelo do carro de uma amante do doleiro.
Meire também recebia no celular informações dos bastidores da operação.
Em 1º de julho de 2014, dia em que foi deflagrada a 5ª fase da Lava Jato, a contadora recebeu uma foto de João Procópio Almeida Prado, ex-funcionário de Youssef, cabisbaixo, num gabinete vazio. O lugar é semelhante às salas da Superintendência da PF do Paraná. Procópio foi preso naquela data.
No dia seguinte, ela recebeu uma fotografia tirada de dentro de um carro da PF em que Procópio está no banco traseiro.[Fonte: Folha]
É a famosa tese da maçã podre que contamina todo o processo. Isso aconteceu anteriormente com as Operações Satiagraha e Castelo de Areia, com provas abundantes e robustas de corrupção milionária, mas que foram anuladas, uma pela participação informal de agentes da ABIN, outra porque o início da Operação foi baseado em denúncia anônima. Todas as provas foram anuladas e destruídas.

A Lava Jato pode ir pelo mesmo caminho, como eu denunciei aqui lá atrás, há quase quatro anos. Confira:


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Aumenta número de blogueiros assassinados no país. Não assassine o blogueiro. Assine-o

Cartaz: Não assassine o blogueiro. Assine-o

Reportagem da Folha feita a partir de um relatório da ONG Artigo 19 aponta que aumentou o número de blogueiros assassinados no Brasil.
O estudo apresenta o monitoramento dos 22 assassinatos de comunicadores no país no período de 2012 a 2016. Doze deles constavam na análise anterior, apresentada há dois anos, sobre mortes no período de 2012 a 2014 --foram 3 blogueiros, 3 radialistas, 4 jornalistas, 1 proprietário e 1 fotógrafo.
Dos dez novos casos, 5 eram blogueiros, 3 radialistas, 1 jornalista e um proprietário de veículo de comunicação, crimes praticados em cidades que tinham em média 50 mil habitantes. Ou seja, cresceu a proporção de blogueiros entre as vítimas.
Antes que a moda pegue e se espalhe também pelas grandes cidades, este blogueiro faz um apelo: Não assassine o blogueiro. Assine-o. Ajude a manter o Blog do Mello sem popups e propagandas de tudo quanto é tipo.

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Com saída de cubanos, mais de 1500 municípios ficarão sem médicos até fevereiro. Quem morrer até lá, já se sabe de quem é a culpa

Bolsonaro 'atirando'

O Programa Mais Médicos tinha uma necessidade de mais de 2 mil médicos. Agora, com a saída dos cubanos do Programa, serão mais de 11 mil os médicos em falta para oferecer um atendimento mínimo à população.

Pior: segundo especialistas, ainda que o Ministério lance um edital para a contratação desses médicos já na segunda-feira agora, para que todos os procedimentos e contratações sejam efetuados serão necessários alguns meses.
Em geral, a seleção engloba etapas como análise de inscrições, seleção dos profissionais, indicação dos municípios e confirmação do interesse do profissional nas vagas. "Se o ministério tiver muita agilidade, acredito que até meados de fevereiro já tenhamos médico. Antes disso é difícil", avalia Junqueira [presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde – CONASEMS].
São mais de 1500 municípios brasileiros que contavam com atendimento exclusivo dos médicos cubanos. Até fevereiro, vão sobreviver (os que conseguirem) ao programa Sem Médico de Bolsonaro.


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