domingo, 21 de outubro de 2018

Filho de Bolsonaro ameaça e zomba do STF e de Gilmar: 'Basta um cabo e um soldado. Não precisa nem de jipe'




Essa valentioa toda é antes da eleição. Imagina se por uma infelicidade eles forem eleitos?



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Repórter volta ao tema da fraude no WhatsApp em benefício de Bolsonaro, agora com provas

Trecho do documento com oferta ilegal pela CROC

A repórter Patrícia Campos Mello, desde já candidatíssima à reportagem da década, voltou nesse sábado a falar do assunto que domina as redes e pessoas ligadas em informação e política, menos a mídia corporativa e o TSE acovardado: a fraude via WhatsApp, que envolveu o disparo de milhões de mensagens com ataques mentirosos à candidatura Haddad e ao PT.

Dessa vez, Patrícia apresentou documento. A reprodução de uma oferta da empresa CROC Services à campanha de Alckmin, mostrando que a CROC vendia disparos com base de números própria, o que é ilegal. Os disparos em massa só podem ser enviados a pessoas cadastradas, que aceitem receber mensagens do Partido e/ou candidatos(s).

Repare na reprodução as especificações sobre os itens da proposta. O terceiro fala em "Números destinatários exclusivos", ou seja, aqueles da base de dados da empresa e não do partido (repito, o que é ilegal), dá o volume de disparos e alcance de quase 120 milhões de números, e o valor de quase R$ 9 milhões.

Na reportagem, fica-se sabendo que o PSDB teria recusado a proposta desse item ilegal (foi gente da campanha do PSDB, e não do PT, que denunciou esquema à repórter). Parece que os empresários que apoiam o candidato Bolsonaro não.

A resposta da CROC é um primor:
Pedro Freitas, sócio-diretor da Croc, afirmou não saber que a prática era ilegal.
Tem coisa mais bolsonariana que isso?

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WhatsApp se antecipa ao TSE, bane usuários, mas não impede que fraude se repita no segundo turno

Flavio Bolsonaro reclamando do WhatsApp e confessando milhares de grupos
Bolsonaro confessa: "Meu WhatsApp com milhares de grupos"...

O WhatsApp agiu mais rápido que os ministros do TSE, que supostamente são responsáveis pela lisura do processo eleitoral. Enquanto as excelências empurram o problema com a barriga, o aplicativo baniu milhares de usuários de sua rede, segundo informou à imprensa em nota.

Só que essa medida não resolve nada. O que impede o esquema de voltar a funcionar utilizando novos números e perfis? Nada. Assim como funcionou no primeiro turno pode voltar a funcionar, simplesmente porque o WhatsApp não tem como coibir o esquema ou teria feito isso já no primeiro turno. Ou eles não conseguiram perceber o movimento anormal de milhões e milhões de mensagens concentradas em um único e curto período?

Se as eleições não forem totalmente anuladas (não apenas a para presidente, mas toda ela, já que a fraude envolveu a eleição de senadores e deputados e barrou outros tantos), a únicas medida capaz de impedir os disparos de mensagens pelo aplicativo é a proibição do envio de mensagens por grupos e listas.

Um dos filhos de Bolsonaro, que teve o perfil banido, mas já reativado, pelo WhatsApp, confessou "inocentemente" que administrava milhares de grupos, apenas com seu número pessoal. Como cada grupo pode ter até 256 pessoas e milhares tanto pode significar dois mil quanto cem, duzentos, quinhentos ou até 900 mil grupos, pode-se imaginar o tamanho do esquema.



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