domingo, 1 de dezembro de 2019

Domingo com Música. Jovens chilenas cantam 'O Estado opressor é um macho estuprador'

Letra da canção denúncia do grupo Lastesis

Jovens chilenas saem às ruas em performance denunciando o machismo


O Colectivo Lastesis faz várias intervenções como esta pelas ruas do Chile denunciando o machismo, a violência e a opressão do estado.

Eu havia pensado em programar outra postagem musical hoje, mas a urgência do movimento se impôs.


“Um estuprador em seu caminho”
O patriarcado é um juiz
Que nos castiga por nascer
E nosso castigo
É a violência que você não vê
O patriarcado é um juiz
Que nos castiga por nascer
E nosso castigo
É a violência que você não vê
É o feminicídio
Impunidade para o assassino
É a desaparição
É o estupro
E a culpa não era minha, nem de onde eu estava, nem de como me vestia
E a culpa não era minha, nem de onde eu estava, nem de como me vestia
E a culpa não era minha, nem de onde eu estava, nem de como me vestia
E a culpa não era minha, nem de onde eu estava, nem de como me vestia
O estuprador era você
O estuprador é você
São os pacos [policiais militarizados]
Os juízes
O Estado
O presidente
O Estado opressor é um macho estuprador
O Estado opressor é um macho estuprador
O estuprador era você
O estuprador é você
Dorme tranquila
Menina inocente
Sem se preocupar com o bandoleiro
Que o seu sonho
Doce e sorridente
Será velado por um amante policial
O estuprador é você
O estuprador é você
O estuprador é você
O estuprador é você

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sábado, 30 de novembro de 2019

Escalada autoritária de Bolsonaro pode levar a seu impeachment por crime de responsabilidade

Bolsonaro


Bolsonaro estica a corda da própria forca


Provas de que Bolsonaro e seu governo são criminosos não faltam. A mais recente bravata do presidente (eleito mediante fraude) está relacionada à Folha de São Paulo, jornal que achava que não havia diferença fundamental entre Haddad e Bolsonaro e agora se vê alijado das licitações do governo federal, com ameaças, inclusive, a seus assinantes de sofrerem retaliações do governo Bolsonaro.

Tudo ilegal. Tudo criminoso, segundo juristas. Bastando apenas que a Folha entre com ação contra o presidente. Mas o jornal o fará?

Segundo reportagem da própria, o professor de Direito da USP Floriano Peixoto de Azevedo Marques Neto aponta ao menos três crimes de Bolsonaro:
  1. A primeira conduta é de proibir ou cancelar a assinatura do jornal. Cancelar assinatura de um jornal porque esse jornal não lhe é simpático é um caso de evento de desvio de curso, de desvio de finalidade.
  2. A segunda conduta, de não colocar o jornal no edital de licitação para compra de assinatura de jornal, aí você tem uma violação à lei de licitações, porque na lei de licitações você não pode discriminar ou propor uma compra que discrimine algum fornecedor.
  3. E o terceiro caso, que é pressionar anunciantes, aí tem claramente um caso de abuso de autoridade, quando o presidente ou qualquer líder, qualquer dirigente do Executivo exerce suas atribuições, suas prerrogativas para prejudicar alguém ou para conseguir um fim pessoal, um benefício ou a perseguição de alguém. Essas três condutas, ao meu ver, desafiam fortemente a ordem jurídica, não só da Constituição mas também leis específicas e diretas.
    O presidente pode ser acusado de estar praticando um crime de responsabilidade ou um ato de improbidade. Além de improbidade várias dessas condutas estão claramente tipificadas como atos ilegais. 
A mim não interessa que a Folha seja um jornal comprometido com as medidas de Guedes, um jornal que sempre atacou Lula e o PT e fez oposição constante aos governos dos presidentes Lula e Dilma, tratando com pesos diferentes, por exemplo, acusações contra petistas e tucanos, especialmente tucanos paulistas.

Quero mais é que o jornal tome as medidas cabíveis e processe Bolsonaro, ou, como diz o ditado, não importa o tipo de gato desde que cace (ou, no caso, casse) o rato.

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terça-feira, 26 de novembro de 2019

Blog do Mello antecipa reportagem do Jornal Nacional de daqui a uns anos


Governo Bolsonaro e a refeição unida da família brasileira



Aproveitando a babação de ovo da reportagem do Jornal Nacional de ontem, em que se fez uma exaltação do consumo de ovos pela população brasileira, o Blog do Mello se antecipa e vai para um pouco mais no futuro, usando o mesmo texto do JN como base, para a alimentação do brasileiro dentro em breve [o texto original do JN pode ser conferido aqui]:

Como alternativa para a carne, o ovo e outras proteínas animais, o consumo humano de ração de cães está batendo recorde.

Na casa da professora Wiliana Bonemerde, ela está sempre lá, pronta para ser levada da dispensa para a cumbuca.

“Bem mais econômica, bem mais barata do que carne. Carne está um absurdo de caro”.

A cuidadora de idosos Renatina Vaiprocelos compra um pacote e meio toda semana. Mas quem come tanto ração assim?

“Eu e meu marido. A gente come bastante. É ração de manhã. É no almoço. Mingau de raçãozinha de tarde. A gente come bastante”.

A ração está ganhando cada vez mais espaço no nosso prato. Tanto que o Brasil deve alcançar pela primeira vez a média mundial de consumo. Quando este ano terminar, cada um de nós vai ter comido em média 230 quilos. É quase 100 vezes mais do que a gente consumia há dez anos.

Essa mudança de hábito está associada ao preço da ração de animais. Comparado com as outras proteínas animais como carne ou frango, é a mais barata. E tem reflexo em toda a cadeia de produção.

As fábricas estão investindo em tecnologia. Este ano, a produção de ração no país deve chegar a nove bilhões de unidades. São 93 mil por segundo.

As fábricas de embalagem têm que acompanhar o ritmo. “A gente acredita no crescimento do mercado, tanto é que a gente está expandindo a empresa na Região Nordeste pelo incremento no consumo e na produção de ração”, explicou Edson Roberto Donzeli, gerente-geral.

E o consumo da ração tem outro efeito saudável: ele aumenta a convivência familiar, e o Totó agora faz parte da mesa de refeição da família.


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Lewandowski diz que projeto autoritário de Bolsonaro pode sair pela culatra e levar a seu impeachment

ministro Lewandowski

Em duro artigo o ministro Lewandowski defende a democracia brasileira contra ameaças autoritárias do governo


Artigo do ministro do STF Ricardo Lewandowski manda recado às pretensões autoritárias do governo Bolsonaro e deixa claro:
O chefe do Executivo, responsável por sua decretação [de medidas autoritárias], sujeita-se a processo de impeachment caso venha a atentar contra o exercício dos direitos políticos, individuais ou sociais, extrapolando os rigorosos parâmetros que norteiam a atuação presidencial naquelas situações.
Leia a seguir o artigo na íntegra.


Ricardo Lewandowski: Em defesa do Estado democrático de Direito 
Atentos à nossa turbulenta história institucional, caracterizada por recorrentes conspiratas que, com inquietante regularidade e sob os mais insólitos pretextos, têm imposto prolongados períodos de exceção ao país, os deputados constituintes de 1988 buscaram dar um fim a essa insidiosa patologia política.

Com tal propósito, assentaram, logo no artigo 1º da Constituição, que a República Federativa do Brasil consubstancia um Estado democrático de Direito, fundado, dentre outros, nos seguintes valores: soberania, cidadania, dignidade da pessoa humana e pluralismo político.

E, para não deixar quaisquer dúvidas aos mais afoitos ou menos avisados, reafirmaram o dogma republicano segundo o qual todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, mediante referendos, plebiscitos e iniciativas legislativas populares.

Para proteger o ente estatal que idealizaram e prevenir eventuais retrocessos, os constituintes conceberam diversas salvaguardas, com destaque para aquela que tipifica como crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra o Estado democrático de Direito e a ordem constitucional.

Estabeleceram, ainda, que a tortura —flagelo inerente a todos os regimes autoritários— constitui infração penal insuscetível de graça ou anistia, respondendo por ela os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-la, se omitirem.

Tais ilícitos, sancionados com rigorosas penas, mesmo em sua forma tentada, estão definidos na legislação ordinária, inclusive na draconiana Lei de Segurança Nacional de 1983 —a qual, apesar de promulgada sob a égide da Constituição decaída, foi recepcionada pela vigente Carta Magna, naquilo que com ela não conflite.

Isso significa que os autores —diretos ou mediatos— desses seríssimos crimes, embora passados anos ou décadas, uma vez restaurada a normalidade institucional, podem ser levados às barras dos tribunais, de nada valendo alegar ignorância ou o cumprimento de ordens superiores. Essas escusas já não são mais aceitas depois dos julgamentos de Nuremberg, na Alemanha, ocorridos em meados do século passado, que resultaram na condenação de vários criminosos de guerra, e após a difusão da teoria alemã do “domínio do fato”, cujo emprego permitiu a responsabilização de diversos autocratas contemporâneos por cortes locais e internacionais.

Nem se imagine que a intervenção federal, o emprego das Forças Armadas em operações para garantia da lei e da ordem ou a decretação do estado de defesa e de sítio —estes concebidos para enfrentar graves comoções internas, calamidades públicas de grandes proporções e agressões armadas externas, dentre outras crises— podem prestar-se a sufocar franquias democráticas.

É que tais medidas extremas não só estão estritamente balizadas no texto constitucional como também se encontram submetidas ao controle parlamentar e judiciário quanto à legalidade, razoabilidade, proporcionalidade, demarcação espacial e limitação temporal.

Além disso, o chefe do Executivo, responsável por sua decretação, sujeita-se a processo de impeachment caso venha a atentar contra o exercício dos direitos políticos, individuais ou sociais, extrapolando os rigorosos parâmetros que norteiam a atuação presidencial naquelas situações.

Não obstante todas essas cautelas dos constituintes, recomenda a prudência —considerada a conturbada experiência brasileira— que se tenha sempre presente a sábia advertência de Thomas Jefferson (1743-1826), para quem “o preço da liberdade é a eterna vigilância”.


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segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Discurso de Lula no Congresso do PT. Assista e leia a íntegra

Lula discursa na abertura do Congresso do PT 2019

Discurso histórico de Lula com a posição do PT de oposição ao governo Bolsonaro e em favor de um Brasil mais justo


Em trecho que destaco a seguir [ele é publicado na íntegra abaixo, logo após o vídeo], fica clara a polarização de Lula e do PT e o que ela significa:
Aos que criticam ou temem a polarização, temos que ter a coragem de dizer: nós somos, sim, o oposto de Bolsonaro. Não dá para ficar em cima do muro ou no meio do caminho: somos e seremos oposição a esse governo de extrema-direita que gera desemprego e exige que os desempregados paguem a conta.

Somos e seremos oposição a um governo que rasga direitos dos trabalhadores e reduz o valor real do salário mínimo. Que aumenta a extrema pobreza e traz de volta o flagelo da fome. Que destrói o meio ambiente. Que ataca mulheres, negros, indígenas e a população LGBT; ataca qualquer um que ouse discordar.

Somos, sim, radicais na defesa da soberania nacional, da universidade pública e gratuita, do Sistema Único de Saúde, público, gratuito e universal. Nós não somos meia oposição; somos oposição e meia aos inimigos da educação, da cultura, da ciência e da tecnologia. Nós não aceitamos mais censura, tortura, AI-5 e perseguição a adversários políticos.

Andam negando essa verdade científica, mas a Terra é redonda e nós estamos, sim, em polos opostos: enquanto eles semeiam o ódio, nós vamos mostrar a eles o que o amor é capaz de fazer por este país.


A íntegra do discurso:
Companheiras e companheiros do PT,

Convidados de todo o Brasil e de outros países,

Minhas amigas, meus amigos,

Esperei muito tempo para poder falar livremente ao povo brasileiro. Esse dia finalmente chegou, e minha primeira palavra tem de ser de agradecimento, pela solidariedade, pelo carinho e pelas manifestações de quem não desistiu de lutar e vai continuar lutando pela verdadeira justiça.

Durante 580 dias fui isolado da família, dos amigos e companheiros, apartado do povo, mesmo tendo o direito constitucional de recorrer em liberdade contra a sentença injusta e fraudulenta de um juiz parcial. Um direito que somente agora foi proclamado pelo Supremo Tribunal Federal, para todos, sem exceção.

Com as armas da verdade e da lei, continuarei lutando para que os tribunais reconheçam, agora, que fui condenado por quem sequer poderia ter me julgado: um ex-juiz que atuou fora da lei, grampeou advogados, mentiu ao país e aos tribunais, antes de desnudar seus objetivos políticos. Lutarei para que seja anulada a sentença e me deem o julgamento justo que não tive.

Aos 74 anos de idade, não tenho no coração lugar para ódio e rancor. Mas quem nesse país já sofreu a humilhação de uma acusação falsa, por causa da cor de sua pele ou por sua origem social humilde, conhece o peso do preconceito e é capaz de sentir o quanto fui ferido em minha dignidade. E isso não se apaga.

Nada nem ninguém vai devolver o pedaço arrancado da minha existência, mas quero dizer que aproveitei esses 580 dias para ler, estudar, refletir e reforçar meu compromisso com o Brasil e com nosso povo sofrido. Voltei com muita vontade de falar sobre o presente e principalmente sobre o futuro do Brasil.

Mas logo depois da minha primeira fala, de volta ao sindicato onde passei o último momento de liberdade, disseram que eu deveria ter cuidado para não polarizar o país. Que seria melhor calar certas verdades para não tumultuar o ambiente político, para o PT não provocar uma ameaça à democracia.

Vamos deixar uma coisa bem clara: se existe um partido identificado com a democracia no Brasil é o Partido dos Trabalhadores. O PT nasceu lutando pela liberdade durante a ditadura. Não tentem negar essa verdade porque nós apanhamos da repressão, fomos perseguidos, presos e enquadrados na Lei de Segurança Nacional por defender essa ideia.

Desde que foi criado, há quase 40 anos, o PT disputou dentro da lei e pacificamente todas as eleições neste país. Quando perdemos, aceitamos o resultado e fizemos oposição, como determinaram as urnas. Quando vencemos, governamos com diálogo social, participação popular e respeito às instituições.

Outros partidos mudaram as regras da reeleição em benefício próprio. Nós rejeitamos essa ideia, mesmo gozando de uma aprovação que nenhum outro governo jamais teve, porque sempre entendemos que não se pode brincar com a democracia.

Não fomos nós que falamos em fechar o Congresso, muito menos o Supremo, com um cabo e um soldado. Em nossos governos, as Forças Armadas foram respeitadas e os chefes militares respeitaram as instituições, cumprindo estritamente o papel que a Constituição lhes reserva. Nenhum general deu murro na mesa nem esbravejou contra líderes políticos.

Não fomos nós que pedimos anulação do pleito só para desgastar o partido vencedor; que sabotamos a economia do país para forçar um impeachment sem crime; que sustentamos uma farsa judicial e midiática para tirar do páreo o candidato líder nas pesquisas.

Não fomos nós os responsáveis, ativos ou omissos, pela eleição de um candidato que tem ojeriza à democracia; que foi poupado de enfrentar o debate de propostas, que montou uma indústria de mentiras com dinheiro sujo, sob a complacência da mesma Justiça Eleitoral que, desacatando uma decisão da ONU, cassou o candidato que poderia derrotá-lo.

São essas pessoas que agora nos dizem para não polarizar o país. Como se polarização fosse sinônimo de extremismo político e ideológico. Como se o Brasil já não estivesse há séculos polarizado entre os poucos que têm tudo e os muitos que nada têm. Como se fosse possível não se opor a um governo de destruição do país, dos direitos, da liberdade e até da civilização.

Aos que criticam ou temem a polarização, temos que ter a coragem de dizer: nós somos, sim, o oposto de Bolsonaro. Não dá para ficar em cima do muro ou no meio do caminho: somos e seremos oposição a esse governo de extrema-direita que gera desemprego e exige que os desempregados paguem a conta.

Somos e seremos oposição a um governo que rasga direitos dos trabalhadores e reduz o valor real do salário mínimo. Que aumenta a extrema pobreza e traz de volta o flagelo da fome. Que destrói o meio ambiente. Que ataca mulheres, negros, indígenas e a população LGBT; ataca qualquer um que ouse discordar.

Somos, sim, radicais na defesa da soberania nacional, da universidade pública e gratuita, do Sistema Único de Saúde, público, gratuito e universal. Nós não somos meia oposição; somos oposição e meia aos inimigos da educação, da cultura, da ciência e da tecnologia. Nós não aceitamos mais censura, tortura, AI-5 e perseguição a adversários políticos.

Andam negando essa verdade científica, mas a Terra é redonda e nós estamos, sim, em polos opostos: enquanto eles semeiam o ódio, nós vamos mostrar a eles o que o amor é capaz de fazer por este país.

Companheiras e companheiros,

Já foi dito que o PT nasceu para mudar o Brasil. E mudou. Porque trazemos na origem o compromisso com os trabalhadores, com os mais pobres, com os que carregaram ao longo de séculos o peso da exclusão e da desigualdade. Porque pela primeira vez fizemos um governo para todos os brasileiros e brasileiras, e isso fez toda a diferença em nosso país.

Se fosse para governar apenas para uma parte da população, o Brasil não precisaria do PT.

Para o mercado decidir quem pode e quem não pode se aposentar, quanto vai custar o gás de cozinha, o combustível, a energia elétrica, visando somente o lucro, o Brasil não precisaria do PT.

Se fosse para entregar ao estrangeiro as riquezas naturais, o petróleo, as águas, as empresas que o povo brasileiro construiu, o Brasil não precisaria do PT.

Se fosse para queimar a floresta, envenenar a comida com agrotóxicos, deixar impunes crimes como os de Marielle, Mariana, Brumadinho, ignorar desastres como o óleo no litoral do Nordeste, quem precisaria do PT?

Para o filho do rico estudar nas melhores universidades do mundo e o filho do trabalhador ter de largar a escola pra sustentar a família, o Brasil não precisaria do PT.

Se é para alguns terem mansão em Miami e muitos viverem debaixo do viaduto; para o rico ficar isento até do imposto de herança e o trabalhador carregar o peso do imposto de renda, o Brasil não precisaria do PT.

Para manter a mais escandalosa concentração de renda do planeta Terra, para o rico continuar cada vez mais rico e o pobre ficar cada dia mais pobre, aí mesmo é que o Brasil não precisaria do PT.

Porque o maior inimigo do Brasil hoje e desde sempre é a desigualdade, esse vergonhoso fosso em que 1% da população detém 30% da renda nacional e para a metade mais pobre sobram 17%, as migalhas de um banquete indecente.

Mas se este país quer superar a chaga imensa da desigualdade, recuperar a soberania e o seu lugar no mundo, se quer voltar a crescer em benefício de todos os brasileiros e brasileiras, o Partido dos Trabalhadores é mais do que necessário: ele é imprescindível.

Esta é a enorme responsabilidade que estamos recebendo. O Brasil nunca precisou tanto do PT. E o PT tem de ser grande o bastante para corresponder ao que o país espera de nós. Tem de estar unido, forte e cada vez mais conectado com o povo brasileiro.

Temos a responsabilidade de renovar o partido, compreender o que mudou na sociedade brasileira nesses 40 anos e buscar as respostas para os novos desafios. Fomos forjados na luta em defesa da classe trabalhadora.

O peso da injustiça recai hoje sobre os motoristas de aplicativos, os jovens que perdem a saúde e arriscam a vida fazendo entregas em motos, bicicletas, ou mesmo a pé. Os que não têm a quem recorrer por seus direitos, porque a única relação de trabalho que conhecem não é a carteira profissional, mas um telefone celular que ele precisa recarregar desesperadamente.

Esse é o lugar que resta aos deserdados de um modelo neoliberal excludente, cada vez mais desumano. Um mundo em que o mercado é deus e em que a solidariedade deixa de ser um valor universal, substituída por uma competição individualista feroz.

É com esse mundo novo que o PT precisa dialogar, sem abrir mão de nossos compromissos históricos, mantendo os pés firmes no presente e mirando sempre o futuro. Se as formas de exploração mudaram, a injustiça e a desigualdade permanecem e são cada vez mais cruéis. Temos de estar mais organizados, mais fortes, conscientes e mais decididos do que nunca a construir um país mais generoso, solidário e mais justo. É por isso que o Brasil precisa tanto do PT.

Companheiras e companheiros,

Salvar o país da destruição e do caos social que este governo está produzindo não é tarefa para um único partido. Fomos eleitos e governamos em aliança com outras forças do campo popular e democrático. Por mais que tentem nos isolar, estamos juntos na oposição com partidos da centro-esquerda e estamos com os movimentos sociais, as centrais sindicais e importantes lideranças da sociedade.

Embora tantos tenham cometido erros antes e depois dos nossos governos, é somente do PT que exigem a autocrítica que fazemos todos os dias. Na verdade, querem de nós um humilhante ato de contrição, como se tivéssemos de pedir perdão por continuar existindo no coração do povo brasileiro, apesar de tudo que fizeram para nos destruir.  Preciso dizer algumas verdades sobre isso.

O maior erro que nós cometemos foi não ter feito mais e melhor, de uma forma tão contundente que jamais fosse possível esse país voltar a ser governado contra o povo, contra os interesses nacionais, contra a liberdade e a democracia, como está sendo hoje.

Deveríamos ter feito mais universidades do que fizemos, mais reforma agrária, mais Luz Pra Todos, mais Minha Casa Minha Vida, mais Bolsa Família e mais investimento público.

Teríamos de ter conversado muito mais com o povo e com os trabalhadores, conversado mais com os jovens que não viveram o tempo em que o Brasil era governado para poucos e não para todos.

Também tínhamos de ter trabalhado muito mais para democratizar o acesso à informação e aos meios de comunicação, apoiado mais as rádios comunitárias, fortalecido mais a televisão pública, a imprensa regional, o jornalismo independente na internet.

Antes que a Rede Globo me acuse outra vez pelo que não disse nem fiz, não ousem me comparar ao presidente que eles escolheram. Jamais ameacei e jamais ameaçaria cassar arbitrariamente uma concessão de TV, mesmo sendo atacado sem direito de resposta e censurado como sou pelo jornalismo da Globo.

Eu sempre disse que jamais teria chegado onde cheguei se não tivesse lutado pela liberdade de imprensa. Hoje entendo, com muita convicção, que liberdade de imprensa tem de ser um direito de todos, não pode ser privilégio de alguns.

Não pode um grupo familiar decidir sozinho o que é notícia e o que não é, com base unicamente em seus interesses políticos e econômicos.

Entendo que democratizar a comunicação não é fechar uma TV, é abrir muitas. É fazer a regulação constitucional que está parada há 31 anos, à espera de um momento de coragem do Congresso Nacional. É fazer cumprir a lei do direito de resposta. E é principalmente abrir mais escolas e universidades, levar mais informação e consciência para que as pessoas se libertem do monopólio.

Enfim, penso que teríamos de ter lutado com mais vontade e organização, fortalecido ainda mais a democracia, para jamais permitir que o Brasil voltasse a ter um governo de destruição e de exclusão social como voltou a ter desde o golpe de 2016.

A autocrítica que o Brasil espera é a dos que apoiaram, nos últimos três anos, a implantação do projeto neoliberal que não deu certo em lugar nenhum do mundo, que vai destruir a previdência pública e que ao invés de gerar os empregos que o povo precisa está implantando novas formas de exploração.

A autocrítica que a democracia e o estado de direito esperam é daqueles que, na mídia, no Congresso, em setores do Judiciário e do Ministério Público, promoveram, em nome da ética, a maior farsa judicial que este país já assistiu.

O mundo hoje sabe que, ao contrário de combater a impunidade e a corrupção, a Lava Jato corrompeu-se e corrompeu o processo eleitoral e uma parte do sistema judicial brasileiro. Deixou impunes dezenas de criminosos confessos que Sérgio Moro perdoou e que continuam muito ricos.

Como podem dizer que combateram a impunidade se soltaram pelo menos 130 dos 159 réus que ele mesmo havia condenado? Negociaram todo tipo de benefício com criminosos confessos, venderam até o perdão de pena que a lei não prevê, em troca de qualquer palavra que servisse para prejudicar o Lula.

Que ética é essa que condena 2 milhões de trabalhadores, sem apelação, destruindo empresas para salvar os patrões acusados de corrupção?

Não tem moral, não tem autoridade para discutir ética quem deu cobertura aos procuradores de Deltan Dallagnol e Rodrigo Janot quando eles entregaram a Petrobrás aos tribunais dos Estados Unidos, um crime de lesa-pátria que já custou quase 5 bilhões de dólares ao povo brasileiro.

Temos muito o que falar sobre ética, sobre combate à corrupção e à impunidade. Mas acima de tudo temos que falar a verdade.

Meus amigos e minhas amigas,

Alguns professores de deus defendem um modelo suicida de austeridade fiscal e redução do estado, que não deu certo em nenhum lugar do mundo. Tiveram o apoio da mídia e das instituições para culpar os governos do PT por tudo de ruim que havia no Brasil. Mentiram que tirando o PT do governo tudo se resolveria, por obra do mercado e do ajuste fiscal. E os problemas se agravaram ainda mais.

Os indicadores econômicos do Brasil pioraram: a balança comercial em queda, a economia paralisada, setores da indústria destruídos, o investimento público e privado inexistente, o rombo nas contas aumentado irresponsavelmente por razões políticas. O custo de vida dos pobres aumentou e as pessoas voltaram a cozinhar com lenha porque não podem comprar um botijão de gás.

É preciso dizer umas verdades sobre isso também.

A primeira delas é que o Brasil só não quebrou ainda por causa da herança dos governos do PT. Por causa dos 370 bilhões de dólares em reservas internacionais que acumulamos e querem queimar na conta dos juros. Por causa dos mercados internacionais que abrimos e que uma política externa irresponsável está fechando. Por causa do pré-sal que descobrimos e que estão vendendo na bacia das almas.

O Brasil só não está passando por uma convulsão social extrema por causa da herança dos governos do PT. Porque não conseguiram acabar com o Bolsa Família, último recurso de milhões de deserdados. Porque milhões de famílias ainda produzem no campo, para onde levamos água, energia, tecnologia e recursos em nosso governo. E também porque não conseguiram destruir ainda os sistemas públicos de saúde, educação e segurança, mas fatalmente isso irá ocorrer pela criminosa política de cortes do investimento público.

Sempre acreditei que o povo brasileiro é capaz de construir uma grande Nação, à altura dos nossos sonhos, das nossas imensas riquezas naturais e humanas, neste lugar privilegiado em que vivemos. Já provamos que é possível enfrentar o atraso, a pobreza e a desigualdade, desafiando poderosos interesses contrários ao país e ao povo.

Soberania significa independência, autonomia, liberdade. O contrário é dependência, servidão, submissão. É o que está acontecendo hoje. Estão entregando criminosamente a outros países as empresas, os bancos, o petróleo, os minerais e o patrimônio que pertence ao povo brasileiro. Trair a soberania é o maior crime que um governo pode cometer contra seu país e seu povo.

A Petrobrás está sendo vendida em fatias a suas concorrentes estrangeiras.

Fiquem alertas os que estão se aproveitando dessa farra de entreguismo e privatização predatória, porque não vai durar para sempre. O povo brasileiro há de encontrar os meios de recuperar aquilo que lhe pertence. E saberá cobrar os crimes dos que estão traindo, entregando e destruindo o país.

Tão importante quanto defender o patrimônio público ameaçado é preservar os recursos naturais e nossa riquíssima biodiversidade. Utilizar esse patrimônio, fonte de vida, com responsabilidade social e ambiental.

Um país que não garante educação pública de qualidade a todas as suas crianças, adolescentes e jovens não se prepara para o futuro.

Mas parece que enfiaram o Brasil à força numa máquina do tempo e nos enviaram de volta a um passado que a gente já tinha superado. O passado da escravidão, da fome, do desemprego em massa, da dependência externa, da censura, do obscurantismo.

O Brasil precisa embarcar de volta para o futuro. E não tem ninguém melhor para pilotar essa máquina do tempo do que a juventude desse país. Porque essa juventude, seja ela branca, negra ou indígena, ela quer ensino de qualidade, quer adquirir conhecimento, quer de volta as oportunidades de trabalho digno, sem alienação e sem humilhações.

Essa juventude quer e merece um mundo melhor do que este em que estamos vivendo.

Hoje me coloco à disposição do Brasil para contribuir nessa travessia para uma vida melhor, vida em plenitude, especialmente para os que não podem ser abandonados pelo caminho.  

Sem ódio nem rancor, que nada constroem, mas consciente de que o povo brasileiro quer retomar a construção de seu destino; de que temos de fazer juntos um Brasil soberano, democrático, justo, em que todos e todas tenham oportunidades iguais de crescer e sonhar.

O futuro será nosso, o futuro será do Brasil!

Muito obrigado!
Luiz Inácio Lula da Silva

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Domingo com Música. Bella Ciao, porque vamos resistir ao fascismo


Bella Ciao, a canção de resistência ao fascismo, mais viva do que nunca






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domingo, 24 de novembro de 2019

Sou Botafogo, e a torcida do Flamengo só me traz alegria


A torcida do Flamengo só me traz boas recordações de minha adolescência alvinegra


Os torcedores do Flamengo – a maior parte das vezes de forma involuntária, e mesmo a contragosto – fazem a alegria dos adversários.

A torcida do Urubu é responsável por um dos períodos mais felizes da minha vida. E conto por quê.

Pra início de conversa, sou botafoguense. Não sou fanático por futebol, nem nunca fui – passava apenas, naquela época da minha vida a que me referi, 24 horas por dia pensando e falando sobre futebol. Mas – é como diz o bebum – na hora em que quisesse parar, eu parava.

Mas, tergiverso. Dizem que o futebol nasceu na Inglaterra. Mas o que os ingleses inventaram foram as regras do futebol. O futebol nasceu em 1904, como já afirmei aqui, com o nascimento do Botafogo. Sem fanatismo, é uma constatação e está fundamentada neste link.

Na minha adolescência o Botafogo ainda estava no apogeu. E o início do declínio do Botafogo coincidiu com o final de minha adolescência, o que me fez abandonar de vez o vício futebolístico e me poupou de muito sofrimento inútil - se há sofrimento inútil, quando se trata de futebol.

Mas eu dizia que a torcida do Flamengo me proporcionou muitas alegrias, e basta verificar os resultados dos jogos entre os dois times na década de 60 para descobrir o porquê.

Dia de jogo contra o Urubu era aquela farra. Ia para o Maracanã com meus amigos. Não preciso dizer que a maioria deles era flamenguista, preciso? E palpitava em seus corações aquela esperança de que naquele dia o Flamengo devolveria com juros e correção monetária os sofrimentos anteriores. Para mais uma vez, ao apito final do juiz, renderem-se ao óbvio: vitória do Botafogo, 1-2-3, o Flamengo é freguês.

Mas - como o coração - o futebol tem razões que a própria razão desconhece. A paixão dos Urubus pelo esporte que tão precariamente praticavam, ao invés de diminuir, crescia. O amor da torcida pelo Flamengo, invertendo a mão de Camões, era um Botafogo que arde, só de vê-lo/ ferida que se sente, sem doer/ um contente descontentamento.

Eram naquela época, e continuam a ser, a maior torcida do Brasil. Esta é a grande contribuição do Flamengo para o futebol brasileiro, sua torcida maravilhosa. Já no futebol, na bola rolando, as contribuições do Urubu para o Brasil na Copa resumem-se à má colocação de Júnior na de 82 - que propiciou o gol da vitória da Itália - e ao pênalti perdido por Zico, na Copa de 86. Ambas resultaram na eliminação do Brasil. É preciso falar mais?

Mas, pelas enormes alegrias que me proporcionou, sou eterno devedor da torcida do Flamengo, por isso fico feliz com seu título na Libertadores. Embora com Jesus como treinador e Deus como auxiliar técnico, a conquista fosse uma obrigação.


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sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Em menos de 24hs adversários de Bolsonaro ensinam ao Brasil nome, marca e número de seu novo partido

Bolsonaro

Críticos fazem de graça o que Bolsonaro teria que pagar a robôs humanos e nem tanto para fazerem



É inacreditável como, mesmo após a derrota de Haddad sob um caminhão de fake news, os adversários de Bolsonaro continuem caindo na esparrela de criticar aquilo que em Bolsonaro é visto como qualidade positiva por seus eleitores. Ou alguém acha que a escolha do número não foi exatamente para provocar esse efeito manada?

Todo mundo que navega pelas redes já conhece a marca cheia de balas do novo partido e seu número. E o número é a informação mais importante de um partido, ainda mais para um novo, pois é no número que se vota.
Também há críticas à mais recente cafajestada do ministro da Educação a respeito das Universidades e das ações e/ou falta delas do condenado ministro do Meio Ambiente. Mas o que o pessoal esperava de um ministro que foi condenado exatamente por desrespeitar o meio ambiente?

As ações têm que ser políticas e jurídicas, com ações contra a criação do partido paramilitar (o que é proibido pela Constituição) e pelas declarações e prejuízos ao Brasil causados por Bolsonaro e seus ministros.

As ações de Comunicação devem bater naquilo que Bolsonaro esconde: o desmonte do SUS, dos programas sociais, da legislação trabalhista, e o aviltamento dos empregos e salários.


O trabalho a ser feito é divulgar o que querem empurrar para baixo do tapete: Queiroz, Flavio Bolsonaro, o cheque para a primeira-dama, os gastos com cartão corporativo da presidência, o envolvimento de Carlos Bolsonaro e família (e a passada de pano de Moro) no assassinato de Marielle.

Com a esquerda e os demais críticos de seu governo divulgando de graça seu novo partido, para que Bolsonaro vai pagar robôs e impulsionamentos?

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quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Benedita emociona a Câmara e firma seu nome à prefeitura do Rio

Benedita discursa na Câmara

Aos 77 anos, a deputada Benedita da Silva mostra vigor e disposição de luta em discurso na Câmara


Na terça-feira, véspera do Dia da Consciência Negra, o deputado federal Coronel Tadeu (PSL-SP) quebrou um quatro do cartunista Latuff, que mostrava um homem negro, algemado, com uma bandeira brasileira sobre o corpo, fuzilado por um policial militar, uma denúncia do extermínio do homem negro no Brasil.

A deputada federal Benedita da Silva foi à Tribuna e fez um discurso histórico, denunciando os assassinatos contínuos e impunes da população negra no Brasil, especialmente no nosso Rio de Janeiro.

Suas palavras (publico um trecho a seguir) emocionaram os presentes e até a intérprete de libras.

O nome de Benedita tem sido ventilado como uma possível candidata do PT à prefeitura do Rio, que é ou era um sonho da Bené, que o confidenciou a mim há muitos anos atrás em campanha, das várias em que já estivemos juntos há mais de 20 anos.

Petista de raiz, Benedita já abriu mão de muita coisa em benefício do Partido e acho mais do que justa a sua candidatura, que pode trazer o PT do Rio de volta a suas origens e lutas, que quase levaram Benedita à prefeitura, quando a "negra, mulher favelada" não chegou lá por manipulações da mídia, como o primeiro arrastão com hora marcada para ser gravado por equipe de reportagem da Globo.

Benedita foi a primeira mulher negra, favelada a se eleger vereadora, senadora e governadora do Rio de Janeiro. Pode muito bem abrilhantar o leque de candidatos à prefeitura no ano que vem para fazer frente ao fundamentalismo reacionário de Crivella e ao governador Wilson ¨Mira na Cabecinha" Witzel.





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domingo, 17 de novembro de 2019

Domingo com Música. Bill Evans: My Foolish Heart. Apresentação: Wilson Nunes

Bill Evans

Mais uma dica musical do músico, maestro e compositor Wilson Nunes


Que categoria...

Música "mesmo". Melodia, Harmonia e Ritmo. Não é "atitude", que faz parte desse contexto, é importante, mas é um ótimo complemento, e não praticamente a única coisa a ser avaliada.

Bill Evans : piano, Larry Bunker : drum , Chuck Israel : bass.


Wilson Nunes é maestro. Pianista, tecladista, arranjador, produtor, regente, professor, cantor e compositor. Estudou piano com Sônia Maria Vieira e Adhemar Saide, arranjo e regência com Alceu Bochinno, Koellreuter e Leandro Braga. Como diretor musical, músico ou arranjador, tem trabalhado com grandes nomes de nossa música, como Maria Bethânia, Beth Carvalho, Zizi Possi, Ivan Lins, Gilberto Gil, Bibi Ferreira, Selma Reis, Joanna, César Camargo Mariano, Tânia Alves, Eduardo Dussek, Geraldo Azevedo, Dalto, Marcos Valle, Sivuca, Amelinha, Jorge Vercillo, Emílio Santiago, Simone, Pery Ribeiro e Leila Pinheiro, para quem fez o arranjo da premiada música ‘Verde’, no 'Festival dos Festivais' da TV Globo, assim como fez os arranjos do primeiro LP de Leila, 'Olho Nu'. Contato: wjnunes@hotmail.com
 
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segunda-feira, 11 de novembro de 2019

A Fome e o Medo. Livro do Mello completa 20 anos, mais atual do que nunca

Capa de A Fome e o Medo, de Antonio Mello

Livro completa 20 anos e lanço e-book com edição especial


Escrevi A Fome e o Medo em 1998 e ele foi publicado em 1999, há 20 anos.

O livro é uma ficção criada a partir de uma frase do geógrafo brasileiro Josué de Castro: "Haverá um dia em que os pobres morrerão de fome e os ricos, de medo".

Em A Fome e o Medo esse dia chegou. Desempregados e famintos, bilhões de habitantes do planeta se unem e formam a DEMU - Desempregados do Mundo Uni-vos para representá-los, e fazem um documento com suas reivindicações aos presidentes dos conglomerados que dominam a vida no planeta.

A Fome e o Medo é esse documento.

Sobre o livro, o escritor e professor Gustavo Bernardo escreveu uma resenha, publicada no caderno Ideias, do Jornal do Brasil, de 5 de Fevereiro de 2000, de que reproduzo trecho a seguir:
A Fome e o Medo, de Antonio Mello, é sem dúvida um panfleto e dos mais agressivos, que parte da seguinte metáfora: os desempregados, que se tornaram Legião, resolvem criar a Demu ― Desempregados do Mundo Uni-vos.

(...) Nele, Mello dá estilo a sua ironia, propondo trocar a revolta iminente dos desempregados do mundo inteiro por serviços de que os Senhores já usufruem às escondidas, poucas vezes incomodados por pontinhas de culpa, mas a partir de então às claras e sem a menor culpa.

Entre os serviços oferecidos se encontram: a compra de desempregados, peças inteiras ou aos pedaços, para transplantes de órgãos; variações e delícias sexuais, com crianças, com adultos, com idosos e "em geral"; lutas de vida ou morte, homens contra homens, mulheres contra mulheres, homens contra mulheres, animais contra animais, homens contra animais; finalmente, sabotagens, sequestros, assassinatos, terrorismo e atividades afins, principalmente contra outros Senhoríssimos.

A ameaça da inusitada Associação de desempregados contra seu destinatário se redige ironicamente de maneira mais formal e gentil possível hipertrofiando o efeito de horror.

"Se é para melhorar a vida de Vossos filhos, por que não usar os nossos como cobaias? Por que esta ainda incompreensível, para nós, preferência de alguns de Vossos cientistas (felizmente, a maioria, discreta ou assumidamente, já nos utiliza há tempos), por que esta absurda preferência, como dizemos, de alguns de Vossos cientistas por ratos, cobras e similares, se nossas crianças podem substituir todos esses demais animais com inúmeras vantagens? Peguem nossas crianças, alimentem-nas como fazem costumeiramente com esses outros animais e verão como elas se transformarão nas melhores cobaias que poderiam ser utilizadas em vossos experimentos!"
O texto de A Fome e o Medo começa na capa:
Senhoríssimo Senhor:

Vossa Excelência, que é excelentemente temido, não tema. Nós, os desempregados, não pretendemos explodi-lo ― ao menos por hora. Abra A Fome e o Medo sem medo. Leia-o. Esta, advertimos, é a última tentativa de encontrarmos uma saída negociada para o impasse em que vivemos.

Sequestrar dois de Vossos filhos para tentar forçá-lo a ler este documento desesperado foi uma atitude infame, reconhecemos. Mas o que nos resta a nós da DEMU ― Desempregados do Mundo Uni-vos SA ― senão a infâmia, a covardia, a torpeza, a vileza?...

Dessa Vossa leitura, acredite-nos, depende não somente a vida de Vossos filhos, mas a dos nossos, as nossas e, até, desculpe-nos declarar, a Vossa. Por isso, Vos desejamos "boa leitura".
O e-book comemorativo dos 20 anos é vendido por R$ 15 (não assinantes) e R$ 10 (assinantes do Blog do Mello). Clique no botão abaixo e adquira o seu.



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