domingo, 18 de agosto de 2019

Dr. Drauzio: 'Brasil é o único país com mais de 100 milhões de habitantes que ousou levar assistência médica gratuita a toda a população'

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Sensacional artigo do doutor Drauzio hoje na Folha, que reproduzo a seguir, em defesa do SUS, o maior sistema de saúde pública gratuita do mundo. Viva o SUS! E não o deixemos matar.


Sem o SUS, é a barbárie - Drauzio Varela 

“Sem o SUS, é a barbárie.” A frase não é minha, mas traduz o que penso. Foi dita por Gonzalo Vecina, da Faculdade de Saúde Pública da USP, um dos sanitaristas mais respeitados entre nós, numa mesa redonda sobre os rumos do SUS, na Fundação Fernando Henrique Cardoso.

Estou totalmente de acordo com ela, pela simples razão de que pratiquei medicina por 20 anos antes da existência do SUS.

Talvez você não saiba que, naquela época, só os brasileiros com carteira assinada tinham direito à assistência médica, pelo antigo INPS. Os demais pagavam pelo atendimento ou faziam fila na porta de meia dúzia de hospitais públicos espalhados pelo país ou dependiam da caridade alheia, concentrada nas santas casas de misericórdia e em algumas instituições religiosas.

Eram enquadrados na indigência social os trabalhadores informais, os do campo, os desempregados e as mulheres sem maridos com direito ao INPS. As crianças não tinham acesso a pediatras e recebiam uma ou outra vacina em campanhas bissextas organizadas nos centros urbanos, de preferência em períodos eleitorais.

Então, 30 anos atrás, um grupo de visionários ligados à esquerda do espectro político defendeu a ideia de que seria possível criar um sistema que oferecesse saúde gratuita a todos os brasileiros. Parecia divagação de sonhadores.

Ao saber que se movimentavam nos corredores do Parlamento, para convencer deputados e senadores da viabilidade do projeto, achei que levaríamos décadas até dispor de recursos financeiros para a implantação de políticas públicas com tal alcance.

Menosprezei a determinação, o compromisso com a justiça social e a capacidade de convencimento desses precursores. Em 1988, escrevemos na Constituição: “Saúde é direito do cidadão e dever do Estado”.

Por incrível que pareça, poucos brasileiros sabem que o Brasil é o único país com mais de 100 milhões de habitantes que ousou levar assistência médica gratuita a toda a população.

Falamos com admiração dos sistemas de saúde da Suécia, da Noruega, da Alemanha, do Reino Unido, sem lembrar que são países pequenos, organizados, ricos, com tradição de serviços de saúde pública instalados desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

Sem menosprezá-los, garantir assistência médica a todos em lugares com essas características é brincadeira de criança perto do desafio de fazê-lo num país continental, com 210 milhões de habitantes, baixo nível educacional, pobreza, miséria e desigualdades regionais e sociais das dimensões das nossas.

Para a maioria dos brasileiros, infelizmente, a imagem do SUS é a do pronto-socorro com macas no corredor, gente sentada no chão e fila de doentes na porta. Tamanha carga de impostos para isso, reclamam todos.

Esquecem-se de que o SUS oferece gratuitamente o maior programa de vacinações e de transplantes de órgãos do mundo. Nosso programa de distribuição de medicamentos contra a Aids revolucionou o tratamento da doença nos cinco continentes. Não percebem que o resgate chamado para socorrer o acidentado é do SUS, nem que a qualidade das transfusões de sangue nos hospitais de luxo é assegurada por ele.

Nossa Estratégia Saúde da Família, com agentes comunitários em equipes multiprofissionais que já atendem de casa em casa dois terços dos habitantes, é citada pelos técnicos da Organização Mundial da Saúde como um dos mais importantes do mundo.

Pouquíssimos têm consciência de que o SUS é, disparado, o maior e o mais democrático programa de distribuição de renda do país. Perto dele, o Bolsa Família não passa de pequena ajuda. Enquanto investimos no SUS cerca de R$ 270 bilhões anuais, o orçamento do Bolsa Família mal chega a 10% disso.

Os desafios são imensos. Ainda nem nos livramos das epidemias de doenças infecciosas e parasitárias e já enfrentamos os agravos que ameaçam a sobrevivência dos serviços de saúde pública dos países mais ricos: envelhecimento populacional, obesidade, hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares, câncer,degenerações neurológicas.

Ao SUS faltam recursos e gestão competente para investi-los de forma que não sejam desperdiçados, desviados pela corrupção ou para atender a interesses paroquiais e, sobretudo, continuidade administrativa. Nos últimos dez anos tivemos 13 ministros da Saúde.

Apesar das dificuldades, estamos numa situação incomparável à de 30 anos atrás. Devemos defender o SUS e nos orgulhar da existência dele.





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Domingo com Música. Curta 'Colonização', uma música do Mello

Fusão de imagens: descoberta do Brasil com nota de mil cruzeiros e P.A.Cabral


Colonização foi gravada em 1982, pelo cantor compositor Dedé Cruz. A letra é do Antonio Mello, também conhecido como eu, solitário autor do Blog do Mello.






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Nova reportagem da Vaza Jato mostra que Lava Jato fez até investigações Ilegais contra Lula, familiares e auxiliares. E não encontraram nada

Print reportagem Intercept

Dallagnol e procuradores da Lava Jato usaram fiscal da Receita em operações ilegais de quebra de sigilo em off


Nova reportagem da Vaza Jato, desta vez uma parceria da Folha com o The Intercept Brasil, mostra que a perseguição a Lula pela equipe da Operação Lava Jato apelou até para vias ilegais a fim de tentar encontrar alguma coisa que incriminasse o ex-presidente.

Mas não encontraram nada. Por isso Lula foi condenado por fator indeterminado e sem provas, num julgamento político para afastá-lo das eleições e colocar no poder o atual chefe de Moro, o presidente (eleito mediante fraude) Jair M. (de Morte) Bolsonaro.
O coordenador da força-tarefa, Deltan Dallagnol, e seus colegas em Curitiba recorreram em diversas ocasiões a um informante graduado dentro da Receita para levantar o sigilo fiscal de cidadãos sem que a Justiça tivesse autorizado a quebra.

Para obter os dados sigilosos, os procuradores recorreram ao auditor fiscal Roberto Leonel, que chefiava a área de inteligência da Receita em Curitiba, onde trabalhava. Leonel é hoje presidente do Coaf e foi levado ao governo de Jair Bolsonaro por Sergio Moro

Três dos casos encontrados nos diálogos envolvem a maior obsessão dos procuradores em todos os anos de conversas pelo Telegram, o nome mais citado entre todos: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em agosto de 2015, diante das notícias de que um sobrinho de Lula fizera negócios em Angola com ajuda do político e da Odebrecht, a primeira coisa que ocorreu ao procurador Roberson Pozzobon foi chamar Leonel. “Quero pedir via Leonel para não dar muito na cara, tipo pescador de pesque e pague rsrsrs”, disse numa mensagem a Dallagnol no grupo Chat FT MPF Curitiba 2.

No ano seguinte, entre janeiro e março, a força-tarefa pediu a Leonel que levantasse informações sobre uma nora de Lula e sobre o caseiro do sítio de Atibaia, propriedade à época registrada em nome de Fernando Bittar e Jonas Leite, e que era frequentada pelo ex-presidente. O caso levou à sua segunda condenação.


A investigação informal contra Lula e pessoas que o cercavam também incluiu o pedido, feito pelos procuradores, a informações sobre o patrimônio dos antigos donos do sítio, antes da propriedade ser comprada por Bittar e Leite. Na mesma época, os procuradores também solicitaram ao auditor informações sobre compras que a ex-primeira dama Marisa Letícia e os seguranças do casal teriam feito.

Em 15 de fevereiro daquele 2016, Dallagnol sugeriu aos colegas no grupo 3Plex que pesquisassem as declarações anuais de imposto de renda do caseiro Elcio Pereira Vieira, conhecido como Maradona. “Vcs checaram o IR de Maradona? Não me surpreenderia se ele fosse funcionário fantasma de algum órgão público (comissionado)”, disse. “Pede pro Roberto Leonel dar uma olhada informal”.

Leia a reportagem completa no Intercept.

Ainda assim, com todas as armações que a série de reportagens da Vaza Jato vem denunciando, os procuradores não encontraram nada, e o juiz Moro condenou Lula por uma reportagem de O Globo, em que a repórter afirma que alguém da assessoria de Lula teria sito que Lula era proprietário de um imóvel no prédio (o que era verdade: dona Marisa havia adquirido um imóvel - não o tríplex - na cooperativa) e uma delação premiada de Leo Pinheiro, sem uma única prova.

Parece piada, mas como não conseguiram provar que Lula era dono do tríplex, o condenaram também por ocultação de patrimônio, numa lógica circular de piada de português.




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sábado, 17 de agosto de 2019

Cavalgadura que subiu no telhado é notícia em todos os portais


Cavalo no telhado com Bolsonaro. Montagem

Os maiores portais de notícias publicam a notícia inusitada de dois cavalos em cima do telhado.
Uma cena inusitada chamou a atenção de moradores de um bairro de Lins (SP) e mobilizou o Corpo de Bombeiros na tarde desta quinta-feira (15).
Dois cavalos conseguiram subir no teto de um barracão em construção e de uma casa e só foram retirados do local com ajuda de um guincho.
O caso aconteceu no Jardim União e testemunhas informaram que os cavalos chegaram ao teto dos imóveis através de um terreno que fica nos fundos do barracão e que está praticamente no mesmo nível do teto das edificações.  [G1]




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10 medidas reais de Bolsonaro contra a corrupção incluem demissão do fiscal do Ibama e do superintendente da PF que investigou relação com milícias

Medidas de Bolsonaro contra a corrupção - humor

Demissão de superintendente da PF no Rio é interferência nunca feita antes por um presidente


O anúncio da demissão do superintendente da PF no Rio Ricardo Saadi (é anúncio porque a pressão é tanta que Bolsonaro pode voltar atrás - o que não será a primeira vez) mostra mais uma vez o estilo Bolsonaro de combate à corrupção, para quem ainda não havia entendido.

Uma das primeiras medidas do presidente foi mandar demitir o fiscal do IBAMA que o multou em 2012 por pesca ilegal em área de proteção ambiental onde não apenas a pesca mas a presença de humanos é proibida.

Mandou trocar diretoria e depois de ministério o Coaf, que saiu de Moro para Guedes, porque investigou dados de sua família. Fez o mesmo com a Receita Federal.

Fez acordo com Toffoli (confirmado por este em entrevista à Veja) para barrar investigação contra o filho Flávio no caso Queiroz.

Agora pede a cabeça do superintendente da PF no Rio pelo mesmo motivo, além da investigação sobre as mortes de Marielle e Anderson por milicianos.
A investigação sobre a natureza dos supostos elos entre milícias do Rio de Janeiro e a família do presidente Jair Bolsonaro (PSL), o chamado caso Queiroz, teve papel de destaque no surpreendente anúncio de demissão do superintendente da Polícia Federal no estado, delegado Ricardo Saadi.
Bolsonaro vinha se queixando a interlocutores havia meses de que não confiava na atuação de Saadi, que não tinha ingerência direta sobre nenhuma investigação envolvendo o clã Bolsonaro, mas que agia em sintonia com quem lida com o assunto.
A Folha ouviu de um governista que o presidente considera o tratamento dado às investigações envolvendo seu filho Flávio, senador pelo PSL-RJ, direcionado para atingir sua imagem. Daí a buscar responsáveis, foi um pulo: nunca antes um diretor regional da PF havia sido afastado por uma declaração presidencial.[Folha]





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Weintraub confirma que R$ 1 bilhão cortado da Educação foi para pagar votos de Deputados na Reforma da Previdência

Nibistro assume que foi corte

Não foi contingenciamento, foi corte mesmo da Educação para conseguir votos para aprovar Reforma da Previdência


Pois é, ciência e tecnologia brasileiras podem parar a partir de setembro por falta de verbas para mestrados e doutorados nas bolsas do CNPq. O que é terrível para o país.

Mas, em compensaçãoleia com ironia; se possível sem vomitar, a Reforma da Previdência que vai ferrar a vida do trabalhador foi aprovada com o dinheiro desviado. É o que afirma o ministro da Educação Abraham Weintraub.
Weintraub tem insistido na possibilidade de revisão dos contingenciamentos, mas assumiu que o remanejamento recente de R$ 926 milhões do orçamento da Educação para outras áreas representa, sim, um corte.
Esse valor equivale a 16% do total bloqueado no MEC (Ministério da Educação) neste ano, que soma cerca de R$ 6 bilhões. Como a Folha revelou, o MEC perdeu quase um terço dos R$ 3 bilhões que a área econômica do governo Bolsonaro quer remanejar no orçamento federal para facilitar o pagamento de emendas parlamentares, negociadas para a aprovação da reforma da Previdência.
"Isso não foi feito aqui. É um corte, esse que você descreveu é sim um corte", disse o ministro, após questionamento da Folha. O ministro disse que os valores se referem a emendas parlamentares e que não tem relação com gastos de custeio. "São emendas parlamentares, para projetos específicos, aí foi um corte. Não foi um corte da minha caneta".
Parabéns aos que votaram nisso.




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Michele Bolsonaro tem miliciano na família. Quanta coincidência!

Manchete de jornal com apoio de Bolsonaro às milícias

Proximidade dos Bolsonaro com milícias é tradição de família


A Veja publicou uma reportagem mostrando que na família de Michele Bolsonaro, esposa do Jair, tem avó traficante, mãe 171 e um tio miliciano.
Segundo a Veja, o tio preferido da primeira-dama, João Batista Firmo Ferreira, sargento aposentado da Polícia Militar de Brasília, foi preso em maio deste ano acusado de integrar uma milícia na favela onde mora com a avó de Michelle. Ele foi um dos poucos familiares que compareceram à posse de Bolsonaro.
Ninguém tem culpa da família em que nasce, nem vou afirmar qualquer coisa em desabono de Michele por problemas de sua família.

Mas o tio miliciano de Michele é mais um elo de coincidências a ligar a família Bolsonaro a esse tipo de criminosos.

Jair e o filho Flávio são defensores de milicianos e deram várias declarações públicas nesse sentido. Há discursos inclusive em Plenário e condecorações com medalhas da Câmara do Rio a milicianos conhecidos.

O miliciano assassino de Marielle era vizinho do presidente e seu filho namorou a filho do sicário.

Mãe, irmã e outros parentes de milicianos eram funcionários dos Bolsonaro e há suspeita de que Fabrício Queiróz (o desaparecido homem da mala da família) seja um miliciano ou pelo menos um simpatizante da causa.

Não chego a fazer a ligação da feijoada com o presidente Jair (se tem rabo, orelha, barriga, focinho de porco ou é porco ou feijoada) porque ser miliciano dá trabalho e se tem uma coisa de que Bolsonaro não gosta é de trabalhar.

O negócio dele é pescar em local proibido, falar merda com os amigos (e agora falar e fazer na presidência), botar os filhos na política e fazer rachadinhaFuncionários devolvem maior parte dos salários ao político que os emprega nos gabinetes de todos para aumentar os ganhos da família.

Mas que é muita coincidência tanta milícia no entorno da família é.

Ou não é coincidência?





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sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Cármen Lúcia livra Moro de mais uma

Foto de Moro e Cármen Lúcia em frente ao bordel

Depois de manter na gaveta processos contra Moro, quando presidia o CNJ, Cármen Lúcia livra o ex-justiceiro de Curitiba de mais uma, agora no STF


Na tarde desta sexta, a ministra Cármen Lúcia mandou arquivar um pedido de investigação do ministro Sergio Moro feito pelo PT por destruição de provas na operação spoofing - aquela dos hackers de Araraquara.

Cármen jogou a responsabilidade de sua decisão para a PGR Raquel Dodge, que não viu elementos para enquadrar Moro.

No entanto, para isso a PGR deu um nó na lógica, que a ministra endossou com sua decisão:
"Não verifico indícios da prática do crime de violação do sigilo funcional. Não há nenhum elemento que indique que o ministro tenha obtido conhecimento do teor dos dados telemáticos ilegalmente captados – informações estas protegidas por sigilo, tampouco que tenha divulgado esse conteúdo a terceiros. Do que consta, houve apenas informação a determinadas autoridades públicas no sentido de que teriam sido elas também vítimas do crime investigado", disse Dodge.
Se Moro não obteve conhecimento das informações, se não sabia de nada e os dados estavam em sigilo, como ele soube quem eram os atingidos para então avisá-los?

Vale tudo para livrar Moro para uma morete assumida como a ministra Cármen, que durante todo o tempo em que presidiu o CNJ nunca colocou em votação processos contra o na época juiz.

Iam para a pauta mas ela colocava junto com a placa do botequim: Fiado (e julgamento de Moro) só amanhã.

Não foi à toa que o dono de um bordel de luxo em São Paulo colocou fotos dos dois na frente do estabelecimento [imagem] para festejar a prisão de Lula.






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Guedes, o mais bolsonaro dos ministros. Ignorante, arrogante e mortal como o chefe

Guedes Posto Ipiranga


Sei que é páreo difícil apostar quem é o pior no ministério de energúmenos do presidente (eleito mediante fraude) Jair Bolsonaro.

Mas pelos efeitos danosos que causa e ainda está por causar ao Brasil, o ministro da Economia Paulo Guedes é o mais bolsonaro dos ministros.

Em que país do mundo um sujeito seria escolhido para gerar a Economia do país sem saber que o orçamento de um ano é fechado no ano anterior?

Pois é, Guedes não sabia. Na cabeça dele, a gestão do país deveria ser semelhante à de um botequim da esquina, quando se discute o abrir e fechar "o caixa" no dia a dia.

Nos Estados Unidos, Guedes deu uma declaração de que o Brasil estava à venda e até o Palácio do Planalto poderia ser vendido...

Sei que esse trecho foi uma brincadeiraSerá mesmo?, mas que mostra bem o espírito leviano de Guedes ao fazer uma afirmação que, no instante em que foi feita, reduziu o valor dos bens brasileiros, pois quem anuncia do jeito que o fez, está chamando para uma liquidação de mercado popular e não dos ativos de um país, como a Petrobras, a Eletrobras e o BB.

Agora, ele soltou mais esta:
“Não tenho receio nem do balancê da Argentina, nem dessa briga comercial. Não tenho receio de ser engolido pela dinâmica internacional”, afirmou. “O mundo estava acelerado, e a gente estava descendo. Se o mundo desacelerar, tudo bem.” [Folha]
Como assim?! Se com o mundo acelerado estávamos descendo, com o mundo desacelerando a tendência é de afundarmos de vez.

Mas o raciocínio bolsonaro só vê o que quer, e em sua lógica deve construir a frase: Se com o mundo acelerado a gente descia, com o mundo desacelerado a gente sobe... Não é um típico raciocínio bolsonaro?

Mas Guedes não ficou só aí. Disse que não estava preocupado com a crise na Argentina:
“Desde quando o Brasil, para crescer, precisou da Argentina?”. [Folha]
Ele não deve saber que a Argentina é o terceiro maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China e dos Estados Unidos...

O pior é que ele, como o chefe, estão levando com suas ignorâncias e arrogâncias o país ao recorde de desemprego e desalento, com aumento da violência, da desesperança e de pessoas vagando pelas ruas como zumbis, a que a dupla os reduziu.

O que Guedes deveria fazer e ainda não fez é explicar irregularidades de mais de R$ 1 bilhão em fundos de estatais administrados por ele.





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quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Só ontem, TSE ouviu 1ª testemunha do caso WhatsApp da campanha de Bolsonaro. Ah, e ela hoje trabalha no governo

Prédio do TSE com imenso cágado na frente

Primeira testemunha a ser ouvida é hoje funcionária do governo Bolsonaro


Com atraso de dez meses, começou quarta-feira no TSE a audiência de uma testemunha no caso dos disparos de milhões de fake news via WhatsApp pela campanha de Bolsonaro.

Rebeca Félix da Silva Ribeiro Alves era funcionária de uma das agências de disparos de mensagens pelo WhatsApp. Hoje não é mais. Ela trabalha no governo Bolsonaro como assessora de imprensa da Secretaria-Geral da Presidência.

Adivinha o que ela disse...

A má vontade do TSE com o caso é um absurdo total, como mostra reportagem publicada agora há pouco no portal da Folha.

O relator do caso, ministro Jorge Mussi, até o momento se comporta como se o réu do caso fosse o PT, pois tudo o que o PT pede para ser feito, ele nega, e o que o partido pede para que não o seja (caso da audiência de hoje, com uma mulher que trabalha no governo), ele autoriza.
O relator da ação, Mussi, corregedor da Justiça Eleitoral, negou uma série de pedidos do PT para produção de provas, como busca e apreensão nas agências de comunicação e oitiva dos empresários.

Mussi considerou que os depoimentos deles não seriam úteis para a produção de provas porque eles são partes interessadas no desfecho da ação e que não havia previsão legal para o pedido do PT.

Os advogados do partido recorreram na última terça-feira (13) pedindo a Mussi para reconsiderar a decisão que negou a produção de provas, sob o argumento de que a elucidação dos fatos é de interesse público. Em caso negativo, o PT pleiteia que o caso vá ao plenário do TSE, composto pelos sete ministros.

“Ora, foram os representados [os empresários] que protagonizaram os eventos denunciados, de certo, portanto, que estes possuem acesso a informações interessantes ao processo e, consequentemente, à sociedade”, afirmou o partido no recurso.

Como a Folha mostrou em abril, uma das peças-chave para a investigação, o empresário Peterson Querino, sócio da agência Quickmobile, foi excluído do processo porque a Justiça Eleitoral não conseguiu localizá-lo (sic) para entregar a notificação.

De acordo com Mussi, Querino não foi encontrado em nenhuma das três tentativas feitas pela Justiça nos endereços atribuídos a ele. Os advogados do PT recorreram duas vezes da decisão de Mussi de excluir o empresário da ação, mas não tiveram sucesso.

Sete testemunhas haviam sido intimadas: uma prestou depoimento, três —incluindo dois jornalistas da Folha— foram dispensadas pelo PT, autor da ação, e outras três serão ouvidas por videoconferência no próximo dia 28, segundo o TSE.

Os donos das agências de comunicação suspeitas de terem efetuado disparos de mensagens em massa, que figuram como réus na ação, não serão ouvidos nesta fase do processo. Segundo o TSE, não há previsão para o depoimento deles.

A Aije (Ação de Investigação Judicial Eleitoral), ajuizada pelo PT, foi aberta em outubro de 2018 após reportagem da Folha noticiar que empresários apoiadores de Bolsonaro bancaram o disparo de mensagens contra seu adversário na disputa, Fernando Haddad (PT), que acabou derrotado no segundo turno.

Os depoimentos estão sendo em conjunto com os de outras duas ações semelhantes ajuizadas pelo PDT.

Disparos em massa utilizam sistemas automatizados que não são permitidos pela legislação eleitoral. Além disso, pagamentos em benefício de um determinado candidato teriam de ser declarados à Justiça Eleitoral —do contrário, podem configurar caixa dois.

No cenário mais grave, caso fique comprovada a prática e o suposto abuso de poder econômico nas eleições, a ação poderá resultar na cassação do mandato do presidente e de seu vice, Hamilton Mourão (PRTB). [Folha]
Enquanto Bolsonaro não entregar o pacote de maldades completo: reforma trabalhista (nada de domingos, pessoal!), da Previdência (vai trabalhar, vovô!), entrega da Petrobras, das áreas ingígenas e quilombolas etc., o processo no TSE vai sendo tocado com a má vontade de Mussi em chegar a algum resultado.





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quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Bolsonaro e Doria fecharam 2.325 indústrias nos primeiros cinco meses de governo, só em São Paulo. Um recorde

Campanha BolsoDória em SP

Em São Paulo e no Brasil, política neoliberal de Bolsonaro e Doria destrói empresas, empregos e afunda a economia


Bem que Bolsonaro avisou em seus primeiros dias de governo que sua função, antes de construir alguma coisa (algo que não sabe, não quer nem tem competência alguma para fazer) era desconstruir:
— Eu sempre sonhei em libertar o Brasil da ideologia nefasta de esquerda (...). O Brasil não é um terreno aberto onde nós pretendemos construir coisas para o nosso povo. Nós temos é que desconstruir muita coisa. Desfazer muita coisa. Para depois nós começarmos a fazer. Que eu sirva para que, pelo menos, eu possa ser um ponto de inflexão, já estou muito feliz”, afirmou Bolsonaro num jantar com empresários em março último. [O Globo]. 
Nisto, desconstruir, destruir e desfazer, ele e seu pupilo em São Paulo, João Doria, são craques. Basta ver o estrago que suas políticas causaram apenas nos primeiros cinco meses de governo em São Paulo e no Brasil:
O Estado de São Paulo, maior polo industrial do País, registrou o fechamento de 2.325 indústrias de transformação e extrativas nos primeiros cinco meses do ano. O número é o mais alto para o período na última década e 12% maior que o do ano passado, segundo a Junta Comercial.  
(...) A situação da indústria paulista se repete em todo o País. Além do encerramento das atividades de empresas de pequeno porte, grandes grupos fecharam unidades consideradas menos produtivas e concentraram a produção em outras mais modernas, quase sempre sem levar a mão de obra.
A fabricante de pneus Pirelli anunciou em maio o fechamento da unidade de Gravataí (RS) e a demissão dos 900 funcionários. A produção de pneus de motos será unificada à de pneus para carros em Campinas (SP) onde serão geradas 300 vagas ao longo de três anos. A empresa alega necessidade de reestruturação “tendo em vista o cenário conjuntural difícil do País”.
Entre as empresas que fecharam fábricas este ano estão PepsiCo/Quaker (RS), PepsiCo/Mabel (MS), Kimberly-Clark (RS), Nestlé (RS), Malwee (SC), Britânia (BA) e Paquetá (BA). No ABC paulista, a autopeça Dura informou em janeiro que fecharia a fábrica em maio e demitiria 250 funcionários. Após greve e negociações envolvendo a prefeitura de Rio Grande da Serra e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a medida foi adiada. [Estadão]
Com a recessão técnica já anunciada, PIB negativo em dois trimestres consecutivos e expectativa de crescimento mais uma vez rebaixada e a caminho de zero, o governo Bolsonaro se desmancha em números a olhos vistos, enquanto o presidente fala para convertidos, os da mamadeira de piroca e jesus na goiabeira.

Até a hora em que não houver mais mamadeiras nem goiabas.





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