sábado, 21 de julho de 2018

Ciro não queria ser alternativa a Lula, mas a Alckmin. Agora, ficou sem alternativa

Ciro Gomes

A disputa de Ciro Gomes, ao contrário do que muitos pensavam, não era pelos votos da esquerda, de Lula. Ele sempre esteve de olho nos votos da direita. Enquanto enrolava pela esquerda, acenava para o Centrão e chegou a voltar atrás de um dia para outro em várias afirmações, quando criticado por DEM ou PP.

Ciro Gomes é político experiente e muito inteligente. Sabe que a eleição deste ano está polarizada. Se houver segundo turno, é Lula ou quem ele indicar de um lado. E alguém do outro. Por enquanto, é Bolsonaro. Mas ninguém acredita no Bolsonaro, tanto que ele não consegue um vice, embora lidere com relativa folga as pesquisas sem Lula. Sobram os outros de centro e direita, que Ciro queria representar.

Não deu. O Centrão centrou em Alckmin e Ciro ficou do tamanho que tinha.


Clique aqui e passe a receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp
Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos

Assine a newsletter do Blog do Mello

Aposentado faz visita como comprador ao 'tríplex do Lula no Guarujá' e desmonta farsa da sentença de Moro

Um quarto do triplex do Guarujá atribuído por Moro a Lula

Já que a imprensa não fez seu dever, um bancário aposentado resolveu tirar a prova dos nove e fazer uma visita como comprador ao tal tríplex que o juiz Moro afirma ser de Lula e por isso o condenou à prisão.

O bancário tirou fotos do imóvel e deu sua opinião sobre ele, que resumo em seguida. A íntegra você confere no DCM.

  • “Quando se falava em elevador privativo, imaginava que fosse algo que levasse da garagem ao apartamento, mas não. É um elevador que leva de um piso a outro no tal triplex, como esses elevadores para cadeirante. Uma coisa mixuruca, que não custa muito”, disse. 
  • “Vi ainda que o piso que teria sido trocado não é porcelanato de primeira linha, é um piso de segunda linha. Não é o pior, mas também não é o de primeira linha."
  • Viu ainda no apartamento um fogão velho, uma geladeira, um escritório improvisado, beliches, uma piscina com tamanho de uma banheira — “duas braçadas e você chega de uma ponta a outra”.
  • Sobre os armários: “Tudo madeira compensada, MDF, algo assim, uma porcaria."  

É nesse tríplex que a sentença se baseia. Sem nenhum documento que prove que ele é ou foi de Lula ou alguém de sua família; sem que Lula ou alguém de sua família tenha morado lá um dia sequer; e que Lula teria "recebido como propina" por... "fatos indeterminados".

A farsa da sentença contra Lula começa pelo "tríplex de luxo do Guarujá", passa pela sentença e leva Lula à prisão política em Curitiba, para que ele não possa concorrer à presidência e devolver o Brasil aos brasileiros. 


Clique aqui e passe a receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp
Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos

Assine a newsletter do Blog do Mello

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Cria de Severino Cavalcanti pode vir a ser novo presidente de fato do Brasil

Severino Cavalcanti e Ciro Nogueira. Foto José Cruz/ABr

Na ânsia de chegar ao segundo turno e tentar vencer Lula ou quem ele vier a indicar, Alckmin e Ciro brigaram até ontem pelos votos do chamado Centrão, apelido guloso no aumentativo da direita fisiológica.

Ciro perdeu mais uma. O Centrão escolheu Alckmin, mesmo com todos os acenos de Ciro Gomes ao DEM e ao PP. Com isso, o Chuchu, que já tinha bom tempo de TV, parte com seu agora latifúndio para desidratar Bolsonaro e chegar ao segundo turno com Lula ou o candidato do Lula.

Para conseguir o Centrão, Alckmin ofereceu mundos e fundos (nossos fundos...). A recondução de Rodrigo Maia à presidência da Câmara. Maia é aquele que disse que deputados não estão ali para fazer as vontades do povo. E disse também que é escravo do mercado. A presidência do Senado vai para as mãos de Ciro, mas não o Gomes, o Ciro Nogueira, aquele senador que tinha R$ 200 mil em dinheiro guardados em casa, como constatou operação da PF que vasculhou uma de suas residências.

Resumindo: como Temer hoje, Alckmin iria para a presidência, caso vença as eleições, refém do Centrão, num parlamentarismo que não ousa dizer o nome, sob comando de Ciro Nogueira, afilhado político do ex-deputado Severino Cavalcanti [os dois na imagem da postagem].

Quem não se recorda do folclórico Severino Cavalcanti, que caiu na presidência da Câmara numa briga pelo poder entre PT e oposição? Líder do chamado baixo clero, Severino era curto e grosso nas suas reivindicações ("quero uma diretoria da Petrobras, mas uma daquelas que fura poço").

Durou pouco, mas foi substituído por seu pupilo e sucessor, Ciro Nogueira, que quer a mesma coisa que ele, mas não comete a besteira de falar isso em público - só no privado, nos bastidores palacianos. É um Severino repaginado. Seu partido, o PP, tomou conta da Petrobras e, enquanto a mídia e Moro focam a corrupção dentro da Petrobras no PT, o PP é o partido com mais envolvidos nos esquemas da Petrobras.

E esse Severino repaginado pode ser o comandante do parlamentarismo que não ousa dizer o nome em que pode se transformar o país, com uma vitória de Alckmin.


Clique aqui e passe a receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp
Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos

Assine a newsletter do Blog do Mello