terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Raquel Dodge dá 3 passos na direção de livrar Temer das acusações de corrupção na JBS/Friboi e nos portos

PGR Raquel Dodge

Tempo estimado de leitura: 50 segundos
  1. O primeiro passo foi quando Raquel Dodge pediu ao STF que o diretor-geral da PF, Fernando Segovia, seja proibido de comentar o inquérito dos portos. Quando abriu a boca, Segovia, que dizem ser da cota de Sarney, mostrou à sociedade que é mais um defensor de Temer que um policial investigador: disse que uma mala não prova nada (mas olha que a mala tinha R$ 500 mil reais e até agora não se sabe a quem Loures a entregaria...) e que a investigação da corrupção de Temer no porto de Santos não havia conseguido provas contra o presidente por golpe. Calar Segovia é bom para espantar a mídia do assunto e manter a investigação no máximo da discrição.
  2. O segundo passo foi dado ontem, quando rescindiu a delação premiada de Wesley, da JBS/Friboi (a do irmão já havia sido rescindida pelo PGR anterior, Janot), o que é meio caminho andado para toda aquela gravação com Temer (e também com Aécio, em que ele diz "tem que ser um que a gente mata ele antes de delatar"), na base do "tem que manter isso aí"...
  3. O terceiro passo foi a negativa que acabou de dar ao pedido da Polícia Federal de quebra do sigilo fiscal e bancário de Temer, na investigação da acusação de corrupção no porto de Santos (aquela que Segóvia disse que não tinha nada). Como investigar se Temer levou dinheiro sem verificar sua movimentação bancária e fiscal?

Tudo isso pode não significar nada. Apenas infelizes coincidências. Mas é como eu sempre digo por aqui: rabo de porco, orelha de porco, pé de porco, costela de porco, pode ser que seja feijoada. Mas pode ser que seja porco.



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