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quarta-feira, 13 de março de 2019

Eduardo Bolsonaro minimiza caso Marielle: 'Ninguém conhecia quem era Marielle, antes de ser assassinada'

Eduardo Bolsonaro

Preocupado com as evidências que ligam sua família a milicianos, com o fato de o acusado pelo assassinato ser vizinho de seu pai em condomínio de luxo na Barra, o deputado Eduardo Bolsonaro tenta reduzir o caso do assassinato da vereadora Marielle Franco, onde também foi morto o motorista Anderson Gomes, a um caso de assassinato comum:
Quem era Marielle? Estou falando com todo o respeito. Ninguém conhecia quem era Marielle Franco antes de ela ter sido assassinada. Depois, todo mundo começou a conhecer porque foi dada uma grande notoriedade. Esse caso de assassinato é como vários outros casos de assassinato, como os outros 62 mil casos que a gente tem no Brasil.[Fonte: O Globo]

Se Marielle era uma pessoa comum igual às outras, por que Ronnie Lessa, o homem acusado de tê-la assassinado se deu ao trabalho de pesquisar sua vida e seus hábitos e rotina por vários dias e depois montar uma estratégia para executá-la friamente, tendo antes o cuidado de desligar as câmeras de vigilância das redondezas?

Lessa é acusado de ser um assassino de aluguel, frio. Por que um homem desses mataria uma pessoa comum, igual às 62 mil outras assassinadas, deputado?

É evidente que ele foi pago por alguém. Alguém que quis calar Marielle e mandar um recado a seu entorno, a todos aqueles que estão ligados ao deputado Marcelo Freixo, que foi o responsável pela CPI das Milícias no estado do Rio e até hoje vive com uma escolta permanente pelas ameaças de morte que lhe são feitas.

Milicianos, deputado, que são defendidos pela família Bolsonaro, pai e filhos, não apenas em entrevistas, mas premiados com medalhas e honrarias.

Milicianos que, inclusive, trabalharam para a família Bolsonaro, alguns levando até mãe e outros parentes.

Se não é possível fazer qualquer ligação da família Bolsonaro com o assassinato, não é possível também ignorar a proximidade da família com os milicianos.

Por isso, a investigação deve ir fundo para descobrir os mandantes, quem pagou pela morte de Marielle, com que objetivos.

Investigar também por que o assassinato de Marielle só veio a ser desvendado agora, por que o acusado pelo assassinato e vizinho de seu pai nunca fora investigado, se vive como milionário com uma pensão de sargento aposentado e é conhecido entre os milicianos como assassino de aluguel.

Deve ser incômodo e desagradável, deputado, ter o nome da família envolvido no assassinato, mas há muitas coincidências que relacionam os Bolsonaro aos milicianos, e elas devem ser investigadas e esclarecidas para que, ao final, se chegue à conclusão, se for o caso, de que não passavam disso, simples coincidências.

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